Cidades

TRIBUNAL DO JÚRI

Defesa de Name diz que júri precisa de provas irrefutáveis para condená-lo por morte de estudante

Advogado diz que não há qualquer prova concreta de que mandante do crime partiu de Jamilzinho

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As provas apresentadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que apontam Jamil Name Filho como o mandante da emboscada que resultou na execução, ainda que por engano, do estudante Matheus Coutinho Xavier em 10 de abril de 2019 com tiros de fuzil AK-47, não são suficientes para incriminá-lo. Isso foi o que disseram os advogados de Jamilzinho nas duas horas que tiveram para demonstrar que seu cliente não esteve relacionado com o episódio, que o Ministério Público narra como um assassinato por engano, em que a vítima era o ex-capanga de Jamilzinho: o policial reformado Paulo Roberto Xavier, o PX, pai de Matheus. 

PX trabalhava para a milícia (termo usado pelo Ministério Público) da família Name em Campo Grande à época do assassinato, e havia a suspeita de que ele estivesse traindo Jamilzinho e seu pai na disputa pela fazendo Figueira, em Jardim, com o advogado Antônio Augusto Coelho, propriedade que já foi da seita do líder religioso coreano Reverendo Moon.

Depois da morte do reverendo, houve um avanço pelas propriedades da seita, a qual Antônio Augusto prestava serviços, e PX tinha relações. PX, que trabalhava para os Name, intermediou uma “troca” de fazendas entre Antônio Augusto e os Name, que resultou em uma suposta dívida de R$ 30 milhões. A suspeita de que PX estivesse trabalhando para Antônio Augusto, e não para os name, é o que, segundo a acusação, teria levado Jamilzinho e seu pai (já falecido) a ordenar a execução do policial reformado. O problema é que, segundo o Ministério Público, e os fatos demonstram, o rapaz acabou sendo executado por engano no início da noite do dia 10 de abril. 

Mais tarde, no fim de maio, a Polícia Civil viria a apreender um arsenal (com fuzis 7.62 milímetros e AK 47, entre outras armas e munições e equipamentos para tortura) numa casa que pertencia à família Name, a qual Jamilzinho teria confiado a chave ao guarda municipal Marcelo Rios (que também é réu neste mesmo processo por assassinato, juntamente com o policial Vladenilson Olmedo, ambos apontados como intermediários da execução).

Esta é a ponte entre Jamilzinho e o assassinato - por engano do rapaz - feito pelo Ministério Público, com as provas apresentadas neste julgamento. 

A defesa de Jamilzinho, porém, disse não haver provas irrefutáveis de que a ordem para executar PX saiu diretamente dos Name ou, até mesmo, que a família foi conivente com o atestado. 

“Não tem testemunha, ligação telefônica, filmagem de câmeras ou qualquer documento que expresse ordem ou consentimento com o assassinato. Então, o júri terá que decidir se os indícios que existem são o suficiente para condenar ou não Jamil Name Filho”, destacou a defesa. 

Os advogados também salientaram que os indícios também não podem deixar dúvidas de que a ordem saiu expressamente dos Name e que Valdenilson e Marcelos também tiveram envolvimento no caso. 

A defesa ainda aponta que as provas juntadas não são suficientes, uma vez que PX e nem Antônio Augusto Coelho sofreram qualquer outro tipo de atentado após a morte de Matheus. Ou seja, o atentado não teria sido contra PX e nem motivado pela dívida de R$ 30 milhões, já que os dois não passaram por qualquer tentativa de assassinato posterior. 

Os advogados ainda falam que existem indícios e por isso mesmo a denúncia foi aceita, citando inclusive a casa em nome da família Name onde o arsenal foi encontrado, contudo, de acordo com a defesa, os indícios precisam passar a ser provas para que os réus sejam condenados ou absolvidos. 

“Não estamos julgando a vida das pessoas, se elas são boas ou más pessoas, estamos julgando o fato. Então, terão que decidir se há prova de que Jamil Name Filho mandou matar Matheus ou PX. Essas provas tem que existir acima”, concluiu o advogado.

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Educação

IFMS: alunos de dois cursos podem se inscrever no programa Pé-de-Meia

Iniciativa contempla acadêmicos de Computação (Jardim) e Química (Coxim) que ingressaram via Sisu. Bolsas são de R$ 1.050 mensais

20/09/2026 18h50

Divulgação/IFMS

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Alunos matriculados nos cursos presenciais de Licenciatura em Computação, ofertado no Campus Jardim, e Licenciatura em Química, no Campus Coxim, podem se inscrever no programa Pé-de-Meia Licenciaturas, ação do Ministério da Educação (MEC) que integra o programa Mais Professores. 

Para ingressantes de 2026, as inscrições ficam abertas até o dia 19 de dezembro, enquanto houver disponibilidade de vagas, e devem ser realizadas diretamente pela Plataforma Freire.

A análise e aprovação das pré-inscrições são conduzidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até o dia 20 de cada mês.

Benefício financeiro - O programa concede apoio financeiro no valor total de R$ 1.050 mensais durante toda a graduação:

  • R$ 700 mensais: disponíveis para saque direto do estudante;
  • R$ 350 mensais: depositados em conta-poupança. O valor acumulado poderá ser resgatado se o formando ingressar como docente em rede pública de ensino em até cinco anos após a formatura.

O pagamento das bolsas é efetuado até o quinto dia útil do mês subsequente ao cadastramento do bolsista no sistema da Capes.

Quem pode participar - Podem solicitar o benefício os acadêmicos que atendam cumulativamente às seguintes condições:

Estar regularmente matriculado em curso presencial de licenciatura do IFMS (Computação em Jardim ou Química em Coxim);
Ter ingressado no curso em 2026 por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu);
Ter alcançado nota igual ou superior a 650 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem);
Cumprir os critérios do Edital nº 2/2025 da Capes e as diretrizes do programa de ingresso.
O atendimento oficial do MEC e da Capes para esclarecimentos sobre o programa é feito pelo e-mail [email protected].

Com informações do Ministério da Educação 

Mudança no Tempo

Frente fria chega a MS com ventos acima de 70 km/h, granizo e queda de temperatura

Sistema começa a avançar pelo sul do Estado na noite de segunda-feira; meteorologista alerta para chuva forte, muitos raios e risco de enchentes e inundações.

20/09/2026 18h29

Céu carregado em Campo Grande; avanço de frente fria deve provocar queda de temperatura e aumentar o risco de temporais em Mato Grosso do Sul.

Céu carregado em Campo Grande; avanço de frente fria deve provocar queda de temperatura e aumentar o risco de temporais em Mato Grosso do Sul. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado.

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Uma frente fria que começa a avançar sobre Mato Grosso do Sul na noite desta segunda-feira (21) deve provocar uma mudança brusca no tempo, com queda nas temperaturas e risco de temporais em diferentes regiões do Estado.

O alerta é do meteorologista Natálio Abrão e é reforçado pelos dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que apontam condições para chuva forte, rajadas de vento, grande incidência de raios e possibilidade de granizo.

O sistema deve entrar inicialmente pelo sul de Mato Grosso do Sul e avançar gradualmente para as regiões central, leste e sudoeste.

Entre os municípios apontados com maior risco estão Campo Grande, Amambai, Paranhos, Naviraí, Ponta Porã, Dourados, Ivinhema, Bataguassu, Nova Alvorada do Sul, Sidrolândia e Campo Grande.

 “Atenção para alerta forte. A frente fria atinge o sul do Estado a partir da noite desta segunda-feira, com rajadas de vento acima de 70 km/h”, alerta Natálio.

Além das tempestades, a passagem da frente fria deve provocar queda significativa das temperaturas em Campo Grande.

Na segunda-feira, os termômetros devem variar entre 21°C e 32°C. Na terça-feira (22), durante o avanço do sistema, a mínima cai para 16°C, enquanto a máxima fica em torno dos 25°C. Na quarta-feira (23), a previsão indica temperaturas entre 19°C e 26°C.

Apesar do cenário de alerta, os dados são previsões meteorológicas e podem sofrer alterações ao longo dos próximos dias.

A intensidade das chuvas, a velocidade das rajadas de vento e até mesmo as temperaturas podem variar conforme o deslocamento e o comportamento da frente fria sobre Mato Grosso do Sul.

Por isso, os boletins e avisos são atualizados à medida que novas informações são registradas.

A mudança representa uma queda de aproximadamente 7°C na temperatura máxima entre segunda e terça-feira, justamente no período em que a frente fria deverá avançar sobre a região central do Estado.

Na terça-feira, a instabilidade deve ganhar força sobre outras áreas de Mato Grosso do Sul. Conforme Natálio, são esperadas pancadas de chuva de forte intensidade, acompanhadas de trovoadas, grande quantidade de descargas elétricas, ventos fortes e possibilidade de granizo.

Campo Grande está entre as cidades que exigem atenção durante a passagem do sistema. A previsão é de que a instabilidade permaneça durante terça e quarta-feira, antes de avançar em direção às regiões norte e nordeste do Estado.

Alerta para enchentes

O período considerado mais preocupante pelo meteorologista começa na noite de terça-feira e segue até a manhã de quinta-feira (24). Natálio aponta alto nível de atenção para a possibilidade de enchentes e inundações, além de danos estruturais provocados pelas tempestades.

A combinação de chuva intensa em curto intervalo de tempo, rajadas de vento e elevada incidência de raios pode provocar transtornos principalmente nas áreas urbanas mais vulneráveis a alagamentos.

Com ventos que podem superar os 70 km/h, também há risco de queda de árvores, galhos e danos em estruturas mais frágeis. A possibilidade de granizo amplia o potencial de prejuízos durante os episódios mais intensos.

A instabilidade também deve alcançar municípios das regiões leste e do Pantanal conforme a frente fria avança por Mato Grosso do Sul.

Segundo o Inmet, o sistema favorece a ocorrência de tempestades no Estado, com ventos intensos e possibilidade de granizo. A intensidade e a localização dos temporais podem variar conforme o deslocamento da frente fria.

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