Cidades

PREVISÃO DO TEMPO

Chuva passageira deve atingir todas as regiões do MS no fim de semana

Entre sábado e domingo, grande parte dos municípios deve presenciar pelo menos um dia de chuva, com localidades tendo de lidar até com chuva de granizo

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Até domingo a previsão para Mato Grosso do Sul, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), é que o tempo mais chuvoso deve atingir praticamente todas as regiões do Estados entres os dois dias neste fim de semana. 

Neste sábado (31) em Campo Grande, a previsão é de um dia mais firme, com temperaturas que podem inclusive atingir a casa dos 32ºC, cenário esse que deve mudar a partir de amanhã. 

Segundo o Instituto, a previsão é que Campo Grande dê início ao mês de abril já debaixo de chuva, com pancadas ainda no período da tarde e temperaturas mais estáveis, entre mínimas de 21 e máximas de 31º C.

Com exceção da faixa mais ao longo da extensão centro-sul de MS, boa parte do Estado está sob incidência do alerta amarelo do Instituto, o que aponta para chuvas que até podem vir mais intensas. Para a Capital, a segunda-feira (02 de fevereiro) ainda pode amanhecer debaixo de chuvas e trovoadas isoladas. 

Demais regiões

Ao norte do Mato Grosso do Sul, no município de Coxim, por exemplo, a chuva quase que garoa já deve dar as caras neste sábado (31), ganhando intensidade no decorrer da tarde até a previsão de chuvas e trovoadas isoladas no período da noite. 

Ainda tímida, a precipitação até deve dar um trégua na manhã de domingo (1º de fevereiro) e reaparecer com pancadas leves e trovoadas no período da tarde. 

No extremo oposto, o município de Ponta Porã, por exemplo, ainda há previsão de um dia com tempo mais firme neste sábado (31), com uma tendência de temperaturas mais elevadas que devem oscilar entre mínimas de 23 e máximas de até 35ºC,. 

No município da região de fronteira, o tempo mais seco no sábado vem inclusive aliada à uma queda na umidade relativa, que prevê máximas entre 90% e mínima de 35%. O que deve mudar a partir de amanhã (1º), quando a chuva deve cair durante todo o dia em Ponta Porã.

Enquanto isso, ao oeste do Mato Grosso do Sul, a Cidade Branca de Corumbá já vê o tempo mais firme dizendo adeus e dando lugar a um dia com mais possibilidade de chuvas em pancadas isoladas, principalmente a partir do período da tarde. Apesar da calmaria noturna, porém, a previsão indica um domingo (1º) com ainda mais nuvens, a chance de maiores volumes de precipitação e trovoadas em todo o município

Já no leste do Estado, alguns pontos em Três Lagoas já amanheceram debaixo de chuva neste sábado, cidade onde há ainda a previsão de queda de granizo, com mínimas de 21ºC e máximas de 33ºC. Amanhã, apesar de mais tímida, a precipitação ainda promete dar as caras, principalmente a partir do período da tarde, "molhando" os planos do sul-mato-grossense para o fim de semana.

IPCA | IBGE

Campo Grande abre 2026 com inflação de 0,48%, acima da média nacional

Reajuste da taxa de água e esgoto a partir de 3 de janeiro na Capital foi um dos responsáveis por empurrarem subitem da Habitação em 2,56% acima em todo o País neste ano

10/02/2026 09h32

Enquanto IPCA nacional manteve-se estável entre dezembro e janeiro, índice para o primeiro mês de 2026 na Capital é 0,31 ponto porcentual acima do registrado no mesmo período

Enquanto IPCA nacional manteve-se estável entre dezembro e janeiro, índice para o primeiro mês de 2026 na Capital é 0,31 ponto porcentual acima do registrado no mesmo período Foto: Arquivo / Correio do Estado

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Dados divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de janeiro, mostram que Campo Grande abriu 2026 com inflação na casa de 0,48%. 

Em análise, enquanto o IPCA nacional manteve-se estável em 0,33% entre dezembro e janeiro, o índice para o primeiro mês de 2026 em Campo Grande é pelo menos 0,31 ponto porcentual acima do registrado no mesmo período. 

Nacionalmente,  o índice ficou em 4,44% nos últimos doze meses, acima dos 4,26% dos 12 meses imediatamente anteriores, com o acumulado de Campo Grande fechando em 3,60% nesse mesmo período. 

Ainda em nível de País, os setores com maiores variações em janeiro foram: Comunicação (0,82%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,70), seguida de Transportes (0,60%) que aparece inclusive como o maior impacto (0,12 p.p.) no resultado do mês.

Recorte regional

Importante frisar que, desde 1980 o IBGE calcula a inflação do País através do IPCA, em referência àquelas famílias "com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte", cita o Instituto em nota. 

Sobre a variação de 0,48% em janeiro de 2026 para Campo Grande, o banco de tabelas estatísticas do Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra), o segundo grupo de maior peso na Capital, Transportes, registrou variação de 0,54% em janeiro. 

Enquanto IPCA nacional manteve-se estável entre dezembro e janeiro, índice para o primeiro mês de 2026 na Capital é 0,31 ponto porcentual acima do registrado no mesmo períodoReprodução/Sidra/IBGE

Segundo o IBGE, o terceiro maior peso do IPCA da Capital do MS, Habitação, influenciado pelo reajuste de 4,57% em Campo Grande (3,98%) da taxa de água e esgoto a partir de 3 de janeiro, foi um dos responsáveis por empurrarem esse subitem em cerca de 2,56% acima em todo o País em janeiro deste ano. 

Vale lembrar, que em pelo menos quatro dos 12 meses de 2025 Campo Grande registrou um cenário de queda na inflação, com outubro (-0,08%), quando a Cidade Morena registrou deflação pela 4ª vez no ano, já sendo o terceiro mês consecutivo de deflação.

Porém, o custo de vida voltou a subir em novembro, encerrando a "onda de deflação" na Cidade Morena após três meses de queda, tendência essa que foi mantida em dezembro mas que, cabe destacar, apesar das altas em seis dos nove grupos pesquisados, os respectivos impactos no último mês de 2025 sequer passaram de um ponto percentual, com a maior variação ficando a cargo dos Artigos de residência (0,68%). 

 

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corrupção

Fraude no Farmácia Popular em MS leva PF a descobrir desvios em 4 estados

Beneficiadas por programa do Governo Federal, esquema fraudulento utilizava 'laranjas' para venda e compra fictícia de medicamentos

10/02/2026 09h20

Divulgação

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Na manhã desta terça-feira (10), a Polícia Federal junto a Receita Federal do Brasil (RFB) e a Controladoria Geral da União (CGU) deflagrou uma operação com mandados de busca e apreensão em quatro cidades do Brasil. O início da investigação foi no interior de Mato Grosso do Sul.

De acordo com as informações, a nomeada Operação Over The Counter (OTC), iniciou com a descoberta de fraudes em farmácias beneficiadas pelo Programa Farmácia Popular, em Dourados (MS), a menos de 230 quilômetros de Campo Grande.

Na ocasião, o estabelecimento agia de forma fraudulenta em que utilizavam pessoas como 'laranjas', com a coleta de nome e CPF, com objetivo de simular venda de inúmeros medicamentos em compras fictícias, em que os remédios nunca foram adquiridos pelos donos do CPFs informados.

As apurações da investigação iniciaram após uma cliente da farmácia perceber a utilização do seu CPF em uma compra de medicamento do programa e transação sem o seu reconhecimento.

Comandada por uma organização criminosa, a ação movimentou milhões de reais e mantinha a criminalidade em diversas rede farmacêuticas pelo país.

Em Juízo Federal da 2ª Vara de Dourados, a investigação expediu mandados de busca e apreensão de provas, bens e sequestro bancário, além de veículos e imóveis nas cidades de João Pessoa (PB), Pirangi (SP), Carazinho (RS) e Lagoa Santa (MG).

O valor do montante de bens apreendidos da Operação OTC é referente ao sequestro de bens de sete pessoas jurídicas e nove pessoas físicas integrantes do esquema fraudulento, totalizando R$ 8.725.000,00.

Operação OTC - Over The Counter

Segundo informações da Receita Federal, a organização criminosa selecionava farmácias com CNPJ já cadastrado no Programa Farmácia Popular e utilizava dos CPFs de pessoas que as frequentavam e transformavam em 'laranjas'.

O esquema desviava recursos públicos em escala nacional, com fraude no sistema de auxílio do Governo Federal. Seu modos operandi consistia em registrar no sistema oficial as vendas fictícias de medicamentos, sem que os clientes recebessem o remédio.

Com isso, a farmácia informava ao programa a venda, que reembolsava o valor para a organização que articulava a fraude.

Foto: Operação OTC - Receita Federal

Devido a escala do esquema, os cofres públicos sofreram desvio de R$ 30 milhões.

*Saiba

Programa Farmácia Popular

Criado em 2004 pelo Governo Federal, o Programa Farmácia Popular complementa a oferta de medicamentos da Atenção Primária à Saúde por meio de parcerias com estabelecimentos farmacêuticos privados. O programa funciona mediante ressarcimento pelo Governo Federal após confirmação das vendas registradas no sistema oficial.

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