Cidades

Contra a privatização

Conselho acusa "marketing administrativo" e se opõe à terceirização da saúde em Campo Grande

Para o CMS, o problema na saúde da Capital não está no formato jurídico, mas sim, na gestão.

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O Conselho Municipal de Saúde de Campo Grande (CMS) se manifestou contrário às declarações públicas do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) e do secretário estadual de saúde, Marcelo Vilela, que apoiaram publicamente nesta segunda-feira (27) a proposta de privatização de dois centros de saúde da Capital. 

A medida, apresentada pela Prefeitura, com a motivação principal de 'redução de custos', visa terceirizar os Centros Regionais de Saúde (CRSs) do Aero Rancho e do Tiradentes para Organizações Sociais de Saúde (OSSs). Para o CMS, a proposta não apresenta soluções reais para a população, se tratando apenas de "marketing administrativo". 

Além disso, a prefeita Adriane Lopes já havia afirmado que a medida será aplicada em um "ano de experiência" para testar a eficiência e a aplicabilidade do recurso público. Ela argumenta que busca respostas para a população e que os métodos tradicionais se mostram insuficientes. 

"É preciso dizer com clareza: saúde pública não pode ser tratada como laboratório para experimento administrativo. A população de Campo Grande não pode ser transformada em campo de prova de um modelo cuja efetividade para UPA/CRS e atenção básica não está demonstrada com a mesma robustez com que se tenta apresentá-lo no debate público", afirmou o Conselho. 

Em apoio, Eduardo Riedel disse que defende a busca por alternativas em busca do melhor resultado. Além disso, ressaltou que o Estado já adota modelos semelhantes em hospitais de Três Lagoas, Ponta Porã e Dourados. 

"Existe um preconceito com o privado, associando a questões negativas. O privado é a liberdade de cada um individual, pode ser família, pode ser um grupo de pessoas, pode ser uma empresa, que tenha interesse e essa necessidade de ajudar a fortalecer as estrtuturas de serviço para a sociedade como um todo". 

Em contra-argumento, o CMS lembrou de relatos graves envolvendo o Hospital Regional de Três Lagoas no final do ano de 2025, onde foram divulgadas denúncias de pacientes amarrados, sem medicação prescrita, com dificuldade de acesso à água e alimentação, além de relatos de abandono assistencial no setor de clínica médica. 

"Não se pode usar hospitais terceirizados como exemplo de modernização da gestão e, ao mesmo tempo, ignorar denúncias públicas de negligência, sofrimento e violação da dignidade humana dentro desses mesmos serviços. Se uma unidade terceirizada pode ser alvo de relatos tão graves, então é irresponsável vender a terceirização como solução mágica para os problemas da saúde pública", argumentou. 

Para o Conselho, a gestão pública não é a causa da crise na saúde do município não , mas sim, em gargalos como  falta de leitos hospitalares, dificuldades de regulação, desabastecimento, falhas de manutenção, sobrecarga das unidades de urgência e cobertura ainda insuficiente da atenção primária, isso sem contar a superlotação. 

"Se a atenção primária ainda não cobre integralmente a cidade, então não estamos falando de 'rede demais'. Estamos falando de uma rede ainda insuficiente para atender plenamente a população e, ao mesmo tempo, fragilizada por falhas de planejamento, financiamento, manutenção e organização. Dizer que a rede cresceu e que por isso a saída é terceirizar é inverter o problema: o erro não é ter ampliado serviços para a população; o erro é não ter garantido sustentabilidade administrativa e financeira com planejamento adequado".

Por fim, o Conselho reforçou que não é contra mudanças, melhorias e eficiência, mas contra "entregar a população a uma aposta de gestão que não enfrenta o centro dos problemas da rede". 

Envolvimento do MP

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) também entrou na polêmica após reunião no dia 26 de março para debaterem a proposta da privatização. 

Conforme consta na ata da reunião, a redução de custos é o principal motivo para o Município querer a mudança. “A proposta apresentada pelo gestor municipal tem como um de seus fundamentos a alegação de redução de custos, com estimativa de diminuição do valor mensal atualmente despendido (cerca de R$ 4,3 milhões) para aproximadamente R$ 3,9 milhões”, pontua.

Contudo, para o MPMS, as propostas foram apresentadas “sem estudo técnico detalhado, parâmetros comparativos ou evidências que sustentem tal projeção”.

Há também a impressão, por parte do órgão fiscalizador e do Conselho, de que a mudança para Organização Social não vai resolver os gargalos destas respectivas Unidades de Saúde. 

Por outro lado, o novo modelo pode atrair outros problemas ou piorar os que já estão presentes nas Unidades de Saúde. Para o MP, os problemas apresentados na Saúde de Campo Grande vêm de deficiência na gestão e não no modelo jurídico. 

Assim, diante destes pontos e da demora da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para apresentar estudos e documentos que corroborem a proposta, o MPMS instaurou o procedimento administrativo no dia 16 de abril. 

Com isso, o secretário municipal de Saúde de Campo Grande, Marcelo Vilela, tem até o dia 8 de maio (15 dias úteis) para prestar esclarecimentos a respeito dos fatos relatados.

No dia 10 de abril, profissionais de saúde e representantes da sociedade civil lotaram a Câmara Municipal para se manifestar contra a proposta do Município de entregar os CRSs do Tiradentes e do Aero Rancho às OSSs.

As críticas partiram de quase todos os segmentos que atuam nesses centros regionais: médicos, farmacêuticos, assistentes sociais, enfermeiros e técnicos de enfermagem, além de conselheiros de saúde e pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). 

feriadão

Três pessoas morrem em mais uma tragédia na BR-163 em MS

Informações iniciais apontam a morte de três pessoas na região norte do Estado, entre São Gabriel do Oeste e Rio Verde, na manhã desta segunda-feira (7)

07/09/2026 12h30

Vítimas estavam em uma caminhonte que foi atingida por uma carreta próximo da cidade de São Gabriel do Oeste

Vítimas estavam em uma caminhonte que foi atingida por uma carreta próximo da cidade de São Gabriel do Oeste

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Três pessoas morreram vítimas da colisão frontal de uma caminhonete Ford Ranger e uma carreta na BR-163, entre as cidades de São Gabriel do Oeste e Rio Verde de Mato Grosso, na manhã desta segunda-feira (7). Com mais este caso, foram pelo menos cinco mortes em rodovias de Mato Grosso do Sul em menos de 12 horas. 

A colisão com as três mortes aconteceu próximo da cooperativa Coamo, a cerca de 15 quilômetros da área urbana de São Gabriel, num trecho sem pista dupla da rodovia. Apesar da gravidade do impacto, o tráfego seguiu em meia pista ao longo de toda a manhã.

Conforme informações da concessionária Motiva Pantanal, uma das pessoas fo socorrida com vida e por conta disso a concessionária contabilizou duas mortes no acidente. 

De acordo com informações do site EdiçãoMS, as três vítimas ficaram presas às ferragens da caminhonete e até o fim da manhã os nomes não haviam sido divulgados. O condutor da carreta não sofreu ferimentos considerados graves, conforme as informações iniciais. 

Equipes de resgate da concessionária Motiva Pantanal foram acionadas para fazer o desencarceramento e prestar atendimento no local. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) também foi mobilizada para acompanhar a ocorrência e orientar o tráfego.

As circunstâncias e causas do acidente ainda estavam sendo apuradas, mas a suspeita inicial é de que tenha ocorrido uma ultrapassagem indevida.

TRAGÉDIA RECENTE

No dia 16 de agosto, a colisão envolvendo duas carretas e três carros de passeio provocou a morte de cinco pessoas e ferimentos em outras quatro. A tragédia aconteceu em um trecho sem duplicação entre as cidades de Campo Grande e Bandeirantes. 

O motorista de um carro de passeio forçou uma ultrapassagem, foi atingido por uma carreta que seguia no sentido contrário e na sequência os outros veículos foram atingidos. Um deles transportava combustíveis e todos os veículos foram carbonizados. Quatro das vítimas morreram no local e a quinta, dias depois. 

Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), entre os dias 1° de janeiro e 20 de agosto, a BR-163 em Mato Grosso do Sul registrou 38 mortes, sendo oito a mais do que no mesmo período do ano anterior. 

As mortes ocorreram vítimas de 497 acidentes, sendo 130 considerados graves. Neste intervalo em 2025, foram 492 casos de acidentes na rodovia e os mesmos 130 de maneira mais grave.

MAIS BR-163

Em outro acidente neste feriadão, na região sul do Estado, a jovem Danieli Valdoino Spack, de 27 anos, morreu vítima de um capotamento que deixou outras três pessoas feridas. O acidente aconteceu por volta das 23h45 deste domingo (6), entre as cidades de Eldorado e Mundo Novo, na BR-163.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o veículo em que estavam as vítimas saiu da pista em uma curva, bateu contra uma placa e capotou diversas vezes. Os feridos, um deles considerado em estado gravíssimo, foram levados para atendimento em Eldorado. 

MS-141

Em outro acidente, também no sul do Estado, o motociclista José Carlos da Silva, de 51 anos, morreu vítima da colisão de sua moto com uma caminhonete Hilux na MS-141, entre as cidades de Ivinhema e Naviraí.

A colisão aconteceu de madrugada, por volta das 04:30 horas, e o condutor da caminhonete permaneceu no local e acionou o socorro, mas o motociclista, que estava a caminho do trabalho, teve morte instantânea.

Os socorristas informaram que o condutor da caminhonete saiu ileso mas não informaram as prováveis causas da colisão. Imagens do local do acidente revelam que a rodovia estadual está tomada por buracos e nas redes sociais dezenas de usuários da rodovia protestavam contra a má qualidade do asfalto e atribuíram o acidente à buraqueira da estrada.

Vítimas estavam em uma caminhonte que foi atingida por uma carreta próximo da cidade de São Gabriel do OesteMotociclista de 41 anos morreu na madrugada desta segunda-feira próximo a Ivinhema, na MS-141, que está tomada por buracos

 

CAMPO GRANDE

Civis e militares se unem e desfilam para 12 mil pessoas no 7 de Setembro

Atrações do desfile de 7 de Setembro na Cidade Morena mobilizaram entre cerca de dez até 12 mil pessoas no centro da Capital

07/09/2026 11h10

A chamada

A chamada "pira" foi acendida pelo 2° tenente Samuel Ramires Junior, do Corpo de Bombeiros.  Paulo Ribas/Correio do Estado

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Nem mesmo o frio foi capaz de espantar os ânimos do campo-grandense durante este 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil, que reuniu cerca de 12 mil pessoas no Centro da Capital do Mato Grosso do Sul, reunidas para observar os desfiles dos militares e também de escolas que não puderam desfilar no 26 de agosto que marcou o aniversário da Cidade Morena. 

Vale lembrar que, devido às fortes chuvas que caíram sobre a Cidade Morena no aniversário da Capital, o desfile com cerca de 60 instituições teve de ser cancelado. Por esse motivo, algumas escolas aproveitaram para desfilar hoje junto do evento que costuma ser composto em sua maioria por militares. 

Com isso, as ruas foram tomadas por toda a sorte de pessoas, desde os civis e militares, até o próprio público presente e os familiares que buscam prestigiar aqueles que costumeiramente desfilam nas populares bandas marciais. 

Conforme informações repassadas pelo Exército Brasileiro, as atrações do desfile de 7 de Setembro em Campo Grande mobilizaram entre cerca de dez até 12 mil pessoas. A chamada "pira" foi acendida pelo 2° tenente Samuel Ramires Junior, do Corpo de Bombeiros. 

Entre as autoridades estiveram presentes o Governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, figuras políticas como os senadores Nelsinho Trad e Tereza Cristina; o presidente da Câmara Municipal, Epaminondas "Papy" Vicente Silva Neto; o deputado Federal Luiz Ovando; o vereador Professor Riverton, além de nomes como Reinaldo Azambuja e Ulisses Rocha

Com 150 alunos, a Associação Cidade dos Meninos de Campo Grande foi a instituição responsável por realizar a abertura do desfile, seguidos por: 

  • Juliano Varela;
  • Desbravadores e Aventureiros;
  • Demolay; 
  • Filhas de Jó;
  • Flores do Pantanal;
  • Sesc/Senac; 
  • Educandário Getúlio Vargas;
  • E.E Amando de Oliveira; 
  • E.E Vereador Cristóvão Silveira; 
  • E.E Tetônio Vilela; 
  • E.E Cívico-Militar Marçal de Souza Tupã-Y; 
  • E.E Prof. Silvio Oliveira dos Santos; 
  • E.E Profª Neyder Suelly C. Vieira; 
  • E.E Cívico-militar Prof. Alberto Elpídio Ferreira Dias (Prof.Tito); 
  • E.E José Maria Hugo Rodrigues 
  • E.E José Antônio Pereira 
  • Centro Estadual de Educação Profissional Profª Maria de Louders Widal Roma 
  • E.E Lino Vilachá 
  • E.E Sebastião Santana de Oliveira 
  • Colégio Militar (Lucação CMO) 
  • Exército Brasileiro - EB (Locução CMO) 
  • BACG (Locução BACG) 
  • PMMS+Cavalaria 
  • BMMS 

Além desses, houve também o desfile motorizado, que teve início por volta de 10h50, puxado pelo Comando Militar do Oeste, que contou com locução do CMO, seguidos pela Polícia Militar do Mato Grosso do Sul (PMMS), Corpo de Bombeiros (CBMS), polícias Penal e Científica, além da Delegacia-Geral de Polícia Civil que executou também um desfile a pé e com veículos.  

O desfile de 07 de Setembro em Campo Grande foi finalizado às 11h10. 

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