Cidades

CAPITAL DO PANTANAL

Corumbá, a Cidade Branca de MS, completa 245 anos

Apesar de feriado municipal, tradicional desfile cívico-militar e shows foram cancelados após vendaval de 12 de setembro

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Junto ao Rio Paraguai, em 1778, Corumbá nascia para impedir avanço de espanhóis na fronteira do Brasil que vinham em busca de ouro, completando 245 anos de história nesta quinta-feira (21), sem muitas comemorações, já que o município se recupera dos estragos causados pelo temporal do último dia 12. 

Justamente por esse motivo, apesar do ponto facultativo e retorno de servidores às suas funções somente na próxima segunda-feira (25), a Cidade Branca não terá o tradicional desfile cívico de celebração neste ano.

Oficialmente, a única celebração realizada no município nesta quinta-feira (21), é uma missa, na Catedral de Nossa Senhora da Candelária, região central de Corumbá. 

Cabe lembrar que no último dia 12, Matheus, aluno da 3ª série da Escola Municipal Dr. Cássio Leite de Barros, morreu após o teto da quadra da instituição desabar com a força de ventos, que passaram de 96 km/h, no temporal. Com isso, além do desfile, shows e demais atividades foram cancelados.

Além da vítima, o temporal deixou prédios e escolas destelhadas, árvores caídas, casas sem energia, embarcações deslocadas, semáforos desligados e buracos no asfalto. 

Ainda ontem, o prefeito Marcelo Iunes, primeira-dama e secretária Municipal de Assistência Social e Cidadania, Amanda Balancieri Iunes, durante ato no Paço Municipal, reforçaram a solidariedade às famílias atingidas.

"Esse ano suspendemos as festividades do aniversário de Corumbá. Não tínhamos clima para festa. Sentimos muito a perda do aluno Matheus Alves de Souza, de 7 anos, da escola Cássio Leite de Barros. Que Deus dê força para conseguirmos colocar a casa em ordem o mais rápido possível. Não tenho palavras para falar da dor dessa família, sou pai e também sinto essa dor. Peço a Deus que dê conforto a família do pequeno Matheus", disse Iunes.

 Corumbá e suas características

Dados do Censo 2022 mostram que a população gira em torno de 96,2 mil pessoas, distribuídas numa área de 64.432,450 km² do espaço conhecido por Capital do Pantanal. 

Devido ao calcário presente em seu solo, ganhou rapidamente o apelido de Cidade Branca, com sua ocupação começando no século XVI, sob exploração portuguesa. 

Em 1778 Corumbá é fundada, sendo alçada a distrito em 1838 e a município em 05 de julho de 1850. Foi palco de conflitos durante a Guerra do Paraguai e alcançou o posto de 3º maior porto da América Latina até 1930, como destaca trecho da história publicado junto à Câmara municipal. 

Com nome de origem tupi-guarani - Curupah - significa “lugar distante”, Corumbá tem 60% de seu território ocupado pelo Pantanal e já se tornou, inclusive, cenário de novela, mostrando os cenários Mato Grosso do Sul para todo o Brasil e Mundo. 

 

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Transporte Público

Dois meses após venda, troca do Guaicurus segue sem aval da prefeitura

Adriane disse em coletiva que documento sobre intervenção deve ser entregue nesta semana, mas ainda sem data para reunião de definição

21/09/2026 13h30

Ônibus do transporte coletivo de Campo Grande

Ônibus do transporte coletivo de Campo Grande

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Dois meses após o anúncio da venda do Consórcio Guaicurus para o Grupo HP Mobilidade, a troca de controle do transporte coletivo de Campo Grande continua sem aval da Prefeitura. A definição também segue atrelada ao relatório da intervenção no sistema, que ainda não foi entregue à prefeita Adriane Lopes.

Questionada nesta segunda-feira (21) sobre o andamento da situação, durante agenda da Prefeitura, Adriane afirmou que o documento deve ser concluído nesta semana, mas ainda não há data definida para a reunião que deverá discutir os próximos passos. “É essa semana que sai o relatório. Não sei quando vai ser a reunião. Ainda não recebi esse relatório”, disse a prefeita.

A indefinição ocorre enquanto a Prefeitura também aguarda a apresentação formal do plano de melhorias que deverá ser executado pelo grupo interessado em assumir o controle do consórcio. Sem essa documentação, a administração municipal ainda não deu aval definitivo para a mudança.

A venda do Guaicurus foi anunciada em julho, quando o Grupo HP Mobilidade, de Goiás, confirmou a aquisição do controle do consórcio. A operação, porém, não representa uma troca imediata na administração do transporte coletivo, já que depende de uma série de procedimentos e autorizações.

Enquanto isso, a intervenção decretada pela Prefeitura em junho continua em andamento. O Município assumiu temporariamente a gestão do serviço diante da crise financeira e operacional enfrentada pelo consórcio e passou a levantar informações sobre a situação das empresas que integram a concessão.

O relatório dos primeiros 90 dias da intervenção é aguardado pela administração municipal e deve reunir informações sobre as condições financeiras e operacionais do sistema, além de apontar problemas encontrados durante o período de gestão municipal.

RELEMBRE

A crise do transporte coletivo se arrasta há anos e chegou a um dos momentos mais delicados neste ano. Antes da intervenção, o sistema acumulava reclamações relacionadas à qualidade do serviço, atrasos e viagens não realizadas, além de problemas financeiros das empresas.

Em audiência pública realizada neste em 2026, foram apresentados mais de 15 mil autos de infração registrados entre 2021 e 2025. Desse total, 12.279 eram relacionados ao descumprimento de horários e 3.444 à omissão de viagens.

A situação também foi marcada por paralisações de trabalhadores e dificuldades financeiras do consórcio. Em junho, a Prefeitura formalizou a intervenção, com prazo de 180 dias, para assumir o controle temporário e avaliar as condições da concessão.

Agora, dois meses depois do anúncio da venda, a definição sobre quem efetivamente ficará à frente do transporte coletivo continua pendente.

Agora é lei

Novas regras permitem até caminhonete ser táxi em Campo Grande

Atualização traz mudanças que liberam taxistas a rodarem pela faixa que até então era exclusiva para ônibus

21/09/2026 13h03

Evento de assinatura foi realizado no teatro Octávio Guizzo, localizado no Paço Municipal

Evento de assinatura foi realizado no teatro Octávio Guizzo, localizado no Paço Municipal Marcelo Victor/Correio do Estado

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Durante a manhã desta segunda-feira (21), a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), assinou decretos para modernizar um serviço da Capital que, entre outros pontos, permitirá agora até caminhonetes serem táxi em Campo Grande. 

Esse evento de assinatura foi realizado no teatro Octávio Guizzo, localizado no Paço Municipal campo-grandense, formalizando os novos normativos divulgados pela Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) ligados ao serviço de táxi da Capital. 

Entre os pontos que mais chamam atenção está justamente a mudança que permite agora que até mesmo caminhonetes sejam incluídas na frota de táxi campo-grandense, conforme os parâmetros e critérios estipulados pela Agência Municipal. 

Nas palavras do diretor-presidente da Agetran, Ciro Ferreira, além de trazer evolução para essa classe trabalhadora, as alterações refletem ainda em melhores ofertas de serviço para a própria população. 

Todas as novas regras serão estabelecidas através de decretos e portarias que, segundo o Executivo, devem esclarecer os critérios para cada veículo e os demais procedimentos para homologação e condições de aplicação dessa e outras medidas. 

Mais mudanças

Outro ponto diferente apresentado hoje (21) é a regulamentação da categoria "executiva" desse tipo de transporte, chamada de "táxi black", que deverá apresentar veículo de padrão mais elevado e um serviço personalizado de maior conforto aos passageiros. 

Porém, as alterações não se restringem aos tipos de novos veículos que passam a rodar como táxis, mas também toda a categoria é contemplada através da mudança que libera os taxistas a rodarem nas faixas exclusivamente destinadas ao transporte público, sem que isso se caracterize infração de trânsito. 

"Hoje é um dia muito importante para a categoria dos taxistas de Campo Grande. Estamos atualizando as legislações e modernizando o serviço da nossa cidade. Estamos com o estudo há algum tempo, houve a alteração a nível nacional e Campo Grande sai na frente", como bem esclarece a chefe do Executivo da Cidade Morena, Adriane Lopes (PP). 

Há tempos a ligação entre taxistas e faixas de ônibus vêm rendendo na Capital, com um corredor "ainda mais exclusivo" rendendo multas aos trabalhadores, em uma situação que, inclusive, foi corrigida e revertida uma semana depois pela Agetran

As alterações locais também prorrogam por seis meses o prazo para substituição de veículos da frota que alcançariam neste ano a idade máxima permitida em 2026.

 

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