Cidades

CONFRONTO

Debate fraco de candidatos frustra eleitor

Debate fraco de candidatos frustra eleitor

Redação

29/09/2010 - 00h00
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Adilson Trindade e Maria Matheus

O debate da TV Morena (Globo) frustrou a expectativa do eleitor que esperava maior impacto no embate do governador André Puccinelli (PMDB) com o ex-governador José Orcírio dos Santos (PT). Eles voltaram a se enfrentar num debate depois de 14 anos, quando se encontraram na disputa para a Prefeitura de Campo Grande, em 1996. Ontem, os dois evitaram responder algumas perguntas polêmicas sobre denúncias de desvio de verbas. O problema é que as regras engessaram os candidatos, não permitindo a exploração com mais profundidade das suas ideias e de responder as acusações.
Mesmo assim, houve momentos de troca de ataques especialmente entre os dois principais candidatos. Eles também usaram a tréplica às respostas das perguntas feitas ao candidato do PSOL, Nei Braga, para continuar fazendo acusações e provocações.

Carga tributária
O tema central do primeiro bloco foi a carga tributária. André perguntou a José Orcírio sobre a proposta de zerar o ICMS aos pequenos comerciantes. Segundo o governador, era a mesma de quando o petista disputou o governo pela primeira vez. Orcírio respondeu com ataques, acusando André  de aumentar impostos. “Não é justo que nossos empresários sejam tratados como marginais, bandidos, como são tratados no Governo do PMDB, do André Puccinelli”, afirmou.
André reagiu dizendo que herdou o Estado num caos financeiro. “Não fomos nós que subimos o diesel de 12% para 17%”, declarou. Na tréplica, José Orcírio ironizou dizendo que aprendeu com a sua mãe que “mentira tem perna curta”. O petista ressaltou que o seu adversário não recebeu o Estado quebrado. “Tanto que no primeiro ano fechou com R$ 700 milhões aplicados no mercado financeiro a taxas menores que a da poupança”. O petista admitiu, no entanto, que aumentou o ICMS do combustível “devido à situação vergonhosa” que herdou o Estado, “numa quebradeira”.
Escândalos
Nei Braga abriu o debate sobre o escândalo do vídeo onde aparece o deputado estadual Ary Rigo (PSDB) declarando ao jornalista Eleandro Passaia sobre a distribuição de dinheiro para autoridades. Ele questionou o envolvimento de André no escândalo. “O senhor autorizou a quebra de sigilo para provar sua probidade administrativa, gostaria de saber se vão orientar a fazer o mesmo Mauro Cavalli (foi diretor de licitações da prefeitura da Capital na gestão de André), João Amorim (empreiteiro), Giroto (Edson Giroto, ex-secretário de Obras), Osmar Jerônymo (secretário de Governo) e Éolo Ferrari (empreiteiro)?”.
André respondeu que sua família teve as contas vasculhadas. “Toda a minha família, meus filhos, minhas filhas, minha mulher, todos tiveram suas contas vasculhadas”, afirmou. Segundo ele, isto não vem ocorrendo de agora, mas desde 1997. “Quanto aos demais, eles não têm foro privilegiado como eu e já tiveram as contas vasculhadas”, acrescentou.
Outra troca de acusações ocorreu com a situação financeira da Sanesul. André acusou o seu adversário de pagar R$ 10 milhões por obra não realizada e por perder prazo para defesa em processo. “Recebemos a Sanesul falida, investimos R$ 420 milhões em 4 anos”, afirmou.
José Orcírio contra-atacou comparando o discurso da Sanesul quebrada com o do Estado quebrado. “Eu abro as contas do Estado e vejo R$ 700 milhões aplicados a juro abaixo do mercado. Quem ganha com isto? Eu não sei, o governador deve responder”.
Depois vieram as acusações de André sobre desvios de dinheiro do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador), investigados pelo Ministério Público Federal (MPF). José Orcírio disse que não foi arrolado como réu e defendeu a punição de assessores se forem comprovadas as denúncias. “Não me protegi por trás da Assembleia, subserviente em negar autorização para o STJ (Superior Tribunal de Justiça) processá-lo”, ressaltou. E prosseguiu José Orcírio: “Em vez de quebrar sigilo bancário, por que não permitir à Assembleia autorizar processo no STJ por enriquecimento ilícito?”.

Saída

Desembargador federal abandona ações da Lava Jato após punição do CNJ

Loraci Flores de Lima pegou uma suspensão de 60 dias

09/08/2026 20h00

Desembargador Loraci de Lima

Desembargador Loraci de Lima Foto: Divulgação

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O desembargador Loraci Flores de Lima renunciou às ações da antiga Operação Lava Jato sob sua relatoria no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4). Ele comunicou a decisão à Corte por meio de um despacho de cinco linhas após ser punido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por supostamente ter ignorado uma determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de paralisar processos criminais da Lava Jato. Loraci alega ‘incompatibilidade’ para continuar exercendo sua função jurisdicional nas ações.

O desembargador pegou uma suspensão de 60 dias - sanção, na prática, já cumprida porque havia ficado afastado durante 72 dias liminarmente, no curso do Processo Administrativo Disciplinar. Ele negou o descumprimento de ordem de Toffoli.

Loraci abdicou do acervo da Lava Jato a partir da ‘compreensão firmada pelo CNJ’. Sua decisão atende, segundo ele, o disposto no artigo 122 do Código de Processo Penal - norma que impõe ao magistrado afastamento espontâneo da causa em que haja impedimento ou incompatibilidade, sob pena de as partes contestarem sua permanência nos autos.

As ações que estavam sob a tutela do desembargador tiveram origem na 13.ª Vara Criminal Federal de Curitiba, base da Lava Jato.

Recursos e apelações contra sentenças e decisões da 13.ª Vara chegaram ao TRF-4, que fica sediado em Porto Alegre e mantém jurisdição também no Paraná. O TRF-4 ficou, assim, conhecido como o Tribunal da Lava Jato.

A decisão do CNJ atingiu também um colega de Loraci, o desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, do TRF-4, igualmente acusado de ignorar determinação de Toffol. Nos autos do Processo Administrativo Disciplinar, seus advogados negaram ‘descumprimento deliberado de decisões’. Segundo os advogados, a decisão foi tomada de forma colegiada e fundamentada.

Por decisão unânime, o Conselho Nacional de Justiça aplicou a pena de disponibilidade por 60 dias aos desembargadores federais Os conselheiros concluíram que Loraci e Thompson descumpriram ordem expressa de Toffoli para suspender ações penais relacionadas à Lava Jato. Nos últimos anos, o magistrado do STF tem proferido uma série de liminares para anular ou suspender os efeitos de provas, delações e atos judiciais da investigação, com base no entendimento de que houve parcialidade e conluio entre o então juiz Sérgio Moro, hoje senador, e procuradores do Ministério Público Federal.

O caso analisado pelo CNJ teve origem em uma decisão da 8.ª Turma do TRF4 sobre a atuação do então juiz da 13.ª Vara Federal de Curitiba Eduardo Appio, sucessor de Moro. Em setembro de 2023, os desembargadores declararam a suspeição de Appio em um processo. Eles ampliaram esse entendimento a todas as ações da operação conduzidas por Appio e anularam os atos praticados por ele.

Ao definir a punição dos desembargadores, o conselheiro relator Rodrigo Badaró afirmou que ‘não há prova conclusiva de incompatibilidade permanente com a magistratura’ e aplicou a sanção de disponibilidade por 60 dias. Como ambos já haviam ficado fora da Corte por 72 dias, a punição foi dada como integralmente cumprida.

 

Bem-estar animal

Atendimento veterinário gratuito será oferecido em bairro da Capital

Consultório Móvel da SUBEA disponibilizará consultas, vacinação e avaliação para castração

09/08/2026 17h31

Divulgação/Subea

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Moradores de Campo Grande poderão contar com atendimento veterinário gratuito para cães e gatos entre os dias 10 e 14 de agosto. Durante o período, o Consultório Móvel da Superintendência de Bem-Estar Animal (SUBEA) estará instalado na Praça do Jardim Carioca, na Rua Aracy de Almeida, em frente ao nº 548.

A ação tem como objetivo ampliar o acesso aos serviços de saúde animal e oferecer atendimento mais próximo às famílias que possuem cães e gatos. Entre os serviços disponibilizados estão consultas veterinárias, vacinação antirrábica, vermifugação, aplicação de carrapaticida e avaliação clínica necessária para o agendamento de castração.

Atendimento por ordem de chegada

Para organizar o atendimento, serão distribuídas diariamente 15 senhas para consultas clínicas e outras 15 senhas destinadas exclusivamente à avaliação para castração. As vagas serão preenchidas por ordem de chegada.

Para ser atendido, o responsável pelo animal deverá apresentar documento oficial com foto, comprovante de residência em Campo Grande e CadÚnico atualizado.

Serviço

Período: 10 a 14 de agosto, de segunda a sexta-feira
Local: Praça do Jardim Carioca – Rua Aracy de Almeida, em frente ao nº 548
Serviços: consultas clínicas, vacinação antirrábica, vermifugação, aplicação de carrapaticida e avaliação para castração.
 

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