Cidades

8 MESES APÓS O CRIME

Defesa alega falta de provas e tenta tirar da cadeia mulher que torturou e matou médico

Médico cobrava dívida de R$ 500 mil da acusada, que contratou três pessoas e veio de Minas Gerais para matá-lo em Dourados

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A defesa de Bruna Nathália de Paiva, de 29 anos, acusada de planejar e ajudar na execução do médico Gabriel Paschoal Rossi, 29 anos, de Dourados, pediu a revogação da prisão preventiva da mulher, alegando falta de provas.

Ela está custodiada no Estabelecimento Penal Feminino de Rio Brilhante desde o dia 7 de agosto do ano passado.

A mulher é uma estelionatária de Minas Gerais e já conhecia o médico antes do crime. Conforme reportagem do Correio do Estado, a polícia divulgou, na época, que Bruna contratou três homens para executar o médico, devido a ele a estar pressionando para que quitasse uma dívida de R$ 500 que tinha com ele.

Gabriel Paschoal Rossi foi torturado, asfixiado, e agonizou por 48 antes de morrer, com os pés e mãos amarrados sobre a cama onde foi localizado, além de meias na boca.

 O crime foi descoberto no dia 3 e agosto de 2023, mas a suspeita é que ele tenha sido assassinado no dia 26 de setembro, devido ao avançado estado de decomposição que o corpo estava quando foi encontrado.

Bruna e outras três pessoas foram presas em Pará de Minas (MG). A polícia confirmou que eles estavam em Dourados no dia do crime e fugiram para o estado vizinho após a repercussão do caso. O celular da vítima estava sendo utilizado pelos criminosos.

Sete meses após a prisão, a defesa de Bruna pede a revogação da prisão, sustentando que ela é empresária, tem filho menor de 12 anos, é ré primária, tem bons antecedentes e falta de provas, além de afirmar que não há evidências de que a acusada aguardar o processo em liberdade traria prejuízos à sociedade, devido ao histórico da mulher.

A defesa sustenta ainda que os fundamentos que basearam a decretação da prisão preventiva não “são hábeis a embasar a segregação cautelar” e os indícios para a prisão se basearam no que chama de “depoimentos controversos dos réus e passíveis de entendimento diverso" e sem provas concretas.

Desta forma, é pedida a revogação da prisão preventiva ou a substituição por medidas cautelares diversas da prisão, como monitoramento eletrônico.

Ainda não há decisão sobre as requisições.

O crime

Conforme informado pelo delegado Erasmo Cubas na época do crime, a polícia acredita que o médico foi torturado para que revelasse a senha do celular.

Na tortura, foram utilizados aparelho de aplicar choques, asfixia com sacola plástica, meia em sua boca e os acusados também introduziram um objeto cortante na garganta da vítima;

A trama do assassinato foi toda montada por Bruna Nathália de Paiva, que conhecia o médico bem antes do dia do crime. Ela, segundo a polícia, contratou três homens para executar o médico, que estaria pressionando para que ela quitasse uma dívida que ela tinha com ele. 

Ela veio de ônibus de Pará de Minas para Dourados, pagou R$ 50 mil em espécie para cada um para que cometessem o crime. 

Já horas depois do crime, os quatro foram de Dourados a Campo Grande, compraram passagens aéreas e retornaram a Pará de Minas, que fica a cerca de 80 quilômetros de Belo Horizonte.

Eles levaram o celular de Gabriel e começaram a extorquir familiares e amigos. Além de limparem uma das contas bancárias do médico, conseguiram que um conhecido fizesse um pix de R$ 22.500,00.

Foi justamente o celular que levou a polícia aos assassinos, pois antes mesmo que o corpo fosse localizado os investigadores já sabiam que o aparelho estava sendo usado em Minas Gerais desde o dia 30, o que levou à suspeita de que ele tivesse sido sequestrado. 

Conforme a investigação, Bruna faz parte de uma quadrilha de estelionatários e aliciou Gabriel, enquanto ele ainda cursava Medicina, para aplicar golpes com cartões de crédito e para saque de benefícios de pessoas que já haviam morrido. 

E por conta desta parceria criminosa, ela teriam acumulado uma dívida da ordem de R$ 500 mil e o médico estaria ameaçando dedurar toda a quadrilha de estelionatários caso ela não pagasse essa conta.

Além de Bruna, foram presos Gustavo Teixeira, 27 anos, Keven Rangel Barbosa, 22 anos, e Guilherme Augusto Santana, 34 anos, todos de Minas Gerais. A polícia ainda não detalhou a participação de cada um na trama.

O delegado destacou que Gabriel não cometeu nenhum crime relacionado à profissão de médico, mas enquanto era estudante participava dos estelionatos em série.

No interrogatório na Polícia Civil, Bruna optou por permanecer em silêncio.

Colisão

Passageiro fica preso às ferragens após carro bater em caminhão na MS-276

Motorista do carro não conseguiu frear ou desviar a tempo e colidiu contra um veículo de carga

19/04/2026 08h00

Foto: Reprodução / Jornal da Nova

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Um homem de 52 anos ficou preso às ferragens após um carro bater na traseira de um caminhão parado na rodovia MS-276, em Batayporã (MS), na noite deste sábado (18). A vítima estava no banco dianteiro de uma VW Parati.

Segundo o boletim de ocorrência, o caminhão, um Volvo/NH com semirreboque, estava parado no sentido Anaurilândia/Batayporã em razão a uma pane mecânica. O motorista do carro, pedreiro de 50 anos, não conseguiu frear ou desviar a tempo e colidiu contra o veículo de carga.

Com o impacto, o passageiro ficou preso às ferragens e precisou ser retirado pelo Corpo de Bombeiros. Ele sofreu um ferimento profundo no pescoço e foi encaminhado em estado grave ao Hospital Regional de Nova Andradina. Apesar da gravidade inicial, a unidade informou posteriormente que o homem não corre risco de vida.

A Polícia Militar Rodoviária realizou teste do etilômetro nos dois motoristas. O condutor do caminhão não havia consumido álcool, por sua vez, o motorista da Parati apresentou índice de 0,54 mg/L, acima do limite permitido por lei, o que se configura crime de trânsito.

Ele foi preso em flagrante e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Batayporã. 

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Ligação

Empresa de Marçal repassou R$ 4,4 mi a Mc Ryan, diz PF

Valor teria sido depositado na conta do funkeiro pela venda de um helicóptero Robinson R66 Turbine

19/04/2026 07h30

Foto: Reprodução / Redes Sociais

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Uma empresa pertencente ao ex-candidato à Prefeitura de São Paulo Pablo Marçal (União Brasil) transferiu R$ 4,4 milhões para uma conta pessoal do MC Ryan, acusado pela Polícia Federal (PF) de liderar uma engrenagem de ocultação e lavagem de bens à disposição do tráfico internacional de drogas do Primeiro Comando da Capital (PCC).

O valor teria sido depositado na conta do funkeiro pela venda de um helicóptero Robinson R66 Turbine. Ao Estadão, a assessoria de Marçal confirmou a transação, mas negou que o montante se referisse à aeronave e afirmou que o pagamento diz respeito à aquisição de parte de um imóvel feito pelo coach.

Apoiador da candidatura de Pablo Marçal à Prefeitura em 2024, Ryan foi alvo da Operação Narco Fluxo, deflagrada pela PF na quarta-feira, dia 15, quando foi preso sob suspeita de liderar um esquema de lavagem de dinheiro do tráfico internacional por meio de rifas e bets ilegais, além de atividades ligadas à produção musical e entretenimento.

Origem

A defesa de Ryan informou que todos os valores que transitam nas contas do funkeiro "possuem origem devidamente comprovada, sendo submetidos a rigoroso controle e ao regular recolhimento de tributos".

Na representação da PF que embasou a Operação Narco Fluxo, os investigadores destacam créditos da empresa R66 Air Ltda., que enviou R$ 4,4 milhões à pessoa física de MC Ryan. O quadro societário da companhia é composto pelo coach Pablo Marçal.

Segundo a apuração, o capital social da empresa é compatível com o valor de mercado de um helicóptero Robinson R66 Turbine, o que levanta a hipótese de que a transação esteja ligada à negociação da aeronave.

A rede de bets e rifas ilegais usada para lavar dinheiro do tráfico estruturou, segundo a investigação, "empresas de prateleira" e chegou a firmar contratos com fintechs investigadas nas Operações Compliance Zero, que atinge o Banco Master, e Sem Desconto, que apura um esquema bilionário de fraudes no INSS, que lesou milhares de aposentados e de pensionistas. O esquema da Narco Fluxo movimentou R$ 1,6 bilhão para o crime organizado, segundo a Polícia Federal, e tinha como operador-chave o contador Rodrigo Morgado, preso desde outubro de 2025 sob suspeita de prestar assessoria financeira ao Primeiro Comando da Capital.

A defesa de Morgado afirma que ele "é profissional da área contábil, atuando estritamente dentro dos limites legais de sua profissão, não tendo qualquer envolvimento com atividades ilícitas". Durante a Narco Fluxo, os federais cumpriram 45 mandados de busca e apreensão. Dos 39 mandados de prisão temporária expedidos, 33 foram executados.

*Com informações de O Estado de São Paulo 

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