Cidades

"INFILTRADOS"

Delegado segue preso após audiência e defesa prepara pedido de revogação

Hoffman D'Ávila está preso desde quinta-feira, após se apresentar à Corregedoria; advogados afirmam que tiveram acesso aos autos e vão pedir a revogação da preventiva

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O delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa vai permanecer preso após passar por audiência de custódia na manhã deste sábado (26), em Campo Grande. Investigado na Operação Infiltrados, que apura o suposto desvio de drogas apreendidas por agentes das forças de segurança de Mato Grosso do Sul, ele está detido desde quinta-feira (24).

A defesa informou ao Correio do Estado que teve acesso aos autos e agora prepara um pedido de revogação da prisão preventiva, que deverá ser apresentado à Justiça na próxima semana.

“Agora, o próximo passo é analisar os autos e preparar um pedido de revogação de prisão para a semana que vem”, afirmou o advogado Amilton Ferreira de Almeida, que atua na defesa ao lado do advogado José Roberto Rosa.

A audiência de custódia realizada neste sábado teve como finalidade verificar a regularidade da prisão e as condições em que ela ocorreu, incluindo eventual ocorrência de agressão ou maus-tratos. A prisão preventiva do delegado foi mantida.

Hoffman deverá ser encaminhado para uma unidade prisional do Estado, onde permanecerá à disposição da Justiça.

Além de preparar o pedido para tentar reverter a prisão, a defesa afirmou que Hoffman vinha realizando acompanhamento médico antes de ser detido.

Segundo Amilton Ferreira de Almeida, o delegado passou por atendimento médico neste mês após apresentar uma alteração cardíaca e teria sido orientado a procurar um cardiologista com urgência.

“Ele fez uma consulta com o cardiologista agora no mês de setembro e deu uma alteração no coração. Foi ao plantão da Unimed e houve indicação para procurar um cardiologista com urgência. Ele começaria esse tratamento, mas acabou sendo preso”, declarou o advogado.

A defesa também afirma que Hoffman apresenta problemas relacionados à ansiedade e sustenta que a permanência na prisão pode agravar seu estado de saúde.

Até o momento, não há informação de que a condição médica relatada pela defesa tenha provocado mudança na decisão que manteve a prisão preventiva.

Além da prisão, Hoffman foi afastado compulsoriamente das funções na Polícia Civil. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado na sexta-feira (25) e ocorre no contexto da investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco).

O delegado havia se apresentado à Corregedoria-Geral da Polícia Civil na tarde de quinta-feira, depois de não ser localizado em sua residência durante o cumprimento das ordens judiciais nas primeiras horas da Operação Infiltrados.

Na ocasião, a defesa afirmou que Hoffman não havia fugido e que não tinha conhecimento antecipado da operação. Horas depois, ele compareceu à Corregedoria e ficou detido.

Operação Infiltrados

A Operação Infiltrados investiga a suspeita de que agentes das forças de segurança utilizavam o acesso proporcionado pelos próprios cargos para desviar entorpecentes apreendidos e fazer com que as drogas retornassem ao mercado ilegal.

Segundo as informações divulgadas pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a Justiça expediu 24 mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 38 mandados de busca e apreensão, com diligências em Campo Grande, Dourados e Terenos.

Entre os investigados estão policiais civis, policiais militares e um policial penal.

Conforme já noticiado pelo Correio do Estado, a investigação aponta que a cocaína seria o principal entorpecente desviado pelo grupo.

Uma das suspeitas é de que a quantidade de droga encontrada em determinadas ocorrências fosse superior à registrada oficialmente. Dessa forma, parte do entorpecente ficaria fora dos documentos de apreensão e poderia ser desviada.

Outra linha investigada envolve a retirada de drogas que já estavam formalmente apreendidas e armazenadas em depósitos de delegacias.

De acordo com o MPMS, os entorpecentes desviados seriam posteriormente entregues a traficantes ligados ao grupo e recolocados em circulação.

A investigação que resultou na Operação Infiltrados teve início em outubro de 2025, a partir de elementos encontrados durante as operações Traquetos e Blindspot, também conduzidas pelo Gaeco.

CAMPO GRANDE

Obra para fechar cratera em ciclovia começará em outubro, diz secretário

André Brandão explicou que a obra é rápida e ficará pronta em semanas

26/09/2026 11h15

Cada cratera tem três metros de profundidade e quatro metros de largura

Cada cratera tem três metros de profundidade e quatro metros de largura Paulo Ribas / Arquivo

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Será fechada em breve a cratera que se abriu, mais uma vez, na ciclovia da avenida Wilson Paes de Barros, bairro Santa Emília, em Campo Grande.

Ao Correio do Estado, o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André Brandão, revelou que os serviços de reparo começarão em outubro.

“A nossa previsão é de que no mês de outubro, agora, nós consigamos entrar com a intervenção efetiva para poder fazer a recuperação do local”, afirmou.

Cada cratera tem três metros de profundidade e quatro metros de larguraAndré Brandão, secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos. Foto: Marcelo Victor

Ele ainda explicou que a obra é rápida e o que demora é para começar, por conta do monitoramento do lençol freático.

“Não vai demorar. Ali é um reparo, ali é rápido. A maior demora mesmo é para iniciar, porque eu preciso que o lençol freático recue para que a gente possa acessar a rede de drenagem com segurança, aí a partir daí a gente faça a recuperação. A partir do momento que a gente conseguir acessar ali, é questão de semanas que a gente consegue fazer e recuperar a via”, explicou.

Além do mais, detalhou o porquê as crateras se abriram duas vezes. “Nós temos ali duas situações de afundamento. Ali houve uma movimentação da rede de drenagem daquele local e aí ocasionou um afundamento da ciclovia. Nós estamos com monitoramento ali já há alguns meses, mas o lençol freático ali naquela região é muito raso e ele está acima da rede de drenagem”, detalhou.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, máquinas da empresa Equipe Engenharia já estão no local para começar os reparos.

Com isso, a expectativa é que ciclistas trafeguem normalmente na ciclovia, sem precisar desviar e acessar a avenida, a partir de novembro de 2026.

Cada cratera tem três metros de profundidade e quatro metros de larguraCiclistas precisam desviar de cratera. Foto: Paulo Ribas/arquivo

DE NOVO

Esta é a segunda vez que a cratera reabre no local. Em abril de 2025, o asfalto cedeu, abriu-se um buraco gigantesco e a ciclovia teve que ser interditada.

Meses depois, foi fechada e reparada pelas equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Porém, em junho de 2026, a cratera reabriu de novo, dessa vez, com aproximadamente três metros de profundidade e quatro metros de largura. Além disso, são duas crateras que se abriram, uma próximo a outra.

Agora, o local está interditado novamente e ciclistas precisam desviar da ciclovia para não cair no buraco.

VAREJO

Com matriz em Campo Grande, Grupo Pereira compra 21 lojas do Carrefour

Dona das bandeiras Comper e Fort Atacadista e com forte presença em Mato Grosso do Sul, companhia amplia operação nacional com aquisição estimada em R$ 360 milhões

26/09/2026 11h00

Grupo Pereira, dono das redes Comper e Fort Atacadista e com matriz em Campo Grande, fechou acordo para adquirir 21 unidades do Carrefour Bairro em São Paulo e no Distrito Federal

Grupo Pereira, dono das redes Comper e Fort Atacadista e com matriz em Campo Grande, fechou acordo para adquirir 21 unidades do Carrefour Bairro em São Paulo e no Distrito Federal Divulgação

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O Grupo Pereira, que mantém sua matriz em Campo Grande e é dono das redes Comper e Fort Atacadista, fechou acordo para comprar 21 lojas do Carrefour Bairro, em uma operação estimada pelo mercado em R$ 360 milhões. A aquisição amplia a presença nacional de uma companhia que tem Mato Grosso do Sul como um dos principais mercados de sua operação.

As unidades negociadas estão fora de Mato Grosso do Sul: 15 ficam no Estado de São Paulo e seis no Distrito Federal. O valor da transação não foi oficialmente divulgado pelas empresas e a conclusão do negócio ainda depende do cumprimento das condições previstas no acordo, entre elas a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Segundo o ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), o Grupo Pereira ocupa a sétima posição entre as maiores redes supermercadistas do País e registrou faturamento de R$ 17,5 bilhões.

A companhia reúne atualmente 194 unidades de negócio, sendo 117 voltadas ao varejo alimentar, e emprega aproximadamente 24 mil trabalhadores.

Apesar de ter sido fundado em Itajaí, em Santa Catarina, em 1962, o Grupo Pereira estabeleceu em Campo Grande a sua matriz. A sede fica na Rua Brilhante, na Vila Bandeirante.

Mato Grosso do Sul também se tornou um dos principais mercados da companhia. Conforme o balanço ambiental e social de 2025 do próprio grupo, o Estado contava com 10 unidades do Fort Atacadista e 11 supermercados Comper.

A estrutura em MS inclui ainda sete unidades da Farmácia SempreFort, três restaurantes, operações da Pera Turismo, Perlog, posto de combustível e da Broker Pantanal Distribuição.

A presença do grupo também avançou para o interior sul-mato-grossense nos últimos anos. Em 2022, a companhia iniciou uma nova fase de expansão das marcas Comper e Fort Atacadista para cidades do interior de Mato Grosso do Sul e de Mato Grosso, movimento classificado pela própria empresa como parte de sua estratégia de crescimento regional.

Em São Paulo, as 15 lojas adquiridas representarão a estreia da bandeira Comper no varejo supermercadista paulista. O grupo já está presente no Estado com Fort Atacadista, Atacado Bate Forte e Farmácia SempreFort.

No Distrito Federal, onde já opera unidades do Fort Atacadista e do Comper, a aquisição vai reforçar principalmente a presença da rede de supermercados. Após a incorporação dos novos pontos, a companhia prevê chegar a dez lojas Comper no DF, incluindo unidades em regiões como Asa Sul, Asa Norte e Lago Sul.

A expansão ocorre enquanto o Carrefour segue caminho diferente e reduz sua exposição ao formato de supermercados tradicionais.

A companhia francesa informou que a venda faz parte da revisão de seu portfólio no Brasil e da estratégia de concentrar recursos nos formatos considerados prioritários, principalmente Atacadão, hipermercados Carrefour e Sam’s Club. No segmento de proximidade, a empresa continuará com a bandeira Carrefour Express.

Até a conclusão da operação e a autorização dos órgãos competentes, as 21 unidades negociadas continuarão funcionando normalmente sob a atual operação.

De SC a Campo Grande

A história do Grupo Pereira começou em 1962, em Itajaí (SC), mas Mato Grosso do Sul ganhou importância na expansão da companhia. A chegada a Campo Grande ocorreu inicialmente por meio da operação atacadista, e a Capital posteriormente passou a abrigar a matriz do grupo.

Hoje, o endereço institucional da companhia está na Rua Brilhante, nº 1.988, em Campo Grande, enquanto a empresa também mantém escritório em São Paulo.

A aquisição das lojas do Carrefour ocorre em meio a uma sequência de movimentos de expansão. Em 2025, o grupo assumiu operações dos Supermercados Schmit, em Santa Catarina, e, neste ano, incorporou a rede Comercial Celeiro, também catarinense.

Com a nova negociação, a empresa controladora de marcas conhecidas dos consumidores sul-mato-grossenses amplia sua presença justamente em dois dos maiores mercados consumidores do País: São Paulo e Distrito Federal.

**Com informações da CNN**

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