Cidades

BOA DE BRIGA

Com a Zig, Dafra estréia na categoria CUB

Com a Zig, Dafra estréia na categoria CUB

ALDO TIZZANI, AGÊNCIA INFOMOTO

22/01/2010 - 07h11
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Lançada no Salão Duas Rodas 2009, em outubro, o Zig é o primeiro modelo da Dafra Motos na categoria CUB. Prática e fácil de pilotar, a pequena moto de 100 cc é uma boa alternativa ao transporte coletivo e aos motociclistas iniciantes, já que traz câmbio rotativo e embreagem centrífuga, comum do segmento liderado pela Honda Biz, no Brasil. De origem chinesa, a Zig conta ainda com partida elétrica, rodas de liga leve e freio a disco na dianteira como itens de série. A expectativa da marca é comercializar 15 mil unidades do modelo já no próximo ano. O preço sugerido é de R$ 4.710. Apesar de ser carburada, a Zig já atende as normas da terceira fase do Promot (Controle de Poluição do Ar por Motocicletas e Veículos Similares). Para se enquadrar à regulamentação ambiental para a emissão de gases, a Dafra Zig ganhou catalisadores. Motor e câmbio Muito parecido com o utilizado na aposentada Yamaha Crypton, o motor da Zig é um monocilíndrico, OHC (comando simples no cabeçote), quatro tempos, duas válvulas com refrigeração a ar. O propulsor gera 7,8 cv de potência máxima a 7.500 rpm e torque de 0,82 kgf.m a 6.000 rpm. Com apenas 101,8 cm³ de capacidade cúbica, o desempenho do propulsor não é de arrepiar, mas está de acordo com sua proposta urbana. Na prática esta CUB tem força suficiente para largar na frente dos carros quando o farol abre, além de ter baixo consumo de combustível. Rodando exclusivamente na cidade, o modelo fez 34,5 km/l. Um dos defeitos do propulsor é que, mesmo equipado com balanceiro, grande parte da vibração é sentida pelo piloto por meio das pedaleiras. Já seu sistema de transmissão é o típico das motos CUB – câmbio rotativo de quatro marchas, com embreagem centrífuga semiautomática, ou seja, não há manete de embreagem, basta pisar no pedal de câmbio para trocar as marchas. Fácil de pilotar, a Zig pode ser usada tanto em condomínios fechados, em ruas tranquilas do interior do País, como também para enfrentar o trânsito dos grandes centros. Ela não foi feita para o trabalho pesado, mas sim para servir de meio de transporte. Neste projeto ficou claro que a Dafra privilegiou a dirigibilidade em detrimento à funcionalidade. Pois a Zig conta com roda de 17 polegadas na traseira em vez da tradicional medida de 14 polegadas. Em função da roda maior, não há espaço na Zig para transportar pequenos objetos ou guardar o capacete sob o banco. Mais estreito que a concorrência, o assento em dois níveis é revestido com tecido antiderrapante. “Esbelta”, a CUB da Dafra se sai bem na difícil tarefa de trafegar entre os carros. Ciclística Com 95 quilos de peso a seco, a Zig traz em sua parte ciclística soluções clássicas. Na dianteira, garfo telescópico com 70 mm de curso e freio de disco simples de 220 mm de diâmetro, mordido por uma pinça de dois pistões. Na traseira, suspensão bichoque com 55 mm de curso e freio a tambor. Nas esburacadas ruas e avenidas da cidade de São Paulo, o conjunto de suspensão “aguentou bem o tranco”. Mas dentro de suas características, limitações e proposta, a motinho prefere pisos em bom estado. Para auxiliar neste trabalho de amortecimento e frenagem, a CUB da Dafra está calçada com pneus nacionais fabricados pela Levorin - 2.50-17 38P (Diant.) e 2.75-17 47P (Tras.). Apesar de a roda dianteira estar equipada com freios a disco, o sistema não apresentou tanta eficiência como se esperava. Nos acionamentos mais exigidos, a roda dianteira puxava para a direita. Segundo a área de desenvolvimento da marca, o problema foi detectado apenas na unidade testada. Já o freio traseiro, a tambor, apresentou desempenho exemplar. Simples, o painel de instrumentos traz velocímetro e hodômetro, além de indicadores do nível de combustível, acionamento dos faróis, seleção de marchas e de mudança de direção. A Zig tem um ano de garantia, sem limite de quilometragem, e está disponível nas cores amarela, preta, prata e vermelha.

Fatalidade

Mulher de 32 anos morre em acidente na BR-262, em MS

Outras duas pessoas que estavam a bordo do veículo foram socorridas e encaminhadas ao hospital

11/03/2026 08h14

Crédito: Fatos Regionais

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Foi identificada como Rosemari Pereira de Souza, de 32 anos, a mulher que não resistiu após o veículo em que estava se envolver em um acidente na BR-262, em Água Clara, município localizado a 192 quilômetros de Campo Grande.

O acidente ocorreu por volta das 17 horas de terça-feira (10), a polícia não informou a dinâmica da ocorrência. O carro acabou saindo da pista. No veículo também estavam Geralmir Freire Lima, de 66 anos, e Luiza Alves, de 52 anos.

Segundo o portal local Fatos Regionais, o veículo faz parte da frota da Secretaria Municipal de Saúde do município. Os outros dois ocupantes foram resgatados e encaminhados ao Hospital Municipal Nossa Senhora Aparecida.


Informações preliminares indicam que o veículo retornava de Três Lagoas onde levou pacientes para receber atendimento médico, e retornava para Água Clara.

A prefeita do município, Gerolina, em seu perfil no Facebook, manifestou nota de pesar. Confira:


“Recebemos com profunda tristeza a notícia do falecimento de Rosemari Pereira. Neste momento de dor, manifestamos nossas mais sinceras condolências aos familiares e amigos, desejando que encontrem conforto e força para atravessar essa perda irreparável. Momento de muita tristeza para todos nós.
 

A morte de Rosenari gerou comoção nas redes sociais. Ela foi descrita como uma mulher de fé, de alto astral, acolhedora e boa mãe. Uma das pessoas lamentou o ocorrido. 

“Chorei ao saber dessa notícia. Quando me despedi dela, comentei que estaria orando para que surgisse um doador de rim, para que ela não precisasse mais ficar indo e vindo toda semana.

Me deparar com a notícia de seu falecimento me deixou profundamente triste.

Que Deus conforte o coração de todos os familiares e amigos neste momento de tanta dor”, escreveu uma usuária do Facebook.

“Não dá pra acreditar. Logo você. Que Deus conforte os corações das meninas e de toda a família. Você vai deixar saudades”, lamentou outra pessoa.

 

 

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Água Clara para um posicionamento sobre o acidente, mas, até o fechamento desta matéria, não obteve resposta. Caso haja manifestação, o texto será atualizado.

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Protesto

Presídio que abriga chefões do crime tem equipe reduzida

Com 1,4 mil servidores em escala de 24 horas por 72 horas, número está abaixo do ideal e até secretaria nacional pede contratação de mais 800 policiais

11/03/2026 07h45

Presidente do sindicato dos policiais penais, Renan Fonseca, falou sobre dificuldades enfrentadas pela categoria em Campo Grande

Presidente do sindicato dos policiais penais, Renan Fonseca, falou sobre dificuldades enfrentadas pela categoria em Campo Grande Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A Penitenciária Federal em Campo Grande, de segurança máxima, tem atualmente 1,4 mil servidores, que atuam em escala de 24 horas por 72 horas de trabalho.

Esse número é o mesmo desde que o local foi inaugurado, em dezembro de 2006, e muito inferior ao indicado para manter a segurança do local, que hoje comporta 130 presos e conta com alguns nomes famosos.

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Penais Federais em Mato Grosso do Sul (Sinppf-MS), Renan Fonseca, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) estabeleceu que o presídio federal na Capital necessita de pelo menos mais 800 servidores, o que elevaria o número para 2,2 mil funcionários, mas a categoria acredita que seria ideal 2,5 mil servidores.

“Muitas operações são iniciadas por informações de inteligência que passamos. Ouvimos entrevistas com advogados, visitas, monitoramos cartas, então, isso demanda um servidor ficar ouvindo todas as gravações. Quase tudo que eles falam é captado aqui, e isso demanda pessoal, essa pessoa poderia estar fazendo outros trabalhos dentro da penitenciária, o que impacta quando temos um efetivo que é o mesmo de 20 anos atrás”, afirma o servidor.

Fonseca afirma que, desde que a penitenciária foi inaugurada, muita coisa mudou ao longo dos anos, mas nada se modificou em recursos humanos na unidade, que, além da falta de pessoal, ainda tem outros problemas, como falta de munição para treino de equipamentos novos e a ausência da segurança necessária para um presídio federal que recebe presos como Márcio Nepomuceno dos Santos, o Marcinho VP, chefe do Comando Vermelho, e Rogério de Andrade, o maior bicheiro do Rio de Janeiro.

“Mudou tudo em 20 anos, mas não estamos conseguindo evoluir em recursos humanos. Temos muitos servidores sobrecarregados, muitos servidores com atestado médico psiquiátrico. A estrutura já foi mexida, mas o número de pessoal continua o mesmo. Recebemos um armamento novo, mas a maioria das pessoas não conseguiu sequer fazer o treinamento para usá-lo”, lamenta o presidente do sindicato.

O armamento novo citado são metralhadoras israelenses Negev, equipamento que tem capacidade de disparar até 1.150 tiros por minuto.

Utilizada pelas Forças de Defesa de Israel (IDF) desde 1997, a arma utiliza munição 5.56 mm (NG-5) e 7.62 mm (NG-7), ambas à disposição na Penitenciária Federal em Campo Grande.

Conforme Fonseca, o equipamento chegou no ano passado, entretanto, houve treinamento apenas para uma parte dos servidores, a outra parte já deveria ter feito o curso, mas, como não havia munição específica para os treinos, uma parcela dos funcionários recebeu o equipamento sem se habituar com o armamento.

Outro problema apontado é a falta da muralha, prometida pelo governo federal, mas até hoje não construída na unidade de Campo Grande.

O projeto foi apresentado em fevereiro de 2024, pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública Ricardo Lewandowski, quando os detentos Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento fugiram da Penitenciária Federal em Mossoró, a primeira fuga de uma unidade do governo federal.

Na época, o secretário nacional de Políticas Penais André Garcia disse que a investigação apontou que a fuga foi resultado de “falhas estruturais, tecnológicas e procedimentais”, por isso, o governo federal preparou um pacote de modernização para as penitenciárias, porém, só a de Mossoró está com obras em andamento e a de Brasília já tem o sistema.

O projeto prevê que a muralha tenha estrutura com 40 centímetros de espessura e siga um padrão técnico mínimo de altura, fixado em 9 metros.

Além disso, o projeto prevê quatro torres de vigilância, com aproximadamente 17 m de altura, estruturadas para garantir visão panorâmica de todo o perímetro e para enfrentar, inclusive, possíveis ataques aéreos.

Porém, em Campo Grande, a unidade é protegida por uma cerca, o que deixa a situação mais complicada para os servidores em caso de tentativa de fuga.

“Essas penitenciárias [federais] foram inspiradas em presídios dos Estados Unidos. A diferença é que lá eles são feitos no deserto, então, a visão deles é muito boa. Mas aqui foi feito perto da cidade e em uma área abaixo da linha do trem. São 20 anos em que nunca aconteceu nada, mas, com a muralha, a segurança seria muito maior, porque é praticamente impossível penetrar no presídio com ela”, explica.

No ano passado, o Correio do Estado mostrou que o projeto havia tido problemas na fase licitatória em Mossoró, o que atrasou as outras obras.

Em Campo Grande não há previsão, assim como em Catanduvas (SC). A estimativa é de que a construção na Capital custe cerca de R$ 42 milhões.

Segundo o sindicato, o processo da Capital estaria pronto, aguardando apenas a publicação do edital, o que ainda não aconteceu.

FUNDO

Em razão de todos esses problemas, ontem os policiais penais federais fizeram uma mobilização em frente ao presídio na Capital, em que pediam a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc). 

O fundo tem como objetivo destinar bens e dinheiro apreendidos em operações contra organizações criminosas para o combate ao crime, permitindo o uso de recursos para investimento em tecnologia, equipamentos e recursos humanos das instituições.

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