Cidades

REVITALIZAÇÃO

Comerciantes resistem ao tempo na antiga rodoviária de Campo Grande

Testemunhas da movimentação de décadas atrás no prédio agora têm esperança de um futuro melhor

Continue lendo...

Corredores largos e vazios, muitas salas de portas fechadas, um transeunte ocasional e raros pontos de luz. 

Esse é o cenário que perdura no Terminal Rodoviário Heitor Eduardo Laburu há pelo menos 10 anos, desde o encerramento das atividades da parte pública de embarque e desembarque de viagens. 

Contudo, uma esperança no fim do túnel voltou a nascer quando a Prefeitura de Campo Grande anunciou a revitalização da parte pública e do entorno do prédio, obra que faz parte do programa Reviva. 

Vera Maria Ortiz, de 71 anos, é empresária e dona de um salão de beleza, que resiste em meio ao abandono.

Ela conta que chegou na rodoviária há 40 anos, quando o espaço era o ponto de encontro e lazer de vários campo-grandenses, período em que teve diversos comércios, como loja e lanchonete. 

Com certa nostalgia, ela lembra de quando empregava ao menos 10 profissionais para dar conta da demanda, que era bem grande.

Porém, hoje, a única cabeleireira que permanece com ela é Irani Campos, de 54 anos, que trabalha no salão há 15 anos.

“Eu entrei aqui quando já tinha acabado tudo e, agora, estamos esperando reerguer isso aqui”, explica. 

Últimas notícias

A esperança de reviver a rodoviária e as diversas promessas do poder público sobre revitalizar o lugar são o que fazem Vera permanecer de portas abertas. 

RELOJOARIA

Relógios de madeira envernizados, emoldurados por arabescos e com pêndulos, marcam o tempo mansamente nas paredes da pequena relojoaria de Saul Danielson, de 56 anos, que permanece com sua loja aberta desde 1983, no mesmo local da velha rodoviária. 

Assim como Vera, o que o mantém no local é a esperança de dias melhores e os clientes fiéis que o conhecem há anos. 

Contudo, ele não acredita que após a revitalização o movimento volte a ser o que era. 

“Não digo que volta ao que era antes, mas cremos que vai dar uma boa melhorada. Dentro da minha loja trabalhávamos em seis e não dávamos conta”, recorda.

“E não era só a gente, devia ter umas oito relojoarias e todas tinham movimento, ninguém precisava se preocupar com concorrência porque tinha cliente para todo mundo”, relembra. 

Em meio aos salões vazios, Mamedi Fernandes, de 70 anos, também permanece com sua loja aberta, mas, por conta do baixo movimento, passa a tarde sentado nos corredores. 

Com 21 anos trabalhando em seu próprio negócio, ele conta que primeiro trabalhou na rodoviária como vendedor, em uma loja pertencente a seu amigo.

Depois disso decidiu abrir, nos anos 2000, uma loja de música, um lugar peculiar em que até hoje os maiores sucessos populares da música brasileira podem ser encontrados em CDs. 

De acordo com ele, sua permanência se deve ao sentimento de conformidade que tem.

“Eu quero paz, quero descansar, não vejo motivo para sair daqui. Agora dizem que vão arrumar e estamos na espera”, afirma.

REVITALIZAÇÃO

O projeto apresentado pela prefeitura no dia 19 de agosto prevê um investimento de mais de R$ 17 milhões para revitalizar a parte pública do prédio e as ruas no entorno, financiados pela Caixa Econômica Federal. 

No prédio da antiga rodoviária, a prefeitura ficará responsável pela reforma das plataformas de embarque e desembarque, bem como por duas salas no piso superior, totalizando 10 mil metros quadrados. 

No entorno, a revitalização trará recapeamento, paisagismo, mobiliário urbano e acessibilidade para as ruas. 

A previsão é de que, depois da obra concluída, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) e a Fundação Social do Trabalho (Funsat) sejam transferidas para o prédio, a fim de dar movimento e trazer mais pessoas para o lugar. 

De acordo com a Subsecretaria de Gestão e Projetos Estratégicos (Sugepe), a licitação será aberta até o fim do ano e as obras têm previsão de começar no primeiro semestre de 2022.

Assine o Correio do Estado

Descarte

Simone Tebet rechaça ser vice de Haddad em São Paulo

Segundo ela, nunca houve conversas sobre o tema, nem com Haddad nem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva

20/04/2026 16h15

Foto:

Continue Lendo...

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB), afirmou nesta segunda-feira (20) que não há qualquer possibilidade de integrar como vice a chapa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), na disputa pelo governo de São Paulo em 2026. Segundo ela, nunca houve conversas sobre o tema, nem com Haddad nem com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Eles sabem que sou candidata ao Senado ou a nada”, declarou Tebet ao portal Metrópoles, ao comentar informações de bastidores que apontavam seu nome como opção para vice-governadora.

A reação ocorre após a divulgação de um levantamento interno encomendado pela campanha de Haddad indicar Tebet como o nome com maior potencial eleitoral para compor a chapa.

De acordo com a apuração do jornalista Igor Gadelha, a ministra teria apresentado desempenho superior a outros nomes testados, como a pecuarista Teka Vendramini (PDT), o ex-ministro Márcio França (PSB), a ministra Marina Silva (Rede), a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) e o ex-deputado Marcelo Barbieri (PDT).

Apesar do desempenho, Tebet minimizou a possibilidade e avaliou que seu nome pode ter sido incluído no levantamento por interesse do PT em compor uma chapa com uma mulher.

Mesmo fora da disputa pelo Executivo estadual, Tebet aparece bem posicionada na corrida ao Senado por São Paulo.

Pesquisa do instituto Real Time Big Data, divulgada em março, aponta a ministra como favorita em cenários sem a presença de Haddad.

Nos cenários testados, Tebet lidera com intenções de voto que variam entre 16% e 22%, seguida por Marina Silva, com 15% a 19%, e pelo secretário de Segurança Pública paulista, Guilherme Derrite (PP), com 15% a 18%.

Quando Haddad é incluído nas simulações, ele assume a liderança, com índices entre 22% e 24%. Nesse cenário, Tebet aparece com cerca de 16%, enquanto Marina e Derrite ficam na faixa dos 15%.

Outros nomes testados incluem Ricardo Salles (Novo), com 12% a 14%; Rodrigo Garcia, com 11% a 13%; e o coronel Mello Araújo (PL), com cerca de 11%.

O levantamento também indica maior indefinição do eleitorado na escolha do segundo voto para o Senado. Enquanto apenas 1% dos entrevistados dizem não saber em quem votar para a primeira vaga, esse número sobe para 22% no segundo voto. Já os votos brancos e nulos passam de 2% para 11% entre a primeira e a segunda escolha.

Os dados sugerem que mais de 30% do eleitorado ainda não definiu o segundo voto, mantendo a disputa aberta.

A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre os dias 6 e 7 de março de 2026, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O perfil dos entrevistados mostra maioria feminina (53%), com predominância de eleitores entre 35 e 59 anos (47%) e renda de dois a cinco salários-mínimos (39%).

Assine o Correio do Estado

Cultura

Governo de MS lança editais para fortalecer literatura e os espaços de memória do Estado

Com investimentos superiores a R$ 885 mil, Iniciativas contemplam produção literária e o apoio a museus, arquivos e bibliotecas em todo o Estado

20/04/2026 15h47

Governo de MS lança editais para fortalecer literatura e os espaços de memória do Estado

Governo de MS lança editais para fortalecer literatura e os espaços de memória do Estado Foto: Fundação de Cultura MS

Continue Lendo...

A Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS) abriu dois editais públicos voltados ao fortalecimento da cultura no Estado, com foco na produção literária e no apoio a museus, arquivos e bibliotecas. Juntas, as iniciativas somam mais de R$ 885 mil em investimentos por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB).

Um dos editais, o “Leia MS 2026”, destina R$ 555 mil para o fomento de obras literárias sul-mato-grossenses. A proposta é ampliar o acesso ao livro, incentivar a leitura e fortalecer a cadeia produtiva do setor editorial no Estado.

Ao todo, serão selecionados 31 projetos, contemplando tanto obras inéditas quanto reedições. Os valores variam entre R$ 30 mil, para a categoria voltada a mulheres em primeira publicação, e R$ 15 mil para reedições.

As obras escolhidas passarão a integrar o acervo das bibliotecas públicas estaduais e também serão disponibilizadas gratuitamente em formato digital no aplicativo MS Digital, pelo período de dois anos.

Além disso, os autores deverão entregar exemplares impressos e materiais de mediação de leitura, como roteiros em texto ou vídeo, ampliando o alcance das produções junto a escolas, bibliotecas e comunidades.

As inscrições para o Leia MS seguem abertas até 18 de maio de 2026 e são destinadas a escritores, editoras e agentes culturais que atuam no Estado há, pelo menos, dois anos.

MS Memória

Já o edital “MS Memória” prevê investimento de R$ 330 mil para apoiar projetos culturais em museus, arquivos e bibliotecas comunitários e privados. A iniciativa busca fortalecer a preservação da memória, a organização de acervos e a ampliação do acesso da população a esses espaços.

O edital está dividido em duas categorias: apoio inicial, com repasses de R$ 15 mil para ações estruturais e comunitárias, e apoio intermediário, com R$ 50 mil para projetos de modernização, ampliação e inovação dos espaços culturais.

Entre as ações previstas estão a digitalização de acervos, realização de atividades educativas, aquisição de equipamentos e melhorias na acessibilidade e infraestrutura. 

Podem participar agentes culturais, coletivos, associações e instituições que atuem nas áreas contempladas e comprovem pelo menos dois anos de atividade em Mato Grosso do Sul.

As inscrições para o edital MS Memória seguem até 15 de maio de 2026.

Com os dois chamamentos, o Governo do Estado reforça a política de descentralização do acesso à cultura, incentivando tanto a produção literária quanto a valorização da memória e da identidade cultural sul-mato-grossense.

Os editais completos podem ser acessados por meio do link abaixo: https://editaisms.prosas.com.br/

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).