Cidades

MANIFESTAÇÃO

Centenas de bolsonaristas aproveitam Dia de Finados para pedir intervenção federal

Eles continuam, agora em maior número, aglomerados na avenida Duque de Caxias, em frente ao Comando Militar do Oeste (CMO)

Continue lendo...

Centenas de manifestantes bolsonaristas insatisfeitos e inconformados com o resultado das eleições presidenciais se aglomeraram na manhã desta quarta-feira (2) – no Dia de Finados – para pedir intervenção federal dos militares no País. Para os bolsonaristas, a eleição do último domingo – dia 30 de outubro – foi fraudada.

Os manifestantes bolsonaristas se aglomeraram – de forma pacífica – na avenida Duque de Caxias, em frente ao Comando Militar do Oeste (CMO), em Campo Grande (MS). Líderes de movimentos políticos de ultradireita destacaram, em seus discursos, que as forças armadas são pagas com o dinheiro do contribuinte e que “é chegada a hora de retribuir com ações que garantam a moralidade do País”.

Ao mesmo tempo, citaram versículos bíblicos, como, por exemplo o que está escrito da carta de Paulo aos Romanos, no Novo Testamento, precisamente no capítulo 8, versículo 15, que diz: “Porque o Espírito que vocês receberam de Deus não torna vocês escravos e não faz com que tenham medo”.

Nos discursos proferidos em um carro de som colocado em frente ao CMO, manifestantes bolsonaristas afirmaram que desde 1986 foram estabelecidos critérios antidemocráticos nas eleições e, de lá para cá, foram perpetuados. O problema é que essa afirmação inclui – também como fraude - a eleição do próprio presidente Jair Bolsonaro em outubro de 2018.

Para o pastor e empresário Anderson Oliveira, este feriado de finados será um dia a ser lembrado por causa grande participação contra o resultado das eleições. “Estamos esperando caravanas de vários municípios do interior do Estado, com destaque para Terenos, Ribas do Rio Pardo, São Gabriel do Oeste e até de Ponta Porã”, disse Anderson Oliveira.

De acordo com o pastor, quem estava na manifestação é quem não quer e nem vai aceitar a vitória Luiz Inácio Lula da Silva para presidente da República, principalmente por se tratar de “um homem condenado pela justiça”. O pastor disse, ainda, que esta manifestação não vai incluir políticos com mandatos, principalmente porque não se trata de um palanque e sim uma manifestação pacífica contra o resultado das eleições.

Segundo o empresário Rodrigo Lins, que é presidente do Instituto Nacionalista de Direita do Brasil e também diretor dos Guardiões da Nação em Mato Grosso do Sul, as manifestações não têm prazo para acabar. “Nossos caminhoneiros, que estão bloqueando as estradas, serão multados mas não vão desistir da luta. Temos apoio de muitos empresários, pecuaristas e sindicatos rurais. Não vamos deixar o Lula governar”, frisou Rodrigo Lins.

Diversos grupos de motociclistas participaram da manifestação. Um deles – o Gatu’s do Cerrado – quer a imediata aplicação do artigo 136 da Constituição, que é a intervenção federal. Por este artigo, em caso de fraudes eleitorais e desordem no País, teria que ser instaurado um Supremo Tribunal Militar e com a manutenção do atual presidente no poder – no caso, Jair Bolsonaro – junto com o Congresso Nacional.

O Supremo Tribunal Militar julgaria os fraudadores e causadores de tumultos, que, na avaliação dos manifestantes bolsonaristas, seriam Lula e aliados políticos, retirando também a legitimidade dos tribunais eleitorais e também do Poder Judiciário em geral, com destaque para o Supremo Tribunal Federal (STF), que é a instância máxima. Na trilha sonora dos bolsonaristas na manifestação, as músicas em destaque foram o hino nacional, o hino da bandeira e cânticos militares, como a canção “eu te amo meu Brasil, eu te amo”.

O capitão aposentado do Exército Renan Contar, de 38 anos, que é deputado estadual em fim de mandato e também foi derrotado no segundo turno das eleições para governador do Estado, participou das manifestações pacíficas. Ele estava com um grupo de motociclistas e foi aplaudido pelos manifestantes bolsonaristas.

Assine o Correio do Estado

Operação Abalo Sísmico

Garras investiga engenheiros em empresa de empreendimentos imobiliários na Capital

As investigações apontam que os crimes causaram um prejuízo aproximado de R$ 5 milhões à HVM Incorporadora

04/02/2026 18h00

São apurados os crimes de furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais

São apurados os crimes de furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais Reprodução

Continue Lendo...

Nesta terça-feira (3), a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS), deflagrou a Operação “Abalo Sísmico” e cumpriu mandados de busca domiciliar em Campo Grande e nos municípios paulistas de Sorocaba, Campinas e Votorantim.

O GARRAS investiga um esquema criminoso envolvendo engenheiros da HVM Incorporadora, grande empresa de empreendimentos imobiliários da Capital, contratados para a construção de edifícios de luxo, em conluio com prestadoras de serviço de transporte, perfuração de solo e instalação de fundações prediais.

São apurados os crimes de furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais, que causaram um prejuízo aproximado de R$ 5 milhões à empresa vítima.

Nesta quarta-feira (4), a HVM se posicionou sobre as investigações em uma de suas obras. De acordo com a nota, a incorporadora tomou conhecimento dos fatos e comunicou às autoridades, colaborando com a operação. Ressalta, ainda, que foi parte prejudicada na situação.

São apurados os crimes de furto qualificado mediante fraude e abuso de confiança, estelionato, associação criminosa e lavagem de capitais

Após juntar provas que apontavam para o envolvimento de engenheiros, almoxarife e responsáveis por empresas prestadoras de serviços no ramo de construções prediais, o GARRAS representou por medidas cautelares, que foram deferidas pelo Poder Judiciário.

Desta forma, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão domiciliar, sendo sete em Campo Grande, dois em Votorantim, um em Campinas e outro em Sorocaba.

A operação contou com apoio das Delegacias Especializadas de Repressão ao Narcotráfico (DENAR), de Roubos e Furtos (DERF), Furtos e Roubos de Veículos (DEFURV) e de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Apreensões

Durante as diligências, foi apreendida a quantia de aproximadamente R$700 mil em espécie na residência de um dos suspeitos, bem como aparelhos celulares dos envolvidos.

Ainda foi localizada, no imóvel de um dos suspeitos, uma arma de fogo calibre .22 e munições, sem qualquer documentação ou registro pertinente, motivo pelo qual o suspeito foi conduzido ao GARRAS, preso em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido.

“Abalo Sísmico”

A nomenclatura da operação – “Abalo Sísmico” – se refere ao intuito da investigação: atuação de uma força no local onde foram realizadas as fundações do edifício – subterrâneo – com o objetivo de expôr as irregularidades cometidas durante sua realização e que causaram prejuízo milionário à HVM Incorpordora.

Com a deflagração da operação, que culminou na apreensão de valores, arma de fogo, munições e dispositivos telefônicos, as investigações prosseguem, com intuito de se apurar os referidos crimes em sua totalidade.

Assine o Correio do Estado

Após chuvas

Buracos obrigam motoristas a "jogar xadrez" para tentar não cair em Campo Grande

Em cruzamento com mais de 10 buracos, o condutor precisa fazer "malabarismo" para desviar ou escolher qual buraco é menos prejudicial ao veículo

04/02/2026 17h33

Cruzamento entre a Avenida América com a rua Santos Dumont, neste trecho o

Cruzamento entre a Avenida América com a rua Santos Dumont, neste trecho o "jogo" é escapar da buraqueira Gerson Oliveira / Correio do Estado

Continue Lendo...

Após a semana iniciar com chuvas, a situação dos buracos nas vias ficou mais crítica em Campo Grande, exigindo perícia dos condutores, que em alguns casos não têm muita escolha a não ser decidir qual deles será menos prejudicial ao veículo.

Durante a tarde desta quarta-feira (04), a reportagem circulou pela região central de Campo Grande em diversos pontos, entre eles a Rua Visconde de Taunay, quase esquina com a Avenida Afonso Pena, em frente à Casa de Ensaio.

Tanto os motoristas que seguem pela Avenida Afonso Pena quanto os que precisam fazer a conversão à direita devem redobrar a atenção para não serem pegos de surpresa por um buraco logo na faixa de pedestres.

 

 

Em outro ponto, na Avenida América com a Rua Santos Dumont, o desafio durante o fluxo é que muitos veículos acabam circulando na contramão para desviar da buraqueira. No local são cerca de 12 buracos.

 

 

Moradores da região, que preferiram não se identificar, comentaram que o problema é antigo. Segundo eles, começou com a temporada de chuvas de dezembro e, com as de janeiro, a situação foi se agravando.

 

 

Cruzamento entre a Avenida América com a rua Santos Dumont, neste trecho o "jogo" é escapar da buraqueiraCrédito: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Transtornos

Na Rua Cerro Corá, no bairro Jardim Paulista, a situação é diferente, uma vez que o buraco se abriu tomando quase toda a extensão da via, não restando outra alternativa a não ser atravessar o percalço.

O empresário do Bar em Bar Coquetelaria, Carlos Magno, enfrenta o problema diariamente, já que a cratera está localizada em frente ao estabelecimento. O que começou no fim de novembro como uma pequena fissura acabou se expandindo.

“Começou a minar água ali. Na verdade, isso começou a rachar por causa da mina d’água e, com o tempo, foi aumentando. A vizinha aqui do lado mandou mensagem, eu liguei para a concessionária de água, mas eles não atendiam”, explicou Carlos.

Tentando resolver a situação, o empresário enviou fotos e, em dezembro, abriu dois protocolos, acreditando que o problema tivesse sido causado por um vazamento.

A preocupação é com a velocidade dos veículos que trafegam pela via e que, muitas vezes, acabam atingindo o buraco.

“A galera passa aqui, desce estourando e bate ali o pneu, enfim”, relatou.

Segundo o empresário, também é comum que, na tentativa de desviar do buraco, motoristas entrem na contramão, colocando em risco o tráfego na região.

Moradora da rua, a aposentada Sueli Miranda reforçou que a situação não teve início com a chuva, mas sim devido a um vazamento de água, sendo que as precipitações apenas potencializaram o problema.

“Aqui tinha um buraco enorme. Minha filha ligou dez vezes até eles virem, porque estava jorrando água além do buraco. Eles vieram e arrumaram aqui. A minha filha falou: ‘tem mais quatro’, e o funcionário respondeu que só poderia resolver se outros moradores ligassem. A cidade inteira está tomada por buracos”, afirmou Sueli.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da Prefeitura de Campo Grande para questionar quando o serviço de tapa-buracos na região central será realizado. No entanto, até o fechamento desta matéria, não houve resposta.

 

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).