Cidades

SAÚDE PÚBLICA

Com duas vítimas no mesmo dia, Ribas do Rio Pardo vive aumento de ataques de escorpião

Menino de cinco anos morreu no começo da tarde desta terça-feira, após ser picado por escorpião enquanto calçava sapato para ir à escola

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No começo da tarde desta terça-feira (22), uma criança de cinco anos morreu na Santa Casa de Campo Grande, após ser vítima de uma picada de escorpião na quinta-feira da semana passada, 17 de agosto.

No mesmo dia uma menina, de aproximadamente seis anos, também sofreu um ataque do animal, mas está bem e já teve alta hospitalar

Conforme informado pelo secretário municipal de Saúde de Ribas do Rio Pardo, Marcos André Melo, ambas crianças nasceram e viviam com a família na cidade e os ataques aconteceram com apenas algumas horas de diferença. 

Ainda de acordo com Melo, os dois foram medicados com soro contra o veneno do animal e transferidos para a Santa Casa de Capital, onde o menino faleceu cinco dias depois. 

“Nós esperamos que a população aprenda a limpar os quintais. Estamos com a Secretaria de Obras e todos os agentes endêmicos nas ruas, reforçando a limpeza para que os casos não se alastrem”, disse. 

E completou: “Inclusive notificamos as escolas da cidade para fiquem em alerta e coloquem água sanitária nos ralos para evitar que os escorpiões apareçam”. 

Dados da Vigilância Sanitária de Ribas, apontam que desde o ano passado para cá houve um crescimento considerável de acidentes envolvendo escorpiões na cidade, sendo que de janeiro a agosto de 2023 foram registrados 15 ocorrências de picadas do inseto. 

“Os escorpiões têm aparecido em varais de roupas, calçados fechados, paredes, nos quintais”, afirmou Divina Castro, diretora da Vigilância Sanitária da cidade. 

Para prevenir acidentes como o que vitimou a criança, que foi picada ao calçar um sapato fechado onde o bicho estava abrigado, Divina orienta que as pessoas tenham sempre atenção e cuidado em suas residências, locais de trabalho e demais lugares que frequentam. 

“Orientamos a população a terem cuidados como não deixar restos de alimentos na pia de louças ou nas vasilhas de animais de estimação. Também é válido limpar ao redor da casa, retirar entulhos e restos de construções e evitar qualquer coisa que atraia baratas e grilos, já que esses são os principais alimentos dos escorpiões”, enfatiza. 

SEGUNDA VÍTIMA

Ainda conforme informado por Melo, no mesmo dia, também em Ribas, uma outra criança foi picada por um escorpião. A menina, de aproximadamente cinco anos, também tomou soro contra o veneno do animal e foi transferida para Campo Grande. Ainda segundo informações,ela já retornou para sua cidade e se encontra fora de perigo. 

Segundo o informado pelo secretário de Saúde da cidade, o corpo do menino deve ser transferido para Ribas do Rio Parde, onde acontecerá o velório e sepultamento. 

SECRETARIA ESTADUAL 

Em nota, a secretaria estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES), informou que foram registrados, entre janeiro e junho de 2023, um total de 2.234 casos, sendo que 673 foram em Campo Grande. O  Centro Integrado de Vigilância Toxicológica (Civitox) atendeu por meio de ligação telefone, 75 casos neste ano.

As notificações para o Civitox podem ser realizadas por meio dos telefones 0800 722 6001, (67) 3386-8655 ou 150.

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TROCA DE TIROS

Confronto entre polícia e suspeitos na MS-436 termina com dois mortos

Durante a abordagem policial, os homens reagiram e foram alvejados durante a troca de tiros

24/08/2026 08h10

Policiais de Figueirão, Alcinópolis e Costa Rica participavam da ação

Policiais de Figueirão, Alcinópolis e Costa Rica participavam da ação Foto: Divulgação Policia Militar

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Um confronto entre policiais e dois homens terminou com a morte dos suspeitos, na tarde deste domingo (23), na rodovia MS-436, no trecho que liga os municípios de Figueirão e Alcinópolis. O caso aconteceu a aproximadamente 20 quilômetros de Figueirão, nas proximidades da rotatória de acesso à Fazenda Jangada.

Segundo informações preliminares do site MS Todo Dia, equipes policiais da região, de Figueirão, Alcinópolis e Costa Rica, participavam da ação. Durante a abordagem de um Fiat Uno e de uma motocicleta, os condutores reagiram e, com isso, deu início ao confronto.

Os dois homens foram atingidos durante a troca de tiros e morreram no local. As identidades não foram divulgadas.

Com mais estas duas mortes, Mato Grosso do Sul chega a 112 óbitos por intervenção de agentes da segurança pública neste ano.

ciência

Pesquisadores fazem estudo sobre a camada de ozônio no Pantanal

No total, são 120 especialistas do mundo todo participando da Missão de Dióxido de Carbono e Metano

24/08/2026 08h00

Foto: Divulgação/DLR

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A Missão de Dióxido de Carbono e Metano, conhecida como CoMet 3.0 Tropics, que coleta dados nos céus do Pantanal, vai durar até dezembro deste ano com a participação de pesquisadores do Brasil, Alemanha, Estados Unidos, Colômbia, Polônia, Espanha, Áustria, Itália, Índia e França. Esses dois gases estão entre os principais a causar o efeito estufa, que contribui para elevar a temperatura. Os estudos buscam compreender com dados atualizados quais são os efeitos nos trópicos úmidos.

Esse trabalho científico é coordenado pelo dr. Dirceu Luis Herdies, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em cooperação com doutor Andreas Fix, do Centro Espacial Alemão. O avião que serve para realizar as coletas chegou ao Brasil no dia 25 de julho, por Fortaleza (CE), e vai realizar voos para obter as medições desde Corumbá até Porto Velho (RO).

“A partir de 31 de julho, a aeronave Halo [High Altitude and Long Range Research Aircraft] alcançou os céus para a primeira coleta de gases pela região do Pantanal, bem como na Bolívia com múltiplos sensores remotos e amostragem direta. Foi possível coletar sinais fortes de CH4 [metano]. Isso vai permitir avaliar como se dá a emissão natural de áreas úmidas e comparar com as fontes antropogênicas”, detalhou o pesquisador Dirceu Herdies, em publicação feita em rede social. 
Esse voo pelo Pantanal durou oito horas e o avião partiu de Cuiabá (MT).

Para prolongar essas pesquisas, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) publicou nova portaria, no dia 14, para autorizar novas coletas. Os 120 pesquisadores ligados a esse trabalho científico foram nominalmente listados na autorização para poderem atuarem diretamente no Brasil. 

“As atividades de coleta com finalidade científica têm anuência prévia do Conselho de Defesa Nacional (CDN), Atos de 22 de junho de 2026, e autorização para sobrevoos do Pantanal e da região sul da Bacia Amazônica, onde serão coletados os dados, pela aeronave de pesquisa Halo, a partir da sede em Cuiabá (MT), 15° 35’ 56” S/56° 06’ 55” W”, especificou o documento, assinado por Olival Freire Junior, físico e atual presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Imagem aérea da aeronave utilizada na pesquisa feita no Pantanal - Foto: Divulgação/DLR

Os trabalhos de coleta podem prosseguir, com essa nova autorização, até o dia 20 de dezembro. Nesse período, há previsão que efeitos do El Niño possam estar mais acentuados em toda a região do Pantanal, além de gerar impactos na Amazônia.

Conforme o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), os dados obtidos terão múltiplas aplicações e deverão complementar lacunas de informações de outros sistemas de observação terrestre e por satélite. 
Também vão ser utilizados em validação cruzada para reduzir as incertezas de modelos computacionais regionais e globais e vão ajudar a validar dados obtidos por satélite, além de calibrar instrumentos.
Além de Pantanal, a Amazônia e o Cerrado estão na rota da pesquisa.

“[A aeronave] vai voar sobre o Pantanal para verificar as emissões de metano das regiões alagadas. A Amazônia é extremamente importante para conhecermos o balanço de carbono. No Cerrado, nosso foco é a emissão das queimadas”, descreveu o professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo e pesquisador do Observatório da Torre Alta da Amazônia (Atto, na sigla em inglês), Luiz Machado.

COMO É O AVIÃO

A aeronave usada nessa pesquisa envolve o modelo Gulfstream G550, operado pelo Centro Espacial Alemão (DLR, na sigla em alemão). O avião é conhecido como High Altitude and Long Range Research Aircraft (Halo) e pode fazer voos com ampla faixa de altitude, desde 850 metros até 15 mil metros, no limite da troposfera. 

“O modelo foi empregado no Brasil em outras duas campanhas científicas: a Cafe-Brazil [Chemistry of the Atmosphere: Field Experiment in Brazil], entre 2022 e 2023; e Acridicon-Chuva, em 2014; para investigar interações entre aerossóis, nuvens, química atmosférica e convecção na Amazônia”, detalhou o MCTI.

A aeronave está equipada com o sistema Light Detection and Ranging (Lidar), uma tecnologia que projeta pulsos de laser que permitem medir com precisão as concentrações de metano e dióxido de carbono na atmosfera, e outros instrumentos de sensoriamento remoto que medem os principais gases de efeito estufa, além de alguns traçadores para caracterizar massas de ar, são dedicados exclusivamente a medições atmosféricas.

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