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Astronomia

Chuva de meteoros poderá ser vista em todo o Brasil nesta madrugada

Em Mato Grosso do Sul, os meteoros poderão ser observados a partir da meia-noite, saindo da Constelação Lira.

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A chuva de meteoroso conhecida como Líridas atingirá o seu pico máximo na madrugada de hoje (22) para amanhã (23) e poderá ser vista em todo o Brasil. O fenômeno acontece todos os anos quando a Terra atravessa os detritos deixados pelo cometa Thatcher. 

Ao entrarem na atmosfera terrestre, os detritos cruzam o céu em alta velocidade, fazendo com que os fragmentos de poeira e rocha se incendeiem pelo atrito com o oxigênio. É isso que causa os rastros luminosos que chamamos de "estrelas cadentes". 

A maior visibilidade será por volta das 2h da manhã. Em Mato Grosso do Sul, será possível observar o fenômeno a partir da meia noite. Isso porque, de acordo com o astrônomo do Observatório Nacional, Dr. Marcelo De Cicco, é nesse período onde a lua estará menos brilhantes, favorecendo uma maior escuridão no céu. 

o pico ocorre dois dias antes da fase de Quarto Crescente, o que faz com que a Lua se ponha ainda no início da noite. Assim, a madrugada permanece escura, criando um cenário ideal para observação”, afirmou o astrônomo. 

A Lua está na fase crescente, com iluminação entre 27% e 35%. Assim, sua interferência será mínima. Isso faz com que até os meteoros mais fracos fiquem visíveis. 

Para assistir às Líridas, a recomendação é que o observador vá até um local com pouca iluminação ou interferência de luz e olhar para o Norte, em direção à estrela Vega e á Constelação de Lira. 

O Hemisfério Norte será o ponto com maior visualização do fenômeno, mas no Hemisfério Sul, especialmente em todo o Brasil, será possível acompanhar os meteoros. 

Chuva de meteoros mais antiga

O aparecimento de Líridas é uma das chuvas de meteoros mais antigas, com registros chineses que datam de 687 a.C (antes de Cristo). 

O cometa Tatcher (C/1861 G1) leva cerca de 415 anos para completar uma volta ao redor do Sol, e a última vez que se aproximou da Terra foi no século XIX. Durante sua passagem, ele deixa um rastro extenso de meteoroides, que são rastros de sujeira e poeira. 

Uma chuva de meteoros acontece quando diversos meteoros cruzam o céu, saindo de um ponto em comum, chamado Radiante. No caso das Líridas, o radiante vem da constelação de Lira. 

No Hemisfério Sul, é possível encontrar o radiante logo abaixo no horizonte norte, após a meia noite. A taxa das Líridas é de uma média de 18 meteoros por hora, sendo considerada uma chuva modesta. 

Mesmo assim, são conhecidas por surpresas ocasionais, podendo acontecer aumentos repentinos nas quantidades de meteoros. Em 1982, foi observada uma taxa de 90 meteoros por hora. A velocidade de 49 km/s dos meteoros gera flashes rápidos, nítidos e podem aparecer bolas de fogo. 

Onde observar a chuva de meteoros em MS

Mato Grosso do Sul é um ambiente favorável para assistir a eventos celestes noturnos, devido a pouca interferência e poluição luminosa durante a noite. 

O que faz a diferença na observação é estar em um ambiente externo escuro, com o céu limpo. Assim, os melhores locais no Estado são em serras e áreas afastadas das cidades. 

Nas áreas pantaneiras, como em Corumbá e Aquidauana, o céu "gigante" é uma tela para a aparição dos meteoros. 

Em regiões de Serras e altitudes mais elevadas, como em Rochedo, a Serra de Maracaju e, até mesmo, nas regiões de Camisão, a frequência do céu limpo e as umidades menores que o Pantanal também são fatores que contribuem para uma observação mais nítida e certeira. 

Ao chegar ao local de observação, se ajeite de forma confortável e espere 15 minutos para que os seus olhos se acostumem à escuridão. As Líridas podem ser vistas a olho nu, mas, para melhorar a experiência, é indicado o uso de telescópios. 

a partir de 10 anos

Anvisa aprova Mounjaro para criança e adolescente com diabetes tipo 2

Crianças a partir de 10 anos poderão usar o medicamento, que até então era restrito para adultos

22/04/2026 14h31

Monjauro poderá ser usado por crianças com diabetes

Monjauro poderá ser usado por crianças com diabetes Divulgação

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (22) o uso do medicamento Mounjaro para tratar diabetes tipo 2 em crianças a partir de 10 anos. Até então, a indicação era apenas para uso adulto. 

Em nota, a Anvisa informou que as demais indicações do medicamento permanecem para uso adulto. “A única mudança foi a ampliação da população-alvo para tratamento de diabetes, que era apenas de uso adulto e agora passa a ser de uso pediátrico”.  

O Mounjaro é um dos diversos medicamentos  da classe dos agonistas do receptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras.

Manipulação

Na próxima semana, a diretoria colegiada da Anvisa discute uma proposta de instrução normativa sobre procedimentos e requisitos técnicos que tratarão da manipulação de canetas emagrecedoras.

A nova norma fará parte de um conjunto de estratégias que integram o plano de ação anunciado no último dia 6, composto por medidas regulatórias e de fiscalização relacionadas a esse tipo de medicamento.

Grupos de trabalho
Na semana passada, a agência publicou portarias que criam dois grupos de trabalho para dar suporte à atuação da autarquia no controle sanitário e garantir a segurança de pacientes que utilizam canetas emagrecedoras.

O primeiro grupo, formalizado pela Portaria 488/2026, será formado por representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO).

Já a Portaria 489/2026 institui o segundo grupo, que vai acompanhar e avaliar a implementação de um plano de ação proposto pela Anvisa e subsidiar a tomada de decisão da diretoria colegiada a partir da proposição de medidas de aprimoramento.

Epidemia

Chikungunya: prefeitura de recolhe 20 toneladas de lixo em aldeias de Dourados

Mato Grosso do Sul já soma 12 mortes por chikungunya em 2026, o que representa 63% dos 19 óbitos registrados em todo o Brasil neste ano

22/04/2026 14h15

Foto: Divulgação

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A Prefeitura de Dourados intensificou o combate à chikungunya com um mutirão de limpeza na Reserva Indígena que, nos últimos três dias, já retirou cerca de 20 toneladas de resíduos nas aldeias Bororó e Jaguapiru. A ação começou na segunda-feira (20) e tem como principal objetivo eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti, também vetor da dengue e da zika.

Nesta quarta-feira (22), as equipes iniciaram os trabalhos nas primeiras horas do dia na Aldeia Bororó e atuam simultaneamente na Aldeia Jaguapiru e na Comunidade Santa Felicidade. Com o uso de caminhões, maquinários e pás carregadeiras, o mutirão realiza limpeza porta a porta e em áreas consideradas críticas, como as margens do anel viário, garantindo a destinação adequada dos resíduos.

De acordo com o secretário-adjunto de Serviços Urbanos, Ângelo Augusto Gomes, a mobilização segue diretriz da administração municipal de atacar a origem do problema. As equipes estão reforçadas e orientam moradores a descartarem objetos que possam acumular água. A eliminação desses focos, segundo ele, é essencial para reduzir o avanço da doença.

A força-tarefa reúne equipes da Defesa Civil (estadual e municipal), Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur), Secretaria Municipal de Saúde (Sems), Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), além do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai). O trabalho integra as estratégias do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado para coordenar as ações de enfrentamento à epidemia no município.

Desde 9 de março, mais de 1,1 mil toneladas de resíduos já foram recolhidos em diferentes regiões da cidade. A expectativa é manter o ritmo nos próximos dias, com ações concentradas nas áreas mais críticas.

Epidemia

Dourados registra 6.411 notificações da doença, com 2.204 casos confirmados, 4.959 prováveis, e 2.755 ainda em investigação. O município contabiliza oito mortes por chikungunya, sendo sete na Reserva Indígena.

Atualmente, 41 pacientes seguem hospitalizados com suspeita ou confirmação da doença. A taxa de positividade chega a 60,2%, indicador de que a maioria das pessoas com sintomas testadas tem diagnóstico confirmado.

Em nível estadual, Mato Grosso do Sul já soma 12 mortes por chikungunya em 2026, o que representa 63% dos 19 óbitos registrados em todo o Brasil neste ano.

A prefeitura reforça o alerta para que a população colabore, mantendo quintais limpos e livres de recipientes que possam servir de criadouro para o mosquito, medida considerada decisiva para conter a epidemia.

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