Cidades

328%

Cresce número de motoristas presos por embriaguez

Cresce número de motoristas presos por embriaguez

Gabriel Maymone

26/12/2012 - 10h51
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Com reforço de 20% no efetivo e três mil bafômetros para a fiscalização neste fim de ano, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou aumento de 328,5% no número de prisões por embriaguez ao volante em 2012 em relação ao ano passado nas estradas federais de Mato Grosso do Sul. Segundo os dados, o número saltou de 7 em 2011 para 30 neste ano. Durante os cinco dias de operação, foram realizados 784 testes de alcoolemia e 41 autuações em 2012, contra 453 testes e 9 autuações no mesmo período do ano anterior.

O balanço indica ainda que houve redução de 63,6% no número de mortes em relação ao mesmo período do ano passado. Enquanto que em 2011 foram registradas 11 mortes, este ano o balanço apontou quatro vítimas entre os dias 21 e 27 de dezembro.

Entre os acidentes mais graves a PRF destaca quatro ocorrências. O primeiro aconteceu no dia 21, na BR-158, em Três Lagoas, onde uma mulher que conduzia uma motocicleta YBR morreu depois de colidir em um caminhão por não respeitar a preferencial.

Outros dois acidentes com morte foram registrados no dia 23 nos municípios de Eldorado (BR-163) e Bataguassu (BR-267). No primeiro caso, o condutor de um veículo Saveiro saiu da pista e capotou depois de colidir em uma árvore. Já na BR-267, um homem de 37 anos pilotava uma motocicleta e invadiu a pista contrária, colidindo em dois veículos. Ele morreu na hora.

Ontem pela manhã, foi registrado outro acidente com morte. Desta vez foi na BR-463, em Ponta Porã (MS). Segundo a PRF, um homem de 62 anos morreu depois que o veículo que ele conduzia foi atingido por outro carro. Ele foi arremessado para fora da pista.

TRAGÉDIA

Empresário morre após carro colidir contra árvore e sair da pista na BR-163

Homem estava acompanhado da esposa que sofreu ferimentos graves e foi transferida para a Capital

13/07/2026 09h00

Com a força do impacto, uma das vítimas foi arremessada para fora da cabine

Com a força do impacto, uma das vítimas foi arremessada para fora da cabine Divulgação

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Um empresário de 67 anos, identificado como Aderlan Luiz de Oliveira, morreu no início da tarde do último domingo (12), após o veículo em que estava sair da pista e colidir contra uma árvore na BR-163, em Rio Verde de Mato Grosso.

O acidente aconteceu por volta das 12h, no quilômetro 675 da rodovia. Com a força do impacto, uma das vítimas foi arremessada para fora da cabine. Aderlan não resistiu aos ferimentos e veio à óbito ainda no local.

De acordo com o portal de notícias Edição MS, o empresário estava acompanhado de sua esposa, Eula, proprietária da sorveteria Alaska. Ela foi socorrida em estado grave pela equipe de resgate da concessionária da rodovia, encaminhada ao hospital do município e, devido ao seu estado de saúde, transferida para Campo Grande.

A perícia técnica esteve no local para realizar os levantamentos e apurar as causas do acidente. O corpo de Aderlan será encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL) de Coxim para necropsia e, posteriormente, liberado para a família.

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OBRAS

Barrada, empresa vence contrato milionário após recurso em MS

Construtora do Pará foi inabilitada em licitação para construção de presídio na Capital, mas decisão foi revertida com base em formalismo moderado

13/07/2026 08h00

Paulo Ribas / Correio do Estado

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A JAC Engenharia Soluções Inteligentes Ltda., constituída em fevereiro de 2021 e com sede a mais de 2.600 quilômetros de Campo Grande, foi a única empresa inicialmente rejeitada que conseguiu reverter sua inabilitação e sagrar-se vencedora da Concorrência Eletrônica nº 130/2025, conduzida pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul).

A obra se refere à construção da Unidade Prisional de Baixa Complexidade da Gameleira I, no complexo penitenciário de Campo Grande, sob o valor de R$ 22,18 milhões.

A ata eletrônica da licitação e o julgamento do recurso administrativo, obtidos pela reportagem, revelam o caminho incomum que a JAC percorreu até assinar o contrato.

Em 5 de fevereiro deste ano, a JAC foi declarada inabilitada por um motivo específico e técnico: seu atestado de capacidade técnica não mencionava expressamente “SPDA” (Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas), exigido pelo edital.

No recurso administrativo, a JAC argumentou que o SPDA havia sido efetivamente executado na obra do atestado, a falha era apenas formal. Juntou ao recurso os projetos elétricos da obra que detalham especificamente o sistema de proteção atmosférica.

A área técnica da Agesul analisou os projetos e concluiu favoravelmente à empresa.

Após o recurso da JAC, a Agesul abriu prazo legal para que as empresas habilitadas se manifestassem, e nenhuma o fez.

A Engetal Engenharia e Construções Ltda., uma das habilitadas, chegou a manifestar interesse em recorrer da fase de habilitação, mas não apresentou nenhuma contestação ao recurso da empresa, que acabaria vencendo o contrato de R$ 22 milhões.

O segundo ponto diz respeito ao tamanho da obra do atestado. Os documentos mostram que a capacidade técnica da JAC foi comprovada com base numa obra de 588,17 m², um canteiro de pequeno porte.

Editais de obras prisionais habitualmente exigem atestados de área mínima significativamente maior. O julgamento do recurso não registra se esse critério foi verificado, focou exclusivamente na questão do SPDA.

Construção faz parte do Complexo Prisional da Gameleira, localizado na saída para Sidrolândia, em Campo Grande - Foto: Paulo Ribas / Correio do Estado

PROPOSTAS

A disputa de preços trouxe outro sinal de alerta. Duas das quatro empresas que chegaram à fase de lances, Alcance Engenharia e Construção Ltda. e Engetal Engenharia e Construções Ltda., apresentaram propostas iniciais idênticas ao valor máximo estimado pelo poder público: exatos R$ 22.318.979,79.

A apresentação simultânea de propostas correspondentes ao teto do orçamento por empresas distintas é reconhecida pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) como um dos padrões associados à cartelização em licitações.

O órgão já instaurou investigações em casos análogos, em que algumas empresas combinam lances de cobertura para garantir a vitória de um parceiro previamente escolhido. O desconto total da licitação sobre o valor orçado foi de R$ 133 mil (0,6%).

EMPRESA JOVEM

A JAC Engenharia tem capital social declarado de R$ 26 milhões e CNAE principal de construção de edifícios.

Fundada há cinco anos, saiu do Simples Nacional em dezembro de 2023, indicativo de crescimento de faturamento, e acumula 112 processos trabalhistas no Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5), no Pará.

A empresa teve uma alteração societária recente: Bruna Firmiano Mangas ingressou como administradora da empresa em 19 de maio deste ano, exatos 35 dias antes da assinatura do contrato com o governo de Mato Grosso do Sul, ocorrida em 23 de junho.

A sócia anterior, Andrea Costa Dantas, havia ingressado apenas em janeiro de 2025.

A troca de administração às vésperas de um contrato de grande porte é um padrão que auditores da

Controladoria-Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) associam a diferentes estratégias: da reestruturação societária legítima à tentativa de isolar sócios de responsabilização.

R$ 95 MILHÕES PARADOS

A licitação ocorre num cenário de grave acúmulo de recursos não utilizados. Documentos internos do Ministério da Justiça e Segurança Pública mostram que Mato Grosso do Sul acumula R$ 95,7 milhões do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) sem aplicação, segundo informação da Divisão de Engenharia da Regional Centro-Sul da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).

O documento foi produzido em resposta a um pedido do governo sul-mato-grossense: em março de 2025, o titular da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Antônio Carlos Videira, solicitou ao governo federal mais R$ 20 milhões para construir nova unidade prisional, enquanto o Estado mantinha três contratos de R$ 15 milhões cada (Gameleira I, II e III), firmados em 2023, com 0% de execução.

A Senappen negou o pedido em agosto de 2025 por indisponibilidade orçamentária.

O Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura (MNPCT) inspecionou unidades prisionais de MS no segundo semestre do ano passado e identificou condições degradantes.

A resposta técnica do Ministério da Justiça e Segurança Pública à inspeção confirmou que obras de reforma na Penitenciária Estadual de Dourados e no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, com R$ 9,98 milhões reservados desde 2017, jamais foram iniciadas.

*SAIBA

O contrato publicado no Diário Oficial do Estado de 24 de junho prevê a construção do presídio Gameleira I. A obra integra o pacote de R$ 121 milhões anunciado pelo então ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino, durante visita a Mato Grosso do Sul em setembro de 2023.

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