Cidades

Achado de cadáver

Corpo carbonizado é encontrado nos fundos de posto na Rua 13 de Maio

Vítima foi localizada por volta das 11h30 desta sexta-feira; testemunha relatou ter visto homem no local horas antes do incêndio

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Um corpo em completo estado de carbonização foi encontrado por volta das 11h30 desta sexta-feira (21), nos fundos de um posto de combustível localizado na Rua 13 de Maio,  região central de Campo Grande.

Até o momento, a vítima não foi identificada. Também não há informações sobre a autoria ou as circunstâncias da morte.

Conforme relato de uma testemunha a Polícia Militar, um indivíduo foi visto no local por volta das 2h da madrugada de hoje. Cerca de uma hora depois, por volta das 3h, a testemunha percebeu que havia fogo nos fundos do posto, no mesmo ponto onde havia visto a vítima anteriormente.

O corpo foi localizado horas depois, já completamente carbonizado. As circunstâncias do incêndio e a identificação da vítima ainda deverão ser esclarecidas pelas autoridades. A Polícia Civil vai investigar o caso. 

MATO GROSSO DO SUL

Preso pela Polícia Civil do RS tentou feminicídio em MS no Dia da Mulher

Antes de março deste ano, vítima afirmou que era agredida pelo menos desde 2024, quando o casal ainda residia em São José dos Ausentes (RS)

21/08/2026 13h01

Esse indivíduo foi capturado com a ação de agentes da Delegacia da Mulher de Porto Alegre/RS. 

Esse indivíduo foi capturado com a ação de agentes da Delegacia da Mulher de Porto Alegre/RS.  Reprodução/PCMS

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Em ação integrada com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, foi preso na noite de quinta-feira (20) um indivíduo acusado de tentativa de feminicídio contra a vida de sua convivente no Dia da Mulher neste 2026, na cidade de Nova Andradina. 

O crime em questão ocorreu em 08 de março deste ano, foi registrado em uma residência que fica localizada no bairro São Vicente de Paula, no município distante aproximadamente 300 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul. 

Essas investigações foram conduzidas pela DAM de Nova Andradina, com a prisão feita com apoio da  Equipe de Capturas da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM) de Campo Grande e da Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (Defurv).

Antes dessa tentativa de feminicídio em março deste ano, as investigações apontaram ainda indícios de que esse não tratava-se de um episódio isolado, uma vez que a vítima relatou ter sofrido agressões anteriores. 

"Informou que, em 2024, quando o casal residia em São José dos Ausentes (RS), havia registrado ocorrência policial e solicitado medidas protetivas contra o investigado", cita a PCMS em nota. 

Entenda

Diante do caso de feminicídio na forma tentada no contexto de violência doméstica e familiar, esse indivíduo, identificado apenas com a idade, de 30 anos, passou a ser investigado. 

Conforme relato, o casal manteria até a ocasião um estado de união estável. É descrito em boletim de ocorrência que eles estariam recebendo amigos e uma discussão teria se iniciado por ciúmes. 

No momento, o acusado teria avançado contra a vítima com uma faca na mão, quando precisou ser contido pelos presentes. Logo em seguida, porém, ele teria largado a faca e se apoderado de uma tesoura. 

A Polícia Civil relata que o indivíduo conseguiu alcançar a vítima e acertá-la com golpes de tesoura que a atingiram na região do tórax e nas mãos. A todo momento ele teria feito ameaças contra a vítima. 

Essa mulher teria conseguido se desvencilhar num primeiro momento, até ser novamente alcançada e atingida com mais ataques físicos. 

Ela foi levada até a unidade do Hospital Regional de Nova Andradina e felizmente sobreviveu. Com as armas brancas apreendidas, as investigações feitas pelo trabalho de inteligência da Polícia Civil do MS identificou que o acusado teria se mudado para São José dos Ausentes. 

Munidos de medidas protetivas contra o investigado, esse indivíduo foi capturado com a ação de agentes da Delegacia da Mulher de Porto Alegre/RS. 

 

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transporte hidroviário

Imasul recebe R$ 21,5 milhões e libera obra bilionária de mineradora

LHG Mining, contralada pelos irmãos Batista, prevê investimentos de R$ 1,9 bilhão na modernização do porto Gregório Curvo, em Corumbá

21/08/2026 12h49

Mineradora pevê embarque de até 15 milhões de toneladas de minério por ano no distrito de Porto Esperança

Mineradora pevê embarque de até 15 milhões de toneladas de minério por ano no distrito de Porto Esperança

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Prevendo investir R$ 1.911.513.680,00 na ampliação da capacidade de embarque de minérios no porto Gregório Curvo, no distrito de Porto Esperança, às margens do Rio Paraguai, no município de Corumbá, a empresa LHG Mining será obrigada a pagar compensação ambiental de R$ 21.580.989,45 ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL).

O valor da compensação ambiental, conforme publicação do diário oficial do Governo do Estado desta sexta-feira, equivale a 1,129% do valor total previsto para ser investido na ampliação do porto, que passará a ter capacidade para embarque de até 15 milhões de toneladas de minérios por ano, triplicando a capacidade atual.

Atualmente, caminhões são utilizados para o transporte de todo o minério que chega ao porto, distante em torno de 50 quilômetros. Depois da modernização, conforme prevêo projeto, os caminhões serão eliminados e todo o transporte será por ferrovia.

Porém, a ferrovia está abandonada e a concessão acaba no final do ano. Por conta disso, mineradora LHG Mining, proprietária do porto do qual devem ser escoadas até 15 milhões de toneladas por ano, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, admite a possibilidade de investir na modernização da ferrovia.

O investimento de R$ 1,9 bilhão no porto prevê a total automatização das operações de embarque e desembarque de minérios, mas todas as operações dependem do transporte ferroviário. 
De acordo com Jamil Sebe, diretor de projetos da mineradora  LHG Mining, a empresa já fez estudos para possíveis investimentos no trecho e "se for necessário investir, nós vamos investir", declarou Jamil Sebe durante a audiência pública em Corumbá no dia 11 de junho deste ano.

Os irmãos Batista estão investindo em torno de R$ 4 bilhões na ampliação da extração de minérios de 12 milhões para 25 milhões de toneladas por ano em Corumbá,. Além disso, estão investindo em torno de R$ 3,7 bilhões na aquisição de 400 barcaças e 15 empurradores para escoar a produção pela hidrovia do Rio Paraguai. 

E, sem a revitalização dos cerca de 46 quilômetros da ferrovia entre a região das minas e o porto Gregório Curvo, os demais investimentos ficarão inviáveis. A última viagem de trem com minérios entre o distrito de Antônio Maria Coelho e o porto ocorreu em 1º de dezembro do ano passado. Depois disso, cerca de 330 carretas passaram a ocupar a BR-262 diariamente entre as minas e o porto. 

A ampliação da capacidade de embarque no porto deve ser finalizada em três anos, caso o projeto efetivamente saia do papel. Os investimentos da ordem de R$ 1,9 bilhão neste projeto prometem colocar fim ao problema crônico da poeira que atormenta moradores do distrito de Porto Esperança depois que as carretas começaram a circular na estrada de acesso ao distrito. 

No porto será construída uma pera ferroviária e um virador de vagões, o primeiro do Estado. Este virador, conforme a LHG Mining, será dentro de um galpão fechado e com isso boa parte do problema da poeira já será eliminado. O carregamento nas barcaças também será todo automatizado, o que também será fundamental para redução da poeira, conforme Jamil Sebe. 

Porém, como esta ampliação só deve ser concluída no fim de 2029, até lá serão mantidos as atividades de quatro caminhões pipa que atuam na região para umidificar a estrada de acesso ao porto e assim reduzir os danos causados por esta poeira, uma das principais reclamações dos moradores do distrito de Porto Esperança. 

Além de modernizar o porto, Jamil Sebe também destaca a aquisição barcaças que terão condições de navegar em águas menos profundas que as atuais. Hoje, elas precisam 9 pés (2,7 metros de profundidade) para descer pela hidrovia. As novas, conseguirão flutuar com seis pés de profundidade, ou cerca de 1,8 metro. 

Ou seja, os novos equipamentos precisarão quase um metro a menos de água para fazer o transporte.  Sendo assim, explica o representante da LHG, cairá a necessidade de fazer as chamadas dragagens de manutenção. Hoje, em pelo menos 17 locais precisaria ser feita esta dragagem (remoção de areia de um local para outro no fundo do leito) para permitir o transporte de minérios em períodos de estiagem. 

FERROVIAS

Além de admitir a possibilidade de investir na revitalização dos 46 quilômetros da frerrovia, a LHG também destinará boa parte do investimento de R$ 1,9 bilhão em estrutura ferroviária.

 "O principal escopo do projeto consiste na implantação de pera ferroviária, sistema de virador de vagões, transportadores de correia, novo pátio de estocagem de produtos e píer com sistema de embarque de minério", diz trecho do estudo de impacto ambiental. 

"Os vagões carregados de minério chegarão pela Ferrovia e ingressarão na Pera Ferroviária, onde passarão pelo Virador de Vagões para descarregamento automático dos vagões", explica o documento da LHG Mining.

E, próximo da Mina de Santa Cruz, de onde saem os minérios levados para Porto Esperança, a mineradora também está prevendo a instalação de uma estrutura ferroviária semelhante para agilizar o embarque dos minérios nos vagões sem a necessidade de manobras de desacoplagem dos vagões.

Além da pera próximo da mina, a empresa pretende construir uma espécie de "estrada rolante" de 12 quilômetros para transportar os minérios entre o local de extração até a margem da ferrovia. 
 

 

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