Cidades

Assédio Eleitoral

MPMS pede inquérito após ex-deputada falar em demitir lulistas

Ministério Público quer ouvir Bela Barros, funcionários e empresários para apurar possíveis demissões por motivação política e listas de boicote a estabelecimentos comerciais.

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29/10/2026 - 17h16
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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) requisitou, nesta quinta-feira (29), a abertura de um inquérito policial para apurar possíveis crimes relacionados à perseguição política, ameaças de demissão e divulgação de listas de boicote a estabelecimentos comerciais em Dourados.

Entre as pessoas que deverão ser ouvidas, conforme a solicitação, está a ex-deputada estadual e ex-vereadora Bela Barros (PDT), que ganhou repercussão após afirmar nas redes sociais que havia demitido um funcionário e pretendia dispensar outros oito em meio às discussões sobre o resultado das eleições presidenciais.

A medida foi determinada por meio de requisição assinada pelo promotor de Justiça João Linhares, supervisor das Promotorias de Justiça Criminais de Dourados, e encaminhada ao delegado regional da Polícia Civil, Adilson Stiguivitis Lima.

O documento, identificado como Ofício nº 9/2026, solicita a apuração de possíveis crimes de perseguição (stalking), incitação ao crime e associação criminosa, além de outras infrações que possam ser identificadas durante as investigações.

O pedido ocorre dois dias depois de o Correio do Estado revelar as declarações de Bela Barros e um dia após a publicação de sua retratação pública. Na ocasião, a ex-parlamentar pediu desculpas e negou que trabalhadores tivessem sido demitidos por motivação política.

Segundo o Ministério Público, chegaram ao conhecimento da instituição informações de que pessoas estariam elaborando e compartilhando listas de empresas situadas em Dourados para incentivar represálias econômicas contra estabelecimentos cujos proprietários teriam determinadas preferências político-eleitorais.

O órgão também recebeu relatos de manifestações que incentivavam a demissão de trabalhadores em razão de suas convicções políticas ou do exercício do direito de voto.

Para a Promotoria, as situações exigem investigação para esclarecer os fatos, identificar os envolvidos e verificar a possível ocorrência de infrações penais.

Ex-deputada e funcionários deverão ser ouvidos

Um dos principais pontos da requisição é a determinação para que a Polícia Civil identifique e ouça Bela Barros, a respeito das declarações feitas em uma publicação do Instagram.

Na terça-feira (27), o Correio do Estado mostrou que a ex-parlamentar havia comentado um vídeo do pastor Leandro Reis, da Igreja Deus Tem Mais, localizada no Rio de Janeiro (RJ), no qual eram discutidas supostas demissões de trabalhadores que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na ocasião, Bela afirmou:

 "Hoje nós tbem demitimos 1, mas vamos demitir uns oito em nome de Jesus."

Ex-deputada Bela Barros afirma ter demitido um funcionário e anuncia outras oito dispensas em comentário publicado no Instagram do pastor Leandro Reis. Foto: Reprodução Instagram.

Em outras manifestações na mesma publicação, ela afirmou que a família possuía sete restaurantes e defendeu a compra de produtos de empresários que não fossem ligados ao Partido dos Trabalhadores.

Diante da repercussão, o Ministério Público quer esclarecer se houve alguma demissão relacionada à escolha política de funcionários e se trabalhadores foram submetidos a ameaças, intimidações ou exigências de apoio a determinado candidato.

O ofício solicita expressamente a identificação e o depoimento de uma funcionária supostamente demitida pela ex-deputada, além de outros empregados e ex-empregados dos estabelecimentos comerciais ligados à família.

A investigação deverá verificar se houve desligamento por preferência político-eleitoral, recusa de apoio a candidato ou manifestação de opinião política.

Bela Barros se retratou e negou demissões

Após a repercussão das declarações, Bela Barros publicou um vídeo nas redes sociais pedindo desculpas pelas manifestações. A retratação ocorreu na terça-feira (27) e foi noticiada pelo Correio do Estado no dia seguinte.

Na gravação, a ex-deputada afirmou que estava envergonhada, reconheceu que suas palavras foram inadequadas e garantiu que ninguém havia sido dispensado por motivos políticos.

 "Ninguém foi demitido e ninguém vai ser demitido."

Bela também afirmou que os restaurantes pertencem aos filhos e que não possui poder de contratação ou demissão nos estabelecimentos. Segundo ela, a declaração foi feita de maneira impensada, sem conhecimento dos familiares.

Apesar da retratação, o Ministério Público incluiu o vídeo entre os documentos que deverão instruir a investigação, juntamente com a captura de tela do comentário original.

A Promotoria pretende confrontar as declarações públicas com os depoimentos dos trabalhadores e demais elementos que vierem a ser reunidos, para esclarecer se houve alguma prática irregular.

Bella Parmegiana nega ligação com ex-deputada

A repercussão das declarações da ex-deputada Bela Barros também provocou confusão nas redes sociais, levando o restaurante Bella Parmegiana, de Campo Grande, a divulgar uma nota pública para esclarecer que não possui qualquer ligação com a ex-parlamentar ou com os estabelecimentos comerciais envolvidos na polêmica.

Em comunicado, a empresa destacou que suas únicas unidades estão localizadas no Shopping Campo Grande e no Shopping Norte Sul Plaza, ambos na Capital, e que não mantém estabelecimentos em Dourados, município onde ocorreu o episódio envolvendo a ex-deputada.

"Em quase 30 anos de história, sempre fizemos questão de tratar bem quem trabalha com a gente e quem vem comer com a gente, isso não muda, e aqui todo mundo é bem-vindo, independente de opinião ou posição política", afirmou o restaurante.

Polícia deverá identificar responsáveis pelas listas de boicote

Além das declarações da ex-deputada, a requisição do Ministério Público concentra esforços na identificação de pessoas que teriam organizado, produzido e divulgado listas de estabelecimentos comerciais para incentivar boicotes motivados por divergências políticas.

Entre as diligências solicitadas está o depoimento do vereador Franklin Schmalz (PT), de Dourados. O parlamentar deverá prestar esclarecimentos sobre a existência das listas, os possíveis responsáveis por sua circulação e eventuais represálias sofridas por empresários e trabalhadores.

O promotor também solicitou que Everaldo Leite Dias, diretor da Associação Comercial e Empresarial de Dourados (Aced), seja ouvido para informar se a entidade recebeu relatos sobre empresas incluídas nas relações de boicote e possíveis prejuízos econômicos.

A Polícia Civil deverá identificar os proprietários dos estabelecimentos mencionados nas listas e verificar se sofreram ameaças, constrangimentos, perseguições ou outras formas de retaliação.

O documento encaminhado à autoridade policial inclui, entre seus anexos, uma relação de empresas e profissionais liberais que seriam alvo de represálias, além de registros das manifestações nas redes sociais.

A Promotoria também pretende esclarecer se houve atuação coordenada entre os responsáveis pelas publicações e se existia algum vínculo permanente destinado à prática de crimes.

Declarações de empresária ligada ao Boticário também repercutiram

O episódio ocorre em meio a uma sequência de manifestações políticas envolvendo empresários de Mato Grosso do Sul após o segundo turno das eleições.

Conforme noticiado anteriormente pelo Correio do Estado, outra situação que ganhou repercussão envolveu Helenita Brum, integrante da diretoria executiva do Grupo Valebrum, responsável pela operação de franquias de O Boticário no Estado.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, a empresária fez críticas a eleitores de Lula e afirmou que gostaria de ver um apoiador do presidente lhe pedir dinheiro ou emprego.

Na gravação, declarou: "Quero que passe fome".

Após a repercussão, o Grupo Boticário repudiou manifestações contrárias ao respeito, à diversidade e à pluralidade, esclarecendo que as declarações eram pessoais e não representavam os valores da companhia.

O ofício do Ministério Público de Dourados, entretanto, não menciona Helenita Brum nem o Grupo Boticário entre os possíveis envolvidos ou pessoas cuja oitiva foi solicitada.

O episódio integra o contexto das manifestações políticas que repercutiram no Estado, mas não há indicação, nesse documento, de que a empresária seja alvo da investigação requisitada.

Três crimes poderão ser investigados

Na requisição, o promotor João Linhares aponta três possíveis crimes: perseguição (stalking), incitação ao crime e associação criminosa.

O primeiro envolve perseguição reiterada que ameace ou prejudique a liberdade da vítima. O segundo ocorre quando há incentivo público à prática de crimes, enquanto o terceiro exige a união estável de pelo menos três pessoas com a finalidade de cometer infrações penais.

O Ministério Público ressalta que a liberdade de expressão e as divergências políticas são protegidas pela Constituição, mas não autorizam ameaças, perseguições ou outras práticas criminosas.

A investigação busca esclarecer os fatos e identificar eventuais responsáveis. Até o momento, não há comprovação de que os crimes tenham ocorrido.

MS já soma 62 denúncias de assédio eleitoral

Mato Grosso do Sul já contabiliza 62 denúncias de assédio eleitoral em 2026, superando os 58 registros de 2022, conforme balanço divulgado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-MS).

Desse total, 19 denúncias foram registradas nos três dias seguintes ao segundo turno. Campo Grande lidera com 32 ocorrências, seguida por Dourados, com 13.

O caso de Bela Barros também chegou ao MPT-MS, que notificou a ex-deputada para prestar esclarecimentos sobre possíveis demissões por motivação política.

Já o Ministério Público Estadual requisitou a abertura de inquérito criminal e solicitou resposta da Polícia Civil dentro do prazo legal. O documento não confirma se a investigação já foi instaurada.

O Correio do Estado mantém espaço aberto para manifestações dos envolvidos.

 

 

4 dias

Confira o que abre e o que fecha no feriadão de Dia do Servidor e de Finados

Dia do Servidor foi transferido para o dia 30 de outubro, enquantro Dia de Finados será na segunda-feira, gerando feriadão de quatro dias

29/10/2026 15h49

Comércio não está autorizado a abrir no Dia de Finados

Comércio não está autorizado a abrir no Dia de Finados Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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No dia 2 de novembro é celebrado o Dia de Finados. A data é feriado nacional e, neste ano, irá cair em uma seguda-feira.

O feriado irá emendar com o fim de semana e, em Mato Grosso do Sul, também com a sexta-feira (30), devido ao dia do servidor, celebrado no dia 28 de outubro, mas transferido para o dia 30, gerando um feriadão de quatro dias para os servidores públicos.

Na sexta-feira, não haverá funcionamento apenas nas repartições públicas municipais e estaduais.

Já na segunda-feira, alguns estabelecimentos não abrem, enquanto outros terão horário de funcionamento alterado em razão da data.

Confira o que abre e o que fecha:

Supermercados

Os supermercados e hipermercados podem abrir normalmente durante o feriadão.

Comércio

O comércio de Campo Grande não poderá abrir no Dia de Finados, conforme consta em Convenção Coletiva de Trabalho. No dia do servidor não haverá alteração.

Mercadão Municipal

O Mercadão Municipal irá abrir das 6h30 às 18h na sexta-feira e das 66h30 ao meio-dia na segunda-feira.

Shoppings

  • Campo Grande

Abre das 10h às 22h na sexta. No Dia de Finados, as lojas físicas permanecerão fechadas, enquanto as áreas de alimentação e lazer funcionarão normalmente, das 10h às 22h. 

  • Norte Sul Plaza

Abre das 10h às 22h na sexta. A estrutura estará aberta das 11h às 21h para operações de alimentação e lazer. A abertura das lojas de varejo ficará a critério de cada lojista.

  • Bosque dos Ipês

Abre das 10h às 22h na sexta. No Bosque dos Ipês, as operações de lazer e alimentação funcionarão normalmente, das 10h às 22h., enquanto as demais lojas não abrem.

  • Pátio - O shopping do Centro

Abre das 8h às 20h na sexta. Não haverá funcionamento do Pátio - o Shopping do Centro no feriado de Finados.

Feira Central

Abre das 16h às 23h na sexta-feira e não abrirá na segundas-feira.

Bancos

As agências bancárias não terão atendimento presencial ao público na segunda-feira. Como alternativa, os clientes poderão utilizar aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos, atendimento telefônico e correspondentes

Unidades de saúde

Hospitais, Unidades de Pronto Atendimento, Centros Regionais de Saúde 24 horas irão funcionar normalmente em regime de plantão no feriadão.

Judiciário

No Judiciário, de sexta-feira a segunda apenas o plantão judicial estará em funcionamento para os casos considerados urgentes, como mandados de segurança, habeas corpus, requerimento de realização de corpo de delito, ação cautelar de busca e apreensão e aqueles que exijam providência imediata.

Órgãos Públicos

Não haverá expediente nas repartições públicas municipais e estaduais na sexta-feira (30) e no dia de Finados.

A exceção fica por conta dos serviços considerados essenciais, como saúde e segurança, que funcionarão em escala de plantão.

Lotéricas

As casas lotéricas não devem abrir na segunda-feira, pois não haverá sorteio de loteria no Dia de Finados.

Detran

As agências do Detran de Mato Grosso do Sul não irão funcionar nos quatro dias de feriadão.

Correios

As agências dos Correios estarão fechadas na segunda-feira, mas funcionam normalmente, conforme o horário de cada unidade, na sexta.

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crime ambiental

Lama da mineração invade fonte que abastece comunidade pantaneira

Cerca de cem moradores da comunidade Antônio Maria Coelho amanheceram nesta quinta-feira com a água de consumo doméstico totalmente tomada pela lama

29/10/2026 14h10

Água da chuva foi direcionada para o córrego que abastece a comunidade Antônio Maria Coelho na noite desta quarta-feira (28)

Água da chuva foi direcionada para o córrego que abastece a comunidade Antônio Maria Coelho na noite desta quarta-feira (28)

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Os cerca de cem moradores do povoado Antônio Maria Coelho e praticamente toda a estrutura turística do Balneário Menck, a cerca de 45 quilômetros da área urbana de Corumbá, foram surpreendidos na manhã desta quinta-feira (29) com a água que abastece a comunidade totalmente tomada pela lama procedente das atividades da mineração desenvolvidas pela LHG Mining, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Segundo Edevaldo Santana de Oliveira, a água que abastece a comunidade é captada e canalizada a partir do Córrego Piraputanga, a cerca de 3,5 quilômetros de distância. E, de acordo com ele, próximo ao local de captação existe uma espécie de muro de arrimo para impedir que água barrenta das estradas chegue ao córrego.

Na noite passada, porém, algum funcionário da mineradora, utilizando uma máquina, destruiu esta proteção e direcionou a água da chuva em direção ao local onde ocorre a captação, explica Edevaldo, que há 58 anos mora na comunidade Antônio Maria Coelho.

E, de acordo com ele, a chuva não foi intensa e não existe explicação lógica para fizesse a manobra. “Acho que foi para desviar a água que ficava empossada próximo de uma guarita da mineradora. Isso é um crime ambiental e alguém precisa ser responsabilizado por isso”, opina Edevaldo. 

Historicamente a comunidade, instalada às margens da desativada ferrovia (estação Antônio Maria Coelho) captava água de córregos mais próximos. Mas, por conta da mineração, estas nascentes secaram e eles tiveram de improvisar a tubulação para trazer a água de longe.

Na comunidade existe um reservatório de dez mil litros e a partir dele a água é direcionada para as caixas dos moradores. Por volta do meio dia desta quinta-feira a coloração da água procedente do Piraputanga já havia melhorado, mas os reservatórios estão todos tomados pela lama, reclama Edeltrudes Correia Olveira, mais conhecida como Edil.

Por conta da lama, a água dos reservatórios foi despejada nesta quinta-feira. Porém, as escorrer ela invadiu o pátio da escola da comunidade, inviabilizando até mesmo as atividades lúdicas das crianças, reclamaram os vereadores (veja vídeo). 

Os moradores da região consomem a água do Corrego Piraputanga sem qualquer tipo de tratamento. Eles chegaram a receber filtros, mas praticamente todos já abandonar os equipamentos, pois a cada semana eram obrigados a substituir os refis, pois ficavam tomadas pela lema e a água simplesmene não passava mais, segundo Edevaldo. 

"Antigamente tinhamos água mineral aqui. Prova disso é que vinha gente de tudo que é lado para buscar água, já que que tinha a fama se ser medicinal. Hoje, não temos água mineral, mas temos água com minério de ferro", lamenta a senhora Edil antes de enviar uma série de vídeos mostrando a água avermelhada. 

O Correio do Estado procurou a LGH Mining e a informação que obteve é de que uma equipe que fica na área urbana de Corumbá foi enviada à comunidade para tentar entender o que ocorreu

Mas, a água barrenta não é o único problema da comunidade. Mais grave que isso, reclamam, é a poeira procedente da atividade de mineração. Na região circulam diariamente em torno de 300 carretas que levam minério de ferro até o Porto Esperança, localizado a cerca de 45 quilômetros de distância, às marges do Rio Paraguai.

Além da poeira procedente da extração de minérios, eles convivem com a fuligem da siderúrgica da empresa Vetorial, que utiliza dezenas de toneladas de carvão carvão diariamente para produzir ferro gusa.

Por conta das reclamações, a LHG Mining assumiu o compromisso de umidificar as estradas, o que ameniza, mas não acaba com o problema da poeira. E a tendência é de que a situação se agrave, pois a mineradora conseguiu autorização para aumentar a extração anual de 12 para 25 milhões de toneladas de minério.

Neste projeto, porém, existe a previsão de que boa parte dos caminhões seja retirada das estradas. O projeto prevê a construção de uma correia de 12 quilômetros para levar o minério até a estação ferroviária. Esta correia, conforme o projeto, será coberta e praticamente elimina a poeira que existe atualmente.

Depois, tudo será carregado em vagões e levado pela ferrovia até o Porto Gregório Curvo, em Porto Esperança, onde estão previstos investimentos de R$ 1,9 bilhão para ampliar a modernizar o sistema de carregamento do minério nas barcaças que descem pelo Rio Paraguai. A meta da LHG é despachar até 15 milhões de toneladas de minério por ano a partir deste porto.

Os investimentos bilionários previstos na mineração da região se explicam pela qualidade do material. O minério extraído no Maciço do Urucumpossui alto teor de pureza e qualidade excepcional, sendo uma das principais províncias minerais do Brasil. Como a região é rica tanto em ferro quanto em manganês, os níveis de pureza variam de acordo com o mineral, entre 62% e 67%. Em outras minas, este teor é da ordem de 40%.

Nos primeiros oito meses deste ano foram ocorreu aumento de 11% nas exportações de minério feitas a partir de Corumbá, passando de 6,349 milhões de toneladas para 7,080 milhões de toneladas, tudo sendo escoado pela hidrovia do Rio Paraguai. É o maior volume da já exportado neste período e praticamente tudo isso passou pela comunidade Antônio Maria Coelho. 

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