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Denunciado no caso Marielle fez carreira política na periferia do Rio

Denunciado no caso Marielle fez carreira política na periferia do Rio

ESTADÃO CONTEÚDO

18/09/2019 - 12h43
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Domingos Inácio Brazão pavimentou sua trajetória política nos subúrbios e na zona oeste do Rio. Foi em alguns dos bairros mais pobres e afastados do centro que o hoje conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado conseguiu os votos que lhe deram o primeiro mandato, de vereador, em 1996. Em abril de 2015, foi eleito conselheiro do TCE - cargo vitalício, com garantias semelhantes às que protegem os magistrados do Judiciário -, com 61 votos.

Ele foi posto no centro do caso Marielle Franco nesta terça-feira, 17, depois que a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em seu último dia no cargo, o denunciou por supostas obstruções nas investigações do assassinato. Um relatório da Polícia Federal aponta seu nome como "principal suspeito de ser autor intelectual" do crime.

Até hoje mantém, porém, influência política, por meio dos irmãos Chiquinho Brazão, deputado federal pelo Avante, e Pedro Brazão, deputado estadual pelo PR. Em eleições passadas, chegou a emprestar o sobrenome a outros candidatos sem parentesco com ele Outras acusações recorrentes são de ligação com milícias, que atuam em bairros onde tem muitos votos.

Polêmico, já admitiu ter matado um homem em 1987. O processo ficou parado e subiu para o Tribunal de Justiça em 2000 (depois que se tornou deputado estadual). Em 2002, a Corte Especial rejeitou a condenação. "A Justiça me deu razão", teria dito na Alerj.

Em 29 de março de 2017, veio a queda. Ele foi um dos alvos de operação que prendeu e afastou cinco conselheiros do TCE acusados de corrupção. Na vida política, é temido. Adversários relatam supostas ameaças, que ele nega.

'Sensacionalismo'

O advogado Ubiratan Guedes, que defende Domingos Brazão, afirmou estar na Espanha a trabalho e disse que só vai se manifestar sobre a denúncia contra seu cliente após ler o documento. Ele retorna ao Brasil na noite da próxima terça-feira, 24, ou na manhã de quarta, 25. Para o advogado, no entanto, Raquel Dodge está fazendo "sensacionalismo".

"Ela está fazendo muito sensacionalismo com a coisa. É um movimento político que interessa a ela, e ela está fazendo sensacionalismo. O Ministério Público não tem que ameaçar que vai fazer, ele faz ou não faz. Há dias essa ilustre procuradora está anunciando que vai fazer, vai fazer... é o sensacionalismo. Vamos esperar acontecer", afirmou o advogado.

Fatalidade

Motorista morre após carro capotar na BR-163 em MS

Com o impacto, o corpo da vítima foi arremessado para fora do veículo e atropelado por um caminhão

10/03/2026 10h44

Crédito: Oswaldo Duarte / Dourados News / Reprodução Redes Sociais

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Um condutor, até o momento não identificado, morreu na manhã desta terça-feira (10), após perder o controle do veículo, que capotou várias vezes nas proximidades do distrito de Bocajá, em Douradina.

A vítima seguia em um Fiat Pálio de cor preta quando ocorreu o acidente e teve o corpo arremessado para fora do veículo. Ao cair na pista de rolamento, acabou sendo atropelada por um caminhão.

Conforme informações do site Dourados News, o caminhoneiro não conseguiu frear a tempo e acabou passando por cima do corpo da vítima, que não resistiu e morreu no local.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) esteve no local para atender a ocorrência e, durante a vistoria no carro, verificou que ele estava carregado com cigarros eletrônicos contrabandeados do Paraguai.

As circunstâncias do acidente ainda não foram informadas pela perícia, que deverá estabelecer a dinâmica do ocorrido.
 

Segurança

Forças federais fazem protesto por criação de fundo nacional de segurança

Proposta prevê uso de bens apreendidos do crime organizado para financiar tecnologia, equipamentos e estrutura das forças de segurança

10/03/2026 10h22

Imagem Divulgação

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O Sindicato dos Policiais Penais e Federais em Mato Grosso do Sul (SINPPF-MS) aderiu à convocação nacional e se mobilizou na manhã desta terça-feira (10) pela criação do fundo nacional de segurança, em frente ao Presídio Federal, em Campo Grande.

A mobilização, que ocorre em todo o país, reivindica a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (FUNCOC), iniciativa que a categoria considera importante para o fortalecimento das Polícias da União.

O fundo tem como objetivo destinar bens e direitos apreendidos em operações contra organizações criminosas para o combate ao crime, permitindo o uso de recursos para investimento em tecnologia, equipamentos e recursos humanos das instituições.

A articulação ocorre após a aprovação, pela Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública (PEC 18), que trata da criação do fundo e reforça a integração das forças. O projeto seguirá para apreciação no Senado Federal.

Principais alterações:

  • desenvolvimento da política nacional de segurança e coordenação do sistema penitenciário, com apoio a estados em eventuais situações de calamidade ou desastres;
  • regras mais rígidas, com a proibição de progressão de regime, remição de pena e saídas temporárias para crimes cometidos por facções criminosas;
  • uso de tecnologia, com registro eletrônico unificado de infrações e atuação conjunta das polícias (incluindo guardas municipais).

A mobilização ocorre após a categoria chegar a um consenso durante a Assembleia Geral Extraordinária realizada em 11 de fevereiro, quando o sindicato autorizou a adoção das providências necessárias em relação ao movimento.
 

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