Cidades

CAMPO GRANDE

Cinemark de Campo Grande prepara semana com ingressos de 12 a R$39,50

3ª edição do Super Voucher abre amanhã (21) abre de segunda (21) até domingo (27) prazo para compra de entradas que podem ser usadas em até 30 dias

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Amantes da sétima arte que perderam a última Semana do Cinema têm uma nova chance de acompanhar um bom filme "no precinho", com a terceira edição do Super Voucher Cinemark, que libera bilhetes a partir de R$12 que podem ser usados em até um mês após a compra. 

Representando cerca de 30% do mercado brasileiro de cinema, a Rede Cinemark conta atualmente com 640 salas de cinema em 88 complexos distribuídos por 47 cidades, em 15 estados e no Distrito Federal. 

Porém, é importante frisar que, para Mato Grosso do Sul, apenas as salas que estão localizadas no Shopping Campo Grande são consideradas válidas nesta 3ª edição do Super Voucher Cinemark. 

Ou seja, como as vendas acontecem exclusivamente pelo site da Cinemark (acesse CLICANDO AQUI), mesmo quem mora no interior do Estado pode aproveitar até domingo (27) para adquirir um ingresso para o filme que deseja ver, uma vez que o prazo de 30 dias para usufruir do direito fica aberto a partir do momento da compra. 

Graças à iniciativa idealizada pela Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (FENEEC), os cinéfilos de todo o País podem aproveitar duas vezes por ano o incentivo que aparece com intuito de fomentar a ida e retorno do público ao cinema. 

Pensada após a pandemia, a Semana do Cinema alcançou sua oitava edição em fevereiro deste ano, quando os amantes da sétima arte puderam apreciar obras em cartaz, como "O Agente Secreto"; "Avatar: Fogo e Cinzas"; "Marty Supreme" e outros, com um preço bem mais em conta que o convencional. 

Cinema "no precinho"

Nesse mesmo sentido aparece agora também o Super Voucher Cinemark, que em sua terceira edição conta com títulos na programação que possuem grande potencial de atrair o público, com opções de entradas que vão de R$12 até R$39,50. 

Sem qualquer quantidade mínima de compra, os vouchers ficam organizados nas seguintes categorias: 

  • R$ 12 | ingresso 2D, válido de segunda a quinta-feira;
  • R$ 19,50 | ingresso 2D, válido para todos os dias da semana;
  • R$ 39,50 | ingresso 2D, válido para todos os dias da semana, com Combo Pequeno (pipoca + bebida).

Justamente nesse período de duração da validade dos ingressos há grandes produções em cartaz, como o novo título da saga "Resident Evil", continuando a adaptação da franquia da japonesa Capcom que, apesar da curiosidade de vir na sequência d'O Capítulo Final, lançado em 2017, já aparece com boas avaliações e aprovação pela crítica especializada. 

A lista ainda é composta por "Vingadores: Ultimato Encore", que mais do que uma "volta nostálgica" ao filme original de 2019, chega nos cinemas trazendo uma introdução especial e até mesmo material inédito com conteúdos originais ligados, por exemplo, ao Doutor Destino. 

Conforme indicado já pela própria equipe responsável, "Vingadores: Ultimato Encore" virá com aproximadamente quatro minutos a mais do que o corte original, alcançando agora a marca de três horas e cinco minutos de duração. 

Para aqueles que querem distância dos "blockbusters" de heróis há opções mais "adultas", como o terror psicológico "Verity", adaptação do best-seller escrito por Colleen Hoover que traz Anne Hathaway e Dakota Johnson no elenco. 

Ou então, quem prefere o bom e velho cinema nacional também pode se deliciar com mais uma obra dos personagens Cláudio e Helena, eternizados por Tony Ramos e Glória Pires, que retornam para o terceiro filme da saga. 

Entre os filmes que estarão em cartaz também cabe destacar as produções: “Coyote vs. Acme”; “Homem-Aranha: Um Novo Dia” e “Minha Melhor Amiga”.

Através do site da Cinemark, as compras devem ser feitas exclusivamente por cartão de crédito, com limite máximo de 8 vouchers por transação. Haverá ainda incidência de 10% de taxa de conveniência sobre o valor total da compra. 

Também cabe destacar que esses vouchers não se aplicam para as salas Prime, XD, IMAX e Bistrô, nem para as poltronas D-BOX. 
 

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CAMINHOS

Veja como manifestar intenção de doar órgãos por meio de cartórios

Assunto ganha importância durante o Setembro Verde, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante

20/09/2026 08h47

Cerca de 45 mil dos que aguardam um transplante de órgão esperam por um rim

Cerca de 45 mil dos que aguardam um transplante de órgão esperam por um rim Divulgação

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Desde o lançamento da Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos (Aedo), em 2024, mais de 32 mil brasileiros já usaram os cartórios para manifestar formalmente a intenção de doar órgãos. 

O assunto ganha importância durante o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, em um país onde mais de 49 mil pessoas aguardam atualmente por um transplante.

Segundo o Colégio Notarial do Brasil – Conselho Federal (CNB/CF), o procedimento é gratuito e realizado integralmente pela internet. O interessado acessa a plataforma da Aedo, disponível no e-Notariado, preenche seus dados e escolhe um cartório de notas para realizar o procedimento.

Na sequência, participa de uma videoconferência com o tabelião para confirmar sua identidade e sua desejo de doar órgãos. O documento é assinado eletronicamente e passa a integrar a Central Nacional de Doadores de Órgãos, que pode ser consultada pelos profissionais autorizados do Sistema Nacional de Transplantes.

A pessoa pode indicar quais órgãos, tecidos ou partes do corpo deseja doar e revogar a autorização a qualquer momento. Todo o procedimento pode ser realizado sem necessidade de comparecimento presencial ao cartório.

Oferta e demanda

Dados dos Cartórios de Notas mostram que 32.587 solicitações de Aedo já foram realizadas no país. Foram 18.659 em 2024, 8.886 em 2025 e outras 5.042 em 2026, segundo os dados mais recentes da plataforma. Essa queda por ser atribuída a menos campanhas de divulgação da iniciativa. 

São Paulo concentra o maior número de manifestações desde a criação do serviço, com 9.399 solicitações, seguido por Paraná (3.818), Rio de Janeiro (2.930), Minas Gerais (2.172) e Rio Grande do Sul (2.012). A Aedo registra solicitações em todas as unidades da Federação.

Os números se inserem em um cenário no qual a demanda por transplantes permanece elevada no país. Dados do Ministério da Saúde divulgados este mês apontam que mais de 49 mil pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo cerca de 45 mil por um rim.

Somente na fila por uma córnea estão 37.719 pessoas, segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), número 15% maior que o registrado em dezembro de 2025.

Autorização familiar

Um dos principais desafios tem sido a autorização familiar. No Brasil, a retirada de órgãos após a morte depende da concordância da família, mesmo quando a pessoa manifestou em vida o desejo de ser doadora.

Atualmente, a taxa média de recusa familiar gira em torno de 45%, e entre os motivos apontados estão o desconhecimento sobre a vontade do potencial doador, além de dúvidas e receios relacionados ao procedimento.

É neste contexto que a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos permite que o cidadão deixe formalmente registrada sua decisão. 

“A decisão final continua sendo da família. Por isso, tão importante quanto registrar a vontade de ser doador é conversar sobre ela. A Aedo permite que essa manifestação fique formalizada e ajuda a levar esse assunto para dentro das famílias, para que elas conheçam previamente a decisão de quem deseja doar”, afirma Eduardo Calais, presidente do CNB/CF.

No próximo dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional de Doação de Órgãos, data criada para estimular a discussão sobre o tema e incentivar as pessoas a comunicarem aos familiares sua vontade de serem doadoras.

 

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SAÚDE

Morre Paulo Roberto Teixeira, referência no combate à aids no Brasil

Médico atuou na criação de políticas de prevenção e tratamento

19/09/2026 23h00

Paulo Roberto Teixeira

Paulo Roberto Teixeira EMI SHIMMA/DIVULGAÇÃO

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Morreu neste sábado (19), aos 77 anos, o médico Paulo Roberto Teixeira, uma das referências em saúde pública no Brasil. Ele foi protagonista na criação da primeira resposta de governo à aids no Brasil, em 1983, época em que a doença era ainda pouco conhecida e marcada pelo estigma.Paulo Roberto TeixeiraPaulo Roberto Teixeira

Quando os primeiros casos da doença foram confirmados em São Paulo, Teixeira estava à frente do programa de hanseníase do estado. A experiência com uma doença que também era marcada pela exclusão, ajudou a desenhar para a aids uma política pautada no direito à saúde e ao respeito, que passava pela prevenção e assistência, incluindo o acesso aos antirretrovirais, e o trabalho em parceria com sociedade civil.

Em 2000, já à frente do Programa Nacional de DST/Aids do Ministério da Saúde, Paulo Teixeira passou a denunciar que os preços dos medicamentos eram inviáveis para a manutenção do acesso universal ao tratamento de aids pelo SUS e passou a defender a quebra de patentes dos laboratórios farmacêuticos.

Defendeu que a Lei de Patentes brasileira, aprovada em 1996, limitou o acesso à saúde e organizou um programa internacional de transferência de tecnologia entre países do Sul global para a produção de antirretrovirais genéricos.

Esse movimento foi fundamental para que em 2001, a Organização Mundial do Comércio reconhecesse que o direito à saúde está acima das regras de propriedade intelectual e fortaleceu a luta dos países pobres pelo direito de acesso ao tratamento.

A luta pelo acesso universal ao tratamento seguiu na OMS, quando Paulo Roberto Teixeira, assumiu em 2003 o Departamento de HIV/Aids da OMS e integrou a estratégia 3 by 5 que estabeleceu a meta de 3 milhões de pessoas vivendo com HIV em tratamento até o fim de 2005.

Em nota, o Ministério da Saúde manifestou pesar pela morte de Paulo Roberto Teixeira, reconhecendo que ele foi um dos "nomes fundamentais da resposta do país à epidemia" e que Paulo Teixeira "dedicou a vida à defesa da saúde como direito, dos direitos humanos e do acesso universal à prevenção e ao tratamento".

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