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Saúde

CTA promove ação de orientação e testagem para HIV e outras ISTs neste sábado

Atividade faz parte da programação voltada ao mês de visibilidade Trans, que tem como foco o público de mulheres trans e travestis

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O Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande (Sesau) realiza neste sábado, dia 14, ação de orientação e testagem para HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). A atividade alusiva ao mês de visibilidade Trans tem como foco o público de mulheres trans e travestis.

As abordagens serão realizadas no período noturno, de 18h às 00h, em casas de shows e nas ruas da região Central da Capital. As mulheres trans ou travestis, que não estiverem em tratamento para HIV e aceitarem fazer o teste, ganharão um cartão presente no valor de R$ 50.

A pessoa receberá um código que poderá ser compartilhado. A cada cinco testes realizados com o mesmo código, outro cartão presente de R$ 50 será concedido para quem indicou. As equipes do CTA também irão distribuir camisetas doadas pelo serviço de ISTs da Secretaria Estadual de Saúde (SES).


 A ação é uma iniciativa do CTA juntamente com o projeto “A Hora é Agora” (AHA), desenvolvido através da parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos da América (CDC) e Ministério da Saúde.


Campo Grande passou a integrar o projeto  em setembro  de 2019, em sua segunda fase, juntamente com a cidade de Florianópolis (SC),  com foco na distribuição do autoteste por meio dos Correios e armários digitais dispensadores, assim como apoio aos serviços de saúde especializados. O AHA teve início em 2014 em Curitiba (PR) e hoje está presente também em Porto Alegre (RS) e Fortaleza (CE).

Programação

Além da ação que será realizada neste sábado, no dia 24 de janeiro. o CTA irá promover o “Chá da diversidade com a população trans” onde, na oportunidade, serão realizadas orientações sobre prevenção combinada e hormonização.

A Prevenção Combinada é a ideia de associar diferentes métodos (ações) de prevenção ao HIV, mostrando a importância da prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (IST) e das hepatites virais tanto para a prevenção do HIV, quanto para a saúde integral das pessoas. Essas ações podem estar combinadas de acordo com as características individuais e o momento de vida e respeito à autonomia de cada pessoa.


Ao longo do ano,  diversas atividades devem ser desenvolvidas com o objetivo de ampliar o acesso do usuário ao serviço, sobretudo da população chave,  levando orientação referente à PreP e PEP , entrega de insumos como preservativo interno e externo e materiais educativos de prevenção das IST’s.  Tais ações extramuro serão devidamente divulgadas em momento oportuno.


A proposta é desenvolver ações de humanização no atendimento extra muro priorizando medidas de prevenção combinada ao HIV e outras IST’s, além de incentivar a população sobre a importância da testagem rápida para o diagnóstico precoce e otimização do tratamento em tempo oportuno para a quebra da cadeia de transmissão.


Números

No período de 2007 a 2022 foram notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) para HIV o total de 2.607 casos, e 3.194 casos de Aids em Campo Grande.

Atualmente, há 5.852 Pessoas Vivendo com HIV/Aids (PVHA) cadastradas no SICLOM (Sistema de Controle Logístico de Medicamentos) na Capital. Este dado trata-se de pessoas cadastradas ativas que já iniciaram o tratamento em algum momento do seu diagnóstico e/ou em tratamento regular.

Campo grande

Auxílio-alimentação de servidor da saúde cai de R$ 600 para R$ 200 em 2 anos

Diferença seria um remanejamento do valor do auxílio-alimentação para o salário-base

21/09/2026 12h15

Fachada da Prefeitura Municipal de Campo Grande, localizada na avenida Afonso Pena

Fachada da Prefeitura Municipal de Campo Grande, localizada na avenida Afonso Pena GERSON OLIVEIRA

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Valor do auxílio-alimentação será alterado na Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG).

A mudança vale para os servidores públicos municipais de cargo efetivo da Carreira dos Profissionais em Serviços de Saúde de Nível Superior – que inclui psicólogos, fisioterapeutas, assistentes sociais, entre outros.

Os valores cairão de R$ 600 para R$ 200, em forma escalonada:

  • R$ 600 – atualmente
  • R$ 400 – a partir de novembro de 2026
  • R$ 200 – a partir de novembro de 2027

Com isso, o valor cairá R$ 200 neste ano e mais R$ 200 no ano que vem.

O decreto foi publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) nesta segunda-feira (21) e assinado pela prefeita Adriane Lopes (PP) e pela secretária municipal de Administração e Inovação, Andrea Alves.

Confira o trecho redigido na íntegra:

Fachada da Prefeitura Municipal de Campo Grande, localizada na avenida Afonso Pena

Vale ressaltar que, no ano passado, a Câmara Municipal de Campo Grande aprovou por unanimidade o Projeto de Lei nº 1.005/25, que prevê acréscimo ao salário-base dos profissionais citados. O pagamento deve ocorrer em forma escalonada até 2028.

Com isso, o pagamento ocorrerá nos seguintes meses, até somar R$ 750:

  • R$ 150 em novembro de 2025;
  • R$ 200 em novembro de 2026;
  • R$ 200 em novembro de 2027;
  • R$ 200 em abril de 2028.

Portanto, o montante seria um remanejamento do valor do auxílio-alimentação para o salário-base.

NEGLIGÊNCIA HOSPITALAR

Justiça condena hospital a pagar R$ 15 mil por negligência em pós-operatório

Paciente ficou quase cinco horas deitada na própria urina por equipe de enfermagem não trocar sonda vesical que estava com vazamento

21/09/2026 12h00

Divulgação TJMS

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Após 12 anos de caso, Justiça condena hospital particular de Campo Grande por negligenciar pós-operatório de paciente e deve pagar indenização à vítima no valor de R$ 15 mil por danos morais. A sentença da 3ª Vara Cível da capital foi proferida na última quarta-feira e caso é de agosto de 2014.

Segundo os documentos da carta de sentença, a mulher realizou três procedimentos cirúrgicos estéticos no dia 13 de agosto de 2014 e no pós-operatório, quando levada para a sala de recuperação não teria recebido os devidos cuidados.

Conforme a descrição do caso pelo juiz Juliano Rodrigues Valentim, os procedimentos foram realizados com sucesso, e assim que transferida para o quarto, a paciente notou o início de um vazamento de urina e que devido a isso, sua cama estaria molhando cada vez mais.

Ao solicitar a troca da sonda vesical para a equipe de enfermagem, tanto a paciente, quanto sua família que a acompanhava ficaram sem respostas por horas e a situação permaneceu a mesma.

De acordo com a documentação, uma técnica constatou a falha no dreno e tentou realizar a troca, mas foi impedida pela falta de autorização da chefe de enfermagem responsável no setor.

A situação foi resolvida após cerca de quatro horas e meia, quando o líquido atingia a região do pescoço e mantinha um forte odor por todo o ambiente, sem que a paciente conseguisse se locomever devido ao porte das cirurgias.

Além disso, com a demora, a urina atingiu a malha cirúrgica utilizada no procedimento, que após as quatro horas e meia foi trocada de forma antecipada ao que deveria ocorrer em uma operação comum.

A paciente relatou passar por um procedimento doloroso no momento de troca da malha cirúrgica, pois foi necessário se locomover antes do período previsto, e mais do que seria necessário se apenas trocassem a sonda vesical imediatamente antes da cama ficar encharcada de urina.

Em defesa, o hospital relatou que não houve nenhuma falha no sistema operacional da equipe, pois o caso da paciente "não apresentava complexidade ou urgência que justificasse prioridade imediata sobre casos de maior risco", bem como que a presença de liquídos no período pós-operatório é normal.

Ainda foi defendido que a demora ocorreu por ser solictada no período noturno e envolveria custos e aprovações técnicas, considerado pelo hospital "completamente razoável".

A defesa também utilizou de prontuários médicos que não apresentavam registro de falha da equipe. Sem de ocorrência estranha ou inadequada que gerasse preocupação.

O hospital sustentou que a colocação da sonda seria responsabilidade do médico cirurgião e se houve alguma negligência teria partido do profissional.

Segundo a decisão do juiz, o relatório da cirurgia apresentado pelo médico aponta justamente que a negligência ocorreu por parte do hospital, uma vez que o procedimento ocorreu com sucesso, e após a entrada no período pós-operatório, a paciente teve complicações que deveriam ser amparadas pela equipe de enfermagem responsável.

O magistrado elencou o caso na sentença como falha assitencial, pois quando notado o vazamento é necessária intervenção imediata, para evitar complicações e sofrimentos desnecessários ao paciente.

E neste caso, seria evitado o sofrimento e constrangimento, além dos momentos dolorosos e preocupação de infecção devido ao contato com a urina.

A paciente registrou que a situação gerou sofrimento físico e psicológico diante da humilhação e angústia vivenciadas durante o período de internação e recuperação.

Em decisão foi destacado que não se trata de uma intercorrência comum de pós-operatório e que houve omissão da equipe, pois protocolos internos e classificação de risco não afastam o dever de prestar cuidados básicos e contínuos ao paciente.

Ao proferir a sentença, o juiz considerou o sentimento da vítima destacando que ela passou por "quadro de intenso constrangimento, dor e abalo psicológico", determinando assim a multa de 50 salários mínimos por danos morais, equivalente a cerca de R$ 15 mil.

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