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Com cartazes 'Fora, Dilma', grupo protesta contra o 'Mais Médicos'

Com cartazes 'Fora, Dilma', grupo protesta contra o 'Mais Médicos'

GABRIEL MAYMONE E LÚCIA MOREL

30/05/2014 - 14h40
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Um grupo integrado pelo Sindicato dos Médicos, Conselho Regional de Medicina (CRM/MS), Associação Médica e acadêmicos de medicina da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e Anhanguera-Uniderp protestam contra o programa do Governo Federal "Mais Médicos". Segundo eles, o programa não vai resolver o problema da saúde no país.

Eles estão em frente ao Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, onde o ministro da Saúde, Arthur Chioro, participaria, nesta tarde, do seminário “Mais Médicos para o Brasil, Mais Saúde para os Brasileiros”. Devido à manifestação, o ministro se encontrará com as autoridades na sede da Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul.

O presidente do CRM, Alberto Cubel Júnior, diz que o grupo quer mostrar a insatisfação com a política de saúde do governo federal. "Nos últimos quatro anos, 160 mil leitos foram fechados e o Brasil tem um déficit de 400 mil leitos", lamentou.

"É uma manifestação pacífica para mostrar ao ministro que somos contrários ao rumo que a saúde pública está tomando", disse o presidente do CRM.

Programa em MS
O Estado recebeu 206 profissionais que estão atuando em 59 municípios e unidades especiais de atendimento à saúde dos indígenas (Sidrolândia, Aquidauana, Paranhos e Caarapó). Corumbá aderiu ao programa em agosto de 2013 e, atualmente é a cidade que mais acolheu médicos (24), seguida de Dourados (22) e Campo Grande (11). As equipes de Atenção Básica à Saúde e a população da “Cidade Branca” (como é conhecida Corumbá) sofriam com a falta de médicos.

Segundo relatório da Secretaria Municipal de Saúde de Corumbá, antes o atendimento nas unidades de saúde era limitado a 10 pacientes ao dia e hoje esse número saltou para 34, sem a necessidade de filas. As consultas mensais passaram de 240 em média para 425. Com mais profissionais, atualmente 100% das crianças menores de cinco recebem acompanhamento conforme calendário, assim como as mulheres referenciadas nos programas sociais, como a Bolsa Família.

Fotos: Lúcia Morel / Correio do Estado

*Editada às 15h27min para atualização

Eleições 2026

MS terá 3,3 mil agentes de segurança no segundo turno das eleições

Operação mobiliza 584 viaturas e dois helicópteros para atender 1.036 locais de votação; primeiro turno teve oito ocorrências eleitorais no Estado

22/10/2026 14h02

Reprodução/GOVMS

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Mato Grosso do Sul mobilizará 3.348 profissionais de segurança pública neste domingo (25), durante o segundo turno das eleições para a Presidência da República. A operação contará com 584 viaturas e dois helicópteros para reforçar o policiamento nos 1.036 locais de votação do Estado.

A disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul foi definida no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Com isso, os eleitores sul-mato-grossenses voltarão às urnas exclusivamente para escolher o presidente da República.

O efetivo mobilizado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) será complementar às equipes que já atuam nos plantões e no policiamento de rotina. A operação envolverá as polícias Militar e Civil, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Científica, com foco na prevenção de crimes eleitorais e no atendimento de ocorrências.

O Estado tem 2.024.884 eleitores aptos a votar, distribuídos em 7.272 seções eleitorais e 54 zonas eleitorais. O policiamento será reforçado nos locais de votação, cartórios eleitorais, pontos de totalização dos votos e vias públicas.

PRIMEIRO TURNO

Durante o primeiro turno, foram registradas oito ocorrências relacionadas a crimes eleitorais em Mato Grosso do Sul. Entre os casos estavam violações do sigilo do voto, compra de votos e propaganda eleitoral irregular no dia da votação.

O monitoramento será realizado pelo Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), com participação de representantes das instituições de segurança e órgãos parceiros, como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército e Agência Brasileira de Inteligência.

Remédio Proscrito

PF prende casal e fecha laboratório que produzia emagrecedor proibido

Operação foi desencadeada após apreensão feita pela PRF e objetivo era cumprir mandados de busca, mas um policial aposentado e a esposa foram flagrados no laboratório clandestino

22/10/2026 12h12

Milhares de cápsulas foram encontradas pelos investigadores no laboratório clandestino que funcionava havia anos em Dourados

Milhares de cápsulas foram encontradas pelos investigadores no laboratório clandestino que funcionava havia anos em Dourados

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Duas pessoas foram presas nesta quinta-feira (22) em Dourados acusadas de atuaram num laboratório clandestino que produzia medicamentos à base de clobenzorex, uma substância de uso proibido no Brasil e normalmente utilizada para produção de inibidores de apetite ou para produção de drogas como o chamado rebite, frequentemente usado por caminhoneiros para evitar o sono.

A operação Remédio Proscrito (proibido), que teve apoio da Polícia Militar, foi realizada para cumprir dois mandados de busca e apreensão, mas resultou na prisão em flagrante de um policial militar aposentado, Marcos Roberto da Silva, de 54 anos, e da sua mulher, Valdenice Silveira Goes, de 48 anos, acusados de serem os responsáveis pela manipulação e distribuição dos medicamentos.

O laboratório clandestino funcionava na casa do policial, no Jardim Hilda, na região sul de Dourados. Além de centenas de cápsulas já prontas para consumo, os agentes apreenderam uma série de  insumos e equipamentos usados para produção das pílulas. A estimativa é que havia material para produzir em torno de 15 mil comprimidos, os quais renderiam em torno de R$ 100 mil, acreditam os investigadores. 

Os policiais não informaram se eles também estavam produzindo os chamados rebites, mas as imagens divulgadas pela PF indicam que o policial e a esposa produziam principalmente os emagrecedores. O problema, apontam os investigadores, é que normalmente os compradores não sabem que em sua composição existe a substância proibida que inibe o apetite. 

Conforme a PF, as investigações aconteceram depois de uma apreensão de medicamentos feita pela PRF, contendo clobenzorex, substância de uso proscrito no Brasil, inclusa em lista similar a outros tipos de drogas ilícitas. A suspeita dos policiais é de que o casal detido tivesse apoio de profissionais da saúde para conseguir vender sua a produção.

A substância clobenzorex é permitida em uma série de países para tratamento da obesidade, sendo comercializada com os nomes de Asenlix e Dinintel. Porém, existe o risco de o usuário tornar-se dependente se a dosagem não tiver acompanhamento médico.

Instituições de pesquisa em todo o mundo têm explorado seus potenciais benefícios e riscos, com uma quantidade significativa de pesquisas focadas em sua eficácia e perfil de segurança no tratamento da obesidade. Ao mesmo tempo, outros pesquisadores ainda estudam sua eficácia como estimulante, mas em dosagens adequadas. Embora alguns estudos tenham mostrado resultados promissores, a avaliação contínua de sua segurança a longo prazo e potencial de abuso permanece crucial. No Brasil, porém, o uso da substância segue proibida. 
 

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