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Comissários e pilotos têm maior risco de morrer de câncer relacionado à radiação, diz estudo

Exposição é maior para pessoas que voam em grandes altitudes

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Comissários de bordo e pilotos correm o maior risco de morrer de cânceres relacionados à radiação - ainda mais do que pessoas que trabalham com materiais radioativos, de acordo com um novo estudo. A radiação cósmica vem do espaço. Apenas uma pequena quantidade atinge a superfície da Terra, mas a exposição é maior para pessoas que voam em grandes altitudes.

Até agora, havia evidências limitadas, provenientes de pequenos estudos, sugerindo que a exposição à radiação se traduz em taxas mais altas de mortalidade por câncer entre pessoas que viajam de avião com frequência - particularmente pilotos e comissários de bordo. A nova pesquisa "traz novas e importantes evidências para essa questão", escreveram dois especialistas em radiação australianos que não participaram da pesquisa, em um comentário que acompanha o estudo.

O trabalho, publicado em agosto na revista JAMA Internal Medicine, utilizou dados de mais de 12 milhões de certidões de óbito dos Estados Unidos, com informações sobre as ocupações das pessoas. Os autores analisaram as taxas de mortalidade por cânceres relacionados à exposição à radiação, incluindo leucemia, linfoma, mieloma múltiplo e cânceres de pele, mama, tireoide, próstata e sistema nervoso central.

Entre mais de 500 profissões, os comissários de bordo apresentaram a maior porcentagem de mortes por cânceres relacionados à radiação, seguidos pelos pilotos, segundo os pesquisadores. Para essas duas profissões, a probabilidade de morte foi excepcionalmente alta para cada tipo de câncer relacionado à radiação.

Nenhum dos grupos apresentou taxas de mortalidade acima do normal por cânceres não relacionados à exposição à radiação, observaram os autores do comentário, Catherine Olsen e Ken Karipidis. Esse fato "apoia a hipótese de que a exposição ocupacional à radiação, e não fatores socioeconômicos ou de estilo de vida, é a causa do excesso observado", escreveram eles

Os pesquisadores descobriram que os comissários de bordo tinham cerca de 50% mais chances de morrer de câncer relacionado à radiação do que a população trabalhadora em geral, e os pilotos tinham cerca de 36% mais chances.

Em termos de risco absoluto, cerca de 6,9% das mortes de comissários de bordo foram causadas por esses tipos de câncer - aproximadamente 1 em cada 14. Entre os pilotos, o índice foi de 6,7%. Para a população trabalhadora em geral, foi de 5%, afirmou o primeiro autor do estudo, Vishal Patel, da Faculdade de Medicina de Harvard.

Os autores reconheceram algumas limitações em seu estudo. Eles não sabem quanta exposição cada comissário de bordo e piloto teve durante o voo ou por outras fontes. Também é possível que as ocupações tenham sido classificadas incorretamente em algumas certidões de óbito.

Eles também não conseguiram explorar outro possível fator específico das profissões: o risco de câncer pode ser agravado pela interrupção frequente do relógio biológico, que pode ser afetado pelo jet lag, pela travessia de fusos horários e por horários de trabalho irregulares.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos reconhece que as tripulações aéreas estão expostas à radiação ionizante, mas o governo americano não estabelece limites de dose nem exige monitoramento, observaram os autores. "Não se pode gerir uma exposição que se decidiu não medir", disse Patel por e-mail.

Sara Nelson, que lidera um sindicato que representa 55 mil comissários de bordo, afirma que o relatório reforça a necessidade de levar a exposição à radiação a sério, como a entidade vem sugerindo há anos.

"O risco é conhecido, mas a tripulação não é treinada nem informada. E ninguém está assumindo a responsabilidade", avalia Sara, presidente da Associação de Comissários de Voo (AFA-CWA).

Exames dermatológicos anuais podem ser recomendados para todas as pessoas que trabalham em voos de alta altitude, e mulheres nessas profissões podem querer fazer mamografias mais cedo ou com mais frequência, escreveram Olsen e Karipidis. Os médicos que atendem pilotos e comissários de bordo também devem ter um "alto nível de suspeita" de câncer ao avaliar esses pacientes, afirmaram.

CLIMA

Sol volta a aparecer em Campo Grande após semana de chuvas fortes

Domingo (18) e segunda-feira (19) seguirão a mesma tendência, com o tempo aberto e predomínio de sol

17/10/2026 09h45

As manhãs começam com sol e variação de nebulosidade

As manhãs começam com sol e variação de nebulosidade Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Após uma semana com fortes chuvas em Campo Grande, o sábado (17) volta a ter sol com presença poucas nuvens. As temperaturas variam entre 17°C e 24°C durante o dia, de acordo com a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

A umidade relativa do ar na Capital sul-mato-grossense deve variar entre 40% e 95%, enquanto os ventos terão direção predominante entre sul e sudoeste, com intensidade fraca a moderada e rajadas.

Para os próximos dias, o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec) de Mato Grosso do Sul indica uma previsão semelhante a deste sábado. No domingo (18) e na segunda-feira (19), o tempo será aberto, com predomínio de sol e variação de nebulosidade em grande parte do Estado. As temperaturas mínimas podem ficar entre 10°C e 12°C, principalmente na região Sul.

Os ventos do quadrante Sul podem atingir velocidades entre 30 km/h e 50 km/h, com possibilidade de rajadas isoladas acima de 50 km/h.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, as temperaturas mínimas em outros municípios do Estado variam entre 11ºC e 20ºC. Amambai, que fica na região do Cone Sul, registrou 11,7ºC pela manhã. Na mesma região, Iguatemi marcou 13,3°C. 

Nas maiores cidades do Estado, a temperatura mínima ficou entre 13ºC e 20ºC. Corumbá, tradicionalmente conhecida por ser mais calorosa, registrou 20,9°C. Três lagoas teve 17,8°C e Dourados esteve com 13,6ºC. No polo do turismo em MS, Bonito teve mínima de 15,4°C. Na fronteira com o Paraguai, Ponta Porã marcou 12,6°C nos termômetros.

Outubro chuvoso

Para o período de 15 a 27 de outubro, a tendência é que as chuvas continuem em diferentes regiões do Estado, com acumulados entre 50 e 250 milímetros, ainda com possibilidade de volumes isolados acima de 270 milímetros.

As regiões Sul, Sudoeste, Central e Sudeste tem previsão de reeberem os maiores acumulados, entre 150 e 250 milímetros. 

Nas regiões Leste, Nordeste, Oeste e Pantanal, os volumes estimados variam de 70 a 140 milímetros. Já na região Norte, a previsão indica acumulados entre 50 e 85 milímetros.

Sustentabilidade

Campo Grande ganha nova loja feita com 1 tonelada de plástico reciclado

Nova unidade do O Boticário no Jardim Centro-Oeste utiliza materiais reciclados na construção e oferece ponto de coleta de embalagens de cosméticos de qualquer marca.

17/10/2026 09h22

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Embalagens e outros resíduos plásticos que poderiam acabar descartados ganham uma nova finalidade em Campo Grande. Aproximadamente uma tonelada de plástico reciclado foi utilizada na construção da quarta loja sustentável do O Boticário na Capital, instalada na Avenida dos Cafezais, no Jardim Centro-Oeste.

A inauguração foi programada para sexta-feira (16), ampliando a presença de estabelecimentos que utilizam materiais reaproveitados na própria estrutura.

A unidade integra um projeto da rede de cosméticos que transforma resíduos plásticos pós-consumo em componentes empregados na construção de espaços comerciais.

A proposta combina a reutilização desses materiais com soluções destinadas a melhorar o conforto térmico e reduzir a necessidade de consumo de energia elétrica.

Parte do plástico utilizado na estrutura vem dos próprios programas de reciclagem do Grupo Boticário, responsáveis por receber embalagens e outros resíduos que podem retornar à cadeia produtiva.

Além da característica ambiental, a construção apresenta diferenças em relação aos modelos convencionais. Segundo informações divulgadas pela empresa, a estrutura é 50% mais leve que os contêineres tradicionais e apresenta desempenho térmico 40% superior. 

Na prática, a tecnologia busca manter condições mais confortáveis no interior do estabelecimento, reduzindo a necessidade de climatização artificial, especialmente em períodos de temperaturas elevadas.

Uma tonelada de plástico ganha nova utilidade

O conceito de lojas sustentáveis foi lançado pelo O Boticário em 2020, com a proposta de incorporar materiais reciclados à construção de unidades comerciais.

As outras três unidades ficam no Assaí Atacadista, na Avenida Duque de Caxias, e nos Atacadões das avenidas Cônsul Assaf Trad e Costa e Silva.

Desde então, a marca passou a adotar um modelo que utiliza, em média, uma tonelada de plástico reciclado por estabelecimento, aproveitando resíduos que já passaram pelo consumo e podem ser transformados em matéria-prima.

A quarta unidade de Campo Grande segue esse padrão e amplia a aplicação do conceito na Capital sul-mato-grossense.

A iniciativa também representa uma alternativa para o aproveitamento de resíduos no setor comercial, ao empregar materiais reciclados em estruturas que tradicionalmente dependem de outros insumos de construção.

O modelo está associado ao conceito de economia circular, que procura prolongar a utilização dos materiais e reduzir a quantidade de resíduos encaminhados para descarte.

Com isso, materiais que já cumpriram sua finalidade inicial podem retornar ao processo produtivo e assumir novas funções, como a composição de estruturas comerciais.

Nova loja também receberá embalagens usadas

A participação dos consumidores no reaproveitamento dos materiais não ficará restrita à construção da unidade.

O estabelecimento terá um ponto permanente de coleta do BotiRecicla, programa do Grupo Boticário que recebe embalagens vazias de cosméticos para destinação adequada.

Um dos diferenciais é que o descarte não está limitado aos produtos vendidos pela rede. Embalagens de cosméticos de outras marcas também poderão ser entregues no local.

A proposta é ampliar as possibilidades de descarte correto desses materiais e estimular a participação dos consumidores na reciclagem, evitando que embalagens reaproveitáveis sejam misturadas ao lixo comum.

Dessa maneira, além de funcionar como ponto de venda de produtos de beleza e cuidados pessoais, o estabelecimento passa a oferecer um serviço de recebimento de resíduos.

O espaço de coleta permanente também permite que moradores da região utilizem a estrutura ao longo do funcionamento da unidade, sem depender exclusivamente de campanhas pontuais de arrecadação.

Onde fica a nova loja do Boticário?

A quarta loja sustentável da marca em Campo Grande está localizada na Avenida dos Cafezais, nº 1, no Jardim Centro-Oeste. A inauguração aconteceu ontem, sexta-feira (16).

Entre as ações preparadas para a abertura estavam a distribuição de girassóis, ecobags e atividades promocionais voltadas aos visitantes.

Com a nova unidade, Campo Grande passa a contar com quatro estabelecimentos da marca dentro do modelo sustentável, que reúne utilização de plástico reciclado, soluções construtivas voltadas ao conforto térmico e incentivo à coleta de embalagens usadas.

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