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Cesp aumenta vazão em Porto Primavera para nível alarmante

Anúncio feito hoje informa que serão até 13 mil metros cúbicos por segundo. Desde a semana passada fazendas voltaram a ser invadidas pela água

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Comunicado distribuído pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp) nesta quarta-feira (19) informa que nos próximos dias vai aumentar para até 13 mil metros cúbicos por segundo a vazão pelas comportas da hidrelétrica de Porto Primavera. O alerta está sendo dado principalmente porque com este volume as fazendas em Batayporã voltarão a ser invadidas pela cheia. 

Fechadas no dia 31 de março, as comportas foram reabertas no dia 13 de abril, mas com vazão máxima de 10 mil metros cúbicos por segundo, o que aconteceu no último domingo. Mas, por causa das fortes chuvas desta terça-feira (18) em toda a bacia do Rio Paraná, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) determinou o aumento na vazão em Porto Primavera e também em outras usinas rio acima, como Ilha Solteira e Jupiá. 

Prevendo que os alagamentos vão realmente aumentar significativamente,  no comunicado a Cesp faz um alerta aos fazendeiros de Mato Grosso do Sul para que fiquem atentos também ao nível dos rios Paranapanema e Ivinhema, que desembocam o Rio Paraná abaixo de Porto Primavera. Com isso, a energética quer dar a entender que a cheia não será unicamente por causa do aumento na vazão na usina, mas também por causa da cheia nestes dois rios. 

A Cesp não informa durante quantos dias as comportas ficarão abertas e nem a data em que a vazão máxima, de até 13 mil metros cúbicos por segundo, vai acontecer. Porém, informalmente a assessoria da empresa admitiu que isso deve acontecer já nesta quinta-feira. Em períodos normais, sem excesso de chuvas, a vazão máxima de Porto Primavera é de até 7,5 mil metros cúbicos por segundo. Porém, geralmente a vazão fica na casa dos três a quatro mil metros por segundo.

Por causa do excesso de chuvas, as comportas foram abertas pela primeira vez em 18 de janeiro e a vazão extra de água se estendeu até 31 de março. Por conta disso, cerca de nove mil hectares de sete fazendas no município de Batayporã ficaram submersos. Pelo menos sete mil bovinos tiveram de ser retirados destas áreas e até agora não voltaram, já que as pastagens morreram.

Conforme o coordenador da Defesa Civil de Batayporã, Gilberto Batista dos Santos, com a reabertura das comportas na semana passada, a água já voltou a invadir parte das fazendas que haviam começado a ficar livres das inundações. Mas, com o anúncio desta quarta-feira, a situação  deve voltar a ficar caótica, acredita ele. 

Porém, deve ficar menos grave do que ao longo de março. Isso porque, segundo Gilberto, um engenheiro da Cesp comunicou a Defesa Civil que a vazão de até 13 mil metros cúbicos deve ficar restrita a um período de até quatro dias. E, sendo assim, a área totalmente alagada deve ser um pouco menor que no mês passado, estima Gilberto 

INDENIZAÇÃO

Durante o primeiro período de abertura das comportas, que se estendeu por 73 dias, a vazão máxima chegou a quase 14 mil metros cúbicos por segundo, valor próximo ao daquilo que deve acontecer a partir de amanhã. E por conta dos alagamentos o Ministério Público Estadual (MPE) de Batayporã instaurar Inquérito Civil para apurar possíveis danos ambientais e de ordem coletiva cometidos pela 

Conforme publicação do dia 12 de abril no diário oficial do MPE, a promotoria deu prazo de dez dias úteis para que os proprietários da Cesp enviem explicações que considerarem necessárias sobre o fenômeno que resultou naS inundações. 

Além de ouvir a Cesp, a promotoria de Batayporã quer ouvir fazendeiros, a Defesa Civil e a prefeitura para conseguir estimar os prejuízos e assim fundamentar um possível pedido de indenização. 

Conforme o prefeito de Batayporã,  Germino da Roz Silva, o município virou “uma espécie de ralo da Cesp. Toda vez que abrem a descarga de água é por aqui que todo volume passa”. E, por estar à jusante da barragem, o município não tem direito a royalties sobre a energia gerada pela usina  (Anaurilândia recebe em torno de R$ 3,5 milhões por ano) e precisa arcar com uma série de prejuízos causados pela hidrelétrica. 

Ele garante que antes da formação do lago, há 20 anos, os alagamentos nunca aconteceram em tamanha proporção como em 2023. Isso comprova, segundo ele, que a Cesp tem responsabilidade e precisa arcar com os prejuízos. 

Gersino diz que, além do MPE, ele também vai recorrer à justiça para que os prejuízos sejam ressarcidos, já que várias estradas municipais foram danificadas durante o período de cheia e, além disso, que queda na produção de gado destas terras reduz a geração de impostos para  o município.  “Iremos entrar com uma ação de reparação estruturante e ambiental”, afirmou ele na semana passada. 

Para tentar calcular os prejuízos sofridos pelos fazendeiros, o MPE está requerendo inclusive imagens de satélites para descobrir a dimensão exata das áreas submersas e das pastagens que ficaram impróprias para uso depois que a água baixou. 

 

Plataforma

Discord entrega à AGU proposta para reforçar segurança de crianças

Medida vem após caso de live que induziu menina a tirar a vida

11/08/2026 21h00

Juca Varela/Agência Brasi

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A empresa Discord, dona do aplicativo de comunicação de mesmo nome, entregou à Advocacia-Geral da União (AGU) uma proposta prevendo a adoção de medidas destinadas a reforçar a segurança de seus usuários no ambiente digital, especialmente crianças e adolescentes.

Segundo a AGU informou em nota na tarde desta terça-feira (11), representantes da companhia apresentaram a proposta nesta segunda-feira (10) – quatro dias após terem se reunido com servidores da AGU, do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), para tratar de falhas na verificação da idade dos usuários do aplicativo e na proteção de menores de 18 anos de idade.

A AGU não detalhou os termos da proposta, mas destacou que vai analisá-la em parceria com os demais órgãos federais.

“A partir da avaliação das medidas, procedimentos e mecanismos apresentados pela empresa, a AGU examinará a possibilidade de avançar na construção de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com compromissos, obrigações, mecanismos de acompanhamento e prazos destinados à adequação da plataforma às exigências [legais] brasileiras”, diz nota.

Ainda segundo o órgão, a busca por uma solução consensual não afasta a possibilidade da União adotar as medidas administrativas e judiciais cabíveis para garantir o cumprimento da legislação e a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

A reunião da última sexta-feira foi agendada após a repercussão do caso de uma adolescente de 13 anos que foi induzida a tirar a própria vida durante uma live transmitida em tempo real por canais do Discord, em 22 de julho. A situação foi investigada na Operação Lívia.

Durante a reunião da semana passada, os representantes da empresa manifestaram disposição para cumprir as exigências legais e corrigir quaisquer falhas identificadas.

De acordo com a AGU, “a identificação de falhas nos mecanismos de verificação de idade e de proteção”, previstos na Lei 15.211/2025, o chamado ECA Digital, “suscitaram preocupações quanto à efetividade das medidas adotadas pela Discord para prevenir o acesso e a exposição de crianças e adolescentes a situações de risco no ambiente digital”.

Casa Própria

Mil famílias podem receber até R$ 16 mil para comprar casa própria em Campo Grande

Feirão Habita começa nesta quarta-feira (12) e disponibiliza mil benefícios para ajudar famílias a custear a entrada e viabilizar a compra do imóvel próprio.

11/08/2026 18h29

Empreendimentos habitacionais estão entre as opções para famílias que buscam realizar o sonho da casa própria em Campo Grande.

Empreendimentos habitacionais estão entre as opções para famílias que buscam realizar o sonho da casa própria em Campo Grande. Foto: Divulgação

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Famílias que pretendem comprar a casa própria em Campo Grande terão uma nova oportunidade para conseguir auxílio financeiro na aquisição do imóvel. A partir desta quarta-feira (12), a 11ª edição do Feirão Habita Campo Grande reunirá empreendimentos habitacionais e disponibilizará mil cotas do programa Bônus Sonho de Morar, com benefícios que podem chegar a R$ 16 mil, conforme a faixa de renda familiar.

O auxílio funciona como um incentivo para reduzir uma das principais dificuldades enfrentadas por quem busca financiamento imobiliário: o valor necessário para concretizar a compra do imóvel. O benefício é direcionado às famílias que se enquadram nos critérios estabelecidos pelo programa habitacional do município.

A 11ª edição do Feirão Habita Campo Grande, ViraCG Habitação será realizada entre 12 e 22 de agosto, com atendimento das 10h às 20h, exceto aos domingos, no Pátio Central, localizado na Rua Marechal Rondon, nº 1.380, região central da Capital. As datas e o local constam em edital publicado pela Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha). 

Como participar

Durante o evento, os interessados poderão solicitar a reserva de cota do Bônus Sonho de Morar. A concessão, no entanto, não é automática e depende do cumprimento dos requisitos previstos na regulamentação do programa.

Além do benefício financeiro, o feirão funcionará como ponto de atendimento para quem pretende entrar ou já está inserido nos programas habitacionais da Capital.

Será possível realizar ou atualizar o cadastro junto à Emha, conhecer os empreendimentos participantes e receber orientações sobre as possibilidades de financiamento habitacional. 

A iniciativa reunirá empresas da construção civil, incorporadoras e imobiliárias participantes do ViraCG Habitação. Os imóveis apresentados no evento estarão enquadrados em programas de habitação de interesse social, conforme estabelecido pela regulamentação municipal. 

Bônus pode chegar a R$ 16 mil

Nesta edição, serão disponibilizadas mil cotas do Bônus Sonho de Morar. Os valores variam de acordo com a renda familiar dos beneficiários e podem alcançar R$ 16 mil.

Na prática, o programa busca complementar os recursos necessários para viabilizar a aquisição do imóvel, especialmente para famílias que conseguem assumir um financiamento, mas encontram dificuldade para reunir o montante exigido na etapa inicial da compra.

A reserva da cota poderá ser solicitada diretamente durante o Feirão Habita. O edital da Emha confirma que o benefício estará disponível no evento e estabelece que a concessão deverá respeitar os requisitos e critérios previstos na regulamentação vigente. 

Feirão vai reunir imóveis de interesse social

A proposta é concentrar em um mesmo espaço diferentes etapas da busca pela casa própria. Além de verificar a possibilidade de acesso ao bônus, o interessado poderá conhecer os projetos apresentados pelas empresas participantes e buscar informações sobre as condições de financiamento.

Segundo o edital, construtoras, incorporadoras e imobiliárias estarão presentes com empreendimentos enquadrados nos programas de habitação de interesse social de Campo Grande. 

O atendimento será realizado durante dez dias, entre 12 e 22 de agosto, com exceção dos domingos. A programação ocorre das 10h às 20h, ampliando o período disponível para as famílias interessadas procurarem atendimento.

Serviço

O 11º Feirão Habita Campo Grande, ViraCG Habitação começa nesta quarta-feira (12), no Pátio Central, na Rua Marechal Rondon, nº 1.380. O evento segue até 22 de agosto, das 10h às 20h, exceto aos domingos.

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