Cidades

APREENSÃO EM SÃO PAULO

Comerciante preso com 600 kg de cocaína

Comerciante preso com 600 kg de cocaína

Vânya Santos

23/10/2010 - 08h32
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Dois sul-mato-grossenses, um deles de Campo Grande,  foram presos num sítio em Ibiúna, região de Sorocaba, em São Paulo, com um carregamento de aproximadamente 600 quilos de cocaína. Três traficantes que abasteciam parte daquele Estado também foram presos. O trabalho de investigação, que durou cerca de quatro meses, as prisões e apreensões foram feitas pela equipe do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc), sob a coordenação do diretor Marco Antônio de Paula Santos.
 
Conforme o delegado, o comerciante Gilmar Flores, de 48 anos, que mora na Rua 15 de novembro, região central de Campo Grande, foi quem conduziu a cocaína de Mato Grosso do Sul até São Paulo, numa carreta com placas de Toledo, Paraná. Junto com o comerciante estava o servente de pedreiro Leandro Cáceres Guimarães, de 27 anos, que mora na Rua Arthur de Oliveira, no município de Antônio João, que faz fronteira com o Paraguai. 
 
Segundo o diretor Marco Antônio, o entorpecente seria entregue para o traficante Ronaldo Cavalcanti de Oliveira, de 38 anos, que mora em São Bernando do Campo, e para o libanês Mohamad Ali Jaber, de 41 anos, que tem comércio na região central de São Paulo. Também foi preso o eletricista Everson Pereira da Silva, 35 anos, considerado braço direito de Ronaldo.
 
O delegado explicou que Ronaldo fornece droga para a região do ABC Paulista, parte da zona sul e Baixada Santista. Já Mohamad esteve preso até 2007 condenado por tráfico de droga e sua área de atuação hoje é a região central de São Paulo. Além da carreta e de um caminhão Sprinter, foram apreendidos um veículo Gol e um Siena.
 
Investigação
Marco Antônio explicou que há quatro meses sua equipe investigava Ronaldo e Everson. Durante este período, agentes descobriram que Ronaldo era dono de uma grande propriedade rural em Ibiúna. Policiais passaram a vigiar o local e notaram que, por volta das 21h desta quinta-feira, chegou uma carreta ao sítio. O veículo, que estava vazio, saiu de Mato Grosso do Sul carregado com açúcar.
 
Diante da intensa movimentação, policiais resolveram abordar um caminhão modelo Sprinter que deixava o sítio. No veículo estava o libanês Mohamed, Everton e Leandro, mas nada de ilícito foi encontrado. Ronaldo e Gilmar foram abordados na propriedade e, ao lado da carreta, investigadores encontraram engradados de madeira com resquícios de droga. 
 
O delegado relatou que antes o Denarc de São Paulo tinha como objetivo interceptar grandes carregamentos de droga, no entanto, hoje a equipe mudou o método de trabalho e visa desmantelar as organizações criminosas, sendo que a apreensão de droga torna-se uma consequência da ação policial. “Quando a gente prende só o carregamento, logo eles repõem, mas, em tese, com eles presos, a gente inibe o tráfico”. 
 
Cocaína
O diretor do Denarc contou que cerca de 600 quilos de cocaína estavam acomodados em engradados de madeira escondidos sob a carga de açúcar. Após a entrega do açúcar, eles recuperaram os engradados e colocaram a droga num fundo falso embaixo do assoalho do caminhão Sprinter. “Tiramos todo o assoalho que estava parafusado e encontramos a cocaína distribuída em tabletes de aproximadamente um quilo cada”, explicou o delegado.
 
A Polícia Civil estima que a droga esteja avaliada em US$ 3,6 milhões se adquirida por atacado, já que o quilo da cocaína pode ser vendido por até US$ 6 mil em São Paulo. Já a venda do entorpecente no varejo pode render aproximadamente US$ 14,4 milhões aos traficantes.
 
Em Mato Grosso do Sul, a maior apreensão de cocaína ocorreu na madrugada de 8 de maio deste ano, na BR-267, em Jardim. Na ocasião, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) descobriu 750 quilos da droga escondidos num caminhão-baú, juntamente com carga de carne bovina. O motorista que levaria o entorpecente para São Paulo fugiu.

Sobreaviso

Com mais de mil denúncias Conselho Tutelar Norte suspende atendimento

Responsável por região com cerca de 58 mil crianças e adolescentes fechou as portas ao público para tentar reduzir demanda acumulada por falta de servidores

24/08/2026 17h40

Conselho Tutelar região Norte

Conselho Tutelar região Norte Foto: Paulo Ribas

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Uma região com cerca de 58 mil crianças e adolescentes, cinco conselheiros tutelares e, atualmente, apenas uma servidora administrativa trabalhando seis horas por dia. O resultado dessa conta é uma fila de 1.581 denúncias e relatórios ainda sem atendimento no Conselho Tutelar da Região Norte de Campo Grande.

Diante do acúmulo, os conselheiros decidiram suspender temporariamente o atendimento ao público para concentrar esforços na demanda represada. A medida, segundo as conselheiras, foi tomada após quase dois meses de quadro administrativo incompleto e semanas de espera pela reposição de funcionários.

“Hoje nós fizemos um levantamento e vimos que temos, em média, 1.581 denúncias e relatórios que ainda não receberam atendimento por conta da falta da equipe administrativa”, afirmou a conselheira Suellen Gomes, em entrevista ao jornal Correio do Estado. 

A situação é considerada crítica porque as demandas recebidas pelo Conselho Tutelar passam primeiro pela equipe administrativa. São os servidores que fazem a triagem, registram as denúncias, verificam documentos e localizam os históricos das famílias antes de os casos chegarem aos conselheiros.

Sem essa estrutura, o atendimento praticamente trava.“Tudo que chega dentro do Conselho Tutelar primeiro passa pela equipe administrativa. Quando chega à mesa do conselheiro, já deveria estar tudo certo para a gente notificar a família, fazer o atendimento e aplicar as medidas de proteção”, explicou Suellen.

O número, inclusive, não para de crescer. Poucos minutos depois de concluído o levantamento das 1.581 denúncias e relatórios pendentes, uma escola chegou ao Conselho com mais 60 fichas escolares, ampliando imediatamente a demanda.

A área atendida pelo Conselho Norte é uma das maiores de Campo Grande e se estende do fim da região do Nova Lima até o José Abrão. Segundo levantamento citado pelas conselheiras, realizado pela Planurb em 2023 para a divisão das áreas dos conselhos tutelares, a região concentra cerca de 58 mil crianças e adolescentes.

Portões fechados 

A suspensão do atendimento ao público, segundo as conselheiras, não significa a interrupção completa do serviço. Casos emergenciais continuam sendo atendidos, assim como as ocorrências acionadas pelo plantão, que permanece disponível 24 horas.Conselho Tutelar região Norte

A decisão, porém, expõe um problema mais profundo: para tentar dar conta das denúncias já acumuladas, o Conselho precisou fechar temporariamente as portas para novas demandas presenciais.

Administrativamente, a unidade é vinculada à SAS (Secretaria Municipal de Assistência Social). De acordo com o relato das conselheiras, houve solicitação para reposição dos servidores e a situação também foi levada ao Ministério Público, responsável pela fiscalização dos Conselhos Tutelares.

A expectativa era de que funcionários fossem encaminhados para a unidade, o que não ocorreu até o momento. Conforme informado durante a entrevista, a prefeitura teria indicado a possibilidade de envio de servidores, mas, até a decisão pela suspensão do atendimento, a equipe não havia sido recomposta.

Para a conselheira Eliane Diniz, a medida é extrema, mas foi considerada necessária diante da dimensão da demanda e da natureza dos casos atendidos pela unidade.

“Isso é muito ruim, tanto para nós quanto para a população. A gente atende pessoas em situação de vulnerabilidade, que às vezes não têm nem dinheiro para uma passagem de ônibus e chegam aqui com o portão fechado. Isso, para a gente, é frustrante. Não é o que queremos”, afirmou.

Ela ressalta que o acúmulo não representa apenas números ou procedimentos burocráticos, mas casos envolvendo crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade. “A gente trabalha com vidas. Às vezes é preciso tomar medidas drásticas para as pessoas acordarem. Do jeito que está, precisamos de socorro”, declarou Eliane.

A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Campo Grande para questionar a falta de servidores, a previsão de reposição e quais medidas serão adotadas diante das mais de 1,5 mil denúncias e relatórios pendentes. O espaço permanece aberto para manifestação.

Acidente Fatal

Estudante de medicina de Campo Grande morre após acidente no Paraguai

Jovem de 26 anos sofreu fratura na perna e trauma no tórax e aguardava transferência para Campo Grande ou Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

24/08/2026 17h25

Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu após sofrer um grave acidente de trânsito em Pedro Juan Caballero.

Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu após sofrer um grave acidente de trânsito em Pedro Juan Caballero. Foto: Reprodução.

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O estudante de medicina Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu na noite deste domingo (23), após permanecer internado em estado grave em decorrência de um acidente de trânsito ocorrido no sábado (22), em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã. O jovem era de Campo Grande.

Segundo informações policiais, Lucas conduzia uma motocicleta Kenton Blitz, de cor preta, quando se envolveu em uma colisão com uma caminhonete Toyota Hilux. As circunstâncias que provocaram o acidente ainda são apuradas pelas autoridades paraguaias.

Com o impacto, o estudante sofreu ferimentos graves e precisou ser socorrido. Ele foi encaminhado inicialmente ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde a equipe médica constatou fratura na perna direita, diversas escoriações nos membros inferiores e trauma no tórax.

Diante da gravidade do quadro clínico, Lucas foi posteriormente transferido para o Hospital Regional de Ponta Porã, já em território brasileiro. Ele permaneceu internado na unidade enquanto era articulada uma nova transferência para um centro com maior estrutura hospitalar.

Transferência não pôde ser realizada

A previsão era de que o estudante fosse levado para Campo Grande ou Dourados por meio de uma “vaga zero”, mecanismo utilizado em situações de urgência e emergência para garantir atendimento mesmo quando não há leito previamente disponível na unidade de referência.

No entanto, o estado de saúde de Lucas se agravou antes que a remoção pudesse ser realizada. Sem condições clínicas para enfrentar o deslocamento, ele permaneceu em Ponta Porã e morreu na noite de domingo.

O motorista da Toyota Hilux foi identificado como Lucas Ariel Agüero Soria, de 25 anos. Ele também precisou receber atendimento hospitalar em razão do acidente, mas teve alta médica ainda na tarde de sábado.

A motocicleta e a caminhonete envolvidas na colisão foram apreendidas. Equipes do Departamento de Criminalística realizaram levantamentos no local do acidente para reunir elementos que possam esclarecer a dinâmica da batida e as circunstâncias que levaram à colisão.

Após a confirmação da morte, o corpo de Lucas foi levado para Campo Grande. O sepultamento estava previsto para ocorrer nesta segunda-feira (24).

A investigação deverá apontar, a partir das perícias e demais elementos reunidos, como ocorreu o acidente e se houve responsabilidade de algum dos envolvidos.

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