Cidades

registro de agressão

Clima de tensão
na OAB/MS vira caso de polícia

Clima de tensão
na OAB/MS vira caso de polícia

VÂNYA SANTOS E ROBERTA CÁCERES

22/02/2014 - 10h00
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O clima de tensão que se instalou na manhã de ontem (21) no plenário e também no pátio da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS), foi parar na Delegacia de Polícia, com o registro de Boletim de Ocorrência sob a acusação de agressão e ameaças.

A briga que ocorreu durante reunião, foi registrada em vídeo por um dos participantes e mostra o clima tenso, xingamentos e provocações.

A confusão teve início porque alguns conselheiros queriam impedir a votação que tratava sobre a criação de uma comissão para apurar possíveis gastos indevidos feitos por parte do presidente da OAB/MS, Júlio César Rodrigues. A briga começou envolvendo apenas o conselheiro estadual Carlos Magno e o ex-presidente da Carmelino Rezende, porém, outros advogados interferiram na situação.

“O Carmelino e outros conselheiros foram para a delegacia fazer Boletim de Ocorrência por ameaça e agressão física. Além disso, será aberto um processo ético contra eles”, contou o conselheiro federal Carlos Marques.

Segundo Marques, o objetivo de Júlio César era de retardar a sessão para não serem votados os itens da pauta. “O presidente Júlio César, que, dos 32 Conselheiros Estaduais, contava com o apoio de oito, flagrantemente abriu a sessão com o propósito de não votar as matérias em pauta e tumultuar a sessão para que a mesma fosse suspensa”.

Crise
Marques esclareceu que, desde que o presidente da OAB-MS fez contrato milionário com o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), em julho de 2013, a crise se instalou na seccional sul-mato-grossense da Ordem dos Advogados do Brasil, em razão do contrato que Júlio César assinou com o prefeito Alcides Bernal. Júlio César já tinha contra si a manifestação conjunta da oposição, passou a perder apoio até mesmo de sua diretoria e de todos os principais aliados da última eleição.

“Ele não tem o apoio do Conselho Estadual Titular e Suplente, do Conselho Federal Titular e Suplente, do TED, da ESA, da CAA, das Comissões e do Colégio de Presidentes de Subseções e quer tocar a Ordem sozinho, como se fosse o rei dos advogados. Logo nós, advogados, defensores da cidadania e do Estado Democrático de Direito, ter que nos submeter a isso é demonstração inequívoca do caos”, destacou Marques.

Em janeiro deste ano, representantes do Conselho Federal da OAB estiveram em Campo Grande para investigar “in loco” a denúncia contra Júlio César Souza. Somente o Conselho tem a competência de investigar o presidente da Ordem. “Queremos que Júlio César saia da presidência, só que a competência para resolver isso é do Conselho Federal da OAB”, analisou Marques. “Mas o Conselho está demorando demais para se mover. O Conselho Federal está distante da gente, do que está acontecendo de fato aqui, de certa forma, a gente até compreende”.

Manter a Ordem
Sobre a discussão, o presidente da OAB definiu-a como “tumulto” e alegou que teve que suspender a sessão devido ao desentendimento. “Na verdade, ocorreu um tumulto na sessão.

Tive que suspender para manter a ordem”, comentou Júlio César. Questionado sobre o relato dos conselheiros, Júlio César afirmou ser invenção dos opositores. “É duro esse povo, começa a inventar, não foi bem assim”, declarou. “Agora, a próxima reunião do Conselho é no final do março, no dia 28”, pontuou. 

Pesquisa

Dia das Crianças: Diferença de preço chega a R$ 1 mil em videogame

Pesquisa do Procon-MS comparou 276 produtos em dez lojas

09/10/2026 16h17

Gerson Oliveira

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A diferença de preço de um PlayStation 5 Slim chega a R$ 1.059 em Campo Grande, onde o console é vendido por valores entre R$ 3.999,90 e R$ 5.058,90. O dado faz parte de pesquisa do Procon-MS para o Dia das Crianças, que comparou 276 produtos em dez lojas da Capital e identificou variação de até 564,4% nos preços de brinquedos.

A escolha do presente para o Dia das Crianças pode pesar de formas diferentes no bolso das famílias. Em Campo Grande, a diferença de preço de um PlayStation 5 Slim chega a R$ 1.059, enquanto uma boneca das Guerreiras do K-Pop pode custar R$ 220,01 a mais, dependendo da loja. Os dados são de pesquisa do Procon-MS, que identificou variações de até 564,4% nos preços de brinquedos na Capital.

O levantamento foi realizado entre os dias 28 e 30 de setembro, em dez estabelecimentos, sendo seis lojas especializadas em brinquedos e quatro lojas de departamento. Ao todo, foram comparados 276 produtos.

A maior variação percentual foi encontrada no cubo mágico 3x3, vendido por valores entre R$ 4,50 e R$ 29,90. A diferença de R$ 25,40 representa uma variação de 564,4% entre o menor e o maior preço encontrado.

Em valores absolutos, porém, os produtos de maior custo apresentam diferenças mais expressivas. O PlayStation 5 Slim foi encontrado por preços entre R$ 3.999,90 e R$ 5.058,90, uma distância de R$ 1.059 entre os estabelecimentos. Já o Nintendo Switch apresentou valores de R$ 2.299,90 a R$ 2.968,90, diferença de R$ 669.

Entre os brinquedos, a boneca das Guerreiras do K-Pop foi encontrada por preços entre R$ 129,90 e R$ 349,91. A diferença de R$ 220,01 representa uma variação de 169,4%.

O jogo Combate também apresentou distância significativa entre os valores pesquisados. O produto custava de R$ 64,90 a R$ 219,99, diferença de R$ 155,09. No pacote com cinco carrinhos Hot Wheels, os preços variaram de R$ 39,90 a R$ 119,99, uma diferença de R$ 80,09.

Já o conjunto Play-Doh Brincando de Dentista, de 454 gramas, foi encontrado por valores entre R$ 78,90 e R$ 149,99. Nesse caso, a diferença chegou a R$ 71,09.

Orientação

Além de comparar os valores, o Procon-MS orienta os consumidores a observar a indicação da faixa etária e a presença do selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que atesta a conformidade dos brinquedos sujeitos à certificação obrigatória.

Os preços correspondem ao período em que a pesquisa foi realizada e podem sofrer alterações. Por isso, antes da compra, a recomendação é comparar os valores em diferentes estabelecimentos e verificar se os produtos têm as mesmas características.

A pesquisa completa está disponível no site do Procon-MS.

Repúdio

Reitoria da UFGD repudia 'presença intimidatória' da PM em mobilização de servidores

Ação da polícia coincidiu com uma "mobilização pacífica e legítima conduzida pelos servidores técnico-administrativos", destacou a instituição em nota

09/10/2026 16h00

Foto: Reprodução / Redes Sociais

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A Universidade Federal da Grande Dourados, em nota, classificou a presença da Polícia Militar nas imediações da faculdade na manhã desta sexta-feira (9) como uma 'presença injustificada e intimidatória'. 

A administração destacou que a incursão policial "deu-se sem qualquer solicitação, autorização prévia da Administração Universitária ou registro de ocorrência que justificasse a intervenção".

O ato coincidiu com uma mobilização pacífica e legítima conduzida pelos servidores técnico-administrativos configurando-se como uma nítida "postura de constrangimento e intimidação ao livre exercício dos direitos fundamentais da categoria", traz a nota.

Foto: Reprodução / Midianinja 

A instituição destaca que a atuação arbitrária da polícia no Campus Universitário não pode servir como instrumento inibitório ao direito de organização sindical e livre expressão dos trabalhadores.

Por fim, a instituição reiterou que a universidade pública é um espaço "democrático, plural e autônomo", no qual o ingresso de forças de segurança pública sem fundamentação fática, sem urgência decorrente de flagrante delito e à revelia da gestão institucional afronta diretamente a liberdade de manifestação, prevista no artigo 207 da Constituição Federal. 

"Compete com exclusividade à universidade a disciplina e a gestão do uso de seus espaços e patrimônio; O Direito de Reunião e a Liberdade de Manifestação (art. 5º, incisos IV, IX e XVI da CF/88): a realização de manifestações pacíficas em locais abertos ou fechados independe de autorização ou de licença policial". 

A administração da UFGD reafirmou sua solidariedade aos técnicos administrativos e seu compromisso com a defesa dos direitos da comunidade acadêmica e informa que busca mais informações acerca do ocorrido.
 

Abaixo, a íntegra da nota divulgada pela UFGD 

 

A Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) vem a público manifestar seu veemente repúdio à presença injustificada do efetivo da Polícia Militar nas dependências desta instituição, ocorrida na manhã desta sexta-feira, 9 de outubro de 2026.

A incursão policial deu-se sem qualquer solicitação, autorização prévia da Administração Universitária ou registro de ocorrência/ilícito concreto que justificasse a intervenção. O ato coincidiu com uma mobilização pacífica e legítima conduzida pelos servidores técnico-administrativos em educação (TAEs), configurando-se como uma nítida postura de constrangimento e intimidação ao livre exercício dos direitos fundamentais da categoria.

Reiteramos que a universidade pública é um espaço democrático, plural e autônomo. O ingresso de forças de segurança pública em dependências universitárias sem fundamentação fática, sem urgência decorrente de flagrante delito e à revelia da gestão institucional afronta diretamente:

A Autonomia Universitária (art. 207 da CF/88): compete com exclusividade à universidade a disciplina e a gestão do uso de seus espaços e patrimônio;

O Direito de Reunião e a Liberdade de Manifestação (art. 5º, incisos IV, IX e XVI da CF/88): a realização de manifestações pacíficas em locais abertos ou fechados independe de autorização ou de licença policial;

A Decisão Vinculante do Supremo Tribunal Federal na ADPF nº 548: o STF pacificou que o espaço universitário é imune a atos materiais de coerção, censura ou constrangimento por parte de agentes estatais externos. Conforme sedimentado pela própria jurisprudência pátria e reiterado em decisões da Justiça Eleitoral e Federal, a atuação das forças de segurança deve restringir-se primordialmente ao entorno externo dos campi, resguardando o ingresso apenas para hipóteses de risco objetivo à integridade das pessoas ou expressa solicitação da Reitoria.

A atuação arbitrária da polícia no Campus Universitário não pode servir como instrumento inibitório ao direito de organização sindical e livre expressão dos trabalhadores.

A Administração da UFGD reafirma sua solidariedade aos técnicos administrativos, seu compromisso
intransigente com a defesa dos direitos da comunidade acadêmica e informa que busca mais informações acerca do ocorrido.

Reitoria UFGD

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