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Considerado perigoso, Justiça decide manter Jamil Name em Mossoró por mais um ano

Apesar de idoso, decisão se refere a ele como líder de milícia armada de alto poder bélico e econômico

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Justiça decide manter Jamil Name por mais um ano em presídio federal de Mossoró no Rio Grande do Norte. Ele é acusado de integrar organização criminosa em Mato Grosso do Sul e de chefiar um grupo armado que controlava o jogo do bicho no estado. 

Um dos principais alvos da operação Omertà junto ao filho Jamil Name Filho, ambos estão presos desde setembro de 2019 e foram transferidos em novembro do mesmo ano para fora do estado para que não atrapalhassem as investigações. 

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De acordo com a decisão do Juiz Walter Nunes da Silva Junior do Tribunal Regional Federal da 5ª Região do Rio Grande do Norte, Jamil Name deve ficar até 29 de setembro de 2021. Segundo a sentença, “[ainda] há elementos probatórios de que, malgrado encarcerados em estabelecimento prisional estadual, continuam com poder de liderança em organização criminosa, conturbando o ambiente dentro dos presídios ou praticando crimes”.

Apesar de otagenário, Jamil Name ainda é considerado o operador do grupo de extermínio pelas autoridades e, dessa forma, pode gerar muito perigo se voltar a Mato Grosso do Sul.

A sentença afirma que “o preso é acusado de exercer a liderança de milícia armada, bem estruturada e de alto poder bélico e econômico, além de tramar atentados contra um delegado e um defensor público”.

A decisão se refere a um atentado que estaria sendo tramado pelos principais presos da Operação Omertà contra o delegado Fábio Peró, titular do Grupo Armado de Repressão a Assaltos e Sequestros (Garras), um dos responsáveis por conduzir os presos da operação para a prisão. 

O Departamento Penitenciário Federal (Depen) assim como o Ministério Público Federal se mostraram a favor de manter os presos da operação por mais um ano no presídio Federal de Mossoró. A Direção da penitenciária afirma que Jamil Name tem bom comportamento, no entanto, responde processo administrativo gravíssimo.

BTG/Nexus

Lula tem 47% contra 44% de Flávio Bolsonaro no 2º turno, em empate técnico

Na comparação com a pesquisa anterior, Lula recuou dois pontos e seu principal opontente, Flávio Bolsonaro, cresceu um ponto percentual 

29/06/2026 07h15

Diferença entre Lula e Flávio em um eventual segundo turno recuou três pontos entre o levantamento anterior e o atual

Diferença entre Lula e Flávio em um eventual segundo turno recuou três pontos entre o levantamento anterior e o atual

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera numericamente todos os cenários de segundo turno testados pela pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, 29, mas a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) diminuiu e os dois estão tecnicamente empatados. Lula tem 47% das intenções de voto, ante 44% de Flávio, diferença dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais.

Na comparação com a pesquisa anterior, Lula recuou dois pontos e seu principal oponente, Flávio Bolsonaro, cresceu um ponto percentual em um eventual segundo turno.

Nos demais cenários de segundo turno, Lula aparece à frente do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), por 48% a 38%; do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), por 47% a 39%, e do presidente do partido Missão, Renan Santos, por 48% a 36%.

Os eleitores que afirmam votar em branco, nulo ou nenhum variam entre 8% e 15%, atingindo o menor porcentual na disputa entre o atual presidente e o filho de Jair Bolsonaro. Já os que não sabem ou não responderam variam de 1% a 2%.

No primeiro turno, Lula registra 42% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 34%. Na sequência aparecem Caiado, com 5%, Renan Santos, com 4%, e Zema, com 3%. O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC) aparece com 2%. Brancos, nulos ou nenhum somam 5% e não souberam ou não responderam, 3%.

A pesquisa ouviu 2.009 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 26 e 28 de junho. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-08521/2026.

CASO MASTER

O caso do Banco Master é apontado por 35% dos eleitores como um escândalo ligado tanto ao grupo político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), quanto ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aponta A pesquisa.

A percepção de que o escândalo do Master é mais ligado ao grupo de Flávio é compartilhada por 32% dos entrevistados, enquanto para 23% o caso é mais ligado ao grupo de Lula.

Esta é a primeira pesquisa realizada depois da operação contra o agora ex-líder do governo no Senado Jaques Wagner (PT-BA) e da divulgação da conversa entre Flávio Bolsonaro e o Daniel Vorcaro, dono do Master.

A pesquisa mostrou que 24% dos entrevistados não ouviram falar da operação contra Wagner, realizada no dia 18 de junho. Por outro lado, 17% não ouviram falar da conversa entre Flávio e Vorcaro, divulgada em 13 de maio. Ao todo, 82% ouviram falar do caso de Flávio e 75%, do caso de Wagner.

SEGURANÇA PÚBLICA

A segurança pública segue sendo apontada como o principal problema do País, segundo a pesquisa. A questão, no entanto, perdeu força em relação a meados de junho, enquanto o temor em relação à corrupção cresceu.

Para 29% dos entrevistados, a segurança é um dos principais problemas: 15% a apontaram em primeiro lugar e 14%, em segundo. No caso da corrupção, 19% a apontaram em primeiro lugar e 7%, em segundo, totalizando 26% dos entrevistados colocando-a como principal problema do País.

A saúde pública também é citada como principal problema do Brasil por 26% dos eleitores (para 12%, é o primeiro, e para 14%, o segundo). A classe política (15%), a educação (14%), a inflação e o custo de vida (11%), o desemprego (11%) e a desigualdade social (10%) também são apontados como problemas brasileiros.
 

fab

Governo federal resgata 13 brasileiros na Venezuela após terremoto fechar aeroporto da capital

O transporte foi feito em aproveitamento da aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) que levou ajuda humanitária para socorrer os venezuelanos e iria voltar vazia ao Brasil

28/06/2026 22h00

Resgate foi feito em aeronave KC-390 Millennium da FAB, que levou ajuda humanitária a Venezuela

Resgate foi feito em aeronave KC-390 Millennium da FAB, que levou ajuda humanitária a Venezuela Foto: Divulgação / FAB

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Em meio ao maior terremoto ocorrido na Venezuela em mais de cem anos, o governo brasileiro resgatou neste domingo 13 brasileiros que estavam de passagem pelo país.

Eles tinham procurado a Embaixada do Brasil em Caracas, em caráter emergencial, uma vez que o aeroporto comercial da capital venezuelana estava fechado.

O transporte foi feito em aproveitamento da aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) que levou ajuda humanitária para socorrer os venezuelanos e iria voltar vazia ao Brasil.

A missão de socorro mobilizou uma aeronave cargueira KC-390 Millennium, que transportou uma estrutura completa de hospital de campanha pertencente à Marinha do Brasil.

Além do suporte médico móvel, o avião levou 100 purificadores de água equipados com painéis solares, capazes de filtrar até 5 mil litros de água por dia por unidade, garantindo o abastecimento em áreas com infraestrutura colapsada, de acordo com o governo federal.

O terremoto duplo de 7,2 e 7,5 de magnitude foi o maior no país desde 1900. Um terceiro tremor foi sentido na noite de sexta-feira, 26, este com 4,7 pontos de magnitude.

O número de mortos chegou a 1.4230, e há 3.288 feridos, segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina, Delcy Rodríguez. Cerca de 50 mil pessoas estão desaparecidas.

Cálculos da ONU estimam que os danos materiais causados pelos tremores na Venezuela chegaram a US$ 6,7 bilhões, o equivalente a 6% do PIB do país.

A avaliação preliminar baseia-se em modelos sísmicos, imagens de satélite e dados populacionais. Ela inclui perdas em bens como imóveis, mas não abrange a ampla perturbação econômica causada pelo desastre de quarta-feira, afirmou o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em comunicado.

Janela de buscas cada vez mais curtas

A situação se torna mais desesperadora a cada hora, enquanto moradores escavam os escombros de casas e prédios três dias após os tremores.

As autoridades anunciaram que iriam restringir o acesso a La Guaira, epicentro da destruição, à medida que o caos e o trânsito passaram a atrapalhar os trabalhos de busca. Quem quiser entrar agora terá de obter autorização oficial, embora poucos detalhes tenham sido divulgados sobre quem será autorizado a passar.

Diante da escassez de socorristas do governo, venezuelanos passaram a procurar por conta própria parentes desaparecidos. Em várias das áreas mais atingidas, moradores relataram ter visto poucas equipes de resgate estatais, apesar de as autoridades tentarem projetar uma resposta robusta.

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