Cidades

PLANO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA

Deputado quer aumentar restrições para servidores que aderirem ao PDV

Capitão Contar apresentou emenda que aumenta tempo de impedimento para retorno ao serviço público

RENATA VOLPE E YARIMA MECCHI

09/04/2019 - 11h45
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Aprovado na semana passada, mais precisamente no dia 4, a segunda votação do Plano de Demissão Voluntária (PDV) foi adiada nesta terça-feira (9) na Assembleia Legislativa, depois do deputado Capitão Contar (PSL) apresentar emenda modificativa ao projeto. A proposta do deputado é que o servidor que aderir ao PDV ficará impedido de exercer cargo em comissão por cinco anos, três a mais do que o proposto na matéria aprovada, que é de dois anos.

Na semana passada, o texto teve 17 votos favoráveis. Apenas os deputados da bancada do PT, Cabo Almi e Pedro Kemp foram contrários ao projeto.

Hoje, deveria ter sido votado pela segunda vez, para que assim, fosse sancionado. Mas Contar apresentou uma emenda modificando cargos em comissão. Para apresentar a emenda, Contar conseguiu oito assinaturas dos parlamentares. Uma das emendas apresentadas é sobre o aumento de dois para cinco anos o tempo em que o servidor não poderá assumir cargo comissionado.

“Outra coisa, com dados da publicação do ato exoneração no âmbito da administração pública direta de MS, diz que exceto os servidores na data da publicação da lei, já ocupem cargo em comissão, ou seja, isso não vai resolver em nada a economia do governo, a minha proposta nessa alteração é que os atuais comissionados que também são concursados, estejam fora do benefício do PDV”.

A emenda modificativa foi protocolada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O presidente da CCJ, Lídio Lopes (Patri), alegou que as emendas deveriam ter sido apresentadas nas comissões temáticas. “Passou na Comissão de Constituição e Justiça, mas ele foi salvaguardado antes que fosse votado. Com isso o projeto volta para CCJ e amanhã a comissão aprecia a emenda do Contar e traz para o plenário”, explicou.

De acordo com o relator da CCJ, Barbosinha (DEM), não há "sangria desatada" para fazer enfrentamento contra a emenda. "Ele discute ponto importante, mas amanhã apresento na CCJ e volta para o plenário. Eu poderia como relator ter rejeitado em plenário. Não é bom líder do governo fazer enfrentamento sem necesdidade".

MUDANÇAS

A matéria pretende oferecer alternativa para os servidores que não estão satisfeitos com o serviço público ou que não quiserem aderir a mudança de 6h para 8h de trabalho que foi imposta, por meio de decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), na edição daquele mesmo dia. O plano a ser implantado pelo Governo deve priorizar servidores com menos tempo de serviço ou que estejam de licença. Consta no projeto que, para adesão ao PDV, será conferido direito de preferência ao servidor com menor tempo de efetivo exercício em cargo público, em licença para tratar de assuntos de interesse particular ou que não possuir direito à licença-prêmio, nesta ordem.

A indenização paga ao servidor que aderir ao plano será correspondente a um inteiro e trinta centésimos da remuneração mensal permanente, por ano de efetivo exercício em cargo público. O pagamento do incentivo financeiro será feito em parcelas mensais, conforme estabelecido em regulamento, depositadas em conta corrente em nome do servidor e por ele indicada, na mesma data de quitação da folha de pagamento dos servidores, com início da primeira parcela no mês subsequente ao da publicação do ato de exoneração do servidor, até a quitação total do valor da indenização apurado.

O servidor que aderir ao PDV ficará impedido de exercer cargo em comissão, pelo mesmo período, contado da publicação do ato de exoneração. No entanto, ele terá o custeio mensal, pelo prazo de 12 (doze) meses consecutivos e subsequentes ao ato de exoneração, do valor correspondente àquele que seria devido a título de contribuição patronal ao plano de saúde organizado para a categoria (Caixa de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Mato Grosso do Sul - CASSEMS ou Caixa de Assistência ao Servidor Público de Mato Grosso do Sul - UNISAUDE).

O Governo definiu em dia 1º de julho deste ano o retorno da jornada de oito horas para os servidores estaduais de Mato Grosso do Sul. A decisão foi estabelecida depois de reuniões com lideranças sindicais e representantes dos servidores. De acordo com informações do Governo do Estado, a volta da jornada normal de trabalho, inicialmente prevista para começar em 15 de abril, foi estendida para o 2° semestre com a intenção de garantir maior prazo de transição de cerca de 16 mil funcionários públicos ativos. Os demais servidores, que somam 34 mil, já trabalham as 40 horas semanais determinada por lei.

FERIADO

Parque dos Poderes terá trânsito parcialmente interditado em feriado

População campo-grandense poderá utilizar vias de parque para atividades e passeios ao ar livre durante final de semana e feriado

30/10/2026 10h10

Parque dos Poderes estará disponível para pedestres e ciclistas durante sábado, domingo e segunda-feira

Parque dos Poderes estará disponível para pedestres e ciclistas durante sábado, domingo e segunda-feira Divulgação / Álvaro Rezende/Arquivo

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Para que a população campo-grandense aproveite o feriado prolongado deste final de semana, o trânsito do Parque dos Poderes será interditado parcialmente para que pedestres e ciclistas realizem atividades de lazer ao ar livre. A interdição inicia amanhã (31) e permanece até o dia 2 de novembro, no Feriado de Finados.

Os principais trechos do parque, na Avenida do Poeta e na Avenida Desembargador José Nunes da Cunha, estarão interditados das 07h às 19h durante os próximos três dias, para proporcionar segurança aos frequentadores.

A prática de disponibilizar parcialmente as vias para atividades da população é parte da iniciativa "Amigos do Parque", em que aos feriados nacionais, pontos facultativos decretados pelo Governo de Mato Grosso do Sul e também aos sábados e domingos, a população possa utilizar o espaço para caminhadas, atividades físicas e esportivas, bem como passeios em família.

O responsável em realizar a fiscalização e segurança da via é o Departamento Estadual de Trânsito do Estado, o Detran-MS. Durante os dias da ação, as equipes do órgão realizam o controle do tráfego local, com patrulhamento viário, sinalização e bloqueios com cones.

Para aqueles que irão aproveitar o feriado com atividades ao ar livre, o recomendado é aproveitar com segurança, sempre acompanhado de:

  • garrafas de água para hidratação;
  • uso de protetor solar;
  • utensílios de proteção para atividades esportivas com bicicletas, patinetes e/ou outros;

O Detran-MS assegura que todo o perímetro permanecerá restrito exclusivamente a pedestres e ciclistas ao longo dos três dias de feriado. Crianças e animais de estimação devem estar sempre acompanhados de responsáveis em busca da segurança e boa utilização do espaço por todos.

COMANDO INTERINO

Presidente do TJMS assume Governo do Estado por 6 dias em novembro

Esta será a quarta vez que um presidente do Tribunal de Justiça comandará o Poder Executivo estadual

30/10/2026 10h00

Desembargador Dorival Renato Pavan, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul

Desembargador Dorival Renato Pavan, presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul Divulgação: TJMS

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O desembargador e presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), Dorival Renato Pavan, assumirá interinamente o Governo do Estado entre os dias 1º e 6 de novembro. A substituição temporária ocorrerá em razão do afastamento do governador Eduardo Riedel (PP), do vice-governador Barbosinha (Republicanos) e do presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP).

Esta será apenas a quarta vez que um presidente do TJMS assume o comando do Poder Executivo estadual. Ao comentar sobre a substituição, o desembargador Dorival Renato Pavan destacou que exercerá a função em cumprimento às disposições constitucionais que disciplinam a sucessão no Executivo estadual.

“Recebo essa responsabilidade com elevado senso de dever institucional, serenidade e absoluto respeito à ordem constitucional, consciente da importância de assegurar a continuidade administrativa e a plena governabilidade do Estado”, afirmou.

Além disso, o presidente do TJMS ressaltou que, durante o período, sua atuação será pautada pela prudência e pela manutenção das diretrizes estabelecidas pelo atual governo, restringindo-se aos atos necessários ao funcionamento regular da administração pública estadual.

“Não haverá, portanto, qualquer propósito de promover inovações administrativas, alterações nas políticas públicas ou intervenções que possam afetar o plano de governo e a execução orçamentária em curso, cuja condução compete legitimamente ao Governador titular”, explicou.

Pavan também comentou que a substituição temporária representa a harmonia entre os Poderes constituídos. “O compromisso será, acima de tudo, preservar a estabilidade institucional, a continuidade dos serviços públicos e o regular funcionamento da máquina administrativa, assegurando uma transição temporária tranquila e harmoniosa”, acrescentou.

“Encaro essa missão como expressão da harmonia e da colaboração que devem nortear as relações entre os Poderes constituídos, sempre em benefício da população sul-mato-grossense”, finalizou o presidente do TJMS.

4ª vez na história

A primeira ocasião em que um presidente do TJMS ocupou o cargo de governador do Estado ocorreu em 30 de abril de 2002, quando o desembargador José Augusto de Souza assumiu o Governo do Estado por algumas horas, durante o licenciamento do então governador José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT.

Em 2006, o desembargador Claudionor Miguel Abss Duarte, presidente do Tribunal de Justiça à época, assumiu interinamente o Governo de Mato Grosso do Sul por 12 dias, entre 20 de setembro e 2 de outubro. A substituição foi em razão do afastamento de Zeca que se licenciou do cargo para se dedicar à campanha eleitoral.

Os outros dois na linha de sucesão também estavam envolvidos com campanha eleitoral. O presidente da Assembleia Legislativa, na época, Londres Machado (PL), tentava a reeleição para deputado estadual e o vice-governador Egon Krakhecke (PT) disputava vaga ao Senado.

A terceira vez foi em julho de 2019, quando o então presidente do TJMS, desembargador Paschoal Carmello Leandro, ocupou interinamente o cargo, entre a tarde do dia 8 e o dia 9 de julho. Na ocasião, o então governador Reinaldo Azambuja, o vice-governador Murilo Zauith e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Corrêa, viajaram juntos a Assunção, no Paraguai, para assinar acordos institucionais e debater projetos de integração regional, como a Rota Bioceânica.

Agora, com a substituição prevista para o período de 1º a 6 de novembro, o desembargador Dorival Renato Pavan será o quarto presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul a exercer temporariamente o comando do Poder Executivo estadual.

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