O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte, informou que irá recorrer da decisão judicial que determinou o fechamento do lixão da cidade. “A decisão judicial diz que é para fechar o lixão e criar um outro aterro sanitário, um outro espaço. Nós não temos licença ambiental para criar um outro espaço. Então o que nós vamos fazer? Vamos recorrer parcialmente da medida judicial”.
O lixão foi interditado por decisão do juiz Amaury da Silva Kuklinski, da Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, na noite desta sexta-feira (30). Com isso, a concessionária Solurb, responsável pela coleta do lixo, não poderá descarregar os resíduos até que consiga fazer o transporte das chamadas áreas de transição para o novo aterro.
Porém, Olarte disse que o lixo continuará sendo levado para o aterro. “Por esses dias enquanto a gente traz a solução definitiva, para que a gente possa manter o atendimento; e vamos pegar os trabalhadores do lixão e oferecer novas possibilidades para eles. Vamos cuidar deles, dar um apoio para que eles não fiquem sem a subsistência”, disse.
O secretário municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação (Seintrha), Semy Ferraz, disse que a abertura do aterro depende da conclusão da Unidade de Tratamento de Resíduos (UTR). “O prefeito já fechou acordo com a Solurb, no sentido deles concluírem a obra”.
Semy lembrou que o fechamento dos lixões até agosto é uma determinação do Ministério das Cidades. “Esse fechamento [do lixão] é bom, porque nos resguarda. “O problema é os catadores, até a UTR estar pronta. Por isso o prefeito está preocupado e vai cuidar deles”.
Conforme o prefeito, há um recurso de R$ 600 mil do BNDES para a construção física do aterro, que é de responsabilidade do Executivo municipal. “A prefeitura está disponibilizando esse recurso e o restante a Solurb assume, para a construção física e equipamento”, explicou
Quanto ao prazo de conclusão da UTR, Semy declarou que “o prazo dado à Solurb para o término das obras da UTR é 31 de janeiro de 2015, mas em conversa com a empresa o prefeito cobrou a antecipação desse prazo para dentro de 120 dias. O juiz está mandando abrir uma nova área. Nesse aspecto, a prefeitura vai recorrer, porque serão mais de seis meses para licitar uma nova área”.
Desde sexta-feira à noite, caminhões de lixo estão entrando diretamente no aterro para despejar os resíduos e não mais passando pela área de transição. “Para a população, o trabalho de coleta não foi prejudicado”, informou.


