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Corpo de Alencar é cremado em Minas Gerais

Corpo de Alencar é cremado em Minas Gerais

O DIA ONLINE

31/03/2011 - 15h58
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O corpo do ex-vice-presidente José Alencar foi cremado na tarde desta quinta-feira em uma capela em Contagem, na Região Metropolitana de Minas Gerais. A cerimônia durou cerca de 15 minutos e foi restrita a amigos próximos e familiares.

A cremação durou cerca de 154 minutos. As cinzas devem ser entregues à família até o fim da semana e serão levadas para uma capela em um distrito de Muriaé, em Minas, onde Alencar foi batizado.

O corpo chegou ao cemitério por volta das 14h35 e foi recebido por honras militares, com salvas de tiros e de tiros de canhão. O governador de Minas, Antonio Anastasia, foi a única autoridadde presente à cerimônia.

Ao fim, irmãos de Alencar falaram com a imprensa. Eles afirmaram que a família só tem que agradecer ao apoio dos brasileiros e que o ex-vice-presidente estava lúdcido de que estava morrendo.

Mais cedo, o velório no Palácio da Liberdade, sede do governo mineiro, atraiu cerca de 3 mil pessoas e contou com a presença do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff.

Prevenção no Pantanal

Produtores atribuem queda de 77% nos incêndios do Pantanal à prevenção

Área queimada ficou 77,6% abaixo da média histórica em 2026; pecuaristas do Pantanal aponta manejo do fogo, atuação nas propriedades e investimentos em inteligência como fatores para redução

24/09/2026 16h16

Pantanal registrou redução de 77,6% na área queimada em 2026 na comparação com a média histórica entre 2012 e 2025.

Pantanal registrou redução de 77,6% na área queimada em 2026 na comparação com a média histórica entre 2012 e 2025. Foto: Agro Agência.

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O Pantanal registrou em 2026 uma redução de 77,6% na área queimada em comparação com a média histórica entre 2012 e 2025. Diante do recuo expressivo, produtores rurais atribuem parte do resultado ao avanço das ações preventivas nas propriedades, ao manejo técnico do fogo e ao fortalecimento da estrutura de monitoramento e combate aos incêndios.

Os números constam no Boletim do Fogo, divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). Conforme os dados apresentados, as chamas atingiram o equivalente a 0,84% do bioma no período analisado.

Para a Associação Pantaneira de Pecuária Orgânica e Sustentável (ABPO), o resultado reflete uma mudança na forma como o risco de incêndios passou a ser enfrentado no Pantanal.

A entidade defende que os produtores deixaram de atuar apenas no combate emergencial às chamas e passaram a assumir participação maior nas estratégias de prevenção.

Em conversa com o Correio do Estado, o diretor-executivo da ABPO, Guilherme Oliveira, afirmou que a presença cotidiana dos produtores nas propriedades permite identificar características e riscos específicos de cada região do Pantanal.

“Quando falamos em prevenção, precisamos olhar para o Pantanal como um território vivo e complexo. O produtor rural está diariamente nesse ambiente, conhece suas particularidades e pode contribuir de forma decisiva para uma cultura permanente de cuidado e prevenção”, afirmou Oliveira.

A avaliação dos pecuaristas, porém, não atribui a redução dos incêndios exclusivamente à atuação dentro das fazendas.

A ABPO também aponta como fatores importantes a ampliação do Manejo Integrado do Fogo, os investimentos do poder público e o uso de sistemas de inteligência para antecipar áreas de maior risco.

Fogo usado para evitar grandes incêndios

Entre as estratégias que ganharam espaço está o Manejo Integrado do Fogo (MIF), que inclui a realização de queimas prescritas e controladas.

A técnica consiste no uso planejado do fogo, sob condições específicas e acompanhamento técnico, para reduzir a quantidade de vegetação seca acumulada.

Esse material funciona como combustível e pode favorecer a propagação de incêndios de grandes proporções durante os períodos mais críticos de estiagem.

Segundo os dados apresentados pela ABPO, até o início de setembro de 2026 foram realizadas 53 ações de queimas prescritas e controladas no bioma, abrangendo aproximadamente 19,6 mil hectares.

Na prática, a estratégia busca eliminar de forma controlada parte do material combustível antes que as condições climáticas favoreçam incêndios de difícil contenção.

A medida representa uma mudança em relação a uma estratégia baseada exclusivamente na reação às ocorrências. Em determinadas áreas, o trabalho começa antes do período de maior risco, com identificação dos pontos vulneráveis e planejamento das intervenções.

Investimento e inteligência no combate

Paralelamente às medidas adotadas nas propriedades, o Estado ampliou a estrutura destinada à prevenção e ao enfrentamento dos incêndios florestais.

O bioma também contou com investimentos do Governo de Mato Grosso do Sul na estrutura de resposta aos incêndios, que saltaram de cerca de R$ 10 mil, em 2024, para quase R$ 20 milhões, em 2025.

Parte dessa estrutura está ligada ao Centro Integrado de Coordenação Estadual (Cicoe-MS), criado para reunir diferentes órgãos e permitir uma atuação coordenada diante dos incêndios.

O combate também passou a incorporar ferramentas de inteligência geoespacial. Entre elas está o Sistema de Inteligência do Fogo em Áreas Úmidas (Sifau), utilizado para identificar regiões com maior vulnerabilidade e orientar ações preventivas.

Informações meteorológicas produzidas pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec) e alertas de outros sistemas de acompanhamento também integram o planejamento.

Com essas ferramentas, equipes conseguem identificar antecipadamente áreas de maior risco e direcionar recursos antes que eventuais focos se transformem em incêndios de grandes proporções.

Produtores defendem papel das propriedades

A ABPO também relaciona a redução dos incêndios ao manejo adotado dentro das propriedades pantaneiras.

A entidade mantém um protocolo de produção sustentável que estabelece critérios relacionados ao cumprimento da legislação ambiental, conservação da biodiversidade, proteção da água e do solo e manejo adequado das pastagens.

A avaliação é de que o cuidado permanente com essas áreas também pode contribuir para reduzir a disponibilidade de material combustível e facilitar ações de prevenção e combate.

Ao Correio do Estado, Guilherme Oliveira afirmou que a prevenção aos incêndios precisa ser incorporada ao planejamento de longo prazo das propriedades.

“Cuidar das pastagens, da água, da biodiversidade e das condições da propriedade é também compreender os riscos que existem no território. A prevenção precisa fazer parte dessa visão de longo prazo”, declarou.

A pecuária ocupa historicamente parte significativa do território pantaneiro e, na avaliação da associação, essa presença coloca os produtores em posição estratégica para identificar focos e atuar preventivamente nas propriedades.

O resultado registrado em 2026, entretanto, envolve diferentes fatores. Além das iniciativas privadas defendidas pela ABPO, a prevenção e o combate aos incêndios passam pela atuação do Corpo de Bombeiros, órgãos ambientais, sistemas de monitoramento, condições meteorológicas e políticas públicas.

Por isso, embora a associação atribua parte da redução ao avanço do manejo e da prevenção dentro das propriedades, os números do MMA, isoladamente, não estabelecem uma relação direta de causa e efeito entre a atuação dos produtores e a queda de 77,6% da área queimada.

Ainda assim, para o setor produtivo, o desempenho de 2026 reforça uma mudança de estratégia no Pantanal: combater o incêndio continua sendo necessário, mas impedir que ele alcance grandes proporções passou a ocupar espaço cada vez maior na rotina das propriedades.

Operação

Suspeito é morto em confronto com policiais durante operação em Rio Brilhante

Homem de 25 anos teria apontado uma pistola contra agentes durante diligência; operação resultou em 11 prisões em flagrante

24/09/2026 15h30

Reprodução/Rio Brilhante em Tempo Real

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Um homem de 25 anos morreu após um confronto com policiais civis durante uma operação realizada nesta quarta-feira (23), em Rio Brilhante, a 160 quilômetros de Campo Grande. Segundo a Polícia Civil, o suspeito estava armado com uma pistola calibre .25 e apontou a arma contra os agentes durante uma diligência.

A ação foi realizada em conjunto pelo Grupo Armado de Repressão a Roubos, Assaltos e Sequestros (Garras), pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) e pela Delegacia de Polícia de Rio Brilhante. A operação investigava homicídios recentes relacionados à disputa entre organizações criminosas.

Conforme a Polícia Civil foi localizado em um imóvel na Rua Oscar Nantes. Ele já havia sido identificado durante as investigações, mas não havia sido encontrado anteriormente.

Ao perceber a chegada das equipes, o suspeito correu para dentro da residência. Os policiais afirmam que ele foi visto com uma arma de fogo e recebeu ordem para largá-la e se entregar.

Ainda segundo o registro da ocorrência, o suspeito não obedeceu e apontou a pistola na direção dos policiais. Os agentes então efetuaram disparos.

Após o confronto, o homem ainda apresentava sinais vitais e foi socorrido pelos próprios policiais até o hospital de Rio Brilhante. Ele morreu após receber atendimento médico.

A pistola, o carregador e as munições foram apreendidos. A Polícia Científica foi acionada para realizar os procedimentos periciais e os exames relacionados às armas e munições.

PRESOS

Além da morte durante o confronto, a operação resultou na prisão em flagrante de 11 pessoas e na apreensão de drogas, munições e outros materiais que, segundo a Polícia Civil, serão analisados no decorrer das investigações.

As diligências teve como objetivo identificar envolvidos nos homicídios recentes registrados em Rio Brilhante e investigar a atuação de integrantes de organizações criminosas no município.

A Polícia Civil informou que a operação integra as ações de enfrentamento aos crimes violentos e ao tráfico de drogas relacionados à disputa entre o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).

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