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Defensoria abre ofensiva contra pacientes esquecidos na Santa Casa

Em visita realizada pelo órgão foram contabilizados 60 pacientes aguardando atendimento em cadeiras de plástico, poltronas improvisadas e macas no corredor

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A Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul entrou com uma ação civil pública contra a Santa Casa de Campo Grande denunciando casos de pacientes que aguardam por tempo indeterminado para passarem pelo procedimento cirúrgico, incluindo espera em cadeiras de plástico, poltronas improvisadas e macas no corredor do hospital.

A judicialização surgiu após diversas denúncias chegarem ao conhecimento do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS). Em conversa com a defensora pública Eni Maria Sezerino Diniz, coordenadora do núcleo, o órgão percebeu a gravidade da situação interna do hospital quando realizou visita pessoal no local.

Defensora pública Eni Maria Sezerino Diniz entrou com ação para pedir agilidade nos atendimentos Defensora pública Eni Maria Sezerino Diniz entrou com ação para pedir agilidade nos atendimentos - Foto: Gerson Oliveira 

“Em março, nós fomos até a Santa Casa fazer o atendimento dos pacientes. Por quê? Porque nós recebíamos notícias de que esses pacientes precisavam de atendimento, estavam sem conseguir a sua providência médica e aí uma assistente social nossa tinha que ir até lá para fazer o atendimento. Naquela oportunidade, atendemos 49 pacientes”, disse.

A partir da verificação que diversos pacientes estavam passando por esta mesma situação, constatou-se que “todas as pessoas que estavam internadas estavam com algum desajuste no protocolo clínico de cuidado hospitalar”. 

Para alguns pacientes havia indicação para se prepararem para a cirurgia, mas horas depois eles eram informados que o procedimento havia sido cancelado.

Em uma segunda visita, a Defensoria Pública observou que 82 pacientes estavam aguardando na ala verde do hospital, área de internação ou pronto atendimento dedicada a casos pouco urgentes, sem gravidade imediata.

Destes, 60 estavam esperando de forma desleixada, segundo o órgão, sob responsabilidade da própria Santa Casa.

“Estavam internados em maca, cadeira de plástico e outras poltronas improvisadas. Ali eu encontrei, por exemplo, uma senhora que tinha caído em casa e tinha uma fratura simples de fêmur, algo simples. Ela estava esperando há quatro dias a realização da cirurgia dela. Em um ambiente extremamente pequeno, tinha 82 pessoas”, contou à reportagem.

A defensora também relata que foram encontradas pacientes aguardando em todas as especialidades, como na ortopedia, na clínica geral, na cardiologia e na neurologia.

Durante uma da visitas, ainda acompanhados de representantes do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e do secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, o órgão contabilizou que haviam 16 salas de cirurgia no complexo hospitalar, dos quais duas estavam em manutenção e apenas quatro estavam sendo utilizadas, o que restariam 10 salas sem uso.

“A resposta da Santa Casa foi que no início do ano teve um problema com os anestesistas, que eles tiveram que reduzir o número de cirurgias. Então, eu perguntei ‘mas esse problema de anestesistas foi resolvido?’.

Foi resolvido, mas mesmo assim a Santa Casa resolveu manter só as quatro salas funcionando e nesse sistema de poucas cirurgias. Isso diz o quê? Uma capacidade subutilizada”, disse.

AUDIÊNCIA

Para que as partes cheguem em um acordo, o Poder Judiciário marcou uma audiência para amanhã. De acordo com a defensora, o órgão deseja que a situação seja resolvida o mais rápido possível.

“A nossa ação é para que a situação se resolva. De imediato, é uma obrigação fazer com que eles construam um fluxo. Como a situação é muito urgente, o juiz marcou uma audiência prévia para falar ‘olha, problema existe, e é grave a pertinência do direito. Vamos fazer um acordo? Vocês têm alguma proposta para a gente agilizar isso?’ Então, é nesse sentido”, explica.

Um dos pedidos da Defensoria é que, caso a Santa Casa confirme que não consegue atender a demanda dos pacientes que ainda aguardam por cirurgias, que devolvam essas pessoas para a regulação, a fim de serem reencaminhadas para outro hospital e, finalmente, realizar o procedimento.

“Se tem uma unidade hospitalar e ela não dá conta, por qualquer motivo, de atender aquele paciente, ela tem que devolver para a regulação dizendo ‘eu não consigo atender esse paciente’, para que ele seja encaminhado para o próximo ponto da rede. E isso não está acontecendo. A Santa Casa retém absolutamente todos os pacientes sem operar, sem devolver para a regulação e sem a perspectiva de que o procedimento pudesse ser realizado”, lamentou a defensora.

DOURADOS

Ausência de oftalmologistas em rede pública é acompanhada por MPE

Denúncia apontou falta de profissionais oftalmológicos e ampliação de fila de espera mesmo após medidas adotadas por município

16/09/2026 10h40

Álvaro Rezende/Arquivo Correio do Estado

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Após denúncia de ausência de oftamologistas na rede pública de saúde do município de Dourados, no interior de Mato Grosso do Sul, o Ministério Público do Estado (MPE) instaurou um Procedimento Administrativo para acompanhar a situação dos pacientes que aguardam em fila de espera.

A fiscalização e acompanhamento dos serviços especializados na área oftamológica exigiu urgência do órgão ministerial, uma vez que a denunciante corria risco de perder a visão por estar refém do sistema público de saúde da cidade e sem previsão de reduzir a espera, uma vez que não havia profissionais destinados para o cargo.

A investigação inicial do MPE para dar prosseguimento a denúncia apurou que a insuficência na oferta dos serviços eram contraditórias a adoção de medidas tomadas pelo município para ampliar o atendimento especializado na rede pública.

Nos autos, a resposta da Secretaria Municipal de Saúde relatou que os serviços de oftamologia funcionam de forma descentralizada por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), integrado a rede municipal, bem como ao Hospital Universitário da UFGD.

Além ter o encaminhamento de pacientes pelo Tratamento Fora do Domicílio (TFD), a Secretaria afirmou em documento que as consultas especializadas "são executadas no ambulatório do Posto de Assistência Médica PAM, no Hospital Universitário da UFGD (HU-UFGD) e na Fundação Cardiogeriátrica de Dourados FUNPEMA", a depender do porte do exame, cirurgia ou procedimento.

Ainda neste ano, Dourados teve um investimento de cerca de R$ 22,6 milhões direcionados a construção da Policlínica Regional que substituiria os atendimentos especializado no Pronto Atendimento Médico (PAM), afim de ampliar o acesso à população e desafogar as filas de espera do Hospital Nova Vida.

Sendo R$ 5,6 mil de recursos da Prefeitura e outros R$ 17 mil do Governo Federal, via Novo PAC Saúde.

No entanto, os dados analisados pelo MPE indicaram que a demanda ainda permanece elevada mesmo após tantas medidas tomadas e até suspeita, uma vez que a denunciante foi informada que não havia profissionais para a prestação de serviço.

De acordo com a 10ª Promotoria de Justiça de Dourados inúmeros pacientes permanecem em fila de espera por períodos excessivos.

Com o Procedimento Administrativo o MPE deve acompanhar o funcionamento das medidas adotadas anteriormente e à redução das filas de espera, a partir da realização de consultas, exames, cirurgias, e outros procedimentos ofertados em quantidade compatível com a demanda e dentro de prazo razoável.

Novas medidas

O acompanhamento do MPE aos atendimentos solicitou também algumas medidas destinadas à Prefeitura de Dourados.

Foi pedido uma apresentação detalhada de informações sobre a situação da rede de atendimento oftalmológico dentro do prazo de 20 dias úteis. O relatório deverá conter dados sobre a demanda reprimida especificando:

  • tempo médio de espera;
  • capacidade assistencial disponível;
  • e o número de profissionais em atividade;

Ainda foi solicitado um plano de ação específico para ampliar a oferta de consultas, exames e cirurgias, com metas, cronograma e estimativa de impacto na redução das filas.

Além de informar ao MPE eventuais mutirões, ampliação de turnos, contratação ou credenciamento de profissionais, além da celebração ou ampliação de convênios voltados ao atendimento oftalmológico.

Conforme a solicitação, a FUNPEMA, responsável por procedimentos especilizados e cirurgias de catarata para moradores de Dourados, terá o acompanhamento do órgão para fiscalizar a execução do convênio, bem como deverão realizar o envio de dados atualizados com a quantidade de atendimentos realizados e medidas adotadas para ampliar a rede municipal e regional.

O procedimento deve ainda monitorar as iniciativas desenvolvidas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), órgãos de pactuação regional e prestadores de referência com objetivo de ampliar a oferta de atendimentos via Programação Pactuada Integrada (PPI) e Tratamento Fora do Domicílio (TFD).

As medidas solicitadas pelo MPE buscam garantir o direito à saúde da população e acompanhar a adoção de soluções concretas para reduzir o tempo de espera dos pacientes que dependem dos serviços oftalmológicos na região.

tempo

Após temporal seguido de frio, temperaturas voltam a subir nesta quarta

Termômetros variam entre 26°C e 39°C nesta semana

16/09/2026 10h30

Sol vai aparecer sem nuvens nesta tarde

Sol vai aparecer sem nuvens nesta tarde GERSON OLIVEIRA

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Após dias de chuva, frio e temporal, o calor retorna a partir desta quarta-feira (17) em Mato Grosso do Sul.

O temporal de quinta-feira (10), que causou diversos estragos e resultou em decreto de emergência em Campo Grande, anunciou a chuvarada dos últimos dias.

Quinta-feira (10), sábado (12), domingo (13) e segunda-feira (14) foram extremamente chuvosos. De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS), 99,2 milímetros foram registrados, neste fim de semana, em Campo Grande.

Na sexta-feira (11), o tempo permaneceu firme, com sol, calor, altas temperaturas e céu limpo. Nesta quarta-feira (17), temperaturas voltam a subir, o sol reaparece sem nuvens e o céu permanece limpo. Não há previsão de chuva para os próximos dias.

“O sol está aparecendo e daqui a pouco nem nuvens vão atrapalhar. As temperaturas sobem aos poucos e à tarde estará bem quentinha. Não chove”, detalhou o meteorologista Natálio Abrahão ao Correio do Estado.

Confira temperaturas nos principais municípios do Estado:

CAMPO GRANDE

DIA DA SEMANA

TEMPERATURA MÍNIMA E MÁXIMA

Quarta-feira, 16 de setembro

16°C / 26°C

Quinta-feira, 17 de setembro

17°C / 29°C

Sexta-feira, 18 de setembro

18°C / 31°C

Sábado, 19 de setembro

21°C / 30°C

*FONTE: INMET

DOURADOS

DIA DA SEMANA

TEMPERATURA MÍNIMA E MÁXIMA

Quarta-feira, 16 de setembro

16°C / 26°C

Quinta-feira, 17 de setembro

18°C / 26°C

Sexta-feira, 18 de setembro

16°C / 27°C

Sábado, 19 de setembro

17°C / 31°C

*FONTE: INMET 

PONTA PORÃ

DIA DA SEMANA

TEMPERATURA MÍNIMA E MÁXIMA

Quarta-feira, 16 de setembro

15°C / 26°C

Quinta-feira, 17 de setembro

16°C / 26°C

Sexta-feira, 18 de setembro

15°C / 29°C

Sábado, 19 de setembro

17°C / 32°C

*FONTE: INMET

CORUMBÁ

DIA DA SEMANA

TEMPERATURA MÍNIMA E MÁXIMA

Quarta-feira, 16 de setembro

15°C / 35°C

Quinta-feira, 17 de setembro

18°C / 35°C

Sexta-feira, 18 de setembro

17°C / 38°C

Sábado, 19 de setembro

21°C / 39°C

*FONTE: INMET

 TRÊS LAGOAS

DIA DA SEMANA

TEMPERATURA MÍNIMA E MÁXIMA

Quarta-feira, 16 de setembro

15°C / 30°C

Quinta-feira, 17 de setembro

19°C / 29°C

Sexta-feira, 18 de setembro

14°C / 33°C

Sábado, 19 de setembro

17°C / 35°C

*FONTE: INMET

BONITO

DIA DA SEMANA

TEMPERATURA MÍNIMA E MÁXIMA

Quarta-feira, 16 de setembro

14°C / 29°C

Quinta-feira, 17 de setembro

17°C / 28°C

Sexta-feira, 18 de setembro

17°C / 32°C

Sábado, 19 de setembro

19°C / 35°C

 *FONTE: INMET

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