Cidades

INVESTIGAÇÃO

Avião ligado a empresário de MS é apreendido com ouro contrabandeado

Aeronave teria sido utilizada em tentativa de envio de carga avaliada em U$ 25 milhões para Dubai

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Uma aeronave registrada em nome do empresário sul-mato-grossense Valdir Zorzo, passou a ser investigada pelas autoridades bolivianas após a interceptação de uma carga com 189 kg de outro no Aeroporto Internacional de Viru Viru, em Santa Cruz de La Sierra.

O material, avaliado pelas autoridades locais em aproximadamente US$ 25 milhões, teria como destino final Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. O caso ocorreu na quarta-feira (22), e ganhou repercussão nacional na Bolívia diante da suspeita de participação de agentes públicos na tentativa de retirada irregular do minério do país.

Segundo informações do portal Diário do Conesul, o ouro estava distribuído em quatro malas e seria transportado em um voo fretado. Um homem identificado como Ádrian Lema Roca, de 22 anos, foi apontado como responsável pela carga. 

Após passar por audiência, ele teve a prisão preventiva decretada pelo período de 150 dias e foi encaminhado ao complexo penitenciário de Palmasola, em Santa Cruz de La Sierra. A unidade prisional conta com mais de 8 mil detentos. 

Outras cinco pessoas chegaram a ser detidas durante a operação, mas foram posteriormente liberadas. Entre elas estariam três servidores públicos, incluindo representantes da Alfândega e do Serviço Nacional de Registro e Controle da Comercialização de Minerais e Metais.

As autoridades investigam se funcionários de órgãos bolivianos teriam contribuído para facilitar a liberação da carga e a saída do voo sem a documentação exigida.

Rota teria começado em Campo Grande

Documentos relacionados ao caso apontam que a aeronave de matrícula PS-ZRZ teria entrado na Bolívia no dia 21 de julho. O voo teria saído de Campo Grande, realizado uma escala em Corumbá e, posteriormente, seguido para o Aeroporto de Viru Viru.

O avião estaria sob o comando de Jim Clark D’Angelo Macedo, profissional ligado à Dallas Alimentos, empresa sediada em Nova Alvorada do Sul, a cerca de 120 quilômetros de Campo Grande.

Até o momento, não houve manifestação pública do piloto sobre o episódio. Tentativas de contato mencionadas nas informações iniciais não tiveram retorno.

A defesa da Dallas Alimentos apresentou uma versão diferente da divulgada pelas autoridades bolivianas. Conforme o advogado da empresa, a aeronave não teria sido apreendida e estaria em Cuiabá, onde passa por serviços de manutenção e reparos.

O representante jurídico também afirmou que o homem citado como piloto não possuiria atualmente licença para comandar aeronaves em razão da idade, embora tenha exercido a função anteriormente.

Ainda segundo a defesa, a empresa não participa de operações clandestinas e deverá realizar uma reunião no dia 27 para levantar informações sobre o caso e definir as medidas necessárias para colaborar com as autoridades.

As circunstâncias do voo, a propriedade da carga e a eventual participação dos servidores públicos continuam sob investigação. Também deverá ser esclarecida a divergência entre a versão divulgada na Bolívia, que relaciona a aeronave à operação, e a posição da empresa, que afirma que o avião permanece no Brasil.

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estragos

Tempestade derruba árvores, destelha casas e deixa vários bairros sem luz em Campo Grande

Temporal foi acompanhado de queda de granizo e rajadas fortes de vento; alerta permanece para esta sexta-feira

10/09/2026 18h11

Um letreiro do Fort Atacadista caiu sobre a Avenida Ernesto Geisel

Um letreiro do Fort Atacadista caiu sobre a Avenida Ernesto Geisel Foto: Reprodução

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O temporal previsto pela meteorologia chegou a Campo Grande no fim da tarde desta quinta-feira (10), acompanhado de granizo, fortes rajadas de vento e chuva intensa, que causaram diversos estrados na cidade.

A mudança no tempo foi rápida, com nuvens carregadas encobrindo o céu acompanhada da ventania e, na sequência, veio a chuva de forte intensidade e a queda de granizo. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as rajadas de vento chegaram a 83,88 km/h por volta das 18h.

Em poucos minutos,  alguns transtornos já foram registrados, como semáforos desligados, queda de energia em diversos bairros e alagamentos. 

 Nas redes sociais, há registro de destalhamento de casas e comércio.

Na Esplanada Ferroviária, parte do Armazém Cultural foi totalmente destelhado.

Na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Universitário, parte do teto de vidro desabou durante a tempestade e parte da estrutura caiu na área da recepção. Informações iniciais são de que nenhum paciente foi atingido.

Queda de árvore ocorreu em vários locais, dentre eles, houve registro na Avenida Capital, Avenida Bandeirantes, Avenida Hiroshima, dentre outros. 

No Fort Atacadista da Avenida Ernersto Geisel, um letreiro caiu sobre a avenida, ficando atravessado sobre a via. Não há informação de vítimas.

 Em nota, a concessionária de energia elétrica, Energisa, infomou que há várias demandas pela cidade e que as equipes já foram acionadas e estão nas ruas.

 

Alerta

O risco de tempestade ja havia sido alertado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pela Defesa Civil Municipal.

Nesta quinta, o risco aumentou e o alerta evoluiu para laranja, com vigência para até às 23h59 desta sexta-feira (11).

Conforme o comunicado, há riscos de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora, ou de 50 a 100 milímetros em um único dia, além de ventos intensos. O risco de corte de energia, estrago em plantações, quedas de árvores e alagamentos também aumentou em decorrência da atualização do aviso. 

 A orientação é que caso seja atingido por alguma intempérie, a população acione a Defesa Civil através do contato 199, ou solicitar serviços, como a remoção de árvores pelo 156. 

 Nos casos em que a queda total ou parcial da árvore acontecer sobre a fiação e houver riscos de o imóvel ou planta estar eletrificada, o contato deve ser feito ao 193.

Operação Resgate VI

Seis trabalhadores são resgatados de condições análogas à escravidão em MS

Força-tarefa nacional foi coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego

10/09/2026 17h45

Foto: Divulgação

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Seis trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em propriedades rurais de Corumbá e Jardim, durante a Operação Resgate VI, força-tarefa nacional coordenada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Os resultados da ação foram divulgados nesta quinta-feira (9).

Em Mato Grosso do Sul, as fiscalizações foram realizadas entre 27 de julho e 30 de agosto, com diligências em quatro propriedades rurais de Campo Grande, Bela Vista, Jardim e Corumbá. 

Em Corumbá, três trabalhadores foram encontrados em situação análoga à escravidão em uma propriedade localizada na zona rural do município. O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS) realizou, em 19 de agosto, uma audiência extrajudicial com o empregador para buscar a garantia dos direitos das vítimas.

Não houve acordo durante a audiência, mas, posteriormente, o representante jurídico do empregador informou interesse em buscar uma solução extrajudicial para o caso.

Em Jardim, outras três pessoas foram resgatadas. Após a fiscalização, foram firmados três Termos de Ajuste de Conduta (TACs), que determinaram o registro dos trabalhadores, o recolhimento do FGTS, a adequação das condições de trabalho e o pagamento das verbas rescisórias.

Os acordos também estabeleceram o pagamento de indenizações por danos morais individuais às vítimas, além de indenização por dano moral coletivo.

Além das medidas relacionadas aos empregadores, os trabalhadores resgatados foram encaminhados às Secretarias de Assistência Social de Corumbá e Jardim. O objetivo é garantir acesso aos serviços públicos e oferecer suporte na busca por novas oportunidades de trabalho.

A força-tarefa em Mato Grosso do Sul contou com a participação do MPT-MS e apoio da Polícia do Ministério Público da União (MPU), da Polícia Federal (PF) e da Polícia Militar Ambiental (PMA).

Nacional

No país, a Operação Resgate VI realizou 231 ações fiscais e resgatou 479 trabalhadores. Entre os estados do Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul teve o maior número de resgates, seguido por Mato Grosso, com dois, e pelo Distrito Federal, com um.

Segundo o procurador-geral do Trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, o resultado demonstra a necessidade de manter uma atuação permanente e articulada das instituições para combater o trabalho escravo contemporâneo.

O coordenador da Conaete do MPT-MS, Paulo Douglas Almeida de Moraes, destacou que o perfil das vítimas identificado no estado envolve trabalhadores encontrados em propriedades rurais isoladas e inseridos em ciclos de vulnerabilidade social que, em alguns casos, começam ainda na infância.

Para o procurador, o trabalho análogo à escravidão não deve ser tratado como um episódio isolado, já que a exploração está relacionada à vulnerabilidade dos trabalhadores e à informalidade utilizada para reduzir custos e ampliar a margem de lucro.

 

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