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Com reajuste parcelado de 10%, motoristas cancelam a greve

Valor do acréscimo, no entanto, só será efetivamente pago após a Prefeitura de Campo Grande decretar a tarifa pública do ônibus para os passageiros, o que só deve acontecer na próxima semana

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Os motoristas do transporte coletivo de Campo Grande cancelaram a greve que estava prevista para a próxima semana após reunião entre o Consórcio Guaicurus e o Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo e Urbano de Campo Grande (STTCU-CG). A categoria aceitou a proposta de reajuste salarial.

Com isso, a assembleia geral do STTCU-CG, que estava marcada para ocorrer neste sábado, foi cancelada.
Segundo Demétrio Freitas, presidente do sindicato, diante da situação atual, as melhorias para a categoria foram suficientes para não seguir com a greve. 

“Não foi o que a gente esperava, mas, dentro da realidade que estamos vivendo, não ficou ruim, tivemos melhorias no ticket alimentação de 37%, tivemos 20% no plano de saúde, além dos 10% no salário, mantivemos o vale-gás, dentro da conjuntura, e com isso cancelamos a assembleia”, disse Freitas.

Durante a reunião, o advogado do Consórcio Guaicurus, Rafael Barbosa, explicou que, diante da situação, eles conseguem realizar o reajuste salarial, mas de forma escalonada e sem retroatividade. 

“A gente depende da tarifa para dar o aumento. Essa tarifa ainda não está correndo, não está em vigor. Sem ter essa certeza, a proposta é um aumento inicial de 8% quando as tarifas começarem a vigorar, quando efetivamente obtivermos a renda para isso. Além disso, em junho, oferecemos reajuste de mais 1% e, em setembro, mais 1%, para dar os 10%”, explicou.

Também esteve presente o diretor-executivo do Consórcio, Robson Strengari, que reafirmou que no pós-pandemia perderam funcionários e passageiros pagantes, que a Prefeitura de Campo Grande não paga o subsídio na data e que quem mantém o serviço funcionando são os usuários. 

Strengari reafirmou que o valor de R$ 7,79 para a tarifa técnica seria o ideal. “Hoje, os R$ 5,80 não cobrem os custos. Como você compra um ônibus novo? Um ônibus custa R$ 600 mil, tudo subiu”, reclamou.

TARIFA TÉCNICA

O valor da tarifa técnica do transporte coletivo de Campo Grande será de R$ 5,80 e foi aprovado na quinta-feira (19), em reunião entre a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg) e o Conselho de Regulação, que é formado por membros da sociedade civil e órgãos da administração pública, além de representantes do Consórcio Guaicurus.

Ainda na reunião extraordinária sobre o reajuste da tarifa do transporte coletivo na Capital, o Consórcio Guaicurus alegou que o aumento dos valores não era suficiente para realizar melhorias para os usuários. 

“Nós vamos manter o estado em que estamos hoje, a gente não sabe se vem mais algo do Estado. Realmente nós achamos que temos de trabalhar, mas hoje vimos uma cliente elogiando que ganhou tempo com o corredor de ônibus. Alguma melhoria a gente sempre tem que procurar fazer, alguma adequação de linha, alguma adequação de ônibus, mas não é da forma que a gente gostaria”, afirmou.

TARIFA PÚBLICA

O valor de R$ 5,80, no entanto, não será repassado aos usuários do transporte coletivo, que deverão pagar um valor menor para usufruir do serviço.

Esse novo preço ainda não foi decretado pela prefeitura e, segundo nota da administração, a gestão aguarda o envio de ata, por parte da Agereg, da reunião realizada na quinta-feira.

“A alteração do valor da tarifa do transporte coletivo ainda não está definida. A Agereg prepara a ata da reunião realizada ontem [19] com o Conselho de Regulação, que oficializou a tarifa técnica em R$ 5,80, e posteriormente vai encaminhar ao Executivo para definição da tarifa pública, aquela que será paga pela população”, declarou a prefeitura, em nota.

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Feminicídio

Enfermeira morta a marretadas por bombeiro tem órgãos doados

A 5ª vítima de feminicídio no Estado, por decisão da família, salva a vida de três pacientes que aguardavam na fila de espera por transplantes do SUS

07/03/2026 12h00

Imagem Reprodução

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A partida precoce da enfermeira Liliane de Souza Bonfim, de 51 anos, que teve morte cerebral confirmada na sexta-feira (6), após ser vítima de feminicídio, ganhou novos contornos com a autorização da família para a doação de órgãos.

Mãe de três filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ela foi vítima de um episódio de violência ocorrido dentro de casa, em Ponta Porã, na terça-feira (3). Dois dos filhos, de 15 e 17 anos, também acabaram sendo agredidos pelo subtenente do Corpo de Bombeiros Militar, Eliaderson Duarte.

A enfermeira, que se tornou a 5ª vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul, ao perceber a aproximação do marido, chegou a gritar para que os filhos saíssem de casa, mas não houve tempo. O caçula, de 11 anos, embora não tenha sido agredido, presenciou a violência.

Enquanto ela era golpeada, os filhos, mesmo feridos, correram e pediram ajuda a populares. Ao entrarem na residência, encontraram o bombeiro sentado ao lado do corpo da esposa, que estava no chão após ser atingida várias vezes.

A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital da Vida, em Dourados. Quem trabalhava na linha de frente da saúde acabou lutando pela própria vida, mas não resistiu.

Com a decisão da família de autorizar a doação de órgãos, outras pessoas que aguardam na fila por uma oportunidade de vida saudável terão uma segunda chance.

Foram doados três órgãos da enfermeira: os dois rins e o fígado. Um dos rins será transplantado em um paciente em Mato Grosso do Sul, o outro foi encaminhado ao Rio Grande do Sul, e o fígado seguirá para um terceiro paciente em Brasília (DF).
 

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APURAÇÃO POLICIAL

Polícia investiga morte de jovem de 25 anos encontrada inconsciente na casa do namorado

Circunstâncias da morte de jovem que supostamente discutiu com o namorado e teria convulsionado após ingerir bebida na casa dele seguem sendo apuradas

07/03/2026 11h44

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A polícia investiga a morte de Ludmila Pedro de Lima, de 25 anos, que teria ingerido uma substância e convulsionado na casa do namorado, no bairro Paulo Coelho Machado, em Campo Grande.

O namorado informou à polícia que, após uma suposta discussão por ciúmes, durante a tarde de sexta-feira (6), ela teria ingerido uma bebida e, em seguida, começou a convulsionar. A jovem chegou a ser socorrida por uma equipe do Samu.

Ela foi encaminhada para atendimento médico em estado grave, mas não resistiu e morreu na madrugada deste sábado (7).

Conforme informações da polícia, o namorado contou que houve uma discussão e, posteriormente, eles retornaram para a casa dele, momento em que Ludmila teria ingerido a bebida por conta própria.

Ao ser questionado sobre lesões no rosto da jovem, ele informou que elas teriam sido causadas pela queda enquanto Ludmila estava convulsionando.

A perícia esteve na casa e colheu depoimentos de testemunhas e do namorado. Embora ainda não existam elementos que comprovem feminicídio, a investigação prossegue para verificar todas as hipóteses.

Os exames necroscópicos periciais devem auxiliar no esclarecimento do caso, para que sejam tomadas as providências de polícia judiciária cabíveis, caso seja configurado crime.
 

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