Cidades

CAMPO GRANDE

Concurso abrirá 350 vagas para a Guarda Civil

Edital foi lançado na edição desta sexta do Diário Oficial

RAFAEL RIBEIRO

20/09/2019 - 11h41
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A Prefeitura de Campo Grande publicou no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta sexta-feira (20) a autorização para o concurso de provas para o ingresso ao cargo de Guarda Civil Metropolitano. A previsão inicial é de contratação de mais 350 guardas para cuidar da segurança da Capital.

De acordo com o secretário  Especial  de Segurança e Defesa Social, Valério Azambuja, a  razão da abertura do concurso é a reposição de 350 vagas para o cargo de Guarda Civil Metropolitano.

“No ano de 2012, trabalhavam na Prefeitura 1.480 Guardas. Muitos deles pediram exoneração para ocupar funções por passarem em cursos em outras instituições. Atualmente, a Prefeitura conta com 1120 homens na segurança para atender toda a demanda. Com este concurso, nós vamos repor esta força de trabalho para atender as demandas. Este concurso faz parte do processo de segurança implantado pelo prefeito Marquinhos Trad, no qual instalou e reformou novas bases nas sete regiões para cuidar da segurança da Capital”, explica Valério Azambuja.

A gerente de Recursos Humanos da Seges, Márcia Dourado, explica que uma comissão será constituída pela Secretaria Municipal de Gestão com a finalidade de executar os procedimentos referentes à realização do Concurso Público de Provas, conforme discriminado no art. 1º, observando os dispositivos da legislação vigente.

A comissão nomeada para realização de concurso público da carreira da Guarda Civil Metropolitana será integrada, necessariamente, por, no mínimo, um membro da carreira, um indicado pela entidade de classe representativa dos servidores da carreira e um representante do órgão central de gestão de pessoas do Poder Executivo.

A formação técnico-profissional dos membros da Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande visa a obtenção de conhecimentos teóricos e práticos para o desempenho eficiente das atribuições do cargo da carreira. O corpo docente da formação técnico-profissional será composto por instrutores que detenham capacidade técnica exigida na ementa prevista da formação.

A formação técnico-profissional terá como carga horária mínima, estipulada na Matriz Curricular Nacional para Guardas Municipais para a Formação em Segurança Pública, elaborada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP).

O currículo escolar de formação técnico-profissional estará estruturado em consonância com a matriz curricular de formação em segurança pública produzido pela SENASP, o qual terá acréscimos de matérias inerentes às atribuições do cargo, bem como informações sobre o funcionalismo público municipal. Parágrafo único. Será obrigatória, na formação técnico-profissional, uma quantidade mínima de 16 (dezesseis) horas para ministrar matéria de Ética, direitos humanos e Cidadania.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A ação atende o objetivo 16 do compromisso feito pela Prefeitura de Campo Grande com a Organização das Nações Unidas, por meio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Ele tem como uma das metas: Reduzir significativamente todas as formas de violência e as taxas de mortalidade relacionada, em todos os lugares.

INVESTIGAÇÃO

Avião ligado a empresário de MS é apreendido com ouro contrabandeado

Aeronave teria sido utilizada em tentativa de envio de carga avaliada em U$ 25 milhões para Dubai

27/07/2026 09h30

Aeronave de matrícula PS-ZRZ foi relacionada por autoridades bolivianas à tentativa de transporte de 189 quilos de ouro

Aeronave de matrícula PS-ZRZ foi relacionada por autoridades bolivianas à tentativa de transporte de 189 quilos de ouro DTV 8.1

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Uma aeronave registrada em nome do empresário sul-mato-grossense Valdir Zorzo, passou a ser investigada pelas autoridades bolivianas após a interceptação de uma carga com 189 kg de outro no Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de La Sierra.

O material, avaliado pelas autoridades locais em aproximadamente US$ 25 milhões, teria como destino final Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O caso ocorreu na quarta-feira (22), e ganhou repercussão nacional na Bolívia diante da suspeita de participação de agentes públicos na tentativa de retirada irregular do minério do país.

Aeronave de matrícula PS-ZRZ foi relacionada por autoridades bolivianas à tentativa de transporte de 189 quilos de ouro

Segundo informações do portal Diário do Conesul, o ouro estava distribuído em quatro malas e seria transportado em um voo fretado. Um homem identificado como Ádrian Lema Roca, de 22 anos, foi apontado como responsável pela carga. 

Após passar por audiência, ele teve a prisão preventiva decretada pelo período de 150 dias e foi encaminhado ao complexo penitenciário de Palmasola, em Santa Cruz de La Sierra. A unidade prisional conta com mais de 8 mil detentos. 

Outras cinco pessoas chegaram a ser detidas durante a operação, mas foram posteriormente liberadas. Entre elas estariam três servidores públicos, incluindo representantes da Alfândega e do Serviço Nacional de Registro e Controle da Comercialização de Minerais e Metais.

As autoridades investigam se funcionários de órgãos bolivianos teriam contribuído para facilitar a liberação da carga e a saída do voo sem a documentação exigida.

Rota teria começado em Campo Grande

Documentos relacionados ao caso apontam que a aeronave de matrícula PS-ZRZ teria entrado na Bolívia no dia 21 de julho. O voo teria saído de Campo Grande, realizado uma escala em Corumbá e, posteriormente, seguido para o Aeroporto de Viru Viru.

O avião estaria sob o comando de Jim Clark D’Angelo Macedo, profissional ligado à Dallas Alimentos, empresa sediada em Nova Alvorada do Sul, a cerca de 120 quilômetros de Campo Grande.

Até o momento, não houve manifestação pública do piloto sobre o episódio. Tentativas de contato mencionadas nas informações iniciais não tiveram retorno.

A defesa da Dallas Alimentos apresentou uma versão diferente da divulgada pelas autoridades bolivianas. Conforme o advogado da empresa, a aeronave não teria sido apreendida e estaria em Cuiabá, onde passa por serviços de manutenção e reparos.

O representante jurídico também afirmou que o homem citado como piloto não possuiria atualmente licença para comandar aeronaves em razão da idade, embora tenha exercido a função anteriormente.

Ainda segundo a defesa, a empresa não participa de operações clandestinas e deverá realizar uma reunião no dia 27 para levantar informações sobre o caso e definir as medidas necessárias para colaborar com as autoridades.

As circunstâncias do voo, a propriedade da carga e a eventual participação dos servidores públicos continuam sob investigação. Também deverá ser esclarecida a divergência entre a versão divulgada na Bolívia, que relaciona a aeronave à operação, e a posição da empresa, que afirma que o avião permanece no Brasil.

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CORUMBÁ

Operação que busca suspeitos na execução de PM chega ao sexto morto

A Sejusp aponta que já ocorreram 75 mortes por intervenção de agentes do Estado em 2026, sendo julho o mês com maior número de vítimas (15).

27/07/2026 09h00

O suspeito portava um revólver calibre .38 quando foi atingido pelos policiais

O suspeito portava um revólver calibre .38 quando foi atingido pelos policiais Divulgação: BPMChoque

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Um homem, de 49 anos, identificado como Joilson Souza de Oliveira, conhecido pelo vulgo “Chacal”, morreu após entrar em confronto com equipes do Batalhão de Polícia Militar de Choque (BPMChoque) durante a Operação Jovem Guerreiro, em Corumbá.

Segundo informações policiais, as equipes realizavam buscas para localizar um indivíduo que havia rompido a tornozeleira eletrônica e estaria envolvido em crimes recentes.

Durante a ação, os militares localizaram o suspeito nos fundos de uma residência. Conforme o registro da ocorrência, ele estava armado e não obedeceu as ordens para deixar o revólver, permanecendo em posição de confronto.

Assim, os policiais efetuaram disparos, desaramaram o homem e, na sequência, o levaram para receber atendimento médico no Hospital de Corumbá, mas não resistiu aos ferimentos.

Com mais esta morte, são 75 óbitos por intervenção legal de agentes do Estado em 2026, sendo julho o mês com maior número de vítimas (15), de acordo com a Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública.

O suspeito portava um revólver calibre .38 quando foi atingido pelos policiais

No local, foi apreendido um revólver calibre .38 municiado, além de expressivas porções de entorpecentes, embalagens e materiais relacionados ao tráfico de drogas.

Também foi localizada uma tornozeleira eletrônica rompida, mas que não era de Chacal e sim do seu filho, que também tem monitoração eletrônica.

Uma testemunha encontrada no imóvel relatou que havia ido até a residência para fazer uso de entorpecentes junto com o homem.

A Perícia Criminal realizou os levantamentos necessários, e todo o material apreendido foi encaminhado às autoridades competentes.

Chacal possuia extensa ficha criminal, com delitos entre os anos de 2007 e 2025. Entre os crimes estão:

* 3 delitos de tráfico de drogas (incluindo associação para o tráfico);
* 6 delitos de furto/furto qualificado;
* 2 delitos de receptação;
* 3 delitos de porte ilegal de arma de fogo;
* 2 delitos de disparo de arma de fogo;
* 3 delitos de tentativa de homicídio;
* 3 delitos de ameaça;
* 2 delitos de lesão corporal dolosa;
* 2 delitos de injúria;
* 2 delitos de difamação;
* 1 delito de dano;
* 2 delitos de perturbação da tranquilidade/sossego;
* 1 delito de posse irregular de arma de fogo;
* 1 delito de violação de domicílio.

Operação Jovem Guerreiro

A operação recebeu este nome após o homicídio do policial militar Marcelo Pimenta da Silva, morto com tiro de fuzil em Corumbá, enquanto perseguia bandidos na noite do dia 30 de junho. A ação tem o objetivo de combater o crime organizado na região de Corumbá e Ladário. 

Com a morte de Chacal, a operação chega a seis óbitos. Todos os suspeitos são apontados como envolvidos direta ou indiretamente com crimes e disputas na fronteira. São eles: Everton da Silva Viana, Rubens Zilio Neto, Luis David Justiniano FloresAlixberto Vasquez Corrales, o "Coiote", e Marlon de Souza Silva.

Além dos confrontos, a operação cumpriu dezenas de mandados de prisão e apreendeu armas de fogo e drogas.

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