Com chuvas abaixo da média histórica, a maior parte de Mato Grosso do Sul contabiliza cerca de 30 dias sem chuvas significativas em seu território, situação que contribui para o predomínio da umidade do ar mais baixa. Neste domingo (23), em Campo Grande, a umidade relativa do ar está abaixo da ideal de 60%, marcando apenas 24%.
Prejudicial à saúde, o médico pneumologista, doutor Ronaldo Queiroz, explica que a baixa umidade do ar pode contribuir para a proliferação de doenças respiratórias. “O clima seco provoca o ressecamento da mucosa das vias aéreas superiores, não só do nariz quanto boca e garganta e esse ressecamento acaba provocando a irritação dessas vias”.
O profissional da área da saúde pontua que feridas e sangramentos no nariz podem ocorrer devido extrema secura do clima, facilitando também a contaminação dos vírus que estão em circulação. Deixando um alerta, o pneumologista recomenda que o cuidado seja feito diariamente por meio de uma rotina saudável.
“Tome muito líquido, utilize soro fisiológico para a limpeza e lubrificação das vias aéreas, caminhar ao livre em horários com pouca concentração solar e ter uma alimentação balanceada”, lista Ronaldo Queiroz.
Para a semana que se inicia, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ainda é de predomínio do tempo seco, com pouca chance de chuva na maior parte do Estado. Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima do Estado (Cemtec), o cenário ocorre em função do sistema de alta pressão, favorecendo o tempo seco. A umidade relativa pode variar entre 15% e 35%, com a queda se agravando no período da tarde
Chuvas
De acordo com o balanço das chuvas para o mês de julho deste ano, publicado pela Defesa Civil de Mato Grosso do Sul, destaca-se que apenas os municípios de São Gabriel do Oeste, Rio Verde de Mato Grosso estão dentro ou acima da média histórica, com acumulados de chuvas entre 20 milímetros (mm) e 40 milímetros, sendo que os acumulados ocorreram entre os dias 13 e 14 de julho devido ao avanço de uma frente fria.
Nos primeiros 15 dias de julho foi identificado, através dos pluviômetros instalados nas estações meteorológicas da capital, um volume baixíssimo de precipitações de 5,4 mm. Uma vez que a média histórica é de 41,0 mm e o esperado para o período já acumula percentual negativo de – 87%, conforme a ponta o boletim da Defesa Civil que considera dados compilados pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Embrapa (Instituto de Pesquisa Científica).
Relatório também aponta que as chuvas ficaram abaixo da média histórica (0-50%) na região centro-sul e leste do estado, com chuvas acumuladas entre 0 mm e 10 mm, devido à atuação de bloqueios atmosféricos que inibiram a formação de nuvens e chuvas, favorecendo o tempo seco no Estado.
Fonte: Sejusp


