Cidades

CAMPO GRANDE

Defensoria ajuíza ação civil para Prefeitura não substituir profissionais da educação especial

Decisão acontece quase dois meses após investigações do órgão

RAFAEL RIBEIRO

13/09/2019 - 15h17
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A Defensora Pública de Mato Grosso do Sul ajuizou ação civil pública pedindo que a Prefeitura de Campo Grande se abstenha de substituir os profissionais de apoio pedagógico especializado (APE) por outros profissionais sem a mesma qualificação, intitulados Assistentes Educacionais Inclusivos (AEI).

Além disso, pede ainda que sejam recontratados os APE’s que foram dispensados.

A decisão da Prefeitura era motivo de investigação pelo órgão judicial desde 22 de julho, segundo revelou o Correio do Estado na ocasião.

A ação foi proposta pelo coordenador do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Mateus Augusto Sutana e Silva. Foi o defensor públio quem comandou, tambem em julho, uma audiência pública com especialistas, representantes da Educação Municipal, professores e pais de alunos para discutir a substituição dos profissionais.

O coordenador também instaurou um Procedimento de Apuração Preliminar (PAP), que reuniu informações sobre o caso.

Conforme ação civil pública, na audiência e PAP, pais de alunos foram ouvidos e relataram preocupante regressão de aprendizado e até comportamental dos filhos com deficiência após as trocas dos profissionais. 

Uma mãe de criança com deficiência relatou que, no passado, com a troca de APE, a filha não se adaptou e, ao procurar a Secretaria Municipal da Educação escutou que “a criança tem que aprender a lidar com frustrações.” A mãe, contudo, reforçou que "om a deficiência, essas mudanças são mais difíceis, são processos que precisam de planejamento, de forma a não ser repentina e causar prejuízos aos avanços conquistados”.

Mãe de um menino, outra assistida explica que “com a troca da professora de apoio (em agosto de 2019), o filho com deficiência, mesmo medicado e com os acompanhamentos terapêuticos, voltou a apresentar queixas de comportamento e produção escolar. Tudo por causa da regressão causada com a quebra do vínculo com a nova professora”. Segundo a mãe, a troca de professora de apoio no meio do ano letivo prejudicou o filho consideravelmente, pois o menino já havia construído com a professora especializada as adaptações necessárias para adquirir qualidade no ensino.” 

LEI

De acordo com Silva, a Constituição Federal estabelece em seus artigos 6º e 205, que a Educação é um direito social, a todos destinado, visando à formação plena do cidadão.

“No artigo 206, é estabelecido que o ensino será ministrado com base na igualdade de condições para o acesso e permanência na Escola. Especificamente com relação aos alunos com deficiência, o artigo 208 da Constituição Federal, estabelece que o dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino”.

SEM RESPOSTA

Após a audiência pública, o defensor expediu ofício para o representante da Secretaria Municipal da Educação solicitando esclarecimentos sobre o plano de reordenamento dos profissionais que atendem as crianças diagnosticadas com deficiência, incluindo uma relação que conste o nome dos alunos e suas respectivas deficiências, além do nome da função do profissional que passou a atender a criança.

No mesmo documento, a Defensoria Pública solicita informações da quantidade de profissionais APE’s e AEI’s, com a indicação das respectivas remunerações, e que o município esclarecesse de forma expressa e específica qual foi a capacitação dada aos assistentes educacionais inclusivos.

Contudo, apesar de ter sido recebido o ofício no dia 26 de agosto, até o presente momento não houve qualquer resposta do município.

MEDIDAS

A Defensoria Pública alega que chegou a tentar inúmeras vezes a solução extrajudicial do conflito, por meio da celebração de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), na audiência pública ou mesmo posteriormente, por meio de ofício. Entretanto, todas as tentativas não tiveram sucesso.

“Não se sabe se foi feito um estudo sobre os impactos da substituição nos alunos da Rede Municipal de Ensino ou se existe e qual o conteúdo do plano de reordenamento feito para fundamentar essas substituições. A única certeza que se tem que é não houve qualquer participação da sociedade nesse ponto, mesmo sendo texto expresso na Lei Brasileira de Inclusão a participação dos estudantes com deficiência e de suas famílias nas diversas instâncias de atuação da comunidade Escolar (art. 28, VIII)”, destacou o defensor público.

Deste modo, o coordenador do Nudedh ajuizou ação civil pública, a qual pede que, em até 72 horas o município deixe de substituir os APE’s pelos AEI’s e, que ainda recontrate os profissionais dispensados na transição, sob pena de arcar com multa diária de R$ 1 mil.

Oportunidades

Pós feriado, Funsat oferece mais 1.400 vagas de emprego em Campo Grande

A categoria que mais se destaca é a que não exige experiência prévia, com 1.062 vagas disponíveis

22/04/2026 08h40

Funsat oferece 1.460 vagas de empregos nesta quarta-feira em Campo Grande

Funsat oferece 1.460 vagas de empregos nesta quarta-feira em Campo Grande Divulgação / FUNSAT

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A procura por emprego na Capital Morena não para e com isso a Fundação Social do Trabalho (Funsat) está disponibilizando nesta quarta-feira (22), cerca de 1.460 oportunidades de emprego.

A busca pelo primeiro emprego é sempre complicada e para facilitar a vida de quem está na procura a Funsat tem a disposição em seu quadro cerca de 1.062 vagas. Além dessas oportunidades, para o público PCD tem 6 vagas exclusivas e também conta com 11 vagas temporárias. 

Já as funções que mais apresentam vagas disponíveis estão, operador de caixa, com 368 vagas, auxiliar de limpeza, com 123, auxiliar de padeiro, com 71, atendente de lojas e mercados, com 62, repositor de mercadorias, com 50, auxiliar operacional de logística, com 50, e auxiliar de linha de produção, com 54 vagas.

Ainda tem a disposição alguns serviços em áreas como comércio, serviços, construção civil, indústria e logística, incluindo cargos como motorista de caminhão, pedreiro, eletricista, mecânico, cozinheiro, garçom, entre outros.

Para o candidato que possui interesse em retornar ao mercado de trabalho ou está na busca do primeiro emprego, o atendimento ao público acontece das 7h às 16h, na sede da Funsat na Rua 14 de Julho, 992 - Vila Glória.  

Vale ressaltar que o interessado na vaga tem que estar com cadastro atualizado e deve levar também documentos pessoais e carteira de trabalho. 

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DESCANSO EXTRA?

Afinal de contas, 23 de abril é feriado? Entenda

A dúvida sobre o status de feriado do dia 23 de abril é comum, principalmente porque a data muitas vezes se aproxima de outros feriados nacionais

22/04/2026 08h25

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Com a proximidade do dia 23 de abril, muitos brasileiros se questionam se a data é sinônimo de folga. A resposta, no entanto, não é tão simples quanto um sim ou não, pois depende da localidade. Embora não seja um feriado nacional, o Dia de São Jorge é celebrado com grande importância em algumas regiões do país, especialmente no estado do Rio de Janeiro.

Onde é feriado?

O Dia de São Jorge, comemorado em 23 de abril, é feriado estadual em todo o Rio de Janeiro.

A data foi instituída por meio da Lei Estadual nº 5.198, de 2008, e é um marco no calendário fluminense, dada a forte devoção ao santo guerreiro na região. Além do Rio de Janeiro, algumas cidades também decretam feriado municipal, como São Jorge d'Oeste, no Paraná, e Ilhéus, na Bahia.

Por que a confusão?

A dúvida sobre o status de feriado do dia 23 de abril é comum, principalmente porque a data muitas vezes se aproxima de outros feriados nacionais.

Em 2026, por exemplo, o Dia de Tiradentes (21 de abril) caiu em uma terça-feira, e o Dia de São Jorge (23 de abril) em uma quinta-feira. Essa proximidade pode levar à expectativa de um "enforcamento" ou ponto facultativo na quarta-feira (22 de abril), gerando incerteza sobre os dias de trabalho e folga.

A importância de São Jorge no Brasil

São Jorge é uma figura de grande relevância cultural e religiosa no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, onde é considerado padroeiro do estado. Sua imagem de cavaleiro que vence o dragão simboliza a luta contra o mal e a proteção, sendo venerado por católicos e praticantes de religiões de matriz africana, como a Umbanda e o Candomblé, onde é sincretizado com Ogum.

Outras celebrações em 23 de abril

Além do Dia de São Jorge, 23 de abril também é reconhecido internacionalmente como o Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor, uma data estabelecida pela UNESCO para promover a leitura, a publicação de livros e a proteção da propriedade intelectual 

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