Cidades

SUCESSIONE

Cúpula que comandaria jogo do bicho volta para a cadeia após decisão da Justiça

Há 3 meses, juíza tinha revogado a prisão dos investigados, mas a decisão foi revogada sob justificativa de gravidade dos alvos

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Três meses após serem soltos pela Justiça, cinco réus vão voltar para a prisão por envolvimento no jogo do bicho em Campo Grande. Eles foram alvo de investigações durante as três fases da Operação Successione, entre o fim de 2023 e início de 2024.

Na terça-feira, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça decidiu por restabelecer as prisões dos investigados por unanimidade, depois do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) apresentar um recurso interposto contra a decisão judicial feita em junho, que havia determinado a liberdade aos cinco em junho.

Conforme o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), um dos personagens estava foragido desde quando as operações contra a organização criminosa foram realizadas. Como ele está em tratamento de um câncer, foi determinado que a pena seja cumprida em prisão domiciliar.

Jonas Hass Silva Júnior, desembargador-relator, afirmou que decidiu por acatar o recurso do Gaeco pela gravidade concreta dos crimes e a periculosidade dos acusados, visto a suposta participação em ações com armas de fogo e a chance deles voltarem a cometer delitos. Também sob essa ótica, os demais desembargadores da Câmara também seguiram o relator.

Voltarão à prisão Gilberto Luiz dos Santos (major reformado da Polícia Militar e ex-assessor parlamentar do deputado estadual Neno Razuk, do PL), Manoel José Ribeiro (sargento aposentado da PM e também ex-assessor parlamentar do deputado estadual Neno Razuk), José Eduardo Abdulahad (empresário de Ponta Porã), Wilson Souza Goulart e Valnir Queiroz Martinelli.

Como observado, dois dos cinco acusados trabalhavam no gabinete do parlamentar Neno Razuk. Ao Correio do Estado, André Borges, advogado do deputado estadual, prestou esclarecimentos sobre a nova determinação de prisão de Gilberto Luiz dos Santos e Manoel José Ribeiro.

“A liberdade foi garantida no momento adequado pela então juíza do processo. Haverá recurso para restabelecer o direito de responder ao processo em liberdade”, disse.

OPINIÃO CONTRÁRIA

Em conversa com a reportagem, o advogado da defesa de José Eduardo Abdulahad, Rhiad Abdulahad, disse que respeita a decisão, mas a considera excessiva e sem fundamentação concreta, além de afirmar que a nova ordem vai contra uma liberdade que já havia sido imposta pela Justiça há três meses.

“[A decisão] restabelece prisões preventivas com base apenas na gravidade dos fatos, sem indicar risco atual. Ressalta-se que os acusados já haviam obtido liberdade em primeira instância e não houve fato novo que justificasse a reversão, ferindo princípios como a contemporaneidade e a razoável duração do processo”, reforça o advogado.

Rhiad também afirma que a defesa vai recorrer da decisão e que vai ingressar com o habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, caso seja necessário, no Supremo Tribunal Federal (STF), “buscando a liberdade ou a aplicação de medidas cautelares diversas”, segundo ele.

“O pedido liminar em Habeas Corpus pode ser apreciado em poucos dias ou semanas. O mérito será julgado por órgão colegiado do STJ”, explica Rhiad Abdulahad ao Correio do Estado.

FASES

Em outubro de 2023, antes das fases da Succession, a Polícia Civil fez uma apreensão de 700 máquinas da contravenção, semelhantes a máquinas de cartão utilizadas diariamente em qualquer comércio, sendo facilmente confundidas.

Como já mencionado nesta reportagem, as prisões foram desencadeadas a partir da deflagração das fases da Operação Succession, que começou no dia 5 de dezembro de 2023. Na ocasião, foram cumpridos 10 mandados de prisão e 13 mandados de busca e apreensão. Foi nesta fase que os ex-assessores parlamentares de Neno Razuk foram pegos.

Duas semanas depois, no dia 20 de dezembro, foi deflagrada a segunda fase da operação, com o cumprimento de 12 mandados de prisão e 4 de busca e apreensão. Ela foi realizada após investigações do Gaeco apontarem que a organização criminosa continuou na prática do jogo do bicho, além de concluírem que policiais militares também atuavam nesta atividade.

No dia 3 de janeiro do ano passado, chegou a vez da terceira fase da operação, com mais dois envolvidos presos pela contravenção na Capital.

A disputa pelo controle do jogo ilegal em Campo Grande se intensificou após a prisão de Jamil Name e Jamilzinho, durante a Operação Omertá, em 2019, que eram apontados pelas autoridades como os donos do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul. 

Quatro anos depois, Jamil Name Filho foi condenado a 23 anos de reclusão, após um julgamento de três dias.

Saiba

Nas investigações, o deputado estadual Neno Razuk também foi apontado como um dos chefões do jogo do bicho de Campo Grande. Segundo seu advogado, as audiências acabaram há dois meses e, neste momento, estão aguardando a sentença do parlamentar.

Três Lagoas

Idoso morre em acidente com condutor na contramão e desabilitado

Colisão ocorreu no cruzamento das ruas Orestes Prata Tibery e Visconde de Tamandaré

17/01/2026 15h45

Foto: Divulgação / Rádio Caçula

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Um motociclista de 61 anos morreu na manhã desta sexta-feira (16) após não resistir aos ferimentos causados por um grave acidente de trânsito ocorrido na tarde de quinta-feira (15), em Três Lagoas, interior do Estado. A colisão envolveu um carro que trafegava pela contramão e era conduzido por um motorista sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

A vítima foi identificada como José Cordeiro da Silva Filho. Ele pilotava uma motocicleta quando foi atingido por um Fiat Palio no cruzamento das ruas Orestes Prata Tibery e Visconde de Tamandaré, no bairro Colinos. De acordo com as informações da Rádio Caçula, apuradas no local, o automóvel seguia pela contramão no momento da batida.

Com a força do impacto, José e a passageira da motocicleta foram arremessados ao chão. Ambos ficaram feridos e receberam atendimento de equipes do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), sendo encaminhados ao Hospital Auxiliadora. O motociclista deu entrada consciente, mas apresentou piora no quadro clínico ao longo do dia e acabou morrendo na manhã seguinte.

A passageira da moto também sofreu ferimentos, mas não há, até o momento, atualização oficial sobre o estado de saúde dela.

O motorista do Fiat Palio permaneceu no local após o acidente e foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos. Além de não possuir CNH, o veículo estava com o licenciamento vencido, o que configura infrações administrativas e pode agravar a responsabilização do condutor.

A ocorrência foi atendida pela Polícia Militar e pelo Deptran, que realizaram a sinalização da via. O caso foi registrado na Polícia Civil, que investiga as circunstâncias do acidente e apura as responsabilidades criminais e administrativas do motorista.

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QUEDA

Dengue segue tendência de queda e registra somente dois casos confirmados no ano

Outros 132 casos estão sob investigações, segundo boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES)

17/01/2026 14h00

Mosquito da dengue

Mosquito da dengue Reprodução, Fiocruz

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Seguindo a tendência de queda apresentada a partir de 2023, Mato Grosso do Sul registrou somente dois casos confirmados e 132 em investigação de dengue no primeiro boletim epidemiológico do ano.

Conforme o documento disponibilizado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), ambos os casos diagnosticados ocorreram no interior, mais especificamente nos municípios de Chapadão do Sul e Cassilândia.

Enquanto isso, os casos prováveis se concentraram na região central do Estado, principalmente em Sidrolândia (22) e Maracaju (15). Até o momento, Campo Grande está com um caso em investigação.

A cidade com maior taxa de incidência é Sete Quedas, com 81,9, que mesmo com uma pequena população de 10.994 habitantes, registrou nove casos prováveis.

Na distribuição por sexo, os casos prováveis seguem atingindo mais a população feminina, com 53% do total. Já por faixa etária, os adultos de 20 a 29 anos foram os mais afetados, com 29,85% dos casos, seguido pela idade dos 30 a 39 anos (17,16%).

Anos anteriores

Mato Grosso do Sul encerrou o ano de 2025 com 8.461 casos confirmados e 20 mortes por dengue. Boletim epidemiológico foi divulgado nesta segunda-feira (5) pela Secretaria Municipal de Saúde (SES).

Os dados representam uma queda de 47,86% em relação ao número de casos do ano anterior, quando foram confirmados 16.229. As mortes também tiveram queda, passando de 32 em 2024 para 20 no ano passado.

Com relação aos óbitos, oito vítimas eram mulheres e 12 homens, com idades entre 12 e 88 anos. As mortes ocorreram nos municípios de Antônio João, Aparecida do Taboado, Iguatemi, Inocência, Três Lagoas, Nova Andradina, Aquidauana, Dourados, Ponta Porã, Coxim, Paranhos, Itaquiraí, Água Clara, Miranda, Ribas do Rio Pardo e Campo Grande.

Entre as vítimas, nove delas possuíam algum tipo de comorbidade.

Em comparação com anos anteriores, a dengue está seguindo uma tendência de queda, tanto no número de casos quanto nas mortes. Confira:

Mosquito da dengueFonte: SES

Vacinação

Ainda conforme o boletim, 201.633 doses da vacina contra a dengue foram aplicadas na população alvo até o fim do ano.

Ao todo, Mato Grosso do Sul já recebeu do Ministério da Saúde 241.030 doses do imunizante. O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre as doses.

A vacinação contra a dengue é recomendada para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue, dentro do quadro de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos de idade.

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