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ESPERANÇA

Vacinação começa amanhã e será feita por equipes móveis, em hospitais e asilos

Primeiras doses chegaram a Campo Grande na tarde desta segunda-feira

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A vacinação contra Covid-19 em Campo Grande, por enquanto, não será aberta ao grande público nos postos de saúde.

A partir desta terça-feira (19), profissionais de saúde e idosos serão vacinados em hospitais, unidades de pronto atendimento (UPAs) e asilos por equipes móveis.

Últimas Notícias

Nesta terça-feira as equipes volantes irão aos hospitais Regional, Universitário e Santa Casa, as principais unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) de Campo Grande e que atendem na linha de frente.

No mesmo dia, duas UPAs terão seus servidores vacinados. O mesmo se aplica aos dois asilos da cidade, que terão moradores e funcionários que receberão as primeiras doses. 

José Mauro Filho, lembra que, por causa da escassez de doses, é importante que a população prioritária não procure os postos de saúde. “Faremos a vacinação com equipes volantes”, explicou.

Na quarta-feira, a vacinação será ampliada aos hospitais particulares que atendem pacientes com Covid-19, como Unimed, El Kadri, Cassems, Proncor, Pênfigo, além do Hospital de Câncer Alfredo Abrão.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também serão vacinadas.

Cadastro

Para os outros integrantes do grupo prioritário: idosos com mais de 75 anos, profissionais de saúde de outras áreas e setores e indígenas, a prefeitura de Campo Grande criou um site para receber o cadastro dessas pessoas.

Integrantes de outros grupos prioritários que serão vacinados em etapas futuras, como as pessoas com mais de 60 anos, pessoas com comorbidades, profissionais da Segurança Pública, entre outros, também poderão se cadastrar por esta ferramenta.

ACIDENTE

Homem morre após carro colidir de frente com carreta na BR-163

Acidente aconteceu nas proximidades do município de Sonora, por volta de 1 hora da madrugada

11/10/2026 13h45

O carro ficou totalmente destruído do lado do motorista após colidir frontalmente com a carreta, na BR-163

O carro ficou totalmente destruído do lado do motorista após colidir frontalmente com a carreta, na BR-163 Reprodução

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Um homem, ainda não identificado, morreu em um grave acidente envolvendo um carro de passeio e uma carreta que carregava grãos, no km 795 da BR-163, próximo ao município de Sonora, na madrugada deste domingo (11). Com o impacto, o caminhão tombou no canteiro lateral da via e espalhou a carga pela pista. Um veículo utilitário que trafegava no sentido sul colidiu contra a carga derramada na pista.

Equipes de atendimento médico socorreram o motorista do carro de passeio e levaram ao Hospital Regional de Sonora, onde não resistiu aos ferimentos. Já o homem que estava na carreta sofreu ferimentos leves, e também foi encaminhado à unidade de saúde. Os dois ocupantes do veículo utilitário saíram ilesos.

Após o ocorrido, o sentido norte da pista ficou interditado, com a implementação do sistema "pare e siga" para os veículos que seguiam no sentido sul. Um congestionamento foi formado e alcançou até dois quilômetros de extensão.

De acordo com a Motiva Pantanal, às 5h34, a pista norte foi totalmente liberada, com a normalização do tráfego em ambos os sentidos. No momento, não há bloqueios ou congestionamento no trecho.

A carreta permanece tombada no canteiro lateral, sem interferir no fluxo de veículos, aguardando a operação de destombamento e retirada. As equipes da concessionária atuaram no atendimento da ocorrência e na sinalização do local.

A Motiva Pantanal orienta os motoristas a redobrarem a atenção ao passar pelo trecho, respeitarem a sinalização e evitarem o uso do celular para fotografar ou filmar a ocorrência, mantendo a atenção na direção e na segurança viária.

Luto

Morre Mano Xis, um dos pioneiros do rap e ícone da cultura de Campo Grande

Artista, que enfrentava um câncer de próstata, morreu neste domingo (11); integrante do Falange da Rima, ele ajudou a construir a história do hip-hop em Mato Grosso do Sul

11/10/2026 13h31

Mano Xis, um dos pioneiros do rap em Mato Grosso do Sul, morreu neste domingo (11) e deixa um legado na história da cultura hip-hop de Campo Grande.

Mano Xis, um dos pioneiros do rap em Mato Grosso do Sul, morreu neste domingo (11) e deixa um legado na história da cultura hip-hop de Campo Grande. Foto: Reprodução Instagram.

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A cultura de Campo Grande perdeu, na madrugada deste domingo (11), uma de suas vozes mais representativas. Morreu o rapper Márcio Leite Fernandes, conhecido artisticamente como Mano Xis, um dos pioneiros do hip-hop em Mato Grosso do Sul e integrante histórico do grupo Falange da Rima.

O músico enfrentava um câncer de próstata e deixa uma trajetória marcada pela valorização das periferias, pela resistência cultural e pela consolidação do rap no cenário artístico sul-mato-grossense.

A morte foi confirmada por familiares à imprensa e lamentada pela Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), que destacou a contribuição do artista para a formação de gerações de músicos e para o fortalecimento da cultura urbana no Estado.

Mano Xis integrou o movimento que, a partir da década de 1990, transformou o hip-hop em uma importante expressão artística de Campo Grande.

Em uma época em que o gênero ainda enfrentava dificuldades para conquistar espaço nos eventos culturais e reconhecimento institucional, artistas como ele encontraram nas rimas uma maneira de denunciar desigualdades e retratar a realidade das comunidades periféricas.

Sua trajetória ficou especialmente ligada ao Falange da Rima, grupo criado em 1998, na Capital, e reconhecido como um dos principais representantes do rap sul-mato-grossense.

Com músicas de forte conteúdo social, o coletivo ajudou a levar aos palcos discussões sobre pobreza, violência, preconceito racial, exclusão social e consciência política.

Mais do que um estilo musical, o rap representava, para aquela geração, uma ferramenta de expressão e pertencimento. Por meio das apresentações e composições, o grupo deu visibilidade a histórias e experiências que raramente encontravam espaço na produção cultural tradicional.

Uma trajetória que ajudou a construir o hip-hop de MS

A história de Mano Xis se confunde com a expansão da cultura hip-hop em Mato Grosso do Sul. O movimento, que começou a ganhar força em Campo Grande durante os anos 1980, encontrou nas décadas seguintes espaço para crescer, impulsionado pelo breaking, pela música, pelo grafite e pela organização de artistas independentes.

O Falange da Rima foi um dos grupos responsáveis por consolidar essa trajetória. Formado em Campo Grande, tornou-se referência para outros músicos que passaram a enxergar no rap uma possibilidade de expressão artística e de transformação social.

Em 2001, o grupo lançou o trabalho Mariposa Assassina, um dos marcos de sua discografia. O lançamento ocorreu em 11 de setembro daquele ano, data que também ficou marcada pelos atentados terroristas nos Estados Unidos.

Posteriormente, o coletivo ampliou sua produção com o álbum Esquadrão Mariposa, lançado em 2013, e o single Oração da Serenidade, de 2019.

Entre as músicas que marcaram a trajetória do Falange da Rima estão Circo dos Horrores, Abrakadabra, Capital sem Favela, O Pano do Rei e Passos Indecisos.

As composições ajudaram a construir uma identidade própria para o rap produzido em Mato Grosso do Sul, relacionando questões sociais à realidade local.

O reconhecimento institucional também chegou. Em 2022, o grupo esteve entre os homenageados do Festival Campão Cultural, em reconhecimento à sua contribuição para a música e para a história cultural do Estado.

Em dezembro de 2024, Mano Xis ainda integrava a formação anunciada para o encerramento do projeto Som da Concha, na Concha Acústica Helena Meirelles, no Parque das Nações Indígenas.

A apresentação foi concebida como uma homenagem à música regional, aproximando as rimas do grupo de referências como Almir Sater, Délio e Delinha e Bêbados Habilidosos.

A participação em projetos como esse representava uma conquista para um movimento que, durante décadas, buscou reconhecimento e espaço nas políticas culturais.

Artista enfrentava problemas de saúde

Nos últimos anos, Mano Xis passou a enfrentar problemas de saúde. Em novembro de 2024, o rapper sofreu um infarto e, no início de 2025, recebeu o diagnóstico de câncer de próstata maligno.

Em agosto daquele ano, a situação do músico ganhou repercussão após ele tornar pública a necessidade de assistência para iniciar o acompanhamento médico especializado. Na ocasião, relatou dificuldades relacionadas à doença e à busca por atendimento hospitalar.

O artista continuou sendo reconhecido como uma das referências históricas do hip-hop campo-grandense. Segundo informações divulgadas por familiares à imprensa neste domingo, ele enfrentava um câncer. A causa médica imediata da morte não foi detalhada.

A perda acontece pouco mais de um ano após a morte de outro nome histórico do Falange da Rima, o rapper Flynt, André Luiz Monteiro Aguirres, que morreu em 8 de setembro de 2025, aos 53 anos.

As duas mortes representam perdas importantes para a geração de artistas que participou da construção e da consolidação do hip-hop em Campo Grande.

Fundação de Cultura lamenta morte

Em nota de pesar, a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul destacou a importância de Mano Xis para a identidade cultural do Estado e reconheceu sua influência sobre diferentes gerações de artistas.

Para a instituição, a presença do rapper ao longo de décadas contribuiu para a formação de público, a valorização da cultura de rua e o fortalecimento de um movimento que passou a ocupar lugar de destaque na produção artística sul-mato-grossense.

"Mais do que um artista, Mano Xis deixa um legado", destacou a fundação.

O órgão também manifestou solidariedade aos familiares, amigos, integrantes do Falange da Rima e à comunidade do hip-hop.

A trajetória de Mano Xis permanece ligada à história de uma geração que transformou experiências das ruas e das periferias em expressão artística. Sua contribuição ultrapassou os palcos, ajudando a consolidar o rap como parte da memória cultural de Campo Grande.

 

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