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Lucro

Contrabando de cigarros já é tão lucrativo quanto a cocaína

Pesquisa mostra que contrabandistas movimentam cerca de R$ 10,3 bilhões com a venda de produtos ilegais, já traficantes faturam R$ 15 bilhões

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A entrada de produtos ilegais pela fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai não é novidade, mas tem se mostrado cada vez mais atrativa para os criminosos.

Segundo o estudo Follow the Products, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, esse setor movimenta cerca de R$ 10,3 bilhões no País por ano, valor que se aproxima ao tráfico de cocaína, que é de R$ 15 bilhões. E é por esse motivo que este tipo de contravenção tem atraído cada vez mais as facções criminosas.

De acordo com o Mapa do Contrabando, publicado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras (Idesf), do total de cigarros produzidos no Paraguai, apenas 4% são para consumo interno, e a estimativa é de que 62% são trazidos para o Brasil.

A entrada desses produtos ocorre principalmente de duas formas: a fronteira com Mato Grosso do Sul e a fronteira com o Paraná.

Na avaliação do presidente do Idesf, Luciano Barros, a maior parte desse produto entra pelas fronteiras secas de Mato Grosso do Sul, pela facilidade e proximidade dos territórios. Segundo ele, 60% do cigarro que é hoje comercializado no Brasil passou pelo Estado.

“Nós temos várias rotas para a entrada desse cigarro contrabandeado, principalmente por Mato Grosso do Sul, mas temos também o Paraná e agora tivemos a informação de que também estão utilizando a fronteira com a Argentina para levar esse produto para Santa Catarina e o Rio Grande do Sul sem precisar passar pelo território brasileiro”, explicou Barros ao Correio do Estado.

A informação é complementada pelo presidente do Fórum Nacional contra a Pirataria e a Ilegalidade (FNCP), Edson Vismona, que afirma que algumas rotas são ainda mais complexas e passam pelo outro lado do continente para chegar às Regiões Norte e Nordeste do País.

“Eu participo de vários fóruns com outros países e no Chile eles descobriram uma rota vinda do Paraguai até o Porto de Iquique e de lá esse cigarro vem de barco e entra pelas Guianas até chegar nos igarapés no Norte do País, de onde abastecem também o Nordeste”, contou.

Toda essa logística, segundo os institutos, são fruto da lucratividade que os cigarros contrabandeados conseguem gerar e da penalidade menor diante da lei, já que a venda desses produtos são classificados como crimes com penas menores.

LUCRO ALTO

Conforme Barros, um maço de cigarros no Paraguai chega a custar cerca de R$ 1,20 se comprado no atacado, mas quando chega no Brasil as marcas são vendidas a cerca de R$ 4,46 (em média), o que representa um ganho que pode chegar a mais de 500% dependendo do valor pago e do comercializado, segundo estimativa do Idesf.

“Temos notado o crescimento da atração de organizações criminosas. Sempre que há um aumento de imposto no Brasil [sobre os cigarros], aumenta o comércio ilegal do produto e, nos últimos três anos temos visto que a participação do comércio ilegal de cigarros dobrou”, contou Vismona.

Por ser um mercado em ascensão, eles afirmam que as facções criminosas, principalmente o Primeiro Comando da Capital (PCC) no caso de Mato Grosso do Sul, têm intensificado a participação também neste mercado.

“Os caminhos são os mesmos [tráfico e contrabando], mas o contrabando sempre teve uma aceitação maior da sociedade, eles conseguem chegar com essas cargas em qualquer canto do Brasil sem ser pegos. Nós podemos perceber a entrada dessas facções no contrabando por aspectos que antes não tínhamos, como a violência, a escolta de cargas”, avalia o presidente do Idesf.

DADOS DE MS

Ainda segundo dados do Idesf, nos últimos 7 anos, R$ 3,7 bilhões deixaram de ser arrecadados em Mato Grosso do Sul por conta do cigarro ilegal.

Esse valor leva em conta a comercialização do produto e o não pagamento de tributos que os cigarros legais devem pagar.

Outro ponto apontado pelo Idesf é de que em Mato Grosso do Sul a participação do cigarro ilegal no mercado é de 74%.

Isso significa que de 10 cigarros vendidos, 7 são ilegais. Segundo o estudo, a marca mais vendida no Estado é a FOX, que entre em MS contrabandeada do Paraguai.

APREENSÃO

Apreensão feita neste fim de semana pela Departamento de Operações de Fronteira (DOF) exemplifica esses dados.

No sábado, uma carreta carregada com aproximadamente 35 mil pacotes de cigarros contrabandeados do Paraguai foi apreendida em Fátima do Sul e um homem de 35 anos foi preso em flagrante.

Segundo nota do DOF, a apreensão ocorreu durante bloqueio policial na MS-276, próximo à ponte do Rio Dourados.

Ao abordar uma Scania acoplada a um semirreboque os policiais notaram que o condutor apresentou nervosismo e entrou em contradição ao informar que transportava carga de milho para o Paraná.

“Ao ser informado que a carreta seria vistoriada, o motorista confessou que transportava cigarros de origem estrangeira. O homem afirmou que pegou o caminhão carregado em Dourados e levaria a carga até Maringá (PR), pelo valor de R$ 40 mil”, foi informado em nota.

A carreta com os cigarros e o autor foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Dourados e a estimativa é de que a carga seja avaliada em aproximadamente R$ 2 milhões.

Tragédia

Explosão no Jaguaré: segundo Bombeiros, acidente aconteceu por vazamento de gás

Informações apontam que a explosão aconteceu durante um trabalho da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo

11/05/2026 19h00

Divulgação

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Uma explosão seguida de um incêndio em uma área residencial na região do Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, destruiu uma série de casas, deixou pessoas feridas e, ao menos, uma vítima está soterrada sob os escombros.

Informações preliminares do Corpo de Bombeiros apontam que a explosão aconteceu durante um trabalho da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) na região, e que pode ter atingido uma tubulação durante uma escavação. As causas do acidente ainda serão investigadas. A reportagem busca contato com a companhia.

Segundo informações dos Bombeiros, a explosão aconteceu em uma comunidade localizada em uma área próxima à Rua Dr. Benedito de Moraes Leme e à Rua Piraúba, atrás do Condomínio Morada do Parque.

O impacto da explosão arremessou pessoas, provocou a quebra de vidros de prédios ao redor e o colapso de estruturas de residências.

Imagens registradas pela Band mostram casas totalmente destruídas, pilhas de destroços e moradores da região em pânico: "Minha casa não existe mais", disse um dos entrevistados, que teve o pai arremessado pela explosão.

Até o momento, há a confirmação de três pessoas feridas. Um delas foi resgatada pelos Bombeiros e duas, pelos próprios moradores. Os bombeiros afirmam que atuam para localizar um homem que estaria sob os escombros. Não há informações de óbitos

"Diversas residências foram atingidas após uma obra na Sabesp, uma perfuração de uma tubulação de gás, houve a explosão no interior dessas residências", disse a porta-voz dos Bombeiros, Karol Burunsizian.

"Não temos a quantidade exata, mas possivelmente 10 residências atingidas diretamente com essa explosão. Foram três vítimas socorridas, três homens, uma por meios próprios, (que é) um funcionário da Sabesp, uma pelo SAMU e um terceiro pelo resgate do Corpo de Bombeiros".

Segundo Karol, os bombeiros atuam para localizar uma vítima desaparecida que morava em uma das residências atingidas e que foi colapsada. "Então, neste momento o trabalho do Corpo de Bombeiros é justamente buscar esse possível desaparecido".

A explosão também gerou um incêndio que atinge outras casas nas proximidades e, conforme os Bombeiros, há um forte cheiro de gás na região. Doze viaturas da corporação foram deslocadas para atender a ocorrência. Ambulâncias do Samu e agentes da Polícia Militar e da Defesa Civil também foram mobilizados.

Caminhos das Nascentes

Projeto recupera áreas degradadas e mobiliza estudantes em MS

Iniciativa do Instituto Taquari Vivo prevê restauração de 378 hectares e já envolveu mais de 500 alunos em ações ambientais no norte do Estado

11/05/2026 18h48

Projeto recupera áreas degradadas e mobiliza estudantes em MS

Projeto recupera áreas degradadas e mobiliza estudantes em MS Foto: Agro Agência

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O projeto Caminhos das Nascentes, desenvolvido pelo Instituto Taquari Vivo (ITV) em parceria com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), tem promovido a recuperação ambiental de áreas degradadas na Bacia do Rio Taquari, no norte de Mato Grosso do Sul.

A iniciativa atua no Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari (PENT) e no Monumento Natural Municipal Serra do Bom Jardim, unindo restauração ecológica e educação ambiental em municípios da região.

A proposta prevê a recuperação de 378 hectares ao longo de dois anos, com média de 190 hectares restaurados anualmente.

Do total, 250 hectares serão destinados à construção de terraços e barreiras alternativas para o manejo das águas pluviais e contenção de processos erosivos, enquanto outros 120 hectares receberão cobertura direta de vegetação nativa.

Entre as ações previstas estão o controle de voçorocas e ravinas, além do plantio e semeadura de espécies do Cerrado. O investimento estimado é de R$ 713 mil para o plantio de mudas nativas, R$ 1 milhão para a técnica de semeadura direta e outros R$ 375 mil voltados exclusivamente à contenção da erosão.

Além da recuperação do solo, o projeto também aposta na conscientização ambiental de crianças e adolescentes da região. Mais de 500 estudantes já participaram das atividades promovidas pelo ITV, que incluem plantio de mudas, coleta de sementes e visitas técnicas às áreas em recuperação.

Recentemente, alunos do 7º ano da Escola Estadual Romilda Costa Carneiro participaram de uma atividade em comemoração ao “Dia da Água”, na região de São Thomaz, em Alcinópolis, dentro da área do Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari.

A ação contou com parceria da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente (Semdema).

As atividades educativas também mobilizaram cerca de 300 estudantes das escolas Municipal Miguel Antônio de Morais, Centro de Educação Infantil Brenno Crisóstomo Duarte e Escola Estadual Romilda Costa Carneiro durante ações realizadas no Monumento Natural Serra do Bom Jardim, em alusão ao “Dia do Cerrado”.

Projeto recupera áreas degradadas e mobiliza estudantes em MSIniciativa do Instituto Taquari Vivo prevê restauração de 378 hectares e já envolveu mais de 500 alunos em ações ambientais no norte do Estado. Foto: Agro Agência

Em Costa Rica, estudantes de escolas municipais e da Escola Cívico-Militar também participaram de visitas técnicas ao parque estadual, onde conheceram ações de preservação de nascentes e recuperação ambiental.

A coordenadora de restauração do Instituto Taquari Vivo, Letícia Reis, destacou que o envolvimento da comunidade é essencial para garantir resultados duradouros no processo de recuperação ambiental.

“A restauração ambiental só é efetiva quando a comunidade local se torna guardiã do território. Ao envolvermos mais de 500 alunos em atividades práticas nas Unidades de Conservação, não estamos apenas ensinando teoria, estamos permitindo que eles vejam de perto a fragilidade do nosso solo e a força da vida que retorna com o projeto. Essas crianças são os futuros tomadores de decisão da Bacia do Taquari”, afirmou.

Para fortalecer a recuperação das áreas degradadas, o projeto utiliza espécies nativas do Cerrado, como Baru, Jatobá, Copaíba e Ipês, consideradas fundamentais para acelerar a recomposição do solo e ampliar a diversidade ambiental da região.

O monitoramento das áreas restauradas será realizado por meio de indicadores técnicos, como cobertura vegetal e densidade de regeneração nativa, com o objetivo de garantir a estabilidade hídrica e climática da Bacia do Taquari e de áreas ligadas ao Pantanal sul-mato-grossense.

Para sustentar esse novo ecossistema, o projeto selecionou uma lista diversa de espécies nativas, incluindo o Baru, Jatobá, Copaíba e Ipês, que desempenham papéis cruciais tanto no recobrimento rápido do solo quanto na diversidade funcional da paisagem.

A estratégia de longo prazo inclui o monitoramento contínuo por indicadores como a cobertura de copa e a densidade de regenerantes nativos, assegurando que as intervenções de hoje se transformem em uma base sólida para a estabilidade climática e hídrica de toda a região pantaneira.

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