A COVID-19 além de continuar fazendo novos casos, também é responsavel por desencadear outras doenças, em decorrência das sequelas deixadas, em quem já foi acometido pelo vírus. Dentre elas, segundo o Ministério da Saúde, estão a perda da memória, dificuldade de concentração, comprometimento motor de braços e pernas e, ainda, a dificuldade respiratória.
Para compreender melhor essas condições pós-covid, o Ministério da Saúde tem financiado pesquisas sobre este cenário no Brasil. Os estudos podem ser essenciais para a criação de políticas públicas preventivas e de recuperação desses pacientes.
Campo Grande, a capital sul-mato-grossense participa desde 2021 da Pesquisa de Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil (PrevCov), considerada uma das maiores do mundo. Ao todo, mais de 1,2 mil domicílios já foram catalogados e 4.239 entrevista registradas na capital.
A PrevCov é feita em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).
Sintomas pós-covid
Até o momento, o que se sabe conforme informado pelo Ministério da Sáude nesta última semana, é que pessoas que tiveram Covid-19, mesmo nas formas leve ou assintomática, podem apresentar um conjunto de sinais e sintomas que se prologam e não têm causa aparente.
São as chamadas 'condições pós-covid' a dificuldade de concentração e memória, conhecida como névoa cerebral; perda prolongada de olfato e paladar; e alterações cognitivas são os sintomas neurológicos mais comuns.
Foi descoberto, por exemplo, Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo da Saúde (Sectics), que das 40% da amostra de pessoas investigadas em todo o país, a maior concentração de condições pós-covid foi no sexo feminino.
Além disso, a obesidade foi considerada o principal fator de risco e os sintomas mais verificados foram dispneia, fadiga e tosse.
O MS destaca que tudo isso é levado em conta tanto no desenvolvimento de políticas públicas para tratar o problema, quanto na orientação aos profissionais para o correto diagnóstico.
Mas a pasta reitera que essas condições também podem afetar outros sistemas como cardiovascular, respiratório, gastrointestinal, mental, muscoesqulético e geniturinário.
Nesse sentido, buscando auxiliar os profissionais da saúde na identificação clínica dos casos e orientar quanto aos critérios de diagnóstico, o Ministério da Saúde publicou uma nota técnica que reúne as informações mais atualizadas sobre as condições pós-covid, que podem ser tornar agudas ou crônicas a longo prazo. Veja:
Fonte: Ministério da SaúdeHistórico do paciente e prevenção são fundamentais
Por ora, não existem testes específicos para o pós-covid. O diagnóstico se baseia em um histórico de exame positivo para a Covid-19 ou exposição ao vírus, associados a uma avaliação clínica abrangente e minuciosa. Exames laboratoriais, de imagem, eletrocardiograma, entre outros, podem ser úteis para auxiliar no diagnóstico. Recomenda-se que, antes de definir uma manifestação como condição pós-covid, se investigue outras razões que podem justificar o quadro apresentado.
Para se proteger dessa condição, o documento do Ministério da Saúde orienta que sejam seguidos os mesmos cuidados para evitar a infecção por Covid-19. Além da vacinação contra o vírus, que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para todos aqueles que possuem mais de 6 meses de vida, recomenda-se realizar a higiene adequada das mãos, etiqueta respiratória, ventilação adequada de ambientes, evitar contato com casos positivos e uso de máscara em situações específicas para evitar contrair a infecção.




