Cidades

VIOLÊNCIA

Delegado diz que foto com marca de tiro é de quando o corpo foi encontrado

Delegado diz que foto com marca de tiro é de quando o corpo foi encontrado

AGÊNCIA BRASIL

25/04/2014 - 18h45
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O delegado Gilberto Ribeiro, da 13ª Delegacia de Polícia (DP)em Ipanema, afirmou hoje (25) que a foto do corpo do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, de 26 anos, obtida pelo jornal Extra, corresponde ao momento em que ele foi encontrado pelos policiais, na madrugada de terça-feira (22), na comunidade Pavão Pavãozinho, na zona sul do Rio. Na imagem, a camisa de Douglas tem uma mancha semelhante à de um tiro, o que ficou confirmado pela perícia do Instituto Médico-Legal, mas não foi constatado pelos peritos que visitaram o local onde o corpo foi encontrado.

"Essa foto, que foi divulgada hoje, é a foto da posição em que ele foi encontrado. A outra foto, que não foi fornecida pela polícia, tinha sido de um momento em que ele já tinha sido retirado para a complementação da perícia de local", disse o delegado, que comentou o fato de os peritos não terem identificado o tiro que causou a morte de Douglas: "A marca de tiro é muito clara para quem já sabe o resultado, mas não para quem encontra a pessoa com várias lesões (...) Eu não tenho como responder pelo perito. Estou tentando fazer uma interpretação do que ele viu ali. Imagino que ele não tenha tido condições de afirmar que aquilo era um orifício de projétil de arma de fogo".

O delegado afirmou ainda que não se trata de um erro da perícia: "Não se pode atribuir erro, porque os laudos periciais se complementam. O objetivo da perícia de local não é exclusivamente apontar a causa da morte. Quem vai apontá-la é a necrópsia. A perícia de local vai procurar informar a eventual dinâmica dentro do local em que o corpo foi encontrado".

Informando que ainda está em fase de coleta de provas, Gilberto Ribeiro informou que o último dos nove policiais militares possivelmente envolvidos no caso foi ouvido hoje. O depoimento dele, até o momento desta entrevista, não havia trazido novidades: "O depoimento é uniforme em relação aos demais. Não é isso que vai viabilizar a conclusão da investigação, mas é um dos pontos necessários para que se termine. Eles afirmam que participaram de um enfrentamento e que efetuaram disparos, mas o importante é a gente conseguir determinar em que momento esse disparo foi efetuado e atingiu o Douglas".

Sobre as acusações da mãe da vítima, Maria de Fátima Silva, de que o filho teria sido torturado, ele pondera que não há indícios até o momento que possam sustentar tal versão: "A mãe pode dizer o que ela bem entender. Eu falo o que eu apurar. Estou em um momento de coleta de provas, não digo o que é ou o que não é. O fato concreto é que não existe essa versão de tortura em um primeiro momento, porque as lesões não são compatíveis com agressão. São compatíveis com queda", diz ele, que afirma que pediu a Maria de Fátima que indicasse testemunhas, mas ela não teria recomendado nenhuma.

O delegado titular da Divisão de Homicídios (DH), Rivaldo Barbosa, esteve na 13ª DP e disse que a DH vai ajudar nas investigações. Mas, segundo o delegado Gilberto, o caso não será transferido de sua delegacia para a especializada.

SEGURANÇA PÚBLICA

Homem é preso após disparo contra sede da Polícia Civil em Campo Grande

Suspeito de 25 anos foi localizado no bairro Monte Castelo; arma e motocicleta foram apreendidas durante a investigação.

05/10/2026 17h52

Sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, em Campo Grande, foi alvo de disparo de arma de fogo.

Sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, em Campo Grande, foi alvo de disparo de arma de fogo. Foto: Reprodução/Google Maps.

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Um homem de 25 anos foi preso suspeito de efetuar um disparo de arma de fogo contra a sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, no bairro Santa Fé, em Campo Grande. A investigação levou à apreensão da arma apontada como utilizada no ataque, de uma motocicleta e de uma porção de substância semelhante à maconha.

O caso começou a ser apurado no último sábado (3), após policiais constatarem danos em uma parede de vidro de uma das salas do prédio, localizado na Rua das Garças.

Inicialmente, não havia confirmação sobre o que teria provocado a quebra. Com o avanço das diligências e a análise dos elementos reunidos no local, os investigadores concluíram que o dano havia sido causado por um disparo de arma de fogo direcionado ao edifício.

A partir daí, a Polícia Civil passou a reconstruir a dinâmica da ocorrência. Conforme a investigação, o suspeito teria ido até as proximidades da sede da Corregedoria em uma motocicleta e efetuado o disparo contra o prédio.

As diligências levaram os policiais até o homem, localizado no bairro Monte Castelo. Ele foi preso em flagrante.

Durante a ação, os agentes apreenderam a arma de fogo apontada como utilizada no disparo e a motocicleta que, segundo a apuração, teria sido empregada no deslocamento até a sede da Corregedoria.

Também foi encontrada uma porção de maconha. De acordo com a Polícia Civil, a investigação realizada até o momento indica que o entorpecente seria destinado ao consumo próprio.

Prisão preventiva

Após a prisão, o suspeito foi autuado em flagrante. Nesta segunda-feira (5), ele passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva.Com a decisão judicial, ele permanece preso e à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.

A Polícia Civil não informou, no comunicado divulgado sobre o caso, qual teria sido a motivação apresentada pelo investigado para o disparo.

Polícia descarta retaliação

A possibilidade de o ataque estar relacionado a alguma atuação recente ou anterior da Corregedoria-Geral chegou a ser levantada após o episódio.

No entanto, segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos até esta fase da investigação não apontam para qualquer relação entre o disparo e os trabalhos desenvolvidos pelo órgão.

A apuração trata o episódio, até o momento, como um ato isolado, sem vínculo identificado com a atividade institucional da Corregedoria-Geral.

As investigações continuam para esclarecer completamente as circunstâncias e a motivação do disparo.

 

 

ccz

Campo Grande confirma 13º caso de raiva em morcego neste ano

Animal foi localizado próximo ao Horto Florestal; CCZ alerta para que população adote medidas de prevenção

05/10/2026 17h30

CCZ confirma 13º caso de raiva em morcego na Capital

CCZ confirma 13º caso de raiva em morcego na Capital Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), confirmou o 13º morcego diagnosticado com o vírus da raiva no ano de 2026 na Capital.

O animal foi localizado no perímetro urbano, na região do bairro Sargento Amaral, próximo ao Horto Florestal

O morcego foi recolhido e encaminhado para análise laboratorial, que confirmou a presença do vírus, conforme protocolo sanitário.

Os outros morcegos infectados no ano foram recolhidos nos bairros: Vivendas do Bosque, Centro (3), Santa Fé, Jardim Campo Alto, Pioneiros (2), São Franscisco, Jardim Bela Vista, Jardim Ouro Preto e Ouro Preto.

De acordo com o CCZ, além dos casos confirmados, neste ano já foram recolhidos 988 morcedos na cidade por suspeita da doença.

"A situação não é motivo para pânico, pois já sabemos da presença do vírus da raiva na população de morcegos da cidade. No entanto, é fundamental que a população esteja ciente da circulação viral e, acima de tudo, siga as medidas de prevenção. A raiva é uma doença quase 100% fatal, mas é 100% prevenível", diz o CCZ em publicação no Instagram.

Em todo o ano passado, foram confirmados 11 casos de raiva em morcegos em Campo Grande.

A principal medida de prevenção é a vacinação antirrábica anual de cães e gatos. Os animais imunizados funcionam como uma barreira de proteção na disseminação da raiva.

Campo Grande possui espécies de morcegos que se alimentam de frutos e insetos e que, em seu habitat natural, não oferecem riscos à população. No entanto, esses animais podem, eventualmente, portar o vírus da raiva e transmiti-lo a outros mamíferos, como cães, gatos e até seres humanos.

O último caso de raiva em humanos em Campo Grande ocorreu em 1968. No interior do Estado, porém, foi registrado um caso em 2015, em Corumbá.

O que fazer ao encontrar um morcego?

Caso encontre um morcego em situação atípica, como caído no chão, voando durante o dia ou pendurado em locais baixos, o CCZ orienta a população a tomar as seguintes medidas:

  • Não toque no animal: Nunca tente manuseá-lo, esteja ele vivo ou morto.
  • Isole o local: Cubra o animal com um balde, caixa ou mantenha-o em um cômodo fechado para evitar o contato com pessoas ou outros animais domésticos.
  • Acione o CCZ imediatamente: Nossas equipes realizarão o recolhimento seguro e o encaminhamento para análise laboratorial.
  • Vacine seus pets: Mantenha a vacinação antirrábica de cães e gatos atualizada anualmente. Eles são a nossa principal barreira de proteção.

Em caso de contato acidental com morcego em situação suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação e possível início do protocolo de atendimento antirrábico humano pós-exposição. 

Como acionar o CCZ 

O atendimento para recolhimento de morcegos suspeitos funciona da seguinte forma:

  • Telefone Geral: (67) 3313-5000
  • Segunda a Sexta (das 7h às 17h): (67) 2020-1789 / (67) 2020-1801
  • Plantão (Noturno, finais de semana e feriados): (67) 2020-1794
  • Endereço: Av. Filinto Müller, 1601 - Vila Ipiranga, diariamente, das 07h às 21h

Caso o animal seja encontrado fora dos horários de atendimento, a orientação é isolá-lo com cuidado, utilizando balde, caixa ou pano, evitando qualquer contato direto, e acionar a GCZ assim que o serviço for retomado. 

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