Jean Gabriel Rapini de Souza, morto em confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar, na noite desta segunda-feira (10), estava como passageiro de um carro de aplicativo, quando foi alvejado pelos agentes de segurança pública, na Avenida Manoel Ferreira , próximo ao Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS).
De acordo com o relato do Batalhão de Choque, durante patrulhamento ostensivo, os agentes identificaram um carro de aplicativo que trafegava pela Avenida Duque de Caxias. O comportamento apresentado pelo passageiro despertou a suspeita dos policiais, que realizaram o acompanhamento do veículo até abordarem na Avenida Manoel Ferreira.
Segundo os policiais, durante a abordagem, o condutor desembarcou e informou que estava trabalhando como motorista de aplicativo. O passageiro, entretanto, permaneceu no interior do veículo, mesmo após receber ordem para desembarcar.
Diante da resistência em cumprir a determinação policial, foi novamente dada ordem para que o indivíduo desembarcasse. Quando desceu do veículo, Jean Gabriel portava uma arma de fogo e efetuou disparo na direção da equipe policial. Neste momento, houve confronto armado e o indivíduo foi atingido.
Após o confronto, a equipe do Batalhão de Choque acionou o serviço de socorro, solicitando atendimento médico emergencial. O indivíduo foi encaminhado à UPA Vila Almeida. Apesar de receber atendimento médico na unidade hospitalar, ele não resistiu aos ferimentos e foi a óbito. Durante a busca, foram localizados uma arma de fogo e 26 pinos de cocaína.
Histórico criminal
Jean Gabriel possuía extenso histórico criminal, com inúmeras passagens por ocorrências policiais, inclusive registros relacionados a crimes de natureza grave, como o latrocínio contra o taxista Luciano Barbosa Franco, em 2020, quando tinha apenas 17 anos.
O indivíduo era fichado desde 2018, quando tinha 15 anos, com crimes relacionados à receptação. A partir de 2019, ele começou a demonstrar envolvimento reiterado com crimes patrimoniais violentos, emprego de arma de fogo e associação criminosa.
Os crimes de Jean no ano de 2020 tiveram maior gravidade, concentrando diversos registros de roubo armado, associação criminosa, restrição da liberdade da vítima, porte ilegal de arma de fogo, latrocínio, ameaça, desacato e lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica.
Os registros de Jean vão até 2025, quando esteve envolvido em ameaças, injúria, vias de fato, descumprimento de medida protetiva e lesão corporal contra mulher.







