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Consórcio cobra diferença de R$ 1,20 no preço da tarifa e pede multa diária de R$ 100 mil

Concessionária responsável pelo transporte coletivo em Campo Grande pede que Prefeitura cumpra liminar e aponta descumprimento desde 05 de dezembro do ano passado

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Ainda nesse início de abril a novela do preço da passagem do ônibus ganhou um novo capítulo, já que dessa vez o Consórcio Guaicurus entrou na justiça pedindo a condenação do Executivo quanto ao pagamento da diferença entre as tarifas pública e técnica (R$ 1,20), além da multa diária de R$ 100 mil. 

Vale lembrar que o passe ficou dez centavos mais caro para a população a partir de 15 de março, quando chegou à casa de R$ 4,75, e já na data foi sinalizado que o valor do subsídio às gratuidades do transporte público só seria posteriormente definido. 

Em impugnação ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, a concessionária diz que o Executivo tenta se beneficiar "dos problemas por eles próprios causados", sinalizando em sequência o descumprimento à liminar que traz as chamadas obrigações econômico-financeiras para com o Consórcio Guaicurus. 

No texto jurídico eles rememoram a necessidade de uma tarifa técnica no valor de R$ 7,79 para resolver um citado "desequilíbrio econômico", dizendo que essa só não foi implementado "por omissão dos entes públicos". 

Ainda, diante das duas modalidades distintas de tarifa em Campo Grande - a pública, paga pelo usuário; e técnica, pelo município -, eles salientam que o município precisa pagar essa diferença no preço da passagem por pagante. 

"Portanto, como se nota, o Município precisa pagar ao requerente, a diferença de R$ 1,20 (um real e vinte centavos) por passageiro pagante, o que, infelizmente, não vem acontecendo", expõe. 

Conforme o consórcio ilustra na peça, o município descumpre desde o dia 05 de dezembro do ano passado a liminar da Justiça e pede, diante disso, para além do reconhecimento desse descumprimento, os seguintes itens: 

  • Reconhecimento da insuficiência da disciplina constante da Portaria AGEREG 21/2024, para fins de exato cumprimento da liminar; 
     
  • Afastamento da preliminar de ilegitimidade passiva da Agetran, eis que ela integra tanto o Contrato de Concessão como o Termo de Ajustamento de Gestão firmado perante o TCE/MS;
     
  • Julgamento antecipado parcial de mérito quanto ao pedido de obrigar os requeridos a adotarem providências destinadas ao afastamento do déficit tarifário, a ser implementado no prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de multa diária no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais); e 
     
  • A total procedência dos demais pedidos formulados pelo requerente, quanto à necessidade de adotar o mês de outubro como data base do reajuste anual, além da implementação da revisão tarifária já efetuada pelos requeridos nos autos do Termo de Ajustamento de Gestão. 

Dinheiro no bolso de quem? 

Vale lembrar que, ainda no primeiro dia de abril, o Correio do Estado evidenciou que entre os períodos de janeiro e outubro de 2023, as passagens de ônibus renderam R$ 116.125.289,00, conforme dados exclusivos enviados pela Agereg, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI). 

Também, os estudantes das redes Municipal e Estadual de Ensino (REME e REE), aliado aos subsídios referentes a idosos e pessoas com deficiência, garantiram quase R$ 30 milhões em repasses feitos pela Prefeitura e governos do Estado e Federal. 

Perícia feita no faturamento do Consórcio Guaicurus no ano passado, mostrou que as empresas que compõe o consórcio tiveram um super faturamento, e não um déficit, como aponta o grupo.

Ainda que o total de pagantes tenha caído em torno de 25%, o lucro dos sete primeiros anos de operação - previsto inicialmente para cerca de R$ 38,6 milhões - somou R$ 68,9 milhões, crescimento de R$ 78,5% maior que o previsto. 
**(Colaborou Daiany Albuquerque)

 

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Fiscalização

Creches irregulares são fechadas após denúncias em Campo Grande

MPMS investigou unidades sem autorização e com estrutura inadequada; um dos casos envolvia várias crianças cuidadas por uma única pessoa em uma residência

16/10/2026 14h31

Reprodução/MPMS

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Denúncias sobre falta de autorização para funcionamento e condições inadequadas de atendimento levaram ao fechamento de creches e pré-escolas em Campo Grande, segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS). A investigação identificou problemas em estabelecimentos de educação infantil e acompanhou providências administrativas adotadas pelo poder público municipal.

O caso foi apurado pela 46ª Promotoria de Justiça da Infância e Juventude, por meio de inquérito civil que investigou possíveis falhas na fiscalização de instituições destinadas ao cuidado e à educação de crianças.

Entre as situações relatadas, uma creche funcionava em uma residência onde várias crianças ficavam sob os cuidados de uma única pessoa. Conforme denúncia encaminhada pelo Conselho Tutelar, havia preocupação com a estrutura do imóvel, a segurança das crianças e a falta de informações sobre elas que pudessem ser utilizadas em situações de emergência.

O promotor de Justiça Oscar Bessa Filho destacou a necessidade de verificar não apenas a regularidade administrativa dos estabelecimentos, mas também as condições oferecidas para garantir a segurança e o cuidado adequado das crianças.

Durante a investigação, o MPMS solicitou informações à Secretaria Municipal de Educação (Semed) e analisou documentos de outros procedimentos que apontavam possíveis irregularidades em unidades de educação infantil da Capital.

Segundo o Ministério Público, as fiscalizações demonstraram que diversos estabelecimentos encerraram as atividades e que foram adotadas providências administrativas em relação às unidades que permaneceram em funcionamento.

A atuação envolveu diferentes órgãos municipais e instituições da rede de proteção, incluindo as secretarias de Educação, Meio Ambiente e Desenvolvimento, Fazenda, Saúde e Assistência Social, além do Conselho Municipal de Educação e dos Conselhos Tutelares.

Também foi instaurado um procedimento administrativo para acompanhar as medidas conjuntas relacionadas ao funcionamento desses serviços.

Fiscalização

A investigação teve como foco possíveis irregularidades administrativas e estruturais em estabelecimentos que atendem crianças na primeira infância, além de eventual omissão do poder público municipal na fiscalização.

O MPMS ressalta a importância da atuação integrada dos órgãos públicos para assegurar que creches e pré-escolas funcionem de acordo com as exigências legais e ofereçam ambientes seguros e adequados.

 

Oportunidade

IFMS: alunos de dois cursos podem se inscrever no programa Pé-de-Meia

Iniciativa contempla acadêmicos de Computação (Jardim) e Química (Coxim) que ingressaram via Sisu

16/10/2026 14h00

Divulgação/IFMS

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Alunos matriculados nos cursos presenciais de Licenciatura em Computação, ofertado no Campus Jardim, e Licenciatura em Química, no Campus Coxim, podem se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, ação do Ministério da Educação (MEC) que integra o programa Mais Professores. 

Para ingressantes de 2026, as inscrições ficam abertas até o dia 19 de dezembro, enquanto houver disponibilidade de vagas, e devem ser realizadas diretamente pela Plataforma Freire.

A análise e aprovação das pré-inscrições são conduzidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até o dia 20 de cada mês.

Benefício financeiro - O programa concede apoio financeiro no valor total de R$ 1.050 mensais durante toda a graduação:

  • R$ 700 mensais: disponíveis para saque direto do estudante;
  • R$ 350 mensais: depositados em conta-poupança. O valor acumulado poderá ser resgatado se o formando ingressar como docente em rede pública de ensino em até cinco anos após a formatura.

O pagamento das bolsas é efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente ao cadastramento do bolsista no sistema da Capes.

Quem pode participar - Podem solicitar o benefício os acadêmicos que atendam cumulativamente às seguintes condições:

Estar regularmente matriculado em curso presencial de licenciatura do IFMS (Computação em Jardim ou Química em Coxim);
Ter ingressado no curso em 2026 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
Ter alcançado nota igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
Cumprir os critérios do Edital nº 2/2025 da Capes e as diretrizes do programa de ingresso.
O atendimento oficial do MEC e da Capes para esclarecimentos sobre o programa é feito pelo e-mail [email protected].

Com informações do Ministério da Educação 

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