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Corrupção

Demora do Imasul trava devolução de fazenda a vítima de venda de sentença em MS

Mesmo após decisão do STJ no âmbito da Operação Ultima Ratio, da Polícia Federal, o CAR da fazenda no Pantanal segue em nome do casal acusado de aplicar golpe milionário

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O Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) ainda não atendeu à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que reverteu acórdão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), o qual havia validado um golpe milionário na compra de uma fazenda no Pantanal.

O instituto, responsável pelo Cadastro Ambiental Rural (CAR), ainda não cumpriu a decisão do STJ que anulou o acórdão sob suspeita de corrupção de pelo menos três desembargadores, decisão esta que retirou a posse da Fazenda Vai Quem Quer do pecuarista Ricardo Pereira Cavassa.

Foi justamente esse acórdão — que concedeu a posse da Fazenda Vai Quem Quer, avaliada em pelo menos R$ 15 milhões — que levou o Imasul a retirar o CAR da propriedade de Ricardo Pereira Cavassa e a transferi-lo para o casal Lydio de Souza Rodrigues e Neiva Rodrigues Torres, acusados de golpe na compra da fazenda, além da empresa Sevilla Investimentos Imobiliários Ltda., representada por Vilmar Silveira, que adquiriu parte da área sob litígio do casal.

Nesta terça-feira (13), Ricardo Pereira Cavassa esteve no Imasul para tentar obter informações sobre o andamento de seu pedido, mas não foi atendido pelo órgão ambiental.

A titularidade da fazenda nunca deixou de ser de Ricardo, uma vez que o negócio não se concretizou, e o casal Lydio e Neiva responde criminalmente por estelionato na compra da propriedade.

Apesar da suposta resistência do Imasul em devolver o CAR, a fazenda nunca deixou de pertencer oficialmente ao pecuarista, já que a permuta de propriedades entre ele e Lydio não foi concluída, justamente porque o casal omitiu uma série de multas e embargos incidentes sobre a fazenda localizada no Vale do Ribeira, em São Paulo (SP).

Em novembro último, o ministro do Superior Tribunal de Justiça, Raul Araújo, foi claro ao determinar a suspensão do acórdão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e a averbação da existência de ação de rescisão contratual nas matrículas dos imóveis.

Com a liminar em mãos, Ricardo Pereira Cavassa protocolou pedido administrativo junto ao Imasul, mas até o momento não obteve resposta.

O Correio do Estado apurou que um dos advogados denunciados por Ricardo por envolvimento no negócio ilícito é filho de uma servidora do Imasul.

 

Entenda o caso

A decisão do ministro do STJ é a primeira reversão de decisão suspeita de corrupção investigada pela Polícia Federal no âmbito da Operação Última Ratio.

A operação tem como alvo desembargadores aposentados e em atividade no TJMS.

O acórdão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul suspenso pelo STJ indicava uma atuação conjunta dos desembargadores de Mato Grosso do Sul Sideni Pimentel, Alexandre Bastos e Vladimir Abreu da Silva para manter a propriedade rural de 5,6 mil hectares, no Pantanal de MS, com um casal acusado de aplicar um golpe no vendedor da propriedade.

Lydio de Souza Rodrigues e Neiva Rodrigues Torres são acusados, na esfera criminal, pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, do crime de estelionato, justamente por omitir vícios da fazenda localizada no Vale do Ribeira, no Estado de São Paulo, no ato da permuta com Ricardo Pereira Cavassa, produtor rural vítima do golpe.

No pedido de tutela provisória ajuizado no STJ, Ricardo Pereira Cavassa havia solicitado também a reintegração da posse da Fazenda Vai Quem Quer, mas não houve determinação nesse sentido na decisão do ministro Raul Araújo. Ao mesmo tempo, o magistrado do STJ também não negou o pedido do fazendeiro supostamente lesado pelo casal paulista, o que pode abrir brecha para a interposição de futuros embargos de declaração.

“E no presente caso, ao menos aparentemente, os requeridos não forneceram informações claras e objetivas sobre o contrato, ao omitir dolosamente que não eram proprietários de uma das matrículas permutadas, que fora adjudicada a terceiros em ação judicial; pendiam gravames sobre três das matrículas que, ressalte-se, não foram registrados na matrícula dos imóveis; e pendiam sobre uma das matrículas diversas multas ambientais”, argumentou o ministro do STJ ao fundamentar a liminar.

Os indícios de corrupção na turma cível da qual faziam parte os desembargadores Sideni Pimentel (afastado após a operação e aposentado neste ano) e Alexandre Bastos (afastado desde a operação, em outubro de 2024) também foram utilizados por Ricardo Cavassa para fundamentar seu pedido ao STJ.

“Para fundamentar seu pedido de efeito suspensivo, a parte requerente (...) afirma haver indícios de corrupção e ‘venda de sentença’ no julgamento do acórdão recorrido, com referência ao Inquérito nº 4.982 no Supremo Tribunal Federal (Operação ‘Última Ratio’) e à abertura de procedimento disciplinar no Conselho Nacional de Justiça contra desembargador que participou do julgamento”, relatou o ministro Raul Araújo.

“Alega que o acórdão teria sido proferido contra a prova dos autos, com fundamentos juridicamente insustentáveis, inovação recursal e desconsideração de fatos supervenientes (regularização das matrículas da Fazenda Vai Quem Quer em nome do requerente, apontada nos embargos de declaração), reforçando a plausibilidade jurídica do pedido”, complementou o ministro.

O magistrado da Corte Superior ainda levou em consideração o princípio da demora, diante do risco de os compradores se desfazerem de parte da fazenda localizada no Pantanal.

O casal favorecido pelos desembargadores afastados por suspeitas de corrupção já firmou promessa de compra e venda com terceiros envolvendo parte do imóvel e ainda anunciou a venda de outra área em site especializado na comercialização de imóveis rurais, conforme expõe o ministro do STJ.

Negócio sob suspeita

A decisão de três desembargadores do TJMS reformou sentença de primeira instância que havia anulado um negócio imobiliário considerado fraudulento e contrariou uma ação criminal de estelionato movida pelo Ministério Público contra os compradores da Fazenda Vai Quem Quer.

O casal Lydio de Souza Rodrigues e Neiva Rodrigues Torres é acusado de aplicar um golpe no vendedor, Ricardo Pereira Cavassa.

Segundo o MPMS, as quatro fazendas em Iguape (SP) oferecidas na permuta estavam carregadas de gravames, bloqueios judiciais e passivos ambientais, além de possuírem área menor do que a anunciada.

Após descobrir as irregularidades e o uso de documentos falsos, Cavassa acionou a Justiça na área cível e obteve vitória em primeira instância, com a rescisão do contrato e a reintegração de posse da fazenda.

Em segunda instância, porém, os desembargadores Alexandre Bastos, Sideni Soncini Pimentel e Vladimir Abreu da Silva mudaram o desfecho do caso e validaram o negócio. A Polícia Federal aponta que Bastos havia elaborado uma minuta de voto mantendo a sentença de primeira instância, que anulava a permuta das fazendas e devolvia a propriedade a Ricardo Cavassa, mas alterou seu posicionamento no julgamento, sob fundamentos considerados frágeis pelos investigadores.

Minutas de votos divergentes do próprio Alexandre Bastos foram encontradas pela Polícia Federal nos áudios apreendidos no celular de Sideni Pimentel, durante a Operação Última Ratio.

O conteúdo indica possível articulação prévia para reverter a decisão. Em um dos áudios, o desembargador pede a elaboração de um voto divergente para evitar a rescisão do contrato, antes mesmo da sessão de julgamento, o que reforça suspeitas de venda de sentença.

No outro processo a que responde, o criminal, o casal se recusou — em outubro último — a devolver a fazenda a Ricardo Cavassa, condição estabelecida pelo Ministério Público para livrá-los de uma condenação por estelionato.

O caso só será julgado daqui a um ano, conforme decisão do juiz da 1ª Vara Criminal Residual.

“Considerando a recusa do acusado e de seu defensor à proposta de suspensão condicional do processo, dou seguimento ao feito e designo audiência de instrução e julgamento para o dia 12 de novembro de 2026”, decidiu, à época, o juiz criminal de Campo Grande Roberto Ferreira Filho.

Operação

Deflagrada em 24 de outubro de 2024, a Operação Última Ratio investiga um esquema de corrupção no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Ela resultou, à época, no afastamento de Sideni Pimentel, Alexandre Bastos, Vladimir Abreu, Marcos José de Brito Rodrigues e Sérgio Martins. Os desembargadores aposentados Divoncir Schreiner Maran e Júlio Roberto Siqueira Cardoso também estão entre os alvos.

Dentre os envolvidos, apenas Sérgio Martins retornou ao trabalho. O ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin levou em consideração a informação de que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) não apontou transações suspeitas em relação ao desembargador e que não houve registros de outras operações fraudulentas que corroborassem a hipótese inicial da investigação.

Neste ano, o caso voltou ao Superior Tribunal de Justiça. Os magistrados também foram alvos de representações no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que mantêm Alexandre Bastos, Vladimir Abreu e Marcos José de Brito Rodrigues afastados de seus gabinetes.
 

O que diz o Imasul?

Procurado, o Imasul enviou a seguinte resposta:

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) informa que as demandas atualmente judicializadas são tratadas exclusivamente no âmbito dos respectivos autos, em estrita observância aos trâmites legais, às determinações do Poder Judiciário e às competências institucionais envolvidas. As providências cabíveis são analisadas e adotadas conforme os parâmetros definidos judicialmente, respeitando-se os procedimentos administrativos aplicáveis, bem como a ordem regular de processamento dos feitos. Dessa forma, eventuais esclarecimentos adicionais ou informações detalhadas devem ser buscados diretamente nos autos do processo, que constituem o meio próprio, oficial e adequado para o acompanhamento da matéria. O Imasul permanece à disposição para os esclarecimentos institucionais que forem cabíveis, dentro de suas atribuições legais.

 

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OPERAÇÃO CAPOLÍNEA

Grupo traficou 24 toneladas de drogas em caminhões de minério em MS

Operação da FICCO/MS cumpriu 20 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão, sendo 14 preventivas e 7 temporárias

15/10/2026 08h15

A Justiça também autorizou a inclusão de três investigados que vivem no exterior na Difusão Vermelha da Interpol

A Justiça também autorizou a inclusão de três investigados que vivem no exterior na Difusão Vermelha da Interpol Divulgação: Polícia Federal

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Uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS), na manhã desta quinta-feira (15), combate uma organização criminosa que trazia drogas da Bolívia, pela fronteira de Corumbá com Puerto Quijarro, e as distribuía para Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás e Minas Gerais. De acordo com a investigação, o grupo negociou cerca de 24 toneladas de entorpecentes no período analisado.

A ação, denominada Operação Capolinea, cumpre 20 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão, sendo 14 preventivas e 7 temporárias, além de ordem de sequestro e bloqueios de bens no montante de R$ 24 milhões. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal de Corumbá e são cumpridos nos estados de MS, SP, GO e MG.

Um dos presos trabalhava como vigilante na Delegacia da Polícia Federal em Corumbá. Ele é enteado de um dos líderes da organização. Segundo as investigações, informava ao grupo sobre a rotina interna da unidade, a presença de equipes policiais e a situação dos presos, e enviava fotos de apreensões e documentos feitas dentro da delegacia. Ele também guardava drogas em casa e fazia o transporte entre a Bolívia e o Brasil, inclusive da carga apreendida em Três Lagoas.

A Justiça também autorizou a inclusão de três investigados que vivem no exterior na Difusão Vermelha da Interpol, sendo um deles o líder da organização, o qual se encontrava escondido na Bolívia há cerca de seis anos, após um ter sido beneficiado por um habeas corpus em um plantão do Tribunal de Justiça. A análise de um celular apreendido com um integrante do grupo levou à identificação do chefe do grupo criminoso.

Os investigados poderão responder por tráfico internacional de drogas e organização criminosa. 

Caminhões de minério

De acordo com a investigação, a droga era transportada em caminhões que levavam cargas de minério de ferro, aproveitando o grande movimento desse tipo de frete na região. Para isso, o grupo aliciava funcionários de mineradoras, como supervisores e operadores de balança, e pagava a eles por PIX para que os veículos fossem carregados sem fiscalização.

Também foram identificados esconderijos em pneus e tanques de combustível de caminhões e em cargas de grãos. Uma das remessas foi apreendida em Três Lagoas, em agosto de 2025, quando foram encontrados 35 kg de cocaína e 12,5 kg de maconha no estepe do veículo de carga. 

O veículo era conduzido por um homem que tinha o filho como passageiro. Ao vistoriarem o caminhão, os policiais rodoviários perceberam que os estepes estavam soltos das rodas. A inspeção revelou que, no interior dos pneus, havia diversos tabletes dos entorpecentes.

Nomenclatura

O nome da operação vem do italiano capolinea, que significa “fim da linha”, em alusão ao final da atividade criminosa do principal investigado, bem como na cessação da linha de fretes de minério de ferro exploradas pelo grupo.

A FICCO/MS é composta pela Polícia Federal, Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Polícia Penal Estadual, Polícia Civil, Polícia Penal Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais e Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande.

clima

Rios de MS entram em alerta após 2 meses de chuvas intensas

Em Miranda, duas famílias de ribeirinhos já foram retiradas porque o rio subiu e as águas invadiram as residências; há risco de mais pessoas serem retiradas

15/10/2026 08h10

Rio Miranda está em alerta e cota já está próxima da emergência

Rio Miranda está em alerta e cota já está próxima da emergência Foto: Álvaro Rezende/Divulgação

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Os grandes volumes de chuvas no interior de Mato Grosso do Sul estão aumento o nível dos rios gradativamente e dois deles estão em situação de alerta, especialmente o Rio Miranda, no município de Miranda, que está próximo de entrar em emergência e já prejudicou imóveis de duas famílias, o que preocupa ainda mais diante da previsão dos próximos dias.

De acordo com o boletim diário divulgado pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e também como havia reportado o Correio do Estado, o Rio Miranda, que passa por 23 municípios e tem 490 quilômetros de comprimento, atingiu o nível de 6,76 metros ontem, o que é 76 centímetros acima do normal, colocando a região em alerta e pouco menos de 25 cm da cota de emergência.

Em relação com os dias anteriores, o Rio estava em 5,95 m na segunda-feira e subiu para 6,49 m nas 24 horas seguintes. Esse aumento dia após dia está diretamente ligado com as chuvas registradas no município. Por exemplo, na terça-feira, Miranda registrou 40,2 milímetros, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

As chuvas mais fortes começaram no dia 4 deste mês e ao longo da semana foram em torno de 300 mm. Desde então, houve um aumento de mais de 4,5 m no nível do Rio, visto que, no dia 5, estava marcando uma cota de 2,1 metros. 

Flávio Machado, coordenador da Defesa Civil de Miranda, disse que o órgão está em alerta e que duas famílias ribeirinhas precisaram ser atendidas por causa da água que invadiu suas residências. Ambas as famílias foram encaminhadas para um espaço seguro e estão sendo acompanhadas pela assistência social.
Ainda segundo ele, há preocupação diante da previsão de continuidade do cenário de chuvas na região.

Afinal, conforme o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), “os maiores acumulados, entre 150 mm e 200 mm, concentram-se principalmente nas regiões sul, sudoeste, central e sudeste do Estado, com pontos que podem ultrapassar esses valores”, até o dia 29.

Por conta disso, a Defesa Civil continua monitorando as pessoas que podem ser prejudicadas, que, de acordo com ele, são entre 10 grupos familiares e 15 grupos familiares.

O Rio Miranda é considerado o rio com a maior quantidade de peixes do Pantanal e um dos mais piscosos do mundo. Antes das recentes chuvas, cardumes com centenas de milhares de peixes foram flagrados subindo o rio, que há meses estava enfrentando a falta de água. Com a cheia de agora, estes peixes ficam praticamente livres de uma possível pesca predatória, já que o período de defeso ainda não começou.

A cheia do Rio Miranda nesta época do ano, segundo o coordenador da Defesa Civil, é totalmente atípico. Flávio tem 49 anos e sempre viveu em Miranda. Ele diz nunca ter visto tanta água em um mês de outubro como agora.

“Normalmente nesta época a gente está preocupado com as queimadas no Pantanal e a falta de água até para os rebanhos nas fazendas”, lembra. Cheias em janeiro, fevereiro e março são recorrentes na região, mas isso porque são os meses em que as chuvas fortes são normais. 

TAQUARI E DOURADOS

Outro local que está recebendo uma atenção especial é o Rio Taquari, em Coxim. Ao contrário do que está acontecendo em Miranda, o nível do Rio Taquari está diminuindo com o passar dos dias, mas ainda próximo da margem de alerta. Na segunda-feira, estava em 4,11 m e, no dia seguinte, reduziu para 4 m. Ontem, diminuiu ainda mais para 3,9 m, saindo da cota de referência alarmante.

Mesmo assim, a proximidade com o nível de alerta e a previsão de chuva para o restante da semana deixa o município de olhos atentos. Tanto o Cemtec quanto o Inmet não atualizaram o volume de chuvas apresentado por Coxim nas últimas horas.

O Rio Dourados, que começa no município de Antônio João e banha diretamente 12 municípios sul-mato-grossenses ao longo de seu percurso até desaguar no Rio Brilhante, também está cheio e transbordando nas regiões mais baixas, como é o caso de Fátima do Sul, onde as águas estão encobrindo pastagens e lavouras nas quais deveria estar crescendo soja.

De acordo com o Imasul, o comportamento das águas apresentou oscilações ao longo da semana. Na segunda-feira, o nível estava em 2,68 m, recuando para 2,55 m na terça-feira. Entretanto, na medição de ontem, houve uma recuperação de 30 cm em relação ao dia anterior.

Apesar do crescimento, o rio permanece abaixo do limite de alerta e distante da cota de emergência, fixada em 4 m. (Colaborou Neri Kaspary e Welyson Lucas)
 

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