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Educação

Censo Escolar 2026: dados da 1ª etapa podem ser conferidos até dia 11

Consulta ajuda a detectar falhas antes da retificação de dados

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Escolas das redes de ensino municipais, estaduais e do Distrito Federal poderão conferir, até 11 de setembro, as informações prestadas na primeira etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2026 — Matrícula Inicial.

Pela primeira vez, os relatórios com os dados declarados durante o período oficial de coleta podem ser consultados no Sistema Educacenso do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

A  consulta permite que os responsáveis identifiquem possíveis inconsistências dos dados declarados antes da abertura do período oficial de retificação.

O Censo Escolar, coordenado pelo Inep, abrange as diferentes etapas e modalidades da educação básica e da educação profissional, incluindo educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, educação de jovens e adultos (EJA) e educação profissional.

Consulta e retificação

Até o dia 11, o Sistema Educacenso estará disponível exclusivamente para leitura. Portanto, os gestores de ensino e os responsáveis nas escolas não poderão editar ou alterar as informações declaradas.

Após a publicação dos dados preliminares do Censo Escolar 2026 no Diário Oficial da União (DOU), prevista para a segunda quinzena de setembro, a funcionalidade de edição será aberta para retificação de eventuais inconsistências identificadas nos dados informados.

Conforme a Portaria Inep nº 217/2026, o período de conferência e retificação dos dados terá duração de 30 dias. O procedimento deverá ser feito no mesmo Sistema EducaCenso, do Inep.

Cronograma

O cronograma também prevê que no dia 11 de dezembro deverá ocorrer o envio dos dados finais homologados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

As informações são usadas no cálculo dos coeficientes de distribuição do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

A divulgação dos resultados finais da primeira etapa, das sinopses estatísticas e dos demais estatísticas da Educação Básica está programada para 1º de fevereiro de 2027.

Alunos

Em 1º de fevereiro de 2027 tem início a segunda etapa do Censo Escolar da Educação Básica 2026, que trata da situação do aluno.

Nesta fase, o diretor ou responsável pela escola deverá coletar as informações sobre rendimento e movimento escolar daqueles estudantes que foram declarados na primeira etapa, incluindo dados de aprovação, reprovação, abandono e transferência.

O período de coleta termina no dia 12 de março de 2027.

As taxas preliminares de rendimento escolar e os relatórios por escola estarão disponíveis para conferência a partir de 1º de abril de 2027.

Os indicadores finais de rendimento escolar serão divulgados pelo Inep em 14 de maio de 2027.

Censo Escolar

Os dados no Censo Escolar servem para a formulação, o monitoramento e a avaliação de políticas públicas educacionais, além de servirem como referência para programas de financiamento e distribuição de recursos da educação.

As informações também são utilizadas na produção de estatísticas e indicadores educacionais, entre eles o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), as taxas de rendimento, as taxas de fluxo escolar e a distorção idade-série.

Os dados coletados são utilizadas também em estudos, pesquisas, avaliações educacionais e outras atividades previstas na legislação.

Além disso, os dados do Censo Escolar são adotados em procedimentos administrativos relacionados às políticas públicas da educação básica, conforme a legislação vigente.

Saúde

Anvisa interrompe fabricação de produtos de limpeza da Unilever

Lotes disponíveis no comércio não serão recolhidos

02/09/2026 19h00

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu, nesta quarta-feira (2), a fabricação de produtos de limpeza na unidade da empresa Unilever, em Vinhedo, São Paulo. 

De acordo com a agência reguladora, o objetivo é assegurar que futuros lotes dos produtos da empresa disponibilizados à população não ofereçam risco à saúde pública. Na unidade são produzidos sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas, entre outros.

A determinação está na Resolução 3.443/2026 publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira.

A ação é preventiva e foi adotada após inspeção na fábrica de saneantes entre os dias 24 e 28 de agosto em conjunto com o Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo e a Vigilância Sanitária do Município de Vinhedo.

Foram identificadas falhas nas Boas Práticas de Fabricação (BPF), que são requisitos que as empresas devem cumprir para assegurar que a produção conte com sistemas de controle de qualidade adequados.

Entre os problemas percebidos na unidade da multinacional, estão falhas nos controles realizados durante a fabricação e antes da liberação dos produtos e deficiências no monitoramento da água usada na produção. Também foram apontadas fragilidades na investigação e correção de problemas identificados pela própria empresa.

Produtos

A Anvisa esclarece que até o momento não há indicação de contaminação microbiológica ou outros problemas sobre os lotes produzidos na fábrica, e por esse motivo não determinou a suspensão da comercialização, da distribuição ou do uso dos produtos já fabricados e disponíveis no mercado, nem seu recolhimento.

Fabricante

Em comunicado à população, a Unilever Brasil esclarece que a inspeção resultou “em oportunidades de melhorias em processos de documentação e controle relacionadas às linhas de sabão líquido para lavar roupas e amaciante líquido para roupas”.

A empresa informa que todas as ações determinadas pela Anvisa foram prontamente iniciadas, com a suspensão temporária da produção desses itens, que já estão sendo implementadas as correções e que as demais linhas de produção da unidade seguem operando normalmente dos produtos de cuidados com a casa.

A indústria disse que continua atuando em colaboração com a Anvisa. “[A Unilever] considera os apontamentos parte importante para a evolução contínua de seus processos produtivos e de todo o setor”, conclui a nota institucional.

Fiscalização

A agência reguladora esclarece que essa vistoria faz parte de outras ações integradas de fiscalização sanitária de empresas fabricantes de saneantes, categoria que inclui produtos destinados à limpeza, desinfecção e conservação de ambientes.

Este ano, já foram realizadas sete inspeções em fabricantes, incluindo quatro dos maiores fabricantes do Brasil, conforme contabilizou a Anvisa.

Operação Nêmesis

Após festa do PCC, força-tarefa faz pente-fino na Máxima de Campo Grande

Operação Nêmesis reúne Polícia Penal e Força Penal Nacional em revistas e procedimentos de segurança após vídeo mostrar comemoração de integrantes da facção dentro do presídio

02/09/2026 18h38

Força-tarefa realiza pente-fino na Máxima de Campo Grande após vídeo mostrar comemoração de presos em alusão ao PCC.

Força-tarefa realiza pente-fino na Máxima de Campo Grande após vídeo mostrar comemoração de presos em alusão ao PCC. Foto: Foto: Divulgação: Senappen e Agepen/MS.

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Uma força-tarefa formada pela Polícia Penal de Mato Grosso do Sul e pela Força Penal Nacional (FPN) realiza um pente-fino no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande, nesta quarta-feira (2). A ação faz parte da Operação Nêmesis, desencadeada após a identificação de uma manifestação coletiva em alusão ao Primeiro Comando da Capital (PCC) dentro do presídio.

A operação é um novo desdobramento do caso revelado após a circulação de um vídeo gravado dentro da unidade. Nas imagens, detentos aparecem reunidos em uma comemoração em referência aos 33 anos da facção criminosa.

Durante a gravação, um preso faz um discurso e, sobre uma mesa, aparecem diversas porções de uma substância branca, semelhante à cocaína, organizadas em fileiras.

Nesta quarta-feira, porém, o foco das autoridades avançou para dentro da estrutura da Máxima. Policiais realizam revistas gerais, fiscalização de celas e demais dependências e procedimentos destinados a identificar irregularidades e possíveis materiais ilícitos, além de ações para dificultar a atuação de organizações criminosas de dentro do sistema penitenciário.

Força-tarefa realiza pente-fino na Máxima de Campo Grande após vídeo mostrar comemoração de presos em alusão ao PCC.Agentes da Força Penal Nacional e da Polícia Penal atuam durante a Operação Nêmesis na Máxima de Campo Grande. Foto: Divulgação: Senappen e Agepen/MS.

A operação também busca identificar outros internos eventualmente envolvidos em irregularidades.

Força-tarefa realiza pente-fino na Máxima de Campo Grande após vídeo mostrar comemoração de presos em alusão ao PCC.Operação Nêmesis mobiliza forças estaduais e federais em revistas e procedimentos de segurança na Máxima. Foto: Divulgação: Senappen e Agepen/MS.

Os presos apontados como participantes da comemoração começaram a ser transferidos, conforme noticiado anteriormente.

A Agepen não informou a quantidade de detentos retirados da Máxima nem revelou as unidades para as quais foram encaminhados, sob a justificativa de questões de segurança.

Além das transferências, os envolvidos estão sendo submetidos a Procedimento Administrativo Disciplinar do Interno (Padic), responsável por individualizar as condutas e definir as medidas disciplinares cabíveis.

Segundo a administração penitenciária, manifestações coletivas de apoio ou alusão a organizações criminosas podem configurar falta disciplinar grave nos termos da Lei de Execução Penal.

Força-tarefa realiza pente-fino na Máxima de Campo Grande após vídeo mostrar comemoração de presos em alusão ao PCC.
Agente da Força Penal Nacional durante fiscalização em uma das celas da Máxima de Campo Grande. Foto: Divulgação: Senappen e Agepen/MS.

Até o momento, não foi divulgado um balanço de eventuais materiais apreendidos especificamente durante o pente-fino realizado na Máxima.

Força Penal Nacional

A Operação Nêmesis coloca lado a lado policiais penais de Mato Grosso do Sul e integrantes da Força Penal Nacional, coordenada pela Polícia Penal Federal.

Força-tarefa realiza pente-fino na Máxima de Campo Grande após vídeo mostrar comemoração de presos em alusão ao PCC.
Equipes realizam fiscalização de celas e outras dependências durante a Operação Nêmesis. Foto: Divulgação: Senappen e Agepen/MS.

A mobilização ocorre em meio ao reforço das medidas destinadas a impedir a articulação de organizações criminosas dentro das penitenciárias e a entrada de materiais proibidos nas unidades.

O nome escolhido para a operação faz referência a Nêmesis, figura da tradição grega associada à resposta diante da transgressão da ordem e à aplicação de consequências.

Segundo a administração penitenciária, somente até julho deste ano foram realizadas 56 revistas em unidades prisionais de Mato Grosso do Sul, além dos procedimentos de segurança que fazem parte da rotina dos estabelecimentos penais, com acompanhamento da Gerência de Inteligência.

O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, afirmou que a mobilização na Máxima integra uma atuação permanente contra o crime organizado.

“A Operação Nêmesis faz parte do trabalho permanente da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul no enfrentamento ao crime organizado e no combate à entrada de ilícitos nas unidades prisionais. É uma atuação contínua e incansável para garantir a ordem, a disciplina e a segurança no sistema prisional e, consequentemente, contribuir para a segurança de toda a sociedade”, afirmou.

Drones na mira

Outra frente das forças de segurança é o combate ao uso de drones para transportar drogas, celulares e outros objetos para dentro dos presídios.

Desde 25 de agosto, a Polícia Penal de Mato Grosso do Sul e a Força Penal Nacional atuam em unidades de Campo Grande e Dourados com monitoramento e interceptação dessas aeronaves.

No período, foram apreendidos dois drones, 14 celulares, cinco carregadores e um rolo de linha reforçada utilizado para acoplar cargas.

Também foram recolhidos aproximadamente 1,7 quilo de substância com características semelhantes à maconha e cerca de 250 gramas de material semelhante à cocaína.

As apreensões correspondem ao conjunto das ações desenvolvidas nas unidades de Campo Grande e Dourados desde 25 de agosto e não são, necessariamente, materiais encontrados durante o pente-fino realizado nesta quarta-feira na Máxima.

Segundo a administração penitenciária, outras tentativas de lançamento de materiais ilícitos por drones também foram frustradas pelas equipes.

Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, a presença conjunta das forças estaduais e federais amplia a capacidade de atuação contra organizações criminosas dentro dos presídios.

“O enfrentamento ao crime organizado exige presença operacional, inteligência e integração”, afirmou.

A Operação Nêmesis permanece em andamento na Máxima de Campo Grande.

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