Política

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Por 5 votos a 2, TRE mantém mandato da prefeita Adriane e da vice Camilla

Após a decisão, a chefe do Executivo da Capital disse que sempre confiou na Justiça e que a vontade do povo foi respeitada

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Por cinco votos a dois, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul (TRE-MS) decidiu na noite de ontem pela manutenção dos mandatos da prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), e da vice-prefeita da Capital, Camilla Nascimento (Avante), negando provimento da ação proposta pelo PDT e pelo DC por compra de votos nas eleições municipais.

No julgamento, que começou na semana passada e foi concluído ontem, o primeiro a votar pela absolvição de Adriane e Camilla foi o relator, juiz eleitoral Alexandre Antunes da Silva.

“Quanto à captação ilícita de sufrágio, o magistrado que colheu as provas reconheceu a sua existência, porém, tal qual este relator, não reconheceu participação direta ou indireta das recorridas”, afirmou.

Já na noite de ontem, quando o julgamento teve prosseguimento, o juiz eleitoral Marcio de Ávila Martins Filho acompanhou o voto do relator. “Pedi vista na semana passada dada à complexidade do caso e necessitava de uma análise mais profunda. Fiz a minha análise e formei a minha opinião por negar provimento ao recurso”, disse.

Em seguida, foi a vez do desembargador Sérgio Fernandes Martins votar, e ele também acompanhou o relator pela absolvição de Adriane e Camilla.

“Me parece que, nas sustentações orais dos advogados e no voto do ilustre relator e do juiz Márcio de Ávila, vou me fixar naquilo que se conformou, que é a questão da captação ilícita de votos. Adianto que estou acompanhando o relator e voto contra a cassação”, declarou.

O juiz eleitoral Vitor Luís de Oliveira Guibo, por sua vez, divergiu do relator e dos dois primeiros colegas, votando pela cassação dos mandatos da prefeita e da vice.

“A análise que fiz das provas contidas nos autos demonstram sim do ilícito. Essa prova documental do Pix corrobora, e por isso voto pela cassação e pela aplicação da multa de R$ 53.205,00, além de anular os votos recebidos”, pontuou.

Para o juiz eleitoral Carlos Alberto Almeida, as argumentações do relator foram todas pertinentes. Assim, ele votou pela manutenção dos mandatos.

“Sigo o voto do relator”, frisou, enquanto o juiz eleitoral Fernando Nardon Nielsen votou pela cassação dos mandatos, pois encontrou razão para o crime de compra de votos. 

“As duas tinham ciência e deram anuência às práticas de compra de votos”, alegou.

Apesar de não precisar votar, pois já estava 4 a 2 pela manutenção dos mandatos da prefeita e da vice, o presidente do TRE-MS, desembargador Carlos Eduardo Contar, fez questão de proferir o voto pela recusa da ação impetrada pelo PDT e pelo DC. 

“As provas são frágeis, e qualquer penalidade deve ser permeada por provas substanciais. Os fatos têm de ser provados de forma idônea e incontestes. Por isso, a solução dada pelo relator é a mais acertada”, disse, finalizando o julgamento.

REPERCUSSÃO

Após o término do julgamento, Adriane encaminhou uma declaração ao Correio do Estado comentando a decisão do TRE-MS.

“Eu sempre acreditei na Justiça, que mais uma vez confirma o resultado das eleições. Eu espero que os nossos antigos adversários respeitem o resultado das urnas e do Tribunal”, argumentou.

Ela ainda disse que os seus adversários políticos precisam entender que as eleições ficaram para trás. “Nós vamos seguir com muito foco no trabalho pelo desenvolvimento de Campo Grande e no cuidado com as pessoas”, concluiu.

Na avaliação do advogado Alexandre Ávalo, que foi o responsável pela defesa da prefeita e da vice, todo o sistema de Justiça Eleitoral é baseado na Constituição Federal e nas leis eleitorais que têm por objetivo principal a proteção da vontade popular consubstanciada no voto.

“E o resultado de uma eleição dentro desse contexto, de uma escolha democrática, só pode ser excepcionado quando há, de fato, provas de qualquer conduta direta, indireta ou anuência por parte das candidatas, senão seria uma instabilidade, uma insegurança jurídica, em relação à escolha popular, que está no patamar mais alto da democracia”, assegurou.

Para concluir, ele analisou que, “em uma capital como Campo Grande, uma diferença de 12 mil votos jamais poderia ser flexibilizada com base em depoimentos contraditórios e superficiais”.

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ELEIÇÕES 2026

Agenda de Lula em MS deve fortalecer projeto de Vander ao Senado

Presença do presidente em Ponta Porã amplia mobilização política no Estado e reforça articulação da chapa do PT para as eleições deste ano

18/06/2026 16h38

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o deputado federal Vander Loubet durante encontro político em Brasília (DF)

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o deputado federal Vander Loubet durante encontro político em Brasília (DF) Divulgação

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A visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Mato Grosso do Sul, marcada para a próxima quinta-feira (25), deve impulsionar a pré-candidatura do deputado federal Vander Loubet (PT) ao Senado Federal. Lula estará em Ponta Porã para participar da entrega de 1.400 títulos de regularização fundiária no Assentamento Itamarati e, além dos compromissos oficiais, deverá se reunir com Vander e outras lideranças políticas do campo democrático.

Entre os aliados que estarão mobilizados para a agenda estão o ex-deputado federal Fábio Trad (PT), pré-candidato ao governo do Estado, e a senadora Soraya Thronicke (PSB), que buscará a reeleição. Ambos integram a articulação política da Federação Brasil da Esperança e dos partidos alinhados ao projeto liderado pelo presidente.

O apoio à candidatura de Vander figura entre as prioridades do presidente e da direção nacional do PT. A relação entre os dois é marcada por uma trajetória de proximidade política e atuação conjunta em movimentos sindicais e partidários. Atualmente em seu sexto mandato na Câmara dos Deputados, Vander é apontado como um dos principais articuladores da base de sustentação do governo federal e tem atuado na viabilização de investimentos e projetos destinados ao Governo do Estado e aos 79 municípios sul-mato-grossenses.[

Para Lula, a eleição deste ano terá papel estratégico na definição da composição do Congresso Nacional, especialmente do Senado. O presidente tem defendido a escolha de representantes comprometidos com pautas como a soberania nacional, a defesa do estado democrático de direito, o combate à fome e o desenvolvimento sustentável.

Em Mato Grosso do Sul, a chapa majoritária do campo democrático reúne, até o momento, PT, PCdoB, PV e PSB, além de manter expectativa de adesão do PDT e do Cidadania. A composição conta com Fábio Trad como pré-candidato ao governo, Gilda Gomes dos Santos para a vice-governadoria e Vander Loubet e Soraya Thronicke na disputa pelas vagas ao Senado.

Segundo Vander, a simples confirmação da presença do presidente já provoca ampla mobilização entre lideranças políticas e diversos segmentos da sociedade. “Só o anúncio da presença de Lula já movimenta vários setores e lideranças da sociedade. É uma mobilização espontânea e calorosa, que reforça a confiança de todo o campo democrático no avanço das nossas propostas e no desafio eleitoral que faremos”, afirmou.

Três Lagoas

Além da agenda já confirmada em Ponta Porã, existe a possibilidade de Lula incluir Três Lagoas em seu roteiro no Estado. A expectativa é que o presidente visite as obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN3), da Petrobras, cuja retomada vem sendo acompanhada pelo governo federal.

De acordo com Vander, a presença de Lula no município ainda depende da definição final da programação.
“A vinda do presidente Lula está confirmada no dia 25. Mas falta bater o martelo sobre a programação. A informação que recebi hoje cedo é que há a possibilidade de ele passar em Três Lagoas primeiro, antes de ir para Ponta Porã. Em Três Lagoas, haveria a visita à obra da fábrica de fertilizantes. E lá em Ponta Porã teremos a entrega de títulos de regularização fundiária. Acredito que a Casa Civil deve fechar essa definição da programação em breve”, explicou o deputado.

LDO 2027

Gerson aponta equilíbrio fiscal e destaca R$ 2,5 bilhões em investimentos para 2027

Presidente afirma que equilíbrio fiscal, crescimento da arrecadação e ambiente favorável aos investimentos garantem desenvolvimento econômico

18/06/2026 14h14

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado estadual Gerson Claro (PP)

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado estadual Gerson Claro (PP) Luciana Nassar/ALEMS

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A projeção orçamentária de Mato Grosso do Sul para 2027 reforça um cenário de crescimento econômico aliado ao equilíbrio das contas públicas. A avaliação é do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), Gerson Claro, ao analisar os números da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estima receita e despesa total de R$ 27,99 bilhões para o próximo exercício.

Segundo o parlamentar, os indicadores demonstram que o Estado consolidou uma base fiscal sólida, capaz de sustentar o desenvolvimento econômico, ampliar investimentos e fortalecer os serviços públicos sem a necessidade de elevar a carga tributária.

“Mato Grosso do Sul construiu um ambiente de segurança fiscal baseado na responsabilidade com os recursos públicos. Hoje o Estado tem capacidade de investir, manter serviços essenciais e continuar crescendo sem aumentar a carga tributária sobre o cidadão”, afirmou.

Entre os dados destacados está a projeção da Receita Corrente Líquida (RCL), que deve alcançar R$ 23,44 bilhões em 2027 e ultrapassar R$ 25 bilhões em 2029. Para Gerson Claro, o crescimento reflete a expansão da economia estadual e a capacidade de transformar desenvolvimento econômico em arrecadação.

“Mato Grosso do Sul vem ampliando sua arrecadação por meio do crescimento econômico, da atração de investimentos e da boa administração dos recursos públicos. Isso permite ao Estado avançar sem recorrer ao aumento de impostos”, ressaltou.

Outro ponto citado pelo presidente da ALEMS é a manutenção da alíquota modal do ICMS em 17%, considerada uma das menores do país. Na avaliação dele, a medida contribui para a atração de empresas, estimula a geração de empregos e fortalece a atividade econômica em diferentes regiões do Estado.

Gerson também atribui os resultados projetados na LDO ao ambiente institucional construído nos últimos anos, marcado pela estabilidade política, diálogo entre os Poderes e segurança jurídica para investidores.

“O tripé formado pelo compromisso com o equilíbrio fiscal, a pacificação institucional e a segurança jurídica foi determinante para que Mato Grosso do Sul atraísse mais de R$ 100 bilhões em investimentos privados. Esse conjunto de fatores criou um ambiente de confiança que impulsiona a instalação de novas empresas, fortalece a atividade econômica e gera emprego e renda para a população”, destacou.

De acordo com o deputado, a previsibilidade e a confiança institucional têm colocado Mato Grosso do Sul em posição de destaque no cenário nacional, ampliando a competitividade do Estado e fortalecendo sua capacidade de atrair novos empreendimentos.

“Quando o Estado transmite confiança e oferece segurança para quem investe, os resultados aparecem. É isso que estamos vendo em Mato Grosso do Sul, com a chegada de novos investimentos, geração de oportunidades e crescimento econômico consistente”, afirmou.

A capacidade de investimento prevista para os próximos anos é apontada como um dos principais destaques da LDO. Em 2027, o Estado deverá aplicar R$ 2,54 bilhões em obras de infraestrutura, aquisição de equipamentos e ampliação dos serviços públicos, com perspectiva de crescimento gradual até 2029.

Para Gerson Claro, o volume de recursos demonstra que a gestão fiscal equilibrada gera impactos diretos na qualidade de vida da população.

“Investir mais de R$ 2,5 bilhões e, ao mesmo tempo, manter as contas organizadas é resultado de planejamento, responsabilidade e visão de futuro. Esses recursos chegam aos municípios em forma de obras, melhorias na infraestrutura, avanços na saúde, na educação e ações que fortalecem o desenvolvimento regional”, afirmou.

O parlamentar observou ainda que a capacidade de investimento será importante para enfrentar os desafios decorrentes da transição da reforma tributária, cujos efeitos mais expressivos sobre a arrecadação dos estados devem ocorrer a partir de 2029.

Outro indicador ressaltado por ele é o controle das despesas com pessoal. A previsão para 2027 é de gastos de R$ 10,23 bilhões com servidores e encargos sociais, valor correspondente a 43,62% da Receita Corrente Líquida.

“O Estado mantém os gastos com pessoal dentro dos limites legais e em patamar compatível com sua capacidade financeira. Isso garante segurança para as contas públicas, permite valorizar os servidores e preserva espaço para novos investimentos”, declarou.

A proposta da LDO também projeta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, que deve atingir R$ 267,7 bilhões em 2027 e chegar a R$ 310,7 bilhões em 2029.

Para o presidente da Assembleia Legislativa, os números indicam que Mato Grosso do Sul reúne condições para continuar expandindo sua economia, fortalecendo a infraestrutura e ampliando oportunidades para a população.

“Os números da LDO mostram que Mato Grosso do Sul está preparado para continuar crescendo. Temos uma economia forte, investimentos chegando aos municípios, obras em andamento e um ambiente favorável para quem quer produzir, empreender e gerar empregos. O desafio agora é manter esse ritmo de desenvolvimento com planejamento e responsabilidade”, concluiu Gerson Claro.
 

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