Cidades

CAMPO GRANDE

Contribuintes madrugam em fila para cobrar explicações sobre IPTU

Antes mesmo de abrir, Central do Cidadão tinha fila de 90 metros com 120 pessoas

Continue lendo...

Fila gigantesca se formou nas primeiras horas do dia, na Central de Atendimento ao Cidadão - William Maksoud, localizada na rua Marechal Rondon, centro, em Campo Grande.

Contribuintes madrugaram na fila para cobrar explicações, entender sobre as taxas, discordar sobre o valor ou até mesmo pedir isenção do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU-2026).

Muitos reivindicam ou discordam dos tributos cobrados no IPTU, cujo valor é composto por:

  • Valor venal (tamanho do terreno/área construída, tipo/padrão da construção, localização e uso)
  • Alíquota municipal
  • Taxa de Coleta de Lixo (TCL)

Com aproximadamente 120 pessoas, a fila tinha cerca de 90 metros. Prestes a vencer, o IPTU têm tirado o sono de muita gente: os primeiros chegaram às 3h, no escuro.

Vale ressaltar que o horário de funcionamento do local é das 8h às 16h e que o último dia para pagamento à vista é segunda-feira (12).

Vigilante, Paulo César Marques Gonçalves, foi o primeiro da fila. Ele chegou às 3h30min acompanhado da mãe, para tentar isenção do imposto dela.

“Trouxe minha mãe pra fazer a isenção. Vim mais cedo, porque eu vi no jornal que estava lotado ontem, aí eu trouxe ela hoje para sermos os primeiros. Eu estou acompanhando ela, como ela é de mais de 65 anos, eu acompanho ela. Como veio o valor um pouquinho a mais, vim hoje aqui para resolver o problema. Ela se enquadra com uma isenção de IPTU, porque ela é pensionista, pensão por morte do meu pai. Os outros anos foram isentos, mas era outro prefeito, não era a Adriane. Estou esperançoso para conseguir a isenção, eu acordei cedo para isso”, disse.

Aposentado, Iulson Cardoso da Silva, chegou às 13h desta segunda-feira (5), mas, por conta da multidão, não conseguiu ser atendido até às 16h e teve que voltar para casa. Nesta terça-feira (6), chegou às 3h35min para garantir o atendimento.

“Eu vim aqui para parcelar meu IPTU. Moro do Jardim das Hortênsias II. Eu estive aqui ontem, cheguei 13h, peguei a senha 602, mas não consegui atendimento e nada foi resolvido. Não concordo [com o valor], porque não tem nada de benefício para gente na nossa vila. As ruas todas cheias de buracos, os postos de saúde faltando remédio, faltando tudo, então não concordo. Eu concordo com o que é bem administrado e não está sendo”, pontuou.

De acordo com o Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), a Câmara Municipal de Vereadores criou, nesta terça-feira (6), uma comissão para apurar possíveis irregularidades na cobrança do IPTU.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, 44% dos contribuintes contestaram o valor do imposto em 2026.

IPTU

O IPTU é um imposto brasileiro, de competência municipal, que deve ser pago por pessoas que tenham propriedades dentro do perímetro urbano.

A arrecadação do tributo municipal é convertido em melhorias para a cidade, nas áreas de segurança, educação, saúde, infraestrutura e lazer.

Quem não paga IPTU, corre risco de perder a posse do imóvel.

De acordo com a Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG), o IPTU foi reajustado em 5,32% em 2026.

As formas de pagamento são:

  • À vista, com 10% de desconto – vencimento em 12 de janeiro
  • Parcelado, em 12 vezes – vencimento em dias de feriados, finais de semana ou não úteis, o pagamento deverá ser feito no primeiro dia útil subsequente

 

Cidades

Ibama pede à Petrobras detalhamento técnico sobre vazamento de fluido biodegradável

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis encaminhou um ofício no período da tarde desta quarta-feira, 7, à Petrobras

07/01/2026 19h00

Crédito: Fernando Frazão / Agência Brasil

Continue Lendo...

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) encaminhou um ofício no período da tarde desta quarta-feira, 7, à Petrobras, solicitando as informações técnicas sobre o acidente de vazamento de fluido biodegradável na atividade de perfuração marítima no Bloco FZA-M-59, na Margem Equatorial. O ofício é da Coordenação-Geral de Licenciamento Ambiental de Empreendimentos Marinhos e Costeiros (CGMac), enviado às 16h30 desta quarta, conforme registro eletrônico.

O Ibama recebeu, no último domingo, a comunicação inicial sobre o caso.

A Petrobras informou uma "perda de fluido" na perfuração em duas linhas auxiliares que conectam a sonda de perfuração que explora o poço Morpho. A companhia adotou todas as medidas de controle e não houve danos ao meio ambiente ou às pessoas, de acordo com o comunicado.

O Ibama pediu nesta quarta a elaboração de relatório sobre os fatos que levaram ao acidente de vazamento, com detalhamento da formulação qualitativa e quantitativa do fluido vazado, incluindo os laudos laboratoriais. Também é demandada a avaliação de impacto e a adoção de medidas para evitar que o cenário acidental se repita.

O ofício não estipula um prazo para apresentação desses pedidos, mas deixa em aberto para que a própria Petrobras disponibilize uma data.

O Ibama já esclareceu em parecer técnico do ano passado que a licença pode ter as suas condicionantes modificadas ao longo da atividade.

As alterações das especificações do projeto, da finalidade do empreendimento, do escopo dos programas ou dos prazos previstos dependem da anuência do órgão ambiental.
 

Assine o Correio do Estado

INQUÉRITO CIVIL

Vigilância Sanitária aponta falhas graves em hospital infantil de Campo Grande

Segundo relatório, o hospital realiza a desinfecção de materiais em locais inadequados, como as máscaras de inalação no próprio posto de enfermagem

07/01/2026 18h00

O relatório técnico, realizado em janeiro de 2025, aponta falhas críticas na infraestrutura e nos fluxos de higiene

O relatório técnico, realizado em janeiro de 2025, aponta falhas críticas na infraestrutura e nos fluxos de higiene

Continue Lendo...

O Hospital Infantil São Lucas está sendo investigado devido a problemas detectados pela Vigilância Sanitária. O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), em iniciativa da 43ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, instaurou inquérito civil após o relatório de fiscalização feita no local apontar riscos à saúde e à segurança dos pacientes.

O relatório técnico, realizado em janeiro de 2025, aponta falhas críticas na infraestrutura e nos fluxos de higiene, como a inexistência de uma sala de utilidades (expurgo). De acordo com o MPMS, o hospital realiza a desinfecção de materiais ventilatórios em locais inadequados.

Um exemplo deste problema apontado pela fiscalização é o procedimento de limpeza das máscaras de inalação no próprio posto de enfermagem, o que eleva o risco de contaminação entre pacientes e profissionais.

Outro setor de grande vulnerabilidade é o de gases medicinais, onde há falhas graves no suporte à vida. Segundo os fiscais, o estabelecimento não apresentou laudos laboratoriais que comprovem a pureza do ar comprimido medicinal e opera sem sistemas de reserva para vácuo e compressão de ar.

Na gestão farmacêutica, a fiscalização constatou a ausência de programas de gerenciamento de antimicrobianos e a falta de divulgação de protocolos para Medicamentos de Alta Vigilância (MAV), além de deficiências na climatização do almoxarifado que podem comprometer a eficácia dos fármacos estocados.

Conforme relatado, o descumprimento das normas técnicas da ABNT e da Anvisa coloca em xeque a continuidade do atendimento em caso de pane nos equipamentos, uma vez que não há redundância para garantir o fornecimento ininterrupto de oxigênio e aspiração aos leitos.

Providências adotadas

Diante da situação, foi determinada a expedição de ofícios à Secretaria de Estado de Saúde (SES) para que realize nova inspeção técnica em até 20 dias úteis, para conferir se as irregularidades críticas foram sanadas.

Além disso, o hospital infantil deverá ser notificado para apresentar sua manifestação oficial em dez dias úteis sobre tais falhas, e todos os documentos e relatórios técnicos anteriores deverão ser anexados aos expedientes para instruir as respostas.

Na portaria, o Promotor de Justiça Luiz Eduardo Lemos de Almeida ressalta que a proteção da vida e da saúde é um direito básico previsto no Código de Defesa do Consumidor.

Assine o Correio do Estado

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).