Cidades

Hospital Psiquiátrico

Depois de surto, Governo quer tirar Maníaco da Cruz do Estado

O jovem não cumpre mais pena, mas está em presídio por força de laudo médico

ALINY MARY DIAS E KLEBER CLAJUS

21/09/2015 - 10h46
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Depois de surto que terminou na agressão a um agente penitenciário, o jovem Dhyonatan Celestrino, de 23 anos e mais conhecido como “Maníaco da Cruz”, voltou a ser motivo de preocupação do Governo do Estado. Nesta segunda-feira (21), o diretor-presidente da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), Ailton Stropa afirmou que há a possibilidade de transferir Dhyonatan para hospital psiquiátrico de outro Estado.

Por não cumprir mais pena e estar no Instituto Penal de Campo Grande (IPCG) depois de ter alta de ala psiquiátrica da Santa Casa, em 2013, Dhyonatan não poderia estar detido, no entanto, laudos indicam incapacidade de conviver em sociedade e, por isso, o jovem continua preso.

De acordo com o diretor da Agepen, o caso será tratado com o Tribunal de Justiça por meio da Coordenadoria da Vara de Execuções Penais (Covep). “Ele não cumpre pena. Estamos abrigando porque não tem para onde mandá-lo”, afirma Stropa.

O diretor admite que o caso do rapaz é complicado e também afirma que já se cogita possibilidade de transferir Dhyonatan para hospital psiquiátrico de fora de Mato Grosso do Sul. Na época que o impasse surgiu, em 2013, a mesma situação foi cogitada, mas não chegou a ser colocada em prática.

“Vamos tentar um remanejamento dele para um hospital psiquiátrico que, provavelmente, será em outro Estado. Estamos emprestando nossa estrutura até que a Justiça decida a situação dele. Infelizmente ele tem momentos de surto que acabam comprometendo a segurança de outros detentos e dos agentes, mas estamos preparados.

SURTO

Em relação ao surto do jovem que usou cabo de vassoura para ferir um agente, o representante do Sindicato dos Servidores da Administração Penitenciária de MS (Sinsap/MS), André Luiz Garcia, afirmou que a situação representa risco aos trabalhadores.

“O servidor acaba correndo risco maior porque não temos presídios psiquiátricos”, disse. Ainda segundo o sindicalista, uma reunião será realizada nesta segunda para tratar sobre o assunto.

Atualmente, há 1.380 mil servidores no sistema carcerário do Estado. O ideal seria que houvesse 1 trabalhador para cada cinco detentos, mas a realidade de Mato Grosso do Sul, assim como de outros estados, é de 1 servidor para cada 60 presos.

Na última semana, o Governo do Estado autorizou concurso para a Agepen. Até agora, edital e quantidade de vagas não foram divulgados, mas estima-se que sejam abertas pelo menos 350 vagas.

MANÍACO

Em 2008, Dhyonatan foi apreendido depois de matar três pessoas em Rio Brilhante, a 158 quilômetros de Campo Grande.  As vítimas, o pedreiro Catalino Gardena, a frentista Leticia Neves de Oliveira e a jovem Gleice Kelly da Silva, foram assassinadas depois de responder uma série de perguntas e serem consideradas impuras. Os corpos eram colocados com os braços abertos em cemitérios, o que gerou ao rapaz a alcunha de “maníaco da cruz”.

Na época, com 16 anos, o rapaz foi encaminhado para a Unidade Educacional de Internação (Unei) de Ponta Porã. Ele chegou a fugir por pouco mais de um mês, até ser recapturado pela polícia paraguaia no município de Horqueta. Sua transferência para a Capital ocorreu em seguida, tendo sido isolado em ala psiquiátrica da Santa Casa em maio de 2013.

Com laudos que apontavam sua incapacidade de convívio social, o Ministério Público de Ponta Porã solicitou a internação compulsória de Dhyonatan que, em julho de 2013, foi internado em ala psiquiátrica do Presídio de Segurança Máxima e, posteriormente, no Instituto Penal onde permanece em cela isolada.

 

CONFRONTO

Jovem de 21 anos morre em confronto com a PM em distrito de Maracaju

Polícia apreendeu cerca de 22 quilos de maconha, revólver e tornozeleira eletrônica rompida em imóvel no distrito de Vista Alegre

01/11/2026 08h30

Polícia Militar apreendeu cerca de 22 quilos de maconha, revólver calibre .38 e tornozeleira eletrônica rompida durante ocorrência em Vista Alegre, distrito de Maracaju

Polícia Militar apreendeu cerca de 22 quilos de maconha, revólver calibre .38 e tornozeleira eletrônica rompida durante ocorrência em Vista Alegre, distrito de Maracaju Reprodução: Maracaju Speed

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Uma jovem de 21 anos morreu após ser baleado durante uma ação da Força Tática do 15° Batalhão da Polícia Militar, na tarde deste sábado (31), no distrito de Vista Alegre, em Maracaju, a cerca de 160 quilômetros de Campo Grande. Na ocorrência, os policiais apreenderam aproximadamente 22 quilos de maconha, uma arma de fogo e uma tornozeleira eletrônica danificada. 

Conforme divulgado no portal de notícia Maracaju Speed, o rapaz foi identificado como João G. G. Fleitas, ele foi atingido durante uma abordagem policial em uma residência localizada na Rua Vitória Alves Marcondes. João chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

De acordo com informações policiais, a equipe realizava diligência após receber denúncias sobre o armazenamento e a comercialização de drogas na região. Durante o patrulhamento, os militares encontraram dois homens em frente a um imóvel.

Ao perceberem a aproximação da viatura, os suspeitos fugiram. Um deles correu pela rua e não foi localizado, enquanto João entrou na residência.

Segundo o relato da Polícia Militar, os agentes acompanharam o jovem até o imóvel e, durante a abordagem, ele teria apontado um revólver em direção à equipe. Os policiais efetuaram disparos, que atingiram o suspeito.

O rapaz foi encaminhado ao pronto-socorro da cidade, onde a morte foi constatada.

Conforme informações dos setores de inteligência policial, João possuía antecedentes criminais e seria ligado à facção criminosa Comando Vermelho (CV).

Concurso

Terceira edição do CNU pode ter até 3 mil vagas

Edital depende da aprovação do Projeto de Lei Orçamentária Anual

31/10/2026 21h00

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

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Quem pretende fazer concurso público em 2027 pode se preparar. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), existe a expectativa de um novo Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) no próximo ano com até 3 mil vagas. 

A realização do certame, porém, depende da aprovação, pelo Congresso Nacional, do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) que permita espaço fiscal para preenchimento de novas vagas no serviço público.

Na nota enviada à Agencia Brasil, o MGI diz que considera o CNPU “uma política pública de renovação, modernização e democratização do acesso ao serviço público federal” e que a ideia é que ele se consolide como um processo permanente de seleção de servidores, com edições realizadas em ciclos regulares, idealmente a cada dois anos.

O CNPU foi criado em 2023 pelo governo federal e ficou conhecido como “Enem dos Concursos”. O objetivo foi centralizar os processos seletivos para contratação de servidores públicos em diversos órgãos do Poder Executivo federal e aumentar os locais de prova pelo país.

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