Cidades

CAMPO GRANDE

Remédios em falta: Sesau sugere que população compre medicamentos em Farmácia Popular

Secretaria diz que 92% do estoque de medicamentos está abastecido; população denuncia que não encontra de tira de glicemia a antibióticos

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Pacientes de Campo Grande estão tendo que pagar para não ficar sem medicação, que deveria ser garantida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Conforme os relatos, na fila da farmácia do Centro Especializado Municipal (Cem), faltam remédios de uso contínuo e insumos, como a fita que mede a glicemia de diabéticos.

A aposentada Eloides Magrine, de 58 anos, necessita de remédios de uso contínuo para reposição de cálcio e ferro. Sem previsão de quando o medicamento estará disponível pelo SUS, ela terá que desembolsar por conta própria. 

"Preciso de cálcio para os ossos e diz que não tem. Também está em falta aquelas ampolas para reposição de ferro. Vim na semana e hoje novamente, mas vou ter que comprar porque preciso tomar essas medicações", conta a aposentada.

Com um pedido médico de cinco medicações, Elisa de Lara cponseguiu apenas um na farmácia no Cem. O restante está 'em falta na rede', informaram a ela.

"Dizem que estão em falta na rede e que dois são comprados mesmo. Não tem remédio nem para alergia e outro que preciso para circulação. Não sei nem quanto custa, mas vou ter que dar jeito e acabar comprando", disse Elisa, que é dona de casa.

De Bandeirantes, Maria Freitas relata que faz tratamento crônico dos rins e que sempre conseguiu os medicamentos em seu município. Já em Campo Grande, está tendo dificuldades para tomar a medicação que é essencial para o seu tratamento.

"Faz dias que está faltando. Na fila eu ouvi uma moça reclamando que desde o ano passado não consegue o antibiótico amoxicilina. No meu caso, eu tomo o remédio para os rins e estão todos em falta. Só consegui pegar os medcimanetos para pressão", desabafa.

Sesau sugere 'solução'

Questionado sobre a falta de medicamentos nas farmácias da rede municipal de saúde, a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau), garante que são apenas faltas pontuais, sem informar quais medicamentos estão em falta. Além disso, a Sesau não deu um prazo para o reabastecimento dos remédios.

"Atualmente 92% do estoque de medicamentos está abastecido, o que significa que dos 257 medicamentos da lista da Rede Municipal de Medicamentos, 242 estão em estoque. Contudo há uma lista de remédios que estão com estoques reduzidos, o que pode provocar a falta pontual em algumas unidades de saúde. Estes medicamentos e insumos já estão em processo de compra por parte da Prefeitura", afirmam em nota.

Como solução para o problema, a Sesau reforça que os remédios em falta podem ser adquiridos em farmácias que fazem parte do programa Farmácia Popular, do governo federal. 

"No site da Prefeitura, é possível encontrar toda a lista de farmácias conveniadas ao programa, onde é possível encontrar medicamentos gratuitos ou com copagamento, sendo necessário apenas apresentar a receita atualizada", sugere a nota enviada pela Sesau, ao Correio do Estado.

Por fim, a Secretaria diz que entre os dias 19 e 20 de outubro, o município recebeu um carregamento de 5,1 milhões de comprimidos, como é o caso da Losartana Potássica. A Sesau reforça que em 2023, até agosto, foram investidos R$25,6 milhões em remédios. Sendo que aproximadamente R$20 milhões do Tesouro Municipal, com cerca de 200 mil receitas atendidas por mês.

"Ainda nesta semana o processo de compra de outros doze medicamentos, que são: Epitezan, Proximetacaína, Doxiciclina, Eritromicina, Levofloxacino , Sulfato de gentamicina, Tiamazol, Fenoterol, Ipratrópio, Fluoresceína, Carbonato de cálcio. Mais de R$ 851 mil foram repassados, nesta segunda-feira, para as empresas ganhadoras dos pregões realizados pela Prefeitura para a compra de medicamentos", garante a Sesau. 

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Caçada na Mata

Narcotraficantes mortos pelo Bope tiveram várias tentativas de resgate em MS

Grupo passou oito dias escondido na mata após abandonar avião interceptado pela FAB; cerca de 50 policiais participaram das buscas.

08/08/2026 11h34

Tenente-coronel Rocha, comandante do Bope, detalha durante coletiva em Campo Grande a operação que terminou com a morte dos quatro traficantes bolivianos após oito dias de buscas.

Tenente-coronel Rocha, comandante do Bope, detalha durante coletiva em Campo Grande a operação que terminou com a morte dos quatro traficantes bolivianos após oito dias de buscas. Foto: Correio do Estado.

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Quatro traficantes bolivianos mortos em confronto com o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) tentaram escapar de um cerco policial durante oito dias e contaram com uma rede de apoio que teria organizado diversas tentativas de resgate na região de São Gabriel do Oeste.Os novos detalhes foram apresentados pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul neste sábado (8).

As informações foram detalhadas pelo tenente-coronel Rocha, comandante do Bope, durante coletiva de imprensa realizada na manhã deste sábado (8), na sede do Batalhão de Operações Policiais Especiais, em Campo Grande.

Na ocasião, o oficial apresentou novos detalhes sobre os oito dias de buscas, o perfil dos quatro bolivianos, as tentativas de resgate durante o cerco e as circunstâncias do confronto que terminou com a morte do grupo.

Segundo o comandante do Bope, aproximadamente 50 policiais estiveram envolvidos diretamente na mobilização, considerando as equipes da unidade especializada e o efetivo de outras forças que deram suporte ao cerco.

Durante a coletiva, ele afirmou que foram identificadas várias tentativas de retirar os bolivianos da região e que pessoas estariam dispostas a pagar valores elevados pelo resgate, principalmente por causa da importância de um dos integrantes do grupo no tráfico internacional. 

"A gente conseguiu levantar várias tentativas de resgate. Muita gente estava buscando esse resgate, inclusive pagando muito caro para conseguir retirar esse elemento de lá”, afirmou o tenente-coronel Rocha.

O principal nome identificado entre os mortos é José Mariano Paes, apontado pelas autoridades como um dos grandes chefes do tráfico de cocaína na Bolívia.

Conforme as informações repassadas ao Bope, ele acumulava antecedentes relacionados a tráfico de drogas, sequestro e homicídio e era considerado altamente violento pela polícia boliviana. 

Os outros três bolivianos mortos no confronto também foram identificados. São Bruno Bascope Jordan, de 31 anos; José Oscar Lacoa Rapu, de 25; e Cristian Guzman Parada, de 31.

Com José Mariano Paz Chavez, de 29 anos, eles formavam o grupo de quatro homens que deixou a Bolívia na aeronave posteriormente interceptada pela FAB.

Grupo era do alto escalão do tráfico, diz Bope

De acordo com o comandante, os quatro bolivianos atuavam no fornecimento de cocaína em grande escala e fariam parte de um patamar elevado do narcotráfico. A avaliação da polícia é de que o grupo abastecia a fronteira brasileira com droga adquirida diretamente de áreas de produção e depósitos na Bolívia.

“É outro patamar. Pela fuga de aeronave e pelo suporte que tentaram ter para o resgate, a gente acredita que sejam do alto escalão do crime boliviano, que abastecia nosso país com cocaína”, declarou Rocha.

A estrutura financeira dos criminosos também chamou a atenção dos investigadores. Dentro da aeronave utilizada na fuga, conforme relatado durante a coletiva, foi encontrado um relógio avaliado em mais de R$ 2 milhões, além de uma quantia significativa em moeda boliviana.

Para o Bope, os elementos encontrados reforçam a suspeita de que os ocupantes tinham grande poder financeiro. 

O comandante classificou os quatro como integrantes do "alto escalão" do crime boliviano e afirmou que eles atuavam no abastecimento de cocaína para o Brasil. Até o momento, entretanto, não foi confirmada ligação específica do grupo com alguma facção criminosa brasileira. 

Aeronave seria usada exclusivamente para a fuga

Outro detalhe revelado pelo Bope é que não havia drogas dentro do avião interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB). Conforme a apuração policial, naquela viagem a aeronave teria sido utilizada exclusivamente para retirar os quatro homens da Bolívia e levá-los para São Paulo.

Tenente-coronel Rocha, comandante do Bope, detalha durante coletiva em Campo Grande a operação que terminou com a morte dos quatro traficantes bolivianos após oito dias de buscas.Equipes policiais ao lado da aeronave utilizada pelos quatro bolivianos durante a fuga para o Brasil. Foto: Bope.

A polícia, porém, recebeu informações de que o mesmo avião já teria sido empregado anteriormente em rotas relacionadas ao tráfico de drogas.

Também é investigada a possibilidade de uma segunda aeronave ter sido utilizada para retirar outros envolvidos em direção ao norte da Bolívia. 

A fuga começou em 31 de julho, após uma sequência de crimes em território boliviano. No dia 29, um grupo armado invadiu a fazenda Campo Nuevo, de propriedade do produtor Jhonny Arce, e matou três pessoas.

No dia seguinte, 30 de julho, os criminosos emboscaram uma equipe das forças especiais da Bolívia. Durante o ataque, um subtenente foi morto.

Informações posteriormente compartilhadas com as autoridades brasileiras apontaram que os suspeitos eram integrantes de um grupo armado considerado violento e ligado ao tráfico internacional de drogas, principalmente por via aérea. 

Após o ataque, quatro homens deixaram a Bolívia em uma aeronave com destino ao Estado de São Paulo. O Grupo Especial de Fronteira (Gefron), da Polícia Militar de Mato Grosso, repassou informações ao Bope sobre a entrada do avião no espaço aéreo brasileiro.

A partir do alerta, o Bope acionou a FAB. Segundo o comandante, menos de 40 minutos depois do recebimento das primeiras informações já havia sido iniciada a operação aérea para localizar e interceptar a aeronave. 

O piloto não obedeceu às determinações da FAB e realizou um pouso em uma área rural nas proximidades de São Gabriel do Oeste. Quando as primeiras equipes chegaram ao local, os quatro ocupantes já haviam abandonado o avião e entrado na mata.

A aeronave estava sem plano de voo e apresentava sinais de adulteração na identificação, conforme relatado pelo Bope. 

Oito dias de buscas e cerco policial

A partir do pouso, teve início uma operação que mobilizou diferentes unidades de segurança. Além do Bope, participaram da estrutura de apoio o Grupamento de Policiamento Aéreo (GPA), unidades territoriais da Polícia Militar, policiamento rural e outras forças estaduais.

Segundo o comandante, o Bope manteve aproximadamente 30 homens diretamente na operação, enquanto outras unidades empregaram cerca de 20 agentes no apoio, totalizando aproximadamente 50 policiais mobilizados durante a caçada. 

“É o tipo de operação em que o nosso treinamento faz toda a diferença, mas a nossa prática também. Tem sol quente, suor, carrapato da mata, corte, lesão e torção no pé”, relatou o comandante.

A presença dos fugitivos provocou apreensão entre moradores da zona rural. Fazendeiros, caseiros e trabalhadores chegaram a deixar propriedades por medo dos criminosos.

Conforme o relato apresentado na coletiva, policiais mantiveram contato frequente com moradores e as informações fornecidas pela população foram consideradas importantes para a operação. 

Durante o período, a polícia identificou movimentações que indicariam tentativas de resgate. O comandante não detalhou a logística utilizada pelos responsáveis pelo apoio, alegando questões operacionais, mas afirmou que houve várias iniciativas frustradas pelo bloqueio montado pelas forças de segurança.

Criminosos permaneceram próximos à região do pouso

Apesar dos oito dias de buscas, os fugitivos não conseguiram avançar grandes distâncias. Conforme o Bope, quando foram finalmente localizados, estavam aproximadamente oito quilômetros distantes da área inicial da operação e teriam permanecido se movimentando pela região, utilizando a mata como proteção. 

“Tudo calculado, tudo dentro do que a gente esperava. Sabíamos que seria cansativo, mas que conseguiríamos encontrar esses criminosos”, afirmou Rocha.

A suspeita é de que o grupo tenha permanecido próximo ao Rio Coxim para ter acesso à água, alimentos e à cobertura oferecida pela vegetação.

Na tarde de sexta-feira, uma patrulha do Bope conseguiu localizar os quatro homens em uma área de mata fechada. De acordo com a versão apresentada pela Polícia Militar, os suspeitos estavam armados e houve uma intensa troca de tiros.

O comandante afirmou que as equipes já trabalhavam com a possibilidade de confronto devido às informações de que os fugitivos estavam fortemente armados. Segundo o relato policial, após os disparos, os quatro bolivianos foram encontrados feridos. 

Eles foram socorridos e encaminhados para São Gabriel do Oeste, mas as mortes foram constatadas posteriormente. Nenhum policial ficou ferido.

As equipes continuaram na região após o confronto para procurar vestígios e identificar possíveis pessoas que tenham prestado apoio aos criminosos durante o período em que permaneceram escondidos.

A investigação também deverá avançar sobre a estrutura utilizada pelo grupo para fugir da Bolívia, as tentativas de resgate registradas durante o cerco e a possível participação de outros integrantes da organização criminosa.

Destino dos corpos

Após o confronto, os corpos dos quatro bolivianos foram encaminhados para os procedimentos periciais e de identificação. A definição sobre a liberação e o traslado para a Bolívia ficará a cargo das autoridades responsáveis.

Durante a coletiva, o Bope informou que, após o atendimento em São Gabriel do Oeste, os procedimentos relacionados aos corpos passaram a ser conduzidos pelos órgãos competentes.

 

 

LICITAÇÃO

Governo abre licitação de R$ 3,31 milhões para ponte sobre Rio Aquidauana

Disputa será de menor preço para construir ponte de concreto armado em estrada vicinal que liga Corguinho e São Gabriel do Oeste

08/08/2026 10h30

Cidade de Corguinho

Cidade de Corguinho Reprodução

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A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) divulgou o lançamento do processo de concorrência eletrônica para construir uma ponte de concreto armado sobre o Rio Aquidauana, no trecho localizado entre o município de Corguinho e São Gabriel D'Oeste.

O valor estimado para a obra é de mais de R$ 3,31 milhões para uma extensão de 30 metros de ponte.

Publicado na edição do Diário Oficial de Mato Grosso do Sul (DOE) desta sexta-feira (7), o órgão abriu o processo adminstrativo nº 79.005.913-2026 para que as empresas interessadas iniciem a análise e planejamento de propostas para a sessão pública, que ocorrerá no dia 27 de agosto.

O objetivo é estruturar a passagem sobre as águas fluviais na estrada vicinal, que dá acesso aos municípios do interior do Estado e outras propriedades rurais da região, para que os veículos trafeguem com segurança.

A ponte de concreto armado é composta por mistura de concreto e barras de aço, que dão maior resistência à compressão e tração, em especial em regiões como esta, que estão sujeitas ao aumento do nível do rio quando ocorre fortes chuvas, como aconteceu em fevereiro deste ano na região.

O critério de julgamento da licitação será por menor preço, mas a estimativa total do valor de investimento da gestão pública é de R$ 3.319.620,02. O processo está registrado por Concorrência Eletrônica nº 106/2026 e estará disponível para ofertas a partir das 10h30, em sessão pública, na data de abertura.

É possível consultar a o aviso de licitação no endereço eletrônico oficial de licitações do governo.

> Serviço

Licitação para construir ponte de concreto armado (30m) sobre Rio Aquidauana

Data de abertura: 27 de agosto de 2026
Horário: 10h30 de Mato Grosso do Sul
Modo de disputa: Aberto
Critério: Menor preço
Valor estimado: R$ 3.319.620,02
Edital e Anexos: https://www.agesul.ms.gov.br/ e https://www.gov.br/pncp/pt-br

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