Cidades

BURACOS CONSTANTES

Chuva abre crateras em trecho em obras no Noroeste

Rua Urupês tem fendas que cortam a entrada dos moradores nas casas e há cerca de três meses Prefeitura afirmou que via seria uma das primeiras a ser asfaltada "em poucos dias"

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Após as chuvas dessa quarta-feira (20) alagarem a região central, no Jardim Noroeste o efeito foi destrutivo e crateras foram abertas em um trecho que está em obras há tempos, com as águas "varrendo" parte do serviço já feito e trazendo transtornos aos moradores.

Moradora do Noroeste há cerca de três décadas, Francisca Delosanta Gimenes, 56 anos, vive há cerca de sete anos na rua Urupês com seu marido Alexandre da Silva, 37, e eles contam que os transtornos começaram a aparecer após os serviços na via. 

"Não tinha, era uma rua normal. Agora quando chove a gente não pode sair, tem que ficar preso dentro de casa e nem carro de aplicativo vem para cá. Fiquei doente aqui três dias nessa época de chuva e nem Samu não vem", revela Francisca.

Ela e demais vizinhos confirmam que ainda no último mês os serviços aconteciam na Rua Urupês. Também, ela aponta promessas feitas pela própria chefe do Executivo, Adriane Lopes, sobre os prazos das obras. 

"A prefeita veio, olhou, disse que até o Natal ia entregar, depois já não tinha mais verba para mexer. Depois ela nem voltou aqui para dar satisfação para a gente", pontua. 

Além de dona Francisca, a bispa Adriane de Oliveira é outra moradora que reclama da situação atual. Vivendo há 13 anos na rua Urupês, ela cita que a enxurrada vinda do bairro Leon do Conte desce e arrasta a terra, entulhos e, dependendo da força, abre crateras a cada nova chuva. 

"A última vez que passou a máquina foi mês passado, fez a parte do encanamento do esgoto e disseram que iria terminar em dezembro. Justamente onde passou a manilha já está solta, porque abriu ainda mais o buraco... essa areia não aguenta a tromba d'água que vem", esclarece Adriane. 

Enquanto crateras impedem a entrada de veículos em diversas casas, uma vala ainda maior foi aberta perto de onde está sendo feita bacia de contenção, devido à força das águas. 

Conforme a Prefeitura, a característica do terreno no local (arenosa) é o que facilita à abertura de crateras diante de chuvas mais fortes. 

Promessa antiga

Ainda, em resposta ao Correio do Estado, o Executivo Municipal sinaliza que na Rua Urupês é executada atualmente a drenagem da via, sendo que a próxima etapa deve ser a pavimentação. 

Também, não houve dano na tubulação desse sistema já implantado, indica o Executivo, sendo que o projeto também consta a construção de uma bacia de amortecimento. 

"Sobre os estragos com a chuva de ontem, a empresa que executa a obra iniciou hoje o aterramento dos trechos danificados pela cratera", explica. 

Sendo que, atualmente, uma cratera impede que carros sigam pela rua Urupês, a prefeitura faz questão de ressaltar que, onde a chuva provocou as crateras, a empresa deve terminar os aterros ainda hoje. 

A previsão da Prefeitura é que a conclusão da obra do Jardim Noroeste aconteça com prazo máximo até julho de 2024

Entretanto, como já abordou o Correio do Estado ainda este ano, a rua Urupês deveria ser uma das primeiras a receber pavimentação, junto da Indianápolis ainda no mês de setembro. 

Essa ordem de serviço, da primeira etapa de pavimentação asfáltica e drenagem no Noroeste, foi anunciada por Adriane Lopes ainda em 02 de setembro, com expectativa de início "em breve". 

Cerca de R$ 9,4 milhões foram investidos, em parceria com o governo de Mato Grosso do Sul e Caixa Econômica Federal. 
**(Colaborou Naiara Camargo)

 

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Educação

Estudante de Campo Grande representa o Brasil em intercâmbio de tecnologia na China

Aos 16 anos, jovem participou de programa internacional e quer incentivar outros sul-mato-grossenses a buscarem oportunidades no exterior

07/08/2026 14h15

estudante Pedro Henrique Bernardo Trindade, de 16 anos

estudante Pedro Henrique Bernardo Trindade, de 16 anos Arquivo Pessoal

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O estudante Pedro Henrique Bernardo Trindade, de 16 anos, morador de Campo Grande, foi um dos dez brasileiros selecionados para participar de um programa internacional voltado às áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). Entre os dias 8 de julho e 5 de agosto, ele participou de uma imersão na China ao lado de estudantes de mais de 15 países.

Aluno do 2º ano do Ensino Médio no Colégio Militar de Campo Grande, Pedro construiu a trajetória acadêmica participando de olimpíadas do conhecimento, projetos de iniciação científica e pesquisas desenvolvidas na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Durante o intercâmbio, o estudante participou de atividades nas áreas de robótica, engenharia da computação e inovação, além de visitar centros de pesquisa, universidades e empresas de tecnologia. Também integrou equipes multiculturais para desenvolver desafios de engenharia e teve contato com diferentes modelos de desenvolvimento sustentável.

Para Pedro, a experiência mudou a forma como enxerga o papel da tecnologia na sociedade. "Voltei da China com a percepção de que investimentos em educação, pesquisa, infraestrutura e inovação fortalecem a capacidade de um país de se desenvolver. Mais do que conhecer novas tecnologias, aprendi que o verdadeiro diferencial está em transformar conhecimento em soluções que beneficiem toda a sociedade", afirma.

De volta ao Brasil, o estudante já pensa nos próximos passos. Não só aplicar o conhecimento adquirido, ele pretende compartilhar a experiência para estimular outros jovens de Mato Grosso do Sul a acreditarem no próprio potencial.

"Quero mostrar para outros estudantes que oportunidades internacionais são possíveis. Muitas vezes, o maior obstáculo não é a falta de capacidade, mas a falta de informação ou de confiança para dar o primeiro passo", diz.

Segundo o estudante, a intenção é incentivar a participação de jovens em olimpíadas do conhecimento, projetos de pesquisa e programas de intercâmbio. Para ele, experiências internacionais ampliam horizontes e contribuem para formar profissionais e cidadãos mais preparados para um mundo cada vez mais conectado.

Polícia

Bebê desaparece após adolescente e irmã serem mantidas em cárcere, na Capital

Jovem afirma que ela e a irmã, de 13 anos, foram amarradas e mantidas em cárcere; Polícia Civil investiga o desaparecimento da criança

07/08/2026 14h00

Fachada da DEPCA - (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente)

Fachada da DEPCA - (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e Adolescente) FOTO: Divulgação PCMS

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Uma bebê desapareceu após a mãe, uma adolescente de 17 anos, e a tia, de 13 anos, afirmarem que foram mantidas em cárcere por várias horas em uma residência, em Campo Grande. O caso ocorreu na quinta-feira (6) e é investigado pela Polícia Civil. A mãe da criança presta depoimento na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) na tarde desta sexta-feira (7).

Em entrevista ao Correio do Estado, a madrinha da bebê contou que a adolescente conheceu uma mulher em um grupo de doações no WhatsApp. Segundo ela, a suspeita inicialmente doou roupas para a criança e, dias depois, ofereceu um ensaio fotográfico. Como o encontro não aconteceu, a mulher teria feito uma proposta de trabalho para a jovem.

De acordo com o relato da familiar, a adolescente aceitou cuidar de um bebê de seis meses pelo valor de R$ 100 e recebeu autorização para levar a própria filha. Ela foi até o endereço acompanhada da bebê e da irmã, de 13 anos, que a auxiliaria durante o trabalho.

Ainda conforme a madrinha, ao chegarem ao imóvel, as duas adolescentes foram surpreendidas por pessoas que as renderam. "Eles abordaram elas, amarraram elas e trancaram uma no banheiro e a outra em um quarto com a neném. Elas ficaram lá até por volta de uma da manhã, quando foram soltas em um terreno baldio, nas proximidades da Avenida Guaicurus", relatou.

Após serem libertadas, as adolescentes caminharam de volta para casa. Desde então, a bebê não foi mais encontrada. A família informou que tentou localizar o imóvel onde elas haviam sido levadas, mas não conseguiu encontrá-lo. O celular da mãe também não foi devolvido.

A Polícia Militar informou que realizou o primeiro atendimento da ocorrência, mas que o caso está sob responsabilidade da Polícia Civil. A corporação informou ainda que, até o momento, a ocorrência não é tratada oficialmente como sequestro, e que as circunstâncias ainda estão sendo apuradas.

"A equipe da PM fez o primeiro atendimento e, como elas não recordavam direito das informações, todas foram levadas para a delegacia. As diligências seguem com a equipe da Polícia Civil", informou.

A mãe da bebê permanece durante a tarde desta sexta-feira na DPCA, onde presta depoimento. Até a publicação desta reportagem, a criança não havia sido localizada e a Polícia Civil ainda não divulgou informações sobre o andamento das investigações.

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