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Com novas denúncias na Conab, oposição promete reagir

Com novas denúncias na Conab, oposição promete reagir

DA REDAÇÃO

07/08/2011 - 18h23
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Alguns líderes da oposição na Câmara e no Senado Federal prometem obstruir as votações em plenário nesta semana e fazer uma ofensiva para garantir assinaturas necessárias para a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investigue suspeitas de corrupção em ministérios do governo da presidente Dilma Rousseff.

O movimento é uma resposta ao loteamento de parentes de líderes políticos do PMDB em cargos da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), empresa pública subordinada ao Ministério da Agricultura.

Reportagem publicada neste domingo pela Folha aponta que receberam cargos na estatal um filho do senador Renan Calheiros (AL), líder do PMDB na Casa, a ex-mulher do deputado Henrique Eduardo Alves (RN), líder da legenda na Câmara, um neto do deputado federal Mauro Benevides (CE) e um sobrinho de Orestes Quércia, ex-presidente do PMDB de São Paulo.

As nomeações ocorreram após o peemedebista Wagner Rossi assumir a direção da Conab, em junho de 2007. Rossi, homem de confiança do vice-presidente Michel Temer, é o atual ministro da Agricultura. Assinou de punho próprio várias dessas nomeações.

"Não vamos votar nenhuma matéria no plenário em protesto às ações do governo para evitar uma investigação. Vamos radicalizar com o objetivo de ajudar a sensibilizar a classe política", disse à Folha o líder do DEM na Câmara, deputado ACM Neto (BA). Ele afirmou que o partido vai encaminhar para o Ministério Público as denúncias envolvendo a pasta da Agricultura.

O congressista reconhece que a criação de uma CPI seria o "único instrumento" para investigar as denúncias já feitas, mas afirma que a câmara está "blindada" diante da ampla base governista na Casa.

"É importante verificar se isso ocorre em muitos ministérios. Depois do mensalão, uma outra forma utilizada para agradar a base foi distribuir nacos [do governo] aos partidos, de porteira fechada. E isso levou a uma corrosão endêmica dentro da maioria desses ministérios", disse o líder tucano na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP).

O senador Demóstenes Torres (GO), líder do DEM no Senado, disse que faltam apenas duas das 27 assinaturas necessárias para abertura de uma CPI (comissão parlamentar de inquérito) na Casa.

A intenção inicial era investigar denúncias de corrupção no Ministério dos Transportes, mas Torres afirmou ontem que a Agricultura (e outras pastas) também podem ser alvo de atuação do grupo.

"Está na hora de se fazer uma grande CPI pra apurar tudo o que está acontecendo e dar uma resposta firme à sociedade sobre loteamento de cargo, nepotismo, corrupção. É uma tradição [de irregularidades] que tem que ser extirpada", afirma o senador.

(Com informações da Folha)

MATO GROSSO DO SUL

Equipe Engenharia ganha aditivo de R$466 mil três meses após assinar contrato

Apesar do desconto obtido na concorrência, um dos maiores deságios em certames feitos pela Agesul nos últimos doze meses, acordo volta agora para a casa dos 20 milhões de reais

28/05/2026 12h12

Preço final foi definido após uma série de 20 propostas financeiras entre as concorrentes

Preço final foi definido após uma série de 20 propostas financeiras entre as concorrentes Reprodução

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Responsável pelas obras de asfalto no bairro Jardim Itamaracá, em Campo Grande, a Equipe Engenharia recebe o primeiro aditivo (aproximadamente R$466 mil) apenas três meses após firmar o devido contrato com a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), que apesar do desconto obtido após a concorrência volta agora para a casa dos 20 milhões de reais.  

Conforme o extrato do primeiro termo aditivo publicado nesta quinta-feira (28), em edição do Diário Oficial Eletrônico (DOE) do Mato Grosso do Sul, foram acrescentados exatos R$466.091,09 ao acordo para obra de infraestrutura urbana na região do Itamaracá. 

Essas obras compreendem serviços de pavimentação asfáltica e drenagem de águas pluviais no bairro que fica localizado na região do Bandeira na Cidade Morena. 

Esse total acrescido faz o contrato saltar de  R$19.914.884,8 para o montante de R$20.380.975,96 oficialmente nesta quinta-feira (28), aproximadamente três meses após celebração do acordo entre o representante da Equipe Engenharia, Luiz Fernando Grijó, com assinatura à época ainda de Rudi Fiorese, antes de estourarem escândalos e posterior demissão do então chefe da Agesul por suposto envolvimento em esquema de desvio de recursos da manutenção de ruas em Campo Grande

Como bem frisa o quarto ponto da terceira cláusula do contrato, a revisão, reajuste ou repactuação dos preços poderá ser feita para manter o equilíbrio econômico financeiro obtido na licitação, mediante a comprovação dos fatos inclusive com demonstração em planilhas de custos, conforme estabelece a Nova Lei de Licitações (no inciso II, alínea "d", da lei n.14.133/2021). 

Esse objeto contratado deverá ser entregue e totalmente concluído dentro do prazo de aproximadamente dois anos (720 dias consecutivos).

Cabe destacar que a concorrência nesta licitação resultou em um dos maiores deságios em certames feitos pela Agesul nos últimos doze meses. Normalmente, os descontos para construção de asfalto ficam na na casa de 1% sobre o valor máximo estipulado pela administração pública.

O preço final foi definido após uma série de 20 propostas financeiras entre as concorrentes, conforme mostra a ata da licitação disponível no site da Agesul. Em segundo lugar ficou a empreiteira Northpav Pavimentação e Locação, cuja última oferta foi de R$19.936.000,00. 

A Agesul foi procurada para justificar o aumento apenas três meses após assinatura do contrato, porém, até o fechamento da matéria, a equipe do Correio do Estado não obteve retorno a tempo. 

Velha conhecida

Empresa com sede no bairro Coronel Antonino, na Capital, a Equipe Engenharia há tempos aparece pelos mais diversos diários oficiais, sendo uma velha conhecida das administrações públicas locais. 

Recentemente o nome da Equipe Engenharia apareceu como o da contratada para ampliação do Aeroporto Santa Maria, por R$45 milhões, o que prevê execução de obras que compreendem a restauração e ampliação da chamada Pista de Pouso e Decolagem (PPD), pátio e taxiway, além da implantação de guarita e receptivo para o volume de passageiros que embarcam e desembarcam.

Antes disso, porém, o nome da empresa também já aparecia como responsável pelas obras na região do Nova Campo Grande, que somam mais de R$ 128 milhões, com a Equipe Engenharia levando o contrato por uma proposta R$1,3 milhão mais barata do que o previsto no edital.

Entretanto, há mais de uma década a Equipe Engenharia vence licitação em Mato Grosso do Sul, pois ainda em 2016, cerca de um ano após faturar uma licitação para pavimentação da rodovia MS-460, em Maracaju, no valor de R$ 32,1 milhões, a empresa voltou a receber reajuste de R$ 3,4 milhões

Mas como "nem tudo são flores", dois anos depois, o nome da empresa voltou a chamar atenção depois de uma calçada com acessibilidade sair "irregular", em zigue-zague. À época, o responsável sinalizou que a ideia era preservar as árvores, mas que, se a Prefeitura mandasse, "arrancariam e fariam de novo". 

Em maio de 2019, a Equipe Engenharia voltou a ser contratada pela Prefeitura de Campo Grande, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Custando R$4.392.305,41 milhões, o objeto seria a implantação de corredor na rua Bahia, região central da Capital. 

Já em 2020 a empreiteira venceu a Etapa B do projeto de pavimentação do Nova Lima, orçado em R$24.315.829,19 para pavimentação de 17 km, com obras de drenagem e sinalização.

No mesmo ano, abocanhou ainda a licitação da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), para recapear trecho da Avenida Mato Grosso por R$ 4,5 milhões.

 

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CAPACITAÇÃO

Curso em Campo Grande propõe formação em fotografia religiosa e marketing para igrejas

Evento voltado a agentes pastorais, fotógrafos e comunicadores aborda produção de conteúdo, redes sociais e fotografia sacra aplicada à evangelização

28/05/2026 12h00

Formação acontece nos dias 1º e 2 de junho, em Campo Grande, com foco em fotografia religiosa e comunicação digital

Formação acontece nos dias 1º e 2 de junho, em Campo Grande, com foco em fotografia religiosa e comunicação digital Divulgação

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A Paróquia Maria Medianeira das Graças, em parceria com a Pastoral da Comunicação (Pascom) Arquidiocesana, realiza nos dias 1º e 2 de junho, em Campo Grande, a formação “Fotografia Religiosa e Marketing a Serviço da Igreja”.

O curso será voltado a agentes pastorais, fotógrafos e comunicadores que atuam em paróquias e comunidades religiosas, com proposta de discutir o uso da fotografia e das estratégias de comunicação no ambiente digital.

A programação será dividida em dois encontros. No primeiro dia, os participantes terão contato com conceitos de marketing e fotografia religiosa. Já no segundo, a formação terá foco em planejamento estratégico e prática de fotografia sacra.

A iniciativa surge em meio ao aumento da produção de conteúdo digital por igrejas e comunidades religiosas, especialmente nas redes sociais, onde transmissões, vídeos e registros fotográficos passaram a integrar a rotina das paróquias.

A formação será conduzida por Fagner Costa, responsável pela Domine Fotografia Religiosa, e por Arthur Fava, sócio-fundador da Arcaffo, empresa especializada em estratégia e comunicação.

O evento será realizado no Auditório do Colégio MACE, localizado na Rua Íria Loureiro Viana, 47, no Centro de Campo Grande, das 19h às 21h30.

O investimento é de R$ 130, com coffee break incluso. As inscrições estão abertas pelo site oficial da formação.

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