Cidades

Campo Grande

Depois de 11 horas de trabalho de parto em casa, bebê morre

Doula, profissional que auxilia gestantes em parto, acompanhava a gestante

ALINY MARY DIAS E DANIELLE VALENTIM

14/12/2015 - 11h35
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Um trabalho de parto que era realizado há pelo menos 11 horas terminou em tragédia no fim da manhã desta segunda-feira (14), em Campo Grande. Informações iniciais dão conta de que a gestante, de 32 anos, fazia um parto natural em casa, com auxílio de uma doula – profissional especializada no apoio durante o parto – e tudo acabou mal.

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas pela família depois que o bebê nasceu sem sinais de vida, por volta das 11 horas de hoje, em uma casa no bairro Taquarussu. 

Houve tentativa de reanimação, mas a criança não sobreviveu. Perícia da Polícia Civil esteve no local no incidente e o corpo do bebê foi encaminhado pela funerária Nippon ao Instituto Médico Legal (IML).

A mãe foi encaminhada por uma equipe do Samu para o Hospital Regional de Campo Grande e deve passar por cirurgia. Nenhum parente quis falar com a reportagem.

De acordo com a delegada plantonista da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro, Priscila Anuda, o procedimento do parto foi realizado em cima de uma cama e a morte foi confirmada às 10h50.

A mãe e a doula, que é enfermeira, devem prestar esclarecimentos sobre parto realizado em casa. Caso será investigado.

(Matéria editada às 12h30min para inclusão de informações)

 

Cidades

Apenas 10% dos candidatos inscritos no Enem em MS foram aprovados no Sisu 2026

O curso com maior concorrência no Estado foi o bacharelado em Medicina da UFMS de Três Lagoas, de 90 candidatos por vaga

05/02/2026 17h45

Em MS, mais de 61 mil candidatos se inscreveram para o Enem 2026

Em MS, mais de 61 mil candidatos se inscreveram para o Enem 2026 Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Dos 61.752 candidatos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em Mato Grosso do Sul, 6.365 foram aprovados na chamada regular do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026. 

De acordo com os levantamentos do Ministério da Educação (MEC), os aprovados representam uma fatia de 10,3% dos candidatos a vagas nas universidades públicas. 

Entre as opções de curso, o Bacharelado em Medicina na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS) foi o mais concorrido, com 1.084 inscritos e 12 aprovados, no campus de Três Lagoas. Isso corresponde a uma concorrência de 90 candidatos por vaga. 

Em seguida, o curso de Medicina Veterinária no campus Campo Grande da UFMS teve 879 inscritos para 10 aprovados, ou seja, aproximadamente 88 candidatos por vaga. 

Em terceiro lugar, o curso de Medicina oferecido pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) em Campo Grande teve 1.975 candidatos para 23 aprovados (85 candidatos por vaga). 

Na sequência aparecem os cursos de Fisioterapia da UFMS Campo Grande, com 645 inscritos e 8 aprovados; Medicina da UFMS em Campo Grande, com 1.256 candidatos e 16 aprovados; Direito da UFMS Campo Grande, com 855 inscritos e 12 aprovados; Psicologia da UFMS Campo Grande, com 700 candidatos e 10 aprovados; Medicina da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), com 2.593 inscrições e 40 aprovações; Enfermagem na UFMS Campo Grande, com 619 inscritos e 10 aprovados; e Administração da UFMS Campo Grande, com 713 candidatos e 12 aprovados. 

No total, 160 candidatos foram aprovados em cursos presenciais de licenciatura em Mato Grosso do Sul, o que possibilita o aluno a receber bolsas do Pé-de-Meia Licenciaturas. 

O programa possibilita um pagamento mensal para estudantes de licenciatura que obtiverem nota média igual ou superior a 650 pontos no Enem. O incentivo financeiro é de R$ 1.050, sendo R$ 700 com saque imediato e R$ 350 como poupança, com saque após o ingresso em uma rede pública de ensino em até cinco anos. 

Nacional

Em todo o Brasil, o processo seletivo do Sisu 2026 teve 271.789 candidatos aprovados pela ampla concorrência, 124.064 na modalidade de cotas e 18.339 por meio de ações promovidas pelas próprias instituições de ensino superior. 

O número revela que 99,14% das mais de 274 mil vagas ofertadas foram preenchidas na chamada regular do Exame. Segundo a Secretaria de Comunicação Social, 136 nstituições públicas de educação superior participaram desta edição, o maior número já registrado.

Ao todo, o Sisu recebeu mais de 1,8 milhão de inscrições de candidatos, concorrendo a mais de 274 mil vagas para 7,3 mil cursos disponíveis em 587 municípios. Em relação ao número de inscritos de 2025, o número cresceu 39%. 
 

PARANAÍBA

Servidoras são afastadas de Câmara Municipal após desviarem mais de R$ 190 mil

As investigadas são acusadas de falsificar assinaturas para aumentar o salário, tendo um ganho de 200% em relação ao pagamento recebido como base

05/02/2026 16h50

Durante 13 meses, as servidoras auferiram a vantagem indevida de R$ 6.190,34, totalizando R$ 80.474,42 para cada uma

Durante 13 meses, as servidoras auferiram a vantagem indevida de R$ 6.190,34, totalizando R$ 80.474,42 para cada uma Divulgação / Prefeitura de Paranaíba

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A Justiça determinou o afastamento por 180 dias de Sthefane Franco Rosa e Lilian Aparecida de Souza, servidoras da Câmara Municipal de Paranaíba. A solicitação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) foi feita em ação na qual elas são acusadas de se apossar indevidamente de R$ 190,9 mil em dinheiro público, por meio de fraudes que incluem falsificação de assinatura.

Sthefane Franco Rosa trabalha na Secretaria Municipal e Lilian Aparecida de Souza é secretária legislativa. Na peça de acusação, a 2ª Promotoria de Justiça de Paranaíba aponta que as servidoras utilizaram seus cargos para falsificar requerimentos de aumento salarial, decisões administrativas e portarias entre 2022 e 2023.

Na denúncia, foi imputado à Lilian Aparecida de Souza a prática dos crimes de: falsificação de documento público majorada pelo exercício funcional por quatro vezes; peculato;  inserção de dados falsos em Sistema de Informações; prevaricação.

À Sthefane Franco Rosa, a prática dos crimes previstos nos falsificação de documento público qualificada, por três vezes; peculato; e prevaricação.

A decisão recente proíbe o acesso das investigadas às dependências da Casa de Leis e aos sistemas informatizados.  Além disso, foi vedado qualquer contato com agentes públicos ou testemunhas vinculadas ao processo.

As servidoras, que antes tinham como salário base o valor de R$ 3.095,17, passaram a receber R$ 9.285,51, de fevereiro de 2022 até fevereiro de 2023, havendo a suspensão dos pagamentos em março de 2023, em decorrência do processo de sindicância instaurado.

Portanto, durante 13 meses, as servidoras auferiram a vantagem indevida de R$ 6.190,34, totalizando R$ 80.474,42 para cada uma, somando mais de R$ 160 mil de prejuízo aos cofres públicos apenas com aumento de salário indevido. As fraudes aumentaram o salário das envolvidas em 200%.

Outras irregularidades

Além do desvio compartilhado, o MPMS atribuiu à Lilian Aparecida de Souza a falsificação de um ofício com a assinatura do então presidente da Câmara. Ela também é acusada de manipular o sistema para a conversão irregular de férias, gerando um prejuízo de mais R$ 30.027,54. As duas quantias levam ao valor de R$ 190.976,38.

Os pagamentos irregulares foram suspensos após a abertura de uma sindicância interna. A partir da ação penal movida pelo MPMS, o magistrado ordenou que a Presidência da Câmara instaure um processo administrativo disciplinar para apurar as condutas no âmbito interno.

Durante o afastamento, as mulheres seguirão recebendo o salário-base, conforme determinou a Justiça.

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