Área próxima ao cruzamento com a Avenida Mascarenhas de Moraes é apresentada como alternativa após Prefeitura desistir da Chácara Cachoeira
A busca por um novo endereço para o Hospital Municipal de Campo Grande ganhou uma nova alternativa. O vereador Ronilço Guerreiro sugeriu que um terreno localizado na região das avenidas Ernesto Geisel e Mascarenhas de Moraes seja avaliado pela Prefeitura para receber a futura unidade hospitalar.
A sugestão surge depois de o município desistir da área inicialmente prevista no bairro Chácara Cachoeira. Duas licitações realizadas para viabilizar o empreendimento no local terminaram sem empresas interessadas, levando a administração municipal a procurar outro endereço para tirar o projeto do papel.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que a Prefeitura passou a avaliar novas possibilidades e pretende priorizar áreas próximas às saídas da cidade e com condições de facilitar o acesso da população que depende da rede pública de saúde.
É nesse cenário que Ronilço defende a inclusão do terreno próximo ao encontro da Ernesto Geisel com a Mascarenhas de Moraes entre as alternativas analisadas pelo Executivo.
A proposta, até o momento, é apenas uma sugestão e não representa uma definição sobre o novo endereço do hospital.
O principal argumento apresentado pelo vereador é a localização. A região possui ligação com importantes corredores viários de Campo Grande e, na avaliação do parlamentar, poderia facilitar o deslocamento de moradores de diferentes pontos da Capital, inclusive daqueles que utilizam o transporte coletivo.
Localização entra na discussão
A sugestão deverá passar pela avaliação da Prefeitura caso seja incorporada ao conjunto de alternativas estudadas para o hospital. Antes de qualquer definição, aspectos como propriedade do terreno, dimensões, infraestrutura disponível, acessibilidade, impactos no entorno e viabilidade técnica precisam ser considerados.
Ronilço sustenta que a facilidade de acesso deve ter peso na escolha do novo endereço, principalmente porque o Hospital Municipal será voltado ao atendimento da população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Para o vereador, uma área conectada a grandes avenidas pode reduzir dificuldades de deslocamento de pacientes e acompanhantes.
A Avenida Ernesto Geisel corta diferentes regiões de Campo Grande e constitui um dos principais eixos viários da Capital. A Mascarenhas de Moraes, por sua vez, é uma importante ligação da região norte da cidade.
A posição estratégica das duas vias é um dos pontos utilizados para justificar a apresentação da área como alternativa.
A localização, entretanto, é apenas um dos fatores envolvidos. Um hospital de grande porte exige espaço para a implantação da estrutura, circulação de ambulâncias, estacionamento, acesso de pacientes e profissionais, além de condições para eventuais ampliações futuras.
Prefeitura procura novo endereço
A desistência da Chácara Cachoeira fez a Prefeitura voltar a uma etapa fundamental do projeto: a definição de onde o Hospital Municipal será construído.
A área havia sido escolhida para receber o empreendimento, mas a falta de interessados nas duas licitações realizadas pelo município inviabilizou a continuidade da proposta naquele endereço.
Com isso, a administração passou a procurar alternativas que atendam às necessidades técnicas e de acesso previstas para a unidade.
A escolha do novo terreno também deverá considerar o impacto sobre o trânsito, a disponibilidade de transporte coletivo, a distância em relação às regiões atendidas e a capacidade das vias do entorno de absorver o movimento provocado por uma estrutura hospitalar.
Por enquanto, não há um novo endereço definido. O terreno sugerido por Ronilço Guerreiro, na região das avenidas Ernesto Geisel e Mascarenhas de Moraes, passa a integrar a discussão como uma possível alternativa, mas eventual escolha dependerá da análise e da decisão da Prefeitura de Campo Grande.
Projeto prevê 259 leitos e investimento milionário
Conforme já noticiado pelo Correio do Estado, o projeto elaborado para o Hospital Municipal de Campo Grande prevê uma estrutura com 259 leitos, dos quais 49 seriam destinados ao pronto atendimento e 190 às enfermarias.
O planejamento inclui ainda unidades de terapia intensiva (UTIs) adulta e pediátrica, 10 salas cirúrgicas, 53 consultórios e 19 salas para exames, com capacidade para procedimentos como tomografia, ressonância magnética, mamografia, ultrassonografia, endoscopia e colonoscopia.
Projeto do Hospital Municipal prevê 259 leitos, UTIs adulta e pediátrica, centro cirúrgico e estrutura para exames. Foto: Divulgação Prefeitura de Campo Grande.A estrutura foi projetada com quatro pavimentos, subsolo, térreo, primeiro e segundo andares, além de centro de diagnósticos, laboratório, guarita, jardim e estacionamento com 225 vagas. Ao todo, o complexo hospitalar deverá ocupar aproximadamente 14,9 mil metros quadrados.
No primeiro edital, quando a construção ainda estava prevista para o terreno entre as ruas Raul Pires Barbosa e Augusto Antônio Mira, na Chácara Cachoeira, o investimento estimado para a obra era de R$ 210 milhões.
Outros cerca de R$ 80 milhões seriam destinados à compra de mobiliário e equipamentos médicos e hospitalares.
O planejamento também previa aproximadamente R$ 20 milhões por ano para serviços de manutenção, segurança, climatização, jardinagem e outras atividades relacionadas ao funcionamento da estrutura.
A previsão estabelecida no projeto era de 24 meses de obras a partir do início da construção. Com a desistência da área da Chácara Cachoeira e a busca por um novo endereço, entretanto, a implantação do hospital dependerá agora da escolha do terreno e dos próximos procedimentos adotados pela Prefeitura para viabilizar o empreendimento.
Prefeitura não responde sobre novo local
O Correio do Estado procurou a Prefeitura de Campo Grande para saber se o terreno sugerido pelo vereador Ronilço Guerreiro será avaliado como possível local para a construção do Hospital Municipal, quais outras áreas estão em análise e se há prazo para a definição do novo endereço.
Até a publicação desta reportagem, o município não havia respondido aos questionamentos.